segunda-feira, 6 de julho de 2009

Espaço para criação de música erudita

Escrito por Carlos Eduardo Amaral



Laboratório de Composição Musical da UFPB estimula parceria com grupos instrumentais paraibanos, realizando pesquisas e acervos documentais sobre repertório nacional

Boa parte dos grandes compositores eruditos do século 20, em particular dos Estados Unidos, passou pelas mãos da mais conceituada professora de composição da história da Música, Nadia Boulanger (1887-1979), no Conservatório Americano de Paris. Boulanger, no entanto, por mais que transmitisse sólidos conhecimentos aos seus alunos, muitos dos quais cruzavam oceanos para vê-la, nunca lhes quis impor uma concepção estética: seu objetivo era ajudá-los a descobrir o próprio estilo.

Assim, a mestra francesa tutoreou jovens nomes tão consagrados mais tarde quanto Copland, Gismonti, Piazzolla e Quincy Jones – todos na casa dos 20 ou 30 anos. Esta é a faixa de idade de grande parte dos alunos de um projeto de extensão que nasceu em 2002, dentro do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba, e vem revelando talentos cujas obras têm circulado discretamente pelo Brasil nos últimos anos.

No início, o Laboratório de Composição Musical da UFPB, ou simplesmente Compomus, realizava pesquisas e acervos documentais sobre música brasileira, mas a criação de cursos de composição voltados não somente aos discentes acadêmicos, algo sem similar no país, deu um novo impulso ao projeto e desencadeou parcerias com grupos instrumentais profissionais e juvenis para divulgar as obras despertadas com as aulas.


Leia a matéria na íntegra na edição 103 da Revista Continente.