Músico pernambucano que está entre os mais conceituados da atualidade apresenta-se, hoje, tocando o Concerto nº 1 em dó maior, de Haydn, e o Concertino, de Clóvis Pereira
Paulo Sérgio Scarpa
scarpa@jc.com.br
O violoncelista Antonio Meneses, que está entre os mais conceituados da atualidade, apresenta-se, hoje, às 19h, no 1º Virtuosi Gravatá, tocando o Concerto nº 1 em dó maior, do compositor austríaco Joseph Haydn. O músico estará acompanhado da Orquestra Virtuosi, sob a regência de Rafael Garcia. No ano do bicentenário da morte de Haydn.
A mesma obra será apresentada dia 10 no 40º Festival de Inverno, em Campos de Jordão (SP), com a Orquestra Sinfônica Brasileira regida por Roberto Minczuk. O artista, que já tem agenda definida até novembro, com apresentações na Itália e Alemanha, tocará ainda o Concertino para celo e orquestra de cordas, do pernambucano Clóvis Pereira, obra escrita especialmente para ele.
Os concertos do 1º Festival Virtuosi de Gravatá, que acontecem sob a regência do maestro Rafael Garcia à frente da Orquestra Virtuosi, formada por jovens músicos pernambucanos, estão sendo realizados na Igreja Matriz de Sant"Ana e sempre com entrada gratuita.
Ganhador da medalha de ouro no Concurso Internacional Tchaikovsky de Violoncelo, em 1982, em Moscou, e solista das mais importantes orquestras da Europa e Estados Unidos, Antonio Meneses nasceu em 1957, no Recife, numa família de músicos. Seu pai foi primeira trompa da Ópera do Rio de Janeiro.
Meneses começou a estudar violoncelo aos dez anos de idade. Aos dezesseis conheceu o violoncelista italiano Antonio Janigro, que o convidou a frequentar suas aulas em Düsseldorf e Stuttgart, na Alemanha. Em 1977, ganhou o 1º Prêmio no ARD, Concurso Internacional de Munique.
Meneses já tocou com as principais orquestras do mundo, como a Filarmônica de Berlim, sob a regência de Herbert von Karajan, com quem gravou Don Quixote, de Richard Strauss, a Sinfônica de Londres, a Sinfônica da BBC, a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdã, a Sinfônica de Viena, a Filarmônica Checa, a Filarmônica de Moscou, a Filarmônica de São Petersburgo, a Filarmônica de Israel, a Filarmônica de Nova Iorque, a National Symphony Orchestra (Washington D.C.) e a Sinfônica NHK de Tóquio, entre outras.
Entre os maestros com quem colaborou estão Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, André Previn, Andrew Davis, Semion Bychkov, Herbert Blomstedt, Gerd Albrecht, Yuri Temirkanov, Kurt Sanderling, Neeme Järvi, Mstislav Rostropovich, Vladimir Spivakov e Riccardo Chailly.
Antonio Meneses tem, também, seleta discografia (disponível na Livraria Cultura e na Saraiva do Shopping Center Recife): Concerto para violino e violoncelo, de Johann Brahms, com Anne Sophie Mutter, e Don Quixote, de Richard Strauss, duas gravações para a Deutsche Grammophon, com Herbert von Karajan e a Orquestra Filarmônica de Berlim. Gravou também o Concerto para violoncelo, de Eugene D"Albert, e obras de David Popper, com a Orquestra Sinfônica de Basiléia, os três concertos para violoncelo de Carl Philip Emanuel Bach, com a Orquestra de Câmara de Munique (pela Pan Classics), as Seis suítes para violoncelo solo, de Johann Sebastian Bach (pela Nippon Phonogram), o Trio com piano, de Pietr Illitch Tchaikovsky (pela EMI-Angel), os concertos e a fantasia para violoncelo e orquestra, de Heitor Villa-Lobos (pela Auvidis-França), a obra completa para violoncelo e piano de Villa-Lobos, com a pianista Cristina Ortiz (pela Pan Classics), as Seis suites para violoncelo, de J.S.Bach (pela Avie). Seu mais recente CD, lançado no Recife em 2008, tem obras de Schumann e Schubert, com o pianista Gérard Wyss (Avie).

