Blog nascido junto com o primeiro programa de web rádio no mundo dedicado à música erudita nacional, o Audições Brasileiras - A música clássica nacional em seu rádio, e hoje dedicado ao acompanhamento e veiculação de notícias do meio estadual, em particular, e nacional.
Nos pronunciamentos de encerramento do Virtuosi Brasil, Marlos Nobre disparou: disse que o grande problema da música de vanguarda era que lhe faltava ritmo e que o Recife é muito ingrato com quem tenta crescer aqui. Duas grandes verdades.
Ao final, atendendo a pedidos da plateia, o compositor executou ao piano seu Frevo n° 1.
A Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência do maestro Osman Gioia, apresenta-se, hoje, às 18h, no Teatro Santa Isabel, em homenagem ao compositor austríaco Joseph Haydn, nos 200 anos da sua morte. Com o pianista Fernando Müller, que será o solista do Concerto para piano e orquestra em ré maior. O mesmo programa será apresentado dia 3 de junho, às 20h, no Santa Isabel. Entrada franca.
A Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano de Música se apresenta, dia 4, às 20h, no Teatro Santa Isabel, com ou sem ar condicionado, que não está funcionando.
CD e DVD - A Fábrica Estúdios e a Movie Maker captaram o som e a imagem do show da Orquestra Cidadã, durante a festa do Prêmio Odebrecht, para a gravação dos primeiros CD e DVD do grupo de crianças do Coque.
Atentos aos comandos do maestro Cussy de Almeida, os integrantes da Orquestra Cidadã dos Meninos do Coque gravaram, na última sexta-feira, no teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o primeiro CD e DVD do grupo. A apresentação, realizada após a solenidade de entrega do Prêmio Odebrecht de Engenharia 2009, foi aplaudida de pé pelos convidados. Os músicos Yamandu Costa, Silvério Pessoa e Dominguinhos também subiram ao palco com “os grandes nomes da música de amanhã”, como destacou o cantor, compositor e instrumentista José Domingos de Morais.
Mayara Elizabeth Costa da Silva, de 14 anos, faz parte da orquestra há dois anos. “Entrei querendo aprender e agora posso ser uma profissional, ganhar dinheiro e ajudar a minha família. Fico feliz e emocionada”, afirmou. A gravação foi patrocinada pela Odebrecht. “A venda posterior vai reverter para a orquestra”, explicou o diretor de Engenharia da empresa, Erico Dantas.
Prêmio
A 5ª edição Prêmio Odebrecht homenageou o engenheiro Marcos Magalhães, presidente do Conselho de Administração da Philips, além de presidente-fundador do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação; e contemplou os laureados Anderson de Lima Andrade, da Universidade Federal de Pernambuco; Cecília Mellia Leite, da Universidade Católica de Pernambuco; e Paula dos Santos Cunha, da Universidade de Pernambuco.
Marlos Nobre, que comemora 70 anos de vida e 50 de carreira musical, sobe ao palco do Santa Isabel para executar duas peças acompanhadas pela Orquestra Jovem de Pernambuco
Paulo Sérgio Scarpa
scarpa@jc.com.br
O 5º Virtuosi Brasil encerra, hoje, às 21h, no Teatro Santa Isabel, os três dias de homenagens ao maestro, pianista e compositor pernambucano Marlos Nobre, pelos seus 70 anos de vida e 50 de carreira musical.
No palco, o compositor executará ao piano duas peças de sua autoria: o Concertino para piano e cordas Op.1 (1959), menção honrosa no 1º Concurso Nacional de Composição Música e Músicos do Brasil, da Rádio MEC, e o Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74 (1989), uma encomenda da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. As duas peças serão acompanhadas pela Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a regência do maestro Rafael Garcia.
O Virtuosi Brasil promoverá, ainda, a primeira audição mundial da peça Poema III, para violoncelo e cordas Op.94 nº 3, com o solo do violoncelista paulista Cláudio Jaffé e o acompanhamento de uma orquestra de cordas. E a participação da soprano Angela Barra, que cantará O canto multiplicado para voz e orquestra Op.38, com texto do poeta Carlos Drummond de Andrade.
SUFOCO NO PALCO
O primeiro dia do festival dedicado a Marlos Nobre foi aberto, na quinta-feira, com o Teatro Santa Isabel sem ar condicionado. Diante do abafamento, aumentado pelos holofotes no palco, o pianista Bernardo Scarambone foi obrigado a usar o lenço várias vezes para enxugar o suor no rosto e secar o teclado, molhado pelos pingos de suor, para evitar que seus dedos deslizassem principalmente nos acordes. Scarambone chegou, inclusive, a se queixar em voz alta para a platéia: “Que calor, né?”. Na platéia, o sofrimento parecia ser o mesmo do artista: os programas impressos foram transformados em abanos.
O ar condicionado foi ligado, apesar de timidamente, nos últimos dez minutos do espetáculo. A direção do Santa Isabel, porém, não deu explicação oficial aos espectadores.
Nos bastidores, o comentário era o de que a Prefeitura do Recife não renovou o contrato com a empresa que deu manutenção ao aparelho nos últimos oito anos e que estaria providenciando nova licitação.
***
Essas informações sobre o ar foram retiradas aqui do blog, como vocês podem ler entre os posts de ontem.
Edson Bandeira de Mello foi eleito, por unanimidade, para a Academia de Artes e Letras de Pernambuco. Ocupará a cadeira 37, vaga pela morte do Maestro Mário Câncio. A posse festiva ainda será marcada.
Ponto positivo do Virtuosi é que todos os músicos estão dialogando com o público antes dos concertos, mas ontem (sexta), quando Marcelo Jaffé voltou à cena, mais uma vez se superou em carisma e bom humor.
Segundo dia do festival dedicado aos 70 anos de vida e 50 anos de carreira do compositor apresenta peças para orquestra de câmara e vocal
Paulo Sérgio Scarpa
scarpa@jc.com.br
O segundo dia de homenagens ao compositor e maestro Marlos Nobre, no Teatro Santa Isabel, pelos 70 anos de vida e 50 de carreira musical, será dedicado à música vocal e de câmara do recifense. No palco, Ângela Barra (soprano), Ricardo Ballestero (piano), Cláudio Jaffé (celo), Marcelo Jaffé (viola) e Betina Stegmann (violino). Às 21h.
No programa, com dez obras do compositor, o Trio para piano, violino e viola Op.4, composto em 1960, quando Marlos tinha 21 anos e estava no Recife. A obra venceu o 1º Prêmio do Concurso Nacional Música e Músicos do Brasil, no Rio, com um júri formado por Francisco Mingnone, Camargo Guarnieri, Radamés Gnatalli. O lado surpreendente do concurso foi que o segundo lugar foi dado ao maestro e compositor César Guerra-Peixe, que na década de 40 dirigiu a Orquestra da Rádio Jornal do Commercio e era considerado, já na época, um dos melhores compositores e arranjadores brasileiros.
Entre as obras a serem apresentadas está Três trovas opus 6, de 1961, com textos de Adhelmar Tavares, considerado um dos melhores trovadores do Brasil. O Ciclo Beira-mar opus 21, de 1966, todo inspirado na música popular da Bahia, nitidamente baseada nos cantos de candomblé baiano. E as Três canções opus 9, de 1962, obra baseada em poemas de Ascenso Ferreira e de Manuel Bandeira, com destaque para Maracatu, uma verdadeira jóia poética de Ascenso Ferreira e uma modinha, inspirada no poema Teu nome, de Bandeira, e Boca de forno, que evoca uma incorporação de santo em um terreiro de macumba.
OSR TOCA HAYDN
A Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência do maestro Osman Gioia, apresenta-se, domingo, dia 31, às 18h, no Teatro Santa Isabel, em homenagem ao compositor austríaco Joseph Haydn, nos 200 anos da sua morte. Com o pianista Fernando Müller, que será o solista do Concerto para piano e orquestra em ré maior. O mesmo programa será apresentado dia 3 de junho, às 20h, no Santa Isabel. Entrada franca.
A Orquestra Criança Cidadã grava hoje DVD com convidados especiais, como Yamandu e Dominguinhos
José Teles
teles@jc.com.br
“Para ensinar música a cada uma criança destas, gasta-se R$ 1 mil por mês. Para manter um presidiário atrás das grades gasta-se R$ 2.600”, com esta matemática simples, Erico Dantas, curador do Prêmio Odebrecht, justifica o interesse da empreiteira baiana em patrocinar a Orquestra Criança Cidadã, montada pelo maestro Cussy de Almeida, com garotos e garotos carentes do bairro do Coque, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife. Ontem a orquestra fez o ensaio final para gravação do seu primeiro CD e DVD, que terá como convidados especiais o cantor Silvério Pessoa, os violonistas Yamandu Costa e Sandro Haick (filho do baterista Netinho, que na Jovem Guarda tocou com Os Incríveis) e Dominguinhos. A gravação acontece hoje, a partir das 19h30, no Teatro da UFPE, no campus universitário.
Com problemas respiratórios, agravados pela emoção da gravação, o maestro Cussy de Almeida interrompeu o ensaio para conversar com a imprensa sobre o concerto de amanhã: “A parceria com a Odebrecht para o CD e o DVD começou com a ida da orquestra a Salvador, a convite de Lula, para se apresentar na Costa do Sauípe, em março passado. O presidente da Odebrecht estava lá e o presidente Lula chamou Emílio, o presidente e pediu que ele ajudasse os meninos”. O pedido não apenas foi atendido, como estendeu-se para uma futura sede para a orquestra e aulas de música para outras crianças carentes. “A sede será consequência, pois o software sempre é mais importante do que o computador. Vamos fazer com que a orquestra tenha condições de sustentabilidade”, comenta o curador Erico Dantas, ressaltando que pela primeira vez os pequenos músicos receberão cachê por um concerto, e mais: toda arrecadação com a vendas dos discos e DVDs será revertida para eles.
A captação do áudio será feita pela equipe do Estúdio Fábrica, enquanto as imagens serão registradas pela Movie Maker. A luz fica a cargo da Paes de Andrade, responsável pela iluminação dos shows de Lenine. O maestro Cussy de Almeida escolheu um repertório de música popular, e nem só de MPB. Entre as músicas está o standard americano My way, sucesso com Frank Sinatra, há 40 anos. “A decisão por estas música é por que são ótimas e de conhecimento do público, a platéia vibra mais quando ouve músicas que já conhece, mas a orquestra tem um repertório de mais de 50 músicas”, explica Cussy de Almeida.
As demais 12 peças, vão de Viola e rabeca, de Guerra-Peixe, o samba Molambo, de Jayme Florence e Augusto Mesquita, Tenho sede, Dominguinhos e Anastácia, interpretada por Silvério Pessoa e Dominguinhos, Légua tirana, de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, que terá Dominguinhos como solista, El negro del blanco, de Yamandu Costa, que será o solista. De Silvério Pessoa, o maestro escolheu duas composições, Nas terras da gente e Cipó de goiabeira. O concerto termina com dois clássicos, Asa branca, com a orquestra e os convidados especiais, e Vassourinhas, o hino de Matias da Rocha e Joana Batista, novamente com a Orquestra Criança Cidadã e os convidados.
Terão destaque na Orquestra Cididã os garotos João Pedro, 13 anos, e Thialyson Philipe. Os dois serão os solistas, no violino, em Czardas, peça húngara que exige muita rapidez dos que a executam. João Pedro toca violino há um ano e meio – “Antes eu só estudava e brincava. Agora só quero ser músico”, diz ele. Thialyson, 12 anos, filho de um garçom, está na orquestra há dois anos e deixou de ouvir funk para curtir Bach, seu autor predileto.
Antes do concerto (para o qual a Odebrecht distribuiu os convites entecipadamente), haverá a cerimônia de entrega do Prêmio Odebrecht de Engenharia 2009, e uma homenagem especial ao engenheiro Marcos Magalhães, da Philips do Brasil.
O pianista Bernardo Scarambone, da Alcorn University, nos EUA, oferece duas bolsas completas, de quatro anos, para curso de graduação em música. Informações: scarambone@hotmail.com.
O maestro Marlos Nobre, depois da homenagem na Assembleia Legislativa, ganhou jantar em sua homenagem no Restaurante Mingus. Estavam por lá: a deputada Terezinha Nunes (fez a proposição), o maestro Rafael Garcia, a pianista Ana Lúcia Altino, a produtora Luciana Altino e Paulo Sérgio Scarpa (JC).
Presente 1
Ricardo Brennand comemorou seus 82 anos quarta, reunindo os filhos, os 23 netos e 2 bisnetos em almoço. No IRB ganhou nova homenagem. Os alunos de cinco escolas, que visitam diariamente o instituto, cantaram os parabéns pra ele, que era só felicidade com o carinho.
» Presente 2
Ricardo ganhou outro grande presente no seu niver. O piano Steinway, de carvalho, recentemente recuperado por R$ 40 mil, que fica no foyer do IRB, foi reinaugurado por Marlos Nobre. O maestro tocou, pela primeira vez, as Variações do canto da Asa Branca.
É preciso dizer que foi muito justa a homenagem prestada pela Alepe ao compositor e pianista Marlos Nobre, um pernambucano que é conhecido internacionalmente. Terezinha Nunes acertou na proposta.
Prêmio Odebrecht - A Construtora Norberto Odebrecht entrega hoje, no Teatro da UFPE, prêmio aos laureados dos cursos de engenharia civil das três universidades pernambucanas. Teremos também homenagem especial a uma figura notável: o engenheiro Marcos Magalhães. A Orquestra Criança Cidadã, faz concerto com a participação de Dominguinhos, Yamandu Costa e Silvério Pessoa.
Marlos Nobre recebe dos deputados Terezinha Nunes e Izaias Régis placa de homenagem da Assembleia Legislativa. Foto: Rinaldo Marques/Divulgação
Movimento
O V Virtuosi apresenta hoje, no Santa Isabel, a Música Vocal e a Música de Câmara.
Na noite de hoje, sessenta instrumentistas da Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque, do Maestro Cussy de Almeida, gravam ao vivo seus primeiros CD e DVD, com a participação de músicos como Dominguinhos, Silvério Pessoa, André Haick e Yamandu Costa. O concerto, somente para convidados, será na entrega do Prêmio Odebrecht de Engenharia 2009. A iniciativa existe apenas em Pernambuco já há cinco anos, com diferentes temas. O deste ano é educação. "Por isso o destaque para a Orquestra, que é uma iniciativa que tira crianças da marginalidade", explica Érico Dantas, diretor técnico da Odebrecht.
Maestro é homenageado pelo festival em programação que prossegue hoje e amanhã, no Teatro de Santa Isabel
A música de Marlos Nobre é celebrada na quinta edição do festival internacional de música erudita, o Virtuosi.
Foto: Caroline Bitttencourt/ Divulgação
Dirigido pelo maestro chileno radicado no Recife Rafael Garcia, o evento traz todos os seus concertistas interpretando obras de Marlos, nos mais variados gêneros: piano, música vocal e de câmara e, finalmente, a obra para orquestra de cordas e solistas. O mundo todo está comemorando Marlos Nobre, um dos mais importantes compositores do país e da América Latina, pelos 70 anos de nascimento e 50 de carreira artística. Em 2006, ao receber o Premio Tomás Luis de Victoria, em Madri, Marlos Nobre foi saudado como o maior compositor vivo do continente ibero-americano. O festival Virtuosi começou ontem e segue hoje e amanhã, no Teatro de Santa Isabel, às 21h.
A cantora Ângela Barra, natural de Goiânia, doutora em Música pela Universidade de Indiana, acompanhada do pianista Ricardo Ballestero, apresenta Beiramar opus 21 1966 (Texto de Marlos Nobre baseado no folclore da Bahia), Três canções opus 9 196 (textosde Ascenso Ferreira, Manuel Bandeira, entre outras canções do compositor). Na segunda parte do concerto, o violoncelista Cláudio Jaffé apresenta Cantoria 1 e, acompanhado de Ballestero, Partita latina. A noite será encerrada por um Trio para piano, violino e viola Op. 4. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações pelo fone 3232-2940.
O esforço das crianças que formam a Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque dá sinais cada vez mais fortes de reconhecimento de um trabalho único dentro da realidade da comunidade, tida como uma das mais pobres e violentas do Grande Recife. Hoje, no Teatro da UFPE, em concerto durante o Prêmio Odebrecht de Engenharia 2009, a Orquestra grava seu primeiro CD e DVD, com a participação de músicos do quilate de Dominguinhos, Silvério Pessoa e Yamandu Costa.
São 130 jovens e crianças, entre três e dezessete anos, que participam da Orquestra Criança Cidadã, iniciativa inserida dentro do projeto “guarda-chuva” Associação Beneficente Criança Cidadã (ABCC). Desses meninos, 60, com idades entre oito e dezessete anos, foram selecionados para a apresentação no evento.
Sob a coordenação, direção musical e regência do maestro Cussy de Almeida, os alunos foram inseridos no mundo da música profissional há quase três anos. Eles têm cinco horas de aula de música, de segunda a sábado; recebem apoio pedagógico, psicológico e nutricional. Aprenderam a tocar viola, violino, violoncelo, contrabaixo, percussão, e ainda recebem aula de canto coral. “Através do método Suzuki de ensino, que desenvolve a atenção global, sensibilidades auditivas, visuais e sinestésicas, os meninos aprenderam a tocar os instrumentos brincando”, segundo o coordenador do projeto, o juiz João Targino.
Vale lembrar que será durante o Prêmio Odebrecht de Engenharia que a Orquestra receberá o primeiro cachê, uma doação da construtora, marcando o início da vida profissional do grupo. Na programação do evento, fechado ao público em geral, eles se apresentam com música popular e um pouco de música clássica para uma platéia de 1500 convidados, formada por autoridades, empresários, estudantes e professores de música e de engenharia civil, jornalistas e familiares dos integrantes da equipe.
Desde o final do ano passado que se escuta falar que o ar condicionado do Santa Isabel estaria em processo de licitação (assim como o do auditório do Conservatório Pernambucano), mas o que se viu ontem à noite, na abertura do V Virtuosi Brasil, foi o de sempre (de sempre, digo, nos últimos meses): todo mundo se abanando com o programa.
Pior é que desta vez o pianista, Bernardo Scarambone, parava a cada movimento para enxugar o suor, chegando até a comentar em voz alta para o público (algo como: "Que calor, né?"). Eu me pergunto: essa licitação está lenta mesmo ou ela nem sequer foi feita?
***
No mais, bons encontros e reencontros nos corredores do teatro. E o público, mesmo aplaudindo entre os movimentos (infelizmente, pros outros, não abro mão de respeitar essas convenções), desta vez pegou leve nos cochilos e botou os celulares no vibracall.
O compositor Marlos Nobre e a deputada Terezinha Noronha (Foto: Rinaldo Marques)
Das mais bonitas a homenagem ao pianista e compositor Marlos Nobre, ontem, na Assembléia Legislativa de Pernambuco, pelos seus 70 anos de idade e 50 de música. A proposta foi da deputada Terezinha Nunes.
Notícia fresquinha, vinda em primeira mão para o blog através do Coquetel Molotov (assessoria de imprensa do Virtuosi Brasil).
***
O pianista Bernardo Scarambone, professor da Alcorn University, Mississipi, está oferecendo 2 bolsas para curso de graduação (bacharelado em música) para estudantes do Nordeste de qualquer instrumento. As bolsas são completas e incluem taxas escolares, hospedagem, alimentação e ajuda de custo.
Os candidatos precisam fazer os testes de lingua inglesa e o SAT exigido pelas universidades americanas. As bolsas tem duração de 4 anos.
Observação inicial: só responda o questionário abaixo caso você more no Grande Recife e não seja músico profissional.E repasse-o a quem quiser, se o desejar.
E-mail para envio das respostas: pb_amaral@hotmail.com
***
Em virtude de minha futura dissertação de mestrado, a ser apresentada em 2011 (sobre produção, circulação e consumo de música clássica em Olinda e Recife), terei de ir preparando alguns artigos em breve acerca do tema.
Gostaria de fazer algumas perguntas iniciais sobre a inclinação de vocês (e à vivência) em relação à música clássica, cujas respostas posso receber até o dia 10 de junho (ou mais, caso me informem).
Por favor se sintam à vontade pra responder o quanto quiserem e agradeço desde já pela atenção.
Com quantos anos de idade você tomou contato com a música clássica? De que forma?
Alguém da sua família era músico ou apreciava música clássica nessa época?
E hoje?
A música clássica é seu gênero musical preferido? Se não, qual o é?
Se sim, você gosta ou outro(s) gênero(s)? Qual(is)? (Gênero aqui como sinônimo do termo mais usado coloquialmente: "ritmo")
Vai para apresentações desses outros gêneros?
De quais gêneros musicais você menos gosta e por quê?
De quais compositores (eruditos) você gosta mais?
E de que obras em particular?
Há algum gênero de obras eruditas pelo qual você tem mais predileção? (Agora, gênero está no sentido de "tipo de obra")
Ouve compositores eruditos brasileiros em CD/DVD?
E em concertos?
Você já estudou (ou estuda) música?
Tocou (ou toca) algum instrumento? Qual?
Aprecia outras artes? Quais?
Exerce atividades ligadas à música ou a outra arte? Remuneradamente?
Você entra em contato com produtores de eventos para sugerir artistas a serem convidados ou obras?
Você acompanha notícias de música clássica pelos meios de comunicação (imprensa, rádio, TV e internet)? Através de que veículos (incluindo blogs)?
Você vê concertos pela TV ou os ouve pelo rádio?
Você costuma comprar CDs e/ou DVDs de música clássica? Com que frequência?
Você acompanha os concertos de música clássica que acontecem em Olinda e Recife?
Você toma conhecimento dos problemas referentes ao meio musical erudito nas duas cidades (quaisquer que sejam: financeiros, administrativos)? Quais?
Qual(is) compositor(es) representam melhor a música clássica nacional, em sua opinião?
E qual(is) intérprete(es) (maestros e/ou instrumentistas)?
Qual(is) compositor(es) representam melhor a música clássica pernambucana?
E qual(is) intérprete(es) (maestros e/ou instrumentistas)?
Já foi a alguma edição da Mimo ou do Virtuosi? Quantas vezes em cada um?
Foi a mais de um concerto em cada uma das edições que frequentou? Seria possível enumerar a quantidade?
Quais outros eventos de música clássica você frequenta e em que locais?
O que falta para a música clássica crescer em Pernambuco?
Aprova a volta da obrigatoriedade do ensino musical nas escolas?
Descreva em palavras ou expressões soltas tudo o que lhe faz lembrar de (ou que representa) música clássica.
Cordialmente,
Carlos Eduardo Amaral PS.: Aos que responderem este questionário serão remetidos outros, bem mais pra frente, de modo que vou continuar a entrar em contato [em função da dissertação e de artigos] com aqueles que gentilmente se dispuserem.
A quinta edição do Virtuosi Brasil será dedicada ao compositor clássico pernambucano
Marlos Nobre preparou três concertos para as apresentações no Santa Isabel
Talles Colatino
Considerado o maior compositor clássico vivo do continente ibero-americano, Marlos Nobre mantém com o Recife, sua terra natal, uma relação que ultrapassa a afetividade quando é sua música que está em questão. “A base do meu substrato musical é formada com os sons do Recife que eu ouvia na infância, no bairro de São José. O Carnaval passava ali e é do som do frevo e do maracatu que vem muito da força rítmica da minha música. Ao longo da minha carreira, nunca me dediquei à pesquisa folclórica desse Recife, mas a técnica e afetividades do seu ritmo e melodia estão sempre presentes”, explica o músico.
O público vai ter oportunidade de compreender melhor essa relação do Recife com a obra do compositor, e toda a grandiosidade da sua produção que garantiu, por exemplo, o prestigiado prêmio espanhol “Tomás Luis de Victoria”, quando for aos concertos realizados entre hoje e sábado, no Santa Isabel. As apresentações formam a quinta edição do Virtuosi Brasil, que celebra, além dos 50 anos de carreira artística, os 70 de nascimento de Marlos.
“Considero o Virtuosi um dos três festivais mais importantes do Brasil e, sem dúvida, o melhor do Nordeste. E o melhor de tudo é que, apesar do mundo inteiro estar celebrando esses 50 anos de carreira, eu tive a oportunidade de comemorar junto aos amigos e familiares aqui também”, celebra Marlos, que preparou três concertos para a quinta edição do festival. Com a participação de artistas nacionais e internacionais no Teatro de Santa Isabel, cada concerto dedicado a um gênero de obra do compositor: piano, música vocal e de câmara e, finalmente, a obra para orquestra de cordas e solistas.
Para abrir o evento foi convidado o pianista carioca Bernardo Scarambone, um especialista na música do compositor para piano. Na segunda noite, o público pernambucano conhecerá a música vocal e a música de câmara e esse é o dia especial para Marlos que terá, pela primeira vez, um concerto completo de composições para voz executado na cidade. A cantora Ângela Barra, a quem Marlos não poupa elogios, será acompanhada do pianista Ricardo Ballestero.
A terceira e última noite do evento traz a Orquestra Jovem de Pernambuco sob a direção do Maestro Rafael Garcia tendo como solistas a cantora Ângela Barra, o violoncelista Claudio Jaffé e Marlos Nobre ao piano, executando o “Concertino” e o “Concertante do Imaginário”, ambas obras para piano e orquestra de cordas, também executadas pela primeira vez no Recife. O “Virtuosi Brasil Celebra Marlos Nobre” surge como uma oportunidade única para entusiastas da obra do compositor e curiosos. Sua técnica inventiva e inquieta extrapola os limites da música clássica e, muitas vezes, encontra força com elementos da música popular. O resultado é uma força rítmica única que vale ser conferida.
Serviço V Virtuosi Brasil - Celebra Marlos Nobre Hoje, amanhã e sábado, às 21h Teatro de Santa Isabel Ingressos: R$20 e R$ 10 (Frisas e plateia) e R$15 e R$ 7,50 (Camarotes A e B) Informações: 3232 2940
Na tarde de ontem, amigos e parentes se despediram de Antônio Xavier de Brito, 80 anos, mais conhecido como Tonhé, um dos violonistas mais tradicionais de Pernambuco. O corpo do músico foi sepultado no Cemitério das Flores, em Tejipió. O falecimento foi provocado por um quadro de insuficiência respiratória e cardíaca. Na última segunda-feira ele se sentiu mal, sendo internado no Hospital do Ipsep, morrendo na tarde do mesmo dia.
Segundo o maestro Marco César, sobrinho do artista, a música perdeu um compositor, um incentivador, um violonista, aquele chamado por muitos de “homem orquestra”, porque acompanhava as pessoas em qualquer tom e em qualquer música. E para a família, se vai uma presença moral, uma pessoa que passava muita segurança. “Depois que o meu pai, também músico, morreu, a única forma de fazer música era tocando com o meu tio. Devo toda minha carreira musical a ele”, disse.
Sobre a sua última apresentação em palco, no dia 9 de maio, no 15ª Festival da Seresta, no Marco Zero, Marcos diz ter sido muito boa. “Já sabíamos que ele não tinha mais o reflexo. Mas, dentro das limitações conseguiu se apresentar”. O sobrinho ficou surpreso com a notícia. “Ele estava sorrindo, dentro de um astral muito bom, querendo que o chamasse para tocar mais”, contou. Tonhé lutava contra um problema renal há seis anos e deixa a esposa e seis filhos.
Aniversário do compositor e maestro é celebrado com concertos
Paulo Sérgio Scarpa
scarpa@jc.com.br
Os 70 anos de vida e os 50 de carreira do maestro e compositor pernambucano Marlos Nobre começam a ser comemorados, musicalmente, durante os três dias do 5º Virtuosi Brasil, no Teatro Santa Isabel. Serão apresentadas 22 das 280 obras criadas até hoje por Marlos Nobre, divididas em três programas: Música para piano (hoje), Música vocal e música de câmara (amanhã) e Música para orquestra de câmara e solistas (dia 30). Sempre as 21h.
Marlos Nobre, que é pianista, estará no palco, no último dia, como solista de duas peças: no Concertino para piano e cordas Op. 1 (1959) e no Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74.
O compositor fará ainda a estréia mundial do Poema IIIa para violoncelo e cordas Op.94, criado especialmente para o 5º Virtuosi Brasil, o qual ele define como “uma canção lírica, para celo e orquestra de cordas, que orquestrei especialmente para este Virtuosi Brasil”. A canção, conta, é tirada do 2º movimento do Concertante do Imaginário. “É uma canção de amor para minha mulher, a pianista e intérprete Maria Luiza Corker. É pura emoção e, como tal, espero que seja transmitida ao público”.
Nobre conta que a maioria de suas obras teve inspiração na cultura musical de Pernambuco, especialmente no maracatu nação e no frevo. Influência que ele destacou durante a homenagem que a Assembleia Legislativa prestou a ele, terça-feira passada, por sugestão da deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), quando os deputados ofereceram-lhe uma placa comemorativa e uma gola de maracatu, confeccionada pelo artista plástico Ernani, de Nazaré da Mata.
“A homenagem é um marco para mim”, agradeceu o maestro aos deputados. “Ela é muito significativa”. Ele lembrou que, em todas as vezes que retorna ao Recife – onde nasceu e viveu até os 19 anos, antes de viajar ao Rio de Janeiro, onde fez carreira com a música erudita – sua mulher, Maria Luiza, observa que Marlos fica “sempre diferente”. E explicou o motivo: “O passado volta. Ninguém pode criar sem essa ingenuidade do passado, as lembranças da infância. E o Recife me dá essa autenticidade”.
As comemorações pelos seus 50 anos de carreira, lembra o maestro, estão ocorrendo em vários países, com destaque para o Brasil, Estados Unidos, França e Inglaterra. Em São Paulo, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) marcou a estréia mundial de seu Concerto nº 2 para percussão (2009) para novembro próximo. E ele soube, ontem, durante jantar no Restaurante Mingus, onde foi homenageado pelos donos da casa, que a Osesp incluirá a sua obra na turnê internacional marcada para 2010.
Para a pianista Ana Lúcia Altino, coordenadora do Virtuosi Brasil, as homenagens a Marlos Nobre são merecidas. “Ele é, hoje, o maior compositor brasileiro em atividade, tem uma obra de caráter nacionalista e dedica aos ritmos pernambucanos um espaço muito grande em suas criações artísticas”.
Pela primeira vez, os meninos da Orquestra Cidadã, da violenta comunidade do Coque, no Recife, receberão cachê por uma apresentação. E gravarão ainda CD e DVD durante o Prêmio Odebrecht de Engenharia, amanhã.
A primeira audição mundial de duas obras compostas para o Ano da França no Brasil vai juntar a pianista francesa Paule Cornet e o pianista pernambucano, garoto prodígio Vitor Araújo. O concerto a 2 pianos será nos dias 12 e 13 de junho, no Teatro de Santa Isabel, às 20h30. Imperdível para amantes da música.
***
O forrozeiro Josildo Sá foi convidado pelo maestro Nenéu Liberalquino para interpretar músicas de João Silva junto à Banda Sinfônica do Recife. O concerto junino será dia 17 de junho, às 20h, no Teatro do Parque. João Silva também estará presente, como homenageado do São João pela Prefeitura do Recife.
Dia 28, 21h Música para piano Bernardo Scarambone, piano
Nazarethiana Op. 2 (1960) “Escrevi quando ainda estava no Recife, entusiasmadíssimo com o grande compositor popular carioca Ernesto Nazareth. É uma pequena “tocata” para piano, evocando Nazareth, à minha maneira. Insiro entre os temas uma parte rítmica que se tornaria minha marca registrada. Ganhou o 1º Prêmio da Sociedade Germano Brasileira, no Recife, em 1960, com um júri presidido por Valdemar de Oliveira, que se tornaria meu grande apoio”.
Ciclo Nordestino, Opus 5 (1960) “Escrevi para participar do Concurso Estadual de Música de São Paulo, quando fiquei em 2º lugar. Nela, começo uma série baseada em temas e motivos folclóricos de Pernambuco, com a intenção de preservar esses temas do esquecimento e dar um tratamento contrapontístico e moderno. Na época, o Mikrokosmos, de Bartok, foi minha inspiração. Foi gravada pela pianista Guiomar Novaes e teve repercussão internacional”.
Homenagem a Arthur Rubinstein, Op 40 (1973) “Em 1973, o diretor do 1º Concurso Internacional de Piano Arthur Rubinstein me encomendou uma peça, que dediquei ao grande pianista. Dele, receberia depois uma carta que foi uma consagração para mim. Rubinstein escreveu sobre a obra em seu livro de memórias, My many years. Toquei a obra em Paris, no apartamento dele, e ele simplesmente a adorou. Hoje, faz parte do repertório de grandes pianistas. E isso eu devo também a Rubinstein”.
4º Ciclo Nordestino, Op 43 (1977) “Cantilena é a mais extensa parte da obra e obedece a uma idéia de ir, aos poucos, escrevendo com maiores dificuldades técnicas. Esse movimento já requer uma técnica transcendental e está ligado profundamente às minhas reminiscências do Carnaval do Recife, que assisti desde meus quatro anos na Rua de São João. Termina com o Frevo que se tornou uma peça digamos “favorita” dos pianistas no Brasil e no mundo”.
Sonata Breve Op.21 (1966/2000) “A peça inicia uma série de sonatas onde a minha escritura transcendental, com dificuldades técnicas e musicais, atinge um ponto alto. O tema é baseado em características nordestinas, especialmente nos desafios de Pernambuco, que inspiraram minha infância. Ouvia, maravilhado, na fazenda de meu tio, os cantadores e as disputas, que levavam o dia inteiro”.
Tango Op 61 (1984) “É essencialmente uma reminiscência de minha amizade com o grande Astor Piazzola, em Buenos Aires, em 1963/64. Na época, ele era execrado e perseguido pelos “donos” do tango portenho, que diziam ter Piazzola renegado as verdadeiras raízes do genero e criado algo espúrio. Ao escrever esse meu Tango, trouxe a atmosfera do Buenos Aires moderno, do tango que a tradição execrava, mas que acabou conquistando o mundo”.
Sonatina Op. 66 (1984/2003) ”Dedicada ao pianista Nelson Freire”. Frevo nº2 “Dedicado a Ariano Suassuna”.
Dia 29, 21h Música vocal e música de câmara Angela Barra (soprano), Ricardo Ballestero (piano), Cláudio Jaffé (celo), Marcelo Jaffé (viola) e Betina Stegmann (violino)
Três trovas opus 6 (1961) “Foram escritas sobre textos das trovas do Adhelmar Tavares, o melhor poeta de trovas do Brasil. Escrevi para o 1º Concurso Música e Músicos do Brasil, no qual a peça ganhou menção honrosa, com estréia, no Rio, em 1961. Todas as canções são calcadas no “mal do amor” cantadas nas trovas.
Ciclo Beira-mar opus 21 (1966) “O ciclo se inspira na música e na poesia popular da Bahia, que canta Iemanjá. É possivelmente a minha obra mais popular para canto. A característica principal é que eu procurei manter o caráter direto e de cunho popular da melodia (que é minha própria, baseada na música popular dos candomblés da Bahia, que assisti maravilhado quando muito jovem). A harmonia é simples, mas ao mesmo tempo sofisticada, assim como a escritura pianística, que sempre é muito rica em todas as minhas canções”.
Três canções opus 9 (1962) “Este ciclo foi baseado em textos de Ascenso Ferreira e Manuel Bandeira. Tive o prazer de conhecer Ascenso, aquele homenzarrão, sempre vestido de branco, com voz de trovão, mas uma alma pura e maravilhosa, declamando seus versos no Departamento de Cultura-Discoteca do Recife, que ele frequentava e eu também, entre 1956 e 1957. Escolhi o Maracatu, que é uma jóia poética, pois Ascenso sabia como extrair sons onomatopáicos puros e, com eles, criei minha música. “Teu nome” é uma espécie de modinha, inspirada nos versos ternos e meio atormentados de Bandeira. E “Boca de Forno” evoca uma tomada de santo, uma incorporação em terreiro de macumba”.
Dengos da mulata desinteressada opus 20 (1966) “Compus a peça em duas horas, exatamente, tal a naturalidade com que fui possuído pelo texto de Ribeiro Couto. É uma espécie de “desafio”, onde o piano imita a viola caipira e a voz transcendo a voz do poeta cantador, cantando uma sedução de amor com a graça típica dos namoros das festas populares do meu Pernambuco, essencial e profundo”.
Poema V (Raio de Luz) opus 94 n°5 (2002) “A obra faz parte de uma larga série de Poemas para diversos instrumentos, no qual não poderia faltar a voz. Escrevi um texto baseado na música e suas inflexões, sem nenhuma pretensão literária (que não tenho), mas que se encaixa perfeitamente no clima lírico do canto de amor que pretendi criar”.
Modinha opus 23a (1966) “Em 1962 estava no Rio, sem emprego, sem dinheiro e me procurou o cineasta Paulo César Saraceni, que queria montar um show. Fiz os arranjos, inclusive do então iniciante baiano o Gilberto Gil, de quem me entregaram uma fita onde ele cantava. Para terminar o show, a produção queria uma canção e encomendou ao poeta Marcos Konder Reis um texto e eu o musiquei, em uma tarde. No show, na boate Gaslight, no Flamengo, às vezes o pessoal se agitava porque dizia que a Modinha terminava o show “muito para baixo”, pois era um canto de amor e não tinha nada de grandioso. Mas logo tornou-se um sucesso”.
Cantoria I para celo solo “Ela foi escrita por encomenda do violoncelista pernambucano Antonio Meneses, que me pediu uma peça que comentasse e fosse uma introdução a uma das Seis suítes para celo, de Bach. Escolhi a suíte em ré menor, que sempre me pareceu a mais linda e fiz esta homenagem ao grande Bach”.
Partita Latina para celo e piano “Ela nasceu de uma encomenda especial do violoncelista mexicano Carlos Prieto, que toca com um raríssimo Stradivarius. Nela, utilizo a idéia das partitas antigas, que eram uma suíte de peças mais ou menos dançantes e interligadas, no período barroco. É um visão pessoal do barroco e alterna estados de espírito denso, calmo, agitados, líricos, fúnebres e exaltados”.
Sonata Opus 11 para viola solo (1962) “Foi encomendada pelo violista húngaro George Kiszely, que a gravou pela EMI. É uma das poucas sonatas escritas para este instrumento. Em três movimentos, mostra minha visão, na época, do instrumento excepcional que eu trato de elevar à categoria de solista”.
Trio para piano, violino e viola Op. 4 “Escrita no Recife, em 1960, aos 21 anos, ganhou o 1º Prêmio do Concurso Nacional Música e Músicos do Brasil, no Rio, com um júri formado por Francisco Mingnone, Camargo Guarnieri, Radamés Gnatalli. Na época foi um estouro no Rio e no Brasil. Em segundo lugar ficou obra do maestro e compositor César Guerra-Peixe. A crítica carioca me considerou, textualmente, "uma estrela de intensa luminosidade que aparece na música do Brasil como o legítimo sucessor de Villa-Lobos. O Trio é um resumo de tudo que eu adorava na época: Nazareth, o dodecafonismo, Ravel. Enfim, uma peça juvenil”.
Dia 30, 21h Música para orquestra de câmara e solistas Orquestra Jovem de Pernambuco, regência Rafael Garcia; Angela Barra (soprano), Marlos Nobre (piano) e Cláudio Jaffé (celo)
O Canto Multiplicado para voz e orquestra Op.38a “Foi escrito por encomenda do Ensemble de Munich, que fazia turnê pela América Latina. O texto de Carlos Drummond de Andrade, maravilhoso, sempre me impressionou profundamente: uma evocação do assassinato covarde pela falange fascista espanhola do grande Garcia Lorca, que na minha música adquire uma expressão dramática enorme. A peça é um grande lamento à imbecilidade humana que matou e vem matando homens como Garcia Lorca, o próprio Cristo, Martin Luther King. Um protesto contra a violência do homem contra o homem e uma esperança de que “o dia amanhecerá”.
Concertino para piano e cordas Op. 1 (1959) “Escrito no Recife, ganhou a menção honrosa no Rio no mesmo ano. A peça transmite as principais influências e afinidades que eu tinha na época: o barroco, a música de Ernesto Nazareth, a modinha brasileira e Schumann.O 2º movimento é muito lírico e nunca me esqueço quando toquei a gravação para minha querida mãe, Maria José, ao voltar do Rio. Ela emocionou-se profundamente e chorou. Ver minha mãe chorar, pela minha música,foi possivelmente a mais profunda emoção que jamais senti. O 3º movimento vem como uma homenagem a Nazareth e é um chorinho evocando os chorões cariocas”.
Poema IIIa para violoncelo e cordas Op.94 nº3a Primeira audição mundial “É uma canção lírica, para celo e orquestra de cordas, que orquestrei especialmente para este Virtuosi Brasil. A canção é tirada do 2º movimento do Concertante do Imaginário e é um canção de amor para minha mulher, a pianista e intérprete Maria Luiza Corker. É pura emoção e, como tal, espero que seja transmitida ao público”.
Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74 (1989) Dedicado à minha mulher, Maria Luiza, teve sua estréia mundial com a Royal Philarmonic Orchestra, em Londres. A obra se inspira em versos da grande poetisa Cecília Meireles. O primeiro movimento evoca uma visão revisitada do barroco. O 2º movimento, tem uma pequena e especial história: eu e Maria Luiza estávamos em em Rothenburg, na Alemanha, quando passamos por uma lojinha de pianos. Eu me sentei ao piano e uma melodia fluiu dos meus dedos. Essa melodia é minha canção de amor a Maria Luiza e sempre me emociona profundamente quando a peça é tocada. O 3º movimento é virtuosístico e evoca de certa maneira a correria das moscas, dos insetos, em rumoroso jorro, conforme a poesia de Cecília Meireles.
O 5º Virtuosi Brasil dedica toda as suas noites para festejar 22 das 280 obras criadas por Marlos Nobre
Foto: Hans Von Manteuffel / Divulgação
O compositor e maestro pernambucano Marlos Nobre comemora, em alto estilo, no Recife, os setenta anos de vida e cinquenta de carreira. Após receber, na terça passada, homenagem da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o maestro será lembrado, entre quinta-feira (28) e sábado (30), no Teatro Santa Isabel, durante o 5º Virtuosi Brasil, que dedica toda as suas noites para festejar 22 das 280 obras criadas por ele desde os 19 anos de idade, quando deixou o Recife para fazer carreira no Rio de Janeiro.
Marlos Nobre, que ressalta a influência da cultura pernambucana na sua música, principalmente o Maracatu Nação e o frevo, será o solista de duas obras, no sábado, e fará a estreia mundial, na sexta, de uma peça criada especialmente para o 5º Virtuosi.
O festival é organizado pela pianista Ana Lúcia Altino e pelo maestro Rafael Garcia que convidaram este ano o pianista Bernardo Scarambone, o celista Cláudio Jaffé, o violista Marcelo Jaffé, a violinista Betina Sttegmann, a soprano Angela Barra e o pianista Ricardo Ballestero.
Serviço
Teatro Santa Isabel (Praça da República, Santo Antônio), de quinta a sábado, sempre às 21h Ingressos: Camarote: R$ 20 e R$ 10 (meia) | Plateia: R$ 15 e R$ 7,5 (meia)
Os setenta anos de vida do maestro Marlos Nobre e seus cinquenta de profissão estão sendo motivo de
Nobre confessa que sua música traduz um Pernambuco profundo; abaixo, o violoncelista Claudio Jaffé, que vai tocar na sexta-feira. Foto: Virtuosi/Divulgação
comemorações e homenagens no mundo inteiro. Não seria diferente no seu estado natal. A quinta edição do Virtuosi Brasil celebra o compositor pernambucano, considerado um dos mais importantes do país e da América Latina. O festival tem início hoje, e segue amanhã e sábado, no Teatro de Santa Isabel, às 21h. Entre vários títulos e premiações, Marlos Nobre ocupa a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Música, sendo detentor do Prêmio Tomás Luis de Victoria, o segundo mais importante da música do mundo, conquistado em 2006, em Madri. A pianista Ana Lúcia Altino, produtora executiva do Virtuosi, diz que o festival não poderia deixar de aclamá-lo também, nessa ocasião.
"Desde jovem já foi considerado o substituto de Villa-Lobos, hoje então é muito importante para o mundo, quem dirá para Pernambuco. Terça-feira, quando recebeu a homenagem da Assembleia Legislativa, falou muito sobre como a base de sua música está nas raízes da tradição pernambucana. Tem todo nosso respeito e homenagens", declarou a pianista. Marlos Nobre, na ocasião do seu discurso, ressaltou suas origens ao piano e mais uma vez reconheceu que a base do que o mundo inteiro classifica como sua genialidade, está em abraçar suas origens.
"Tive influências dos meus pais, músicos amadores, mas a prima Nysia Nobre foi minha mestra, ensinou-me a tocar piano# Recife é minha influência, quando saí daqui, já ganhava prêmios e decidi me aperfeiçoar. Minha música representa Pernambuco profundo, sem superficialidade", declarou o maestro. Suas obras - para piano, para voz e para cordas - estarão no repertório dos concertistas do Virtuosi (ver programação no quadro anexo).
Programa - O pianista carioca Bernardo Scarambone é especialista na música de Marlos Nobre para piano. Doutor em Piano pela Universidade de Houston, professor da Alcorn University, Bernardo também sorteará no Virtuosi duas bolsas de estudo para a universidade onde leciona. Na segunda noite, o público pernambucano conhecerá a música vocal e a música de câmara de Marlos Nobre, através da cantora Ângela Barra, acompanhada do pianista Ricardo Ballestero. Ainda nesta noite serão apresentadas obras para instrumentos de cordas e piano com a participação dos irmãos Claudio e Marcelo Jaffé (violoncelista e violista, respectivamente) e a violinista argentina Betina Stegmann.
Claudio Jaffé participa do Virtuosi primeira vez. Nos Estados Unidos, onde mora, é regente em residência da Orquestra Jovem da Flórida. Ele se apresenta nas salas mais concorridas e importantes de concerto de música erudita do mundo. Marcelo Jaffé e Betina Stegmann são membros do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. A terceira e última noite do evento traz a Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a direção do maestro Rafael Garcia, diretor artístico do Virtuosi, com vários solistas: a cantora Ângela Barra, o violoncelista Claudio Jaffé, além do próprio Marlos Nobre que executará ao piano o Concertino e o Concertante do Imaginário, ambas obras para piano e orquestra de cordas. Uma exposição retrospectiva dos 50 anos de carreira do compositor estará em cartaz, durante o Virtuosi, no hall do Santa Isabel.
Serviço
Virtuosi Quando: Hoje, amanhã e sábado Onde: Teatro de Santa Isabel Quanto: R$20 (inteira), R$ 10(meia). Camarotes: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia) Informações: 3232 2940 - 3363 0138
Repertório
Quinta-feira - A Música para piano
Nazarethiana Op. 2, 1960
1º Ciclo Nordestino, Opus 5 1960
Homenagem a Arthur Rubinstein, Op 40 1973
4º Ciclo Nordestino, Op 43 1977
Segunda parte
Sonata Breve Op.21 1966/2000
Tango Op 61 1984
Sonatina Op. 66 1984/2003 (dedicada a Nelson Freire)
Frevo nº2 (dedicado a Ariano Suassuna)
Com Bernardo Scarambone, piano
Sexta - A música vocal &
A Música de câmara
Três Trovas opus 6 - 1961 (Texto de Adhelmar Tavares)
Beiramar opus 21 1966 (Texto de Marlos Nobre baseado no folclore da Bahia)
Três Canções opus 9 1962 (Textos de: Ascenço Ferreira (n° 1) e Manuel Bandeira (nº2 & nº3)
Dengues da Mulata Desinteressada opus 20 1966 (Texto de Ribeiro Couto)
Poema V (Raio de Luz) opus 94 n°5 2002 (Texto de Marlos Nobre)
Modinha opus 23a 1966 (Texto de Marcos Konder Reis)
Com Ângela Barra, soprano, e Ricardo Ballestero, piano
Segunda parte
Cantoria 1 para cello solo
Partita Latina para cello e piano
Com Claudio Jaffé, cello, e Ricardo Ballestero, piano
Trio para piano, violino eviola Op. 4
Com Betina Stegmann, violino,
Marcelo Jaffé, viola, e Bernardo Scarambone, piano
Sábado - A música para
orquestra de câmara & Solista
O Canto Multiplicado para voz e orquestra Op.38a
Texto de Carlos Drummond de Andrade
Com Ângela Barra, soprano
Concertino para piano e cordas Op. 1 (1959)
Menção Honrosa no I Concurso Nacional de Composição "Música e Músicos do Brasil" - Rádio MEC
Com Marlos Nobre, piano
Segunda parte
Poema para violonc. e cordas Op.94 nº 3a
Primeira audição mundial
Com Claudio Jaffé, cello
Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74
Encomenda da Sala Cecilia Meireles - Rio de Janeiro 1989
O engenheiro Marcos Magalhães será homenageado sexta, às 19h30, na entrega do Prêmio Odebrecht de Engenharia 2009, que reverencia os laureados em engenharia civil da UFPE, UPE e Unicap. Na ocasião, haverá concerto da Orquestra Cidadã, regida por Cussy de Almeida, com participação de Dominguinhos.
Estão abertas as inscrições para a edição 2009 dos Painéis Funarte de Bandas de Música. Serão ministrados cursos de percussão, de percepção e leitura musical, instrumentação e arranjos musicais.Entram no programa ainda cursos de reparo e manutenção de instrumentos de sopro, de regência e técnica para instrumentos de sopro (bombardino e tuba, clarineta, saxofone, trombone e trompete). Os etapas acontecem em Bananeiras (PB), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), entre os meses de junho e julho. Outras informações: www.funarte.com.br/ .
Repertório do grupo vai de clássicos da ópera ao popular frevo de bloco
Com regência de Nenéu Liberalquino, a Banda Sinfônica da Cidade do Recife faz uma apresentação às 20h, no Teatro do Parque. O concerto terá desde clássicos assinados por Rossini e Rimsky-Korsakov até frevos de bloco. E a entrada é franca.
Criada em 1958, a Banda Sinfônica da Cidade do Recife incorporou ao seu repertório os mais diversos gêneros musicais. São canções que vão do popular ao erudito e do tradicional ao contemporâneo. O grupo também prioriza a divulgação dos valores culturais de Pernambuco.
O concerto começa com a abertura da ópera O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Na sequência, tocam Amazing grace, de Frank Ticheli, e Lamentos, de Pixinguinha e Benedito Lacerda. A quarta e quinta música têm uma atmosfera típica da folia de Momo. Uma delas é Obrigado, Mangueira, frevo de bloco vencedor da mais recente edição do Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana, organizado pela Prefeitura do Recife. Composta por Getúlio Cavalcanti, a canção terá participação especial da cantora Alessandra Cavalcanti.
Aapresentação ainda terá o frevo de rua Fogão, de Sérgio Lisboa; Procissão dos nobres, um famoso trecho da ópera Mlada, de Rimsky-Korsakov; e Pilatus: Mountain of dragons, de Steven Reineke. Informações pelo telefone 3232-1554.
O compositor Sergio Roberto de Oliveira está de volta ao Brasil, depois de um semestre como Artist-in-Residence na Duke University (EUA)
Em sua temporada americana, teve 3 concertos com suas obras, sendo 2 inteiramente dedicados a ela: um com obras para flauta (interpretado pelos flautistas Maria Carolina Cavalcanti e Tom Moore), e outro com obras para vários músicos da Duke (Tom Moore, flauta; Jane Hawkins, piano – obra para piano solo e para saxofone e piano; Susan Fancher, sax soprano (obra para saxofone solo e saxofone e piano); Ciompi Quartet – quarteto de cordas formado pelos músicos Eric Pritchard, violino; Hsiao-Mei Ku, violino; Jonatan Bagg, viola; Fred Raimi, violoncelo).
O último concerto teve excelente crítica do site especializado “Classical Voice of North Carolina” http://www.cvnc.org/reviews/2009/042009/Oliveira.html , em que, entre outras coisas, o crítico John Lambert compara o “Quarteto Brasileiro No. 2” de Oliveira com “a melhor escrita para grupos de cordas de Villa-Lobos, mas com uma notável diferenciação entre as quatro partes, diferenciação que resulta em muito maior transparência e claridade na textura que algumas das partituras de Villa-Lobos”.
Marcando o seu retorno, Sergio Roberto de Oliveira tem hoje a sua obra “Pr’os Lados do Piauí, entre a Turquia e a Alemanha” interpretada pela ORQUESTRA DE SOLISTAS DO RIO DE JANEIRO, em seu concerto de abertura de temporada. A obra foi uma encomenda da ORSJ, e teve sua estréia mundial em novembro de 2008, em concerto do grupo de compositores Prelúdio 21, do qual Sergio faz parte.
O concerto da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro acontece hoje, dia 26 de maio, às 19h, no Centro Cultural Liceu Franco Brasileiro, na Rua das Laranjeiras, 13. No programa, além da música de Oliveira, obras Bizet e Mozart. A entrada é franca.
Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro se apresenta hoje e amanhã no Guararapes
Amanda Sena
Um dos mais tradicionais grupos de balé clássico do País chega ao Recife para duas apresentações de sua turnê nacional em homenagem aos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos. O Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta o espetáculo “Floresta Amazônica”, hoje e amanhã, no teatro Guararapes. Na primeira noite de apresentações A Deusa da Floresta, protagonista da montagem, será vivida pela bailarina Ana Botafogo.
Um dos maiores clássicos interpretados pelo corpo de baile do Municipal, “Floresta Amazônica” - de Dalal Achcar - fez sua estreia em 1975. Hoje, 34 anos depois, a história de amor entre o homem branco e a deusa indígena continua emocionando plateias por onde passa. Por esse motivo, o espetáculo foi escolhido pelo grupo para homenagear um dos maiores nomes da música erudita no Brasil, o compositor Heitor Villa-Lobos. A trilha sonora de “Floresta Amazônica” é toda montada a partir de suas composições. A montagem conta com 60 bailarinos em cena, e um megacenário que reproduz o ambiente da floresta. A iluminação e as projeções de imagens também proporcionam ao público a experiência de entrar em um universo bastante particular.
Para conhecer um pouco mais desse universo, a Folha de Pernambuco conversou com a bailarina Ana Botafogo.
Entrevista: Ana Botafogo "Bailarina"
Como é trabalhar uma temática “homem branco e índio” através da dança?
A montagem é muito bonita. É uma produção essencialmente nacional, que continua atual porque fala do nosso tesouro que é Amazônia.
Um espetáculo para celebrar datas especiais como os 100 anos do Theatro Municipal e 50 anos de Villa-Lobos é uma responsabilidade muito grande. Como você se sente com isso?
Nossa maneira de homenageá-lo foi montando esse espetáculo. E encontramos uma maneira de fazer como que o balé pudesse estar sempre viajando e levando o nome do Theatro, já que nesse momento ele está fechado para reforma.
Você e o Theatro Municipal são coisas indissociáveis?
Fico muito orgulhosa em saber disso. Eu dediquei toda minha vida ao Theatro. Sou bailarina do Municipal há 28 anos. Me sinto totalmente integrada a essa história.
Em 2002, você recebeu o prêmio da Ordem de Mérito Cultural. Ajudar a divulgar o balé clássico é uma das suas prioridades?
Eu ainda continuo muito envolvida com minha atividade de bailarina. Na realidade, não tenho esse foco no dia- a-dia. Mas eu sempre incentivo o balé, e tento levar a imprensa para dar visibilidade aos projetos. Mas a rotina de treinamentos é bastante puxada. É uma vida muito difícil que requer muita dedicação.
Em 2006, você se aventurou na televisão, com um personagem na novela “Páginas da Vida”, de Manoel Carlos. Você tem pretensões como atriz?
A novela foi uma experiência maravilhosa, mas tive que tirar uma licença do Ballet porque as gravações me consumiam muito tempo. No momento eu tenho uma agenda de espetáculos muito grande e minha prioridade é ser bailarina.
Mas já estou envolvida em um projeto com Marília Pêra para abril de 2010. Vou participar da peça “O vórtice”, de Noel Coward. Vou fazer uma participação como uma bailarina na próxima novela de Manoel Carlos, “Viver a Vida”.
O que é preciso ter para ser uma boa bailarina, talento sobrevive sem técnica?
O jovem pode ter talento, mas tem que ter disciplina e disposição para tentar superar suas dificuldades e conseguir torna-se profissional respeitável. É preciso saber abdicar de muitas coisas prol do treinamento.
Artista, que faleceu em 2006, tinha o desejo de doar acervo pessoal para a Fundação Joaquim Nabuco. A viúva do compositor, Glorinha Gadelha, entregou dois conjuntos com 18 partituras
Marcos Toledo
mtoledo@jc.com.br
Se estivesse vivo, Severino Dias de Oliveira completaria hoje 79 anos de idade. Falecido em dezembro de 2006, o acordeonista, violonista, guitarrista, pianista, percussionista, compositor e arranjador paraibano mais conhecido como Sivuca deixou uma das obras mais importantes da música brasileira. Na véspera do aniversário do artista, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) foi presenteada com parte de seu acervo, dois conjuntos com um total de 18 partituras doados pela viúva, Glorinha Gadelha, com quem o músico compôs um dos clássicos do cancioneiro nacional, Feira de mangaio.
As peças, parte de um material que ainda está para ser encaminhado para a Fundaj, foi recebido por representantes da Fundação que foram a João Pessoa exclusivamente com essa missão. “Foi um desejo em vida de Sivuca”, revela a diretora de Documentação da Fundaj, Rita de Cássia de Araújo. Segundo ela, as partituras fazem parte de um acervo pessoal da viúva e não integra o espólio do compositor. Ainda de acordo com a diretora, o material serviu de base para o livro Sivuca: partituras, editado pela Universidade Federal da Paraíba, e cujo lançamento no Recife deve ocorrer em breve.
A coordenadora do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra) da Fundaj, Betty Malta, mostrou-se surpresa com o bom estado de conservação das partituras, a maioria escrita a mão pelo próprio autor, outras elaboradas com o auxílio de um copista, já na fase mais debilitada do artista, que morreu vítima de um câncer na laringe.
Um dos conjuntos traz oito partituras para concertos sinfônicos com os temas: Asa branca, João & Maria, Quando me lembro, Choro de cordel, Feira de mangaio, Moto perpetuo, Aquariana e Rapsódia gonzagueana, o outro, para orquestra de cordas, traz as músicas: João & Maria, Em nome do amor, A doce canção de Nélida, Um tom para Jobim, Canção piazzollada, Sanhaua, Comigo só, Filhos da Lua, Feira de mangaio e Amoroso coração.
Segundo Betty, todo o material será digitalizado e disponizado para o público via internet e em exposição até daqui a três meses. Depois, as partituras serão tratadas e guardadas em capilhas e ambiente adequados. Outra parte do acervo, com repertório para big bands, está sendo organizado por Glorinha também para ser doado à Fundaj.
Já os objetos pessoais de Sivuca estão sendo organizados para integrar o acervo de dois memoriais: um em João Pessoa e outro em Itabaiana, município natal do compositor, também na Paraíba.
Aos 52 anos, a bailarina Ana Botafogo está com a agenda repleta de compromissos profissionais até o final de
Montagem da coreógrafa Dalal Achcar, com música de Villa-Lobos, narra o romance entre um homem branco e uma deusa indígena. Foto: Beti Niemeyer/Divulgação
2009. Em turnê pelo Brasil acompanhando o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o espetáculo Floresta amazônica, criação de Dalal Achcar - que o público recifense verá hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções), Ana Botafogo não pensa tão cedo em aposentar as sapatilhas. Fará uma participação especial dançando em um capítulo da nova novela das oito da Globo, Viver a vida; lançou a coleção outono/inverno da grife que leva seu nome; planeja estrear como atriz de teatro contracenando com Marília Pêra, em 2010, e se prepara para dançar nas comemorações do centenário do Theatro Municipal, num palco ao ar livre, no dia 14 de julho. "Quero parar enquanto estiver dançando muito bem, de físico e de técnica. Para mim, ballet é beleza e vigor no palco", defende a entusiasmada bailarina, que está prestes a concluir o primeiro curso universitário.
Experiente nos palcos do Brasil e fora dele, uma das mais completas profissionais que o país já viu nascer na dança clássica está concluindo a licenciatura em dança por uma faculdade particular carioca (a UniverCidade), ao lado de mais 25 colegas do corpo de baile do Municipal. "Vou concluir o curso em julho. Foi a oportunidade de terminar o 3º grau, pois não fui até o fim em Letras. Foi importantíssimo pela parte de didática do ensino, anatomia", detalha Ana Botafogo.
A turnê de Floresta amazônica começou no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, há duas semanas, e segue para o Teatro Castro Alves, em Salvador, nos dias 5 e 6 de junho. No mês que vem, ela participa da montagem do espetáculo dos 100 anos do Municipal, em que serão mostradas a Valsa das flores, do Quebra-Nozes, e uma coreografia apoteótica chamada Grand finale.
"Adoro dançar os ballets clássicos, de repertório, mas este trabalho ficou muito bonito, pois trata de nosso grande tesouro, que é a floresta amazônica e alertapara o perigo de destruição, que a fauna e a flora precisam de cuidados", pondera a intérprete. Ana Botafogo também destaca o lado romântico do trabalho, que traz momentos de encantamento, mais lúdicos, com as ninfas, e de vigor, com os índios. Dalal Achcar criou Floresta amazônica inspirada na música de Villa-Lobos que escutou em Ondine, ballet feito por Frederick Ashton para a bailarina Margot Fonteyn. São 60 bailarinos em cena, mais uma equipe de 25 pessoas da parte técnica. A floresta é reproduzida em telões com pintura artística, reforçados por 46 globos nos refletores e uma projeção de imagens editadas pela Magnetoscópio, a pedido de Dalal.
Histórico - Quando o espetáculo Floresta amazônica foi mostrado pela primeira vez ao público, em 1975, no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, os protagonistas eram Margot Fonteyn e David Wall. Dividido em dois atos, a montagem criada pela coreógrafa Dalal Achcar, com música de Heitor Villa-Lobos, fala do romance entre um homem branco e uma deusa indígena,que para materializar seu amor pelo estrangeiro, transforma-se em mulher.
Dez anos depois, a obra foi incorporada ao repertório do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, companhia de dança ligada à casa de espetáculos carioca, que em novembro completa 100 anos de sua inaguração. Três décadas depois da estreia, Floresta amazônica está em turnê pelo Brasil, para reverenciar os 50 anos de morte de Villa-Lobos.
Os papéis principais serão interpretados por Ana Botafogo e Francisco Timbó, amanhã e Claudia Motta e Filipe Moreira, no dia seguinte. A cenografia é de Helio Eichbauer e a iluminação, de Maneco Quinderé. "A gente adora sair para dançar fora do Rio, porque sabe da carência de espetáculos de repertório clássico no Brasil. Somos exceção, ao lado da São Paulo Cia de Dança, no papel de preservar e apresentar estas obras, mas isto deveria ser seguido por outras cidades, onde as prefeituras poderiam investir em cultura e na criação de corpos de baile e companhias", acredita. Para Ana Botafogo, dançar ajuda a liberar as emoções e desafogá-las, nos momentos tensos da vida. "Mesmo quando estou triste, me obrigo a ter a disciplina e a me exercitar", desabafa ela, que superou um acidente no começo da trajetória artística e perdeu dois maridos (o primeiro, o bailarino inglês Graham Bart, foi tragado por uma onda durante uma ressaca no Rio, em 1988, e o segundo, o advogado Fabiano Marcozzi, morreu vítima de um acidente vascular cerebral em 2001).
Serviço
Floresta amazônica, com o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Onde: Teatro Guararapes, Centro de Convenções Quando: Hoje e quarta-feira (dias 26 e 27 de maio), às 21h Quanto: R$ 50 e R$ 25 (meia-entrada). Ingressos à venda nas lojas VR Menswear do Shopping Recife (3301-4158) e Plaza (3301-6804) Informações: 3182-8020
Ana Botafogo e o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro trazem ao Recife espetáculo encantador
Eugênia Bezerra
ebezerra@jc.com.br
Enquanto a sua casa passa por obras de restauração, o Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro viaja pelo Brasil com o espetáculo Floresta Amazônica. A turnê, que já passou por Belo Horizonte, chega hoje ao Recife com duas apresentações no Teatro Guararapes, hoje e amanhã. A próxima parada será em Salvador.
“É um balé muito bonito. O público verá uma parte muito real dos índios, com a nossa fauna e a flora, e a parte mais lírica das ninfas. Ele também é um alerta sobre a preservação da nossa floresta. Estamos ensaiando desde o final de março para conseguir todas as nuances e precisão do espetáculo”, ressalta a bailarina Ana Botafogo, que afirmou estar ansiosa para voltar ao Recife, devido a boa recepção que teve com A Bela Adormecida na cidade.
Na apresentação de hoje, Ana será uma das protagonistas ao lado de Francisco Timbó (amanhã, eles serão substituídos pelos bailarinos Felipe Moreira e Cláudia Mota). Floresta Amazônica é um balé em dois atos sobre o romance entre um homem branco e uma deusa indígena que, por amor a ele, transforma-se em mulher. É esta paixão que salvará a floresta da ameaça de exploradores que invadem a aldeia.
A montagem tem concepção, coreografia e mise-en-scène de Dalal Achcar, cenografia de Helio Eichbauer e iluminação de Maneco Quinderé. O cenário foi renovado (assim como o figurino) e conta com telões onde serão projetadas imagens da floresta editadas por Marcello Dantas. Participam da apresentação 60 bailarinos, entre eles Márcia Jaqueline, Bettina do Dalcanale e Vitor Luiz.
A escolha do espetáculo (com o qual o Balé nunca tinha viajado) para a turnê deste ano está relacionada a duas efemérides. A primeira delas é a celebração dos 50 anos do falecimento de Heitor Villa-Lobos, em novembro deste ano. A coreografia foi criada em 1975, inspirada na música de Heitor Villa-Lobos que faz parte do balé Ondine (criado por Frederick Ashton). A outra data comemorada na turnê é o centenário do Theatro Municipal, que foi palco para a estreia do espetáculo.
Esta é a segunda vez que Ana participa da montagem (as outras foram em 1992 e 2000). Desde 1981, ela atua como primeira-bailarina do Municipal. “Tive muitas alegrias na minha carreira. Batalhei muito, dancei muito pelo Brasil. Isto traz a responsabilidade de apresentar um bom trabalho. Gosto de estar a frente do Municipal, mostrando o que há de melhor no nosso grupo, que são os balés de repertório”, ressalta.
Tanta dedicação à dança fez de Ana Botafogo uma das bailarinas mais conhecidas do País, o que não mudou sua intensa rotina de ensaios. “Apesar de ser uma bailarina madura, minha rotina é igual a das meninas de 18 anos, que começaram este ano. Preciso estar na aula às 10h, ensaio o dia inteiro. Enquanto eu tiver vigor físico e energia para o balé clássico, eu estarei dançando”, explica a bailarina.
Além do trabalho no Municipal, ela também espetáculos particulares, como o recente Suíte floral (que ela espera poder trazer para o Recife), e uma linha de roupas que leva seu nome.
Para comemorar o centenário do Theatro Municipal, em julho, ela adianta que o corpo de baile está preparando um espetáculo que será apresentado no lado de fora do prédio (já que a reforma só deve ser concluída em novembro). Fazem parte do programa a Valsa das flores (de O Quebra Nozes) e um gran finale em homenagem ao Ano da França no Brasil.
» Floresta Amazônica, Balé do Theatro Municipal. Hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Guararapes. Ingresso: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Informações: 3182-8020
Espetáculo tem música composta por Villa-Lobos Publicado em 26.05.2009
A primeira versão de Floresta Amazônica estreou no palco do Theatro Municipal com os bailarinos da Associação de Ballet do Rio de Janeiro, tendo como protagonistas Margot Fonteyn e David Wall. O espetáculo foi criado pela bailarina, professora e coreógrafa Dalal Achar, em 1975. A inspiração veio da música Floresta do Amazonas, de Heitor Villa-Lobos, que pode ser ouvida no balé Ondine (feito por Frederick Ashton para a bailarina Margot Fonteyn). A música foi composta sob encomenda da MGM, para o filme Green mansions, dirigido por Mel Ferrer e estrelado por Audrey Hepburn e Anthony Perkins.
Nestes 34 anos de existência, os primeiros papéis (a Deusa e o Homem Branco) já foram dançados por diversos bailarinos, como: Ana Botafogo, Áurea Hammerli, Bettina do Dalcanale, Cecília Kerche, Cristina Costa, Daniela de Rossi, Heliana Pantoja, Nora Esteves, Norma Pinna, Roberta Marquez, Andre Valadão, Francisco Timbó, Manoel Francisco, Marcelo Misailidis, Paulo Rodrigues, Sérgio Marshall e Thiago Soares. Além dos convidados Jean-Yves Lormeau, Júlio Bocca, Lázaro Carreño, Lienz Chang e Luís Aguilar.
Além de Floresta Amazônica, Dalal apresentou produções como os Festivais de inverno, O Quebra Nozes, Coppelia, Giselle e D. Quixote à frente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ela também foi responsável por trazer ao Brasil importantes companhias de dança como o Royal Ballet de Londres e o Ballet da Ópera de Paris.
O violoncelista Antonio Meneses (foto) executou com a Arpeggione Kammerorchester, na Holanda, e em Hohenems, na Alemanha, o Concertino, de Clóvis Pereira. A obra será gravada ainda este ano na Inglaterra pelo pernambucano.
Legislativo homenageia compositor
A Assembleia Legislativa homenageia, hoje, às 18h, o compositor pernambucano Marlos Nobre. Pelos 70 anos de vida e 50 anos de carreira.
Se vivo fosse, Sivuca completaria hoje 79 anos de idade. E a data lhe reserva um presente póstumo. Trata-se da realização de um desejo do artista: a doação de parte de sua obra para o acervo da Fundaj. A doação foi concretizada ontem, quando a diretora de documentação da Fundação Joaquim Nabuco, Rita de Cássia Araújo, foi pessoalmente apanhar o conjunto de partituras completas na casa da viúva de Sivuca, a também cantora e compositora Glória Gadelha. O material que estava guardado no apartamento, do casal, em João Pessoa, passará agora por uma catalogação para depois ser colocado à disposição não só de pesquisadores, mas do público em geral.
"Vamos tentar outras formas de difusão, além da pesquisa. Podemos trabalhar em forma de exposições, catálogos, livros. Vamos também digitalizar o acervo", informa Rita.
Entre as partituras reunidas agora - escritas a lápis ou caneta, pelas mãos do compositor - estão as originais completas de Feira de mangaio, João e Maria, Rapsódia Gonzagueana, Choro de cordel, além de algumas sinfonias para cordas escritas por Sivuca. Rita de Cássia conta que Glória Gadelha aguarda um próximo momento para fazer novas doações. É que a viúva está envolvida com outros projetos que compreendem a difusão da sua obra. Entre elas, a criação de dois memoriais. Um em João Pessoa e outro da cidade de Itabaiana, onde ele nasceu.
O material de Sivuca que ficará na Fundaj contará com um reforço no dia da sua liberação para consulta. Será quando a Fundaj lançará no Recife um livro que Glória já lançou em João Pessoa: Sivuca Partituras. "A gente vai organizar o lançamento no Recife para divulgar a doação".
Marlos Nobre ganha sessão solene na Assembleia Legislativa, hoje, às 18h, marcando seus 70 anos e os 50 de vida artística. É uma iniciativa de Terezinha Nunes.
Um êxito na vida real e na mídia, o projeto da Orquestra Criança Cidadã do Coque deve servir de modelo para comunidades carentes e para estimular talentos em áreas pobres de todo o País. Mesmo sem ufanismo, pode ser dito que essa oficina de talentos e de cidadania é verdadeiro orgulho de Pernambuco.
Prêmio Odebrecht - Sexta-feira, no Teatro da UFPE, teremos a entrega do Prêmio Odebrecht de Engenharia aos alunos laureados em engenharia civil nas universidades pernambucanas. Homenageado especial será o engenheiro e educador Marcos Magalhães. Evento terá apresentação da Orquestra Criança Cidadã, com a participação de Dominguinhos, Yamandu Costa e Silvério Pessoa.
Com regência de Nenéu Liberalquino, apresentação, às 20h, no Teatro do Parque, terá de clássicos assinados por Rossini e Rimsky-Korsakov a frevo de bloco vencedor da mais recente edição do Concurso de Músicas Carnavalescas
Criada em outubro de 1958 “para suprir o acompanhamento das manifestações cívicas e culturais”, a Banda Sinfônica da Cidade do Recife, nestes quase 51 anos de existência, ampliou o seu horizonte artístico e incorporou ao repertório os mais diversos gêneros musicais, indo do popular ao erudito, do tradicional ao contemporâneo, do nacional ao universal – com ênfase na divulgação dos valores culturais de Pernambuco.
Uma demonstração desse ecletismo pode ser conferida nesta quarta-feira 27 de maio, quando a Banda Sinfônica realiza, às 20h, no Teatro do Parque, o II Concerto Oficial – Temporada 2009. Com entrada franca, o concerto tem regência do maestro Nenéu Liberalquino, desde 2002 à frente da Banda e um dos responsáveis pelo processo de reestruturação e evolução artística experimentada pelo grupo nos últimos anos.
O concerto começa com a abertura da ópera O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini, e tem continuidade com Amazing Grace, de Frank Ticheli, vindo em seguida Lamentos, de Pixinguinha e Benedito Lacerda.
A quarta e a quinta música levarão ao Teatro do Parque, nesse período em que já se respira o clima junino, uma atmosfera típica da folia de Momo. A primeira é Obrigado, Mangueira, frevo de bloco vencedor da mais recente edição do Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana, organizado pela Prefeitura do Recife.
Composta por Getúlio Cavalcanti, a música terá participação especial da cantora Alessandra Cavalcanti. A obra seguinte é um clássico do frevo de rua: Fogão, de Sérgio Lisboa. As duas últimas músicas do concerto são Procissão dos Nobres, um dos mais famosos excertos da ópera Mlada, de Rimsky-Korsakov; e Pilatus: Mountain of Dragons, de Steven Reineke.
Aberto ao público Mais informações: Nenéu Liberalquino (9977.7814/ 3232.1554 – sede da Banda Sinfônica)
O mundo empresarial converge sexta, às 19h30, para o Teatro da UFPE a fim de participar da entrega do Prêmio Odebrecht de Engenharia. Marcos Magalhães receberá homenagem na noite, que terá como grande atração concerto da Orquestra Criança Cidadã, com participação de Dominguinhos, Yamandu Costa e Silvério Pessoa. Cussy de Almeida rege.
Primeiro programa de web rádio no mundo exclusivamente sobre música clássica nacional, veiculado em 2006, reformula site e disponibiliza trechos de algumas das 25 edições gravadas
Está no ar o novo site do Audições Brasileiras - A música clássica nacional em seu rádio, o primeiro programa sobre música clássica brasileira no mundo transmitido pela Internet. O site do Audições Brasileiras, reformulado pelo web designer Fernando Neto e de parceria reafirmada com a empresa de hospedagem cearense Argohost.net, atende um reiterado pedido de ouvintes que gostariam de ter acompanhado o programa na época em que estava no ar.
Uma mesa redonda na Livraria Saraiva do Shopping Recife, no dia 14 junho de 2006, marcou o lançamento do Audições Brasileiras - A música clássica nacional em seu rádio e discutiu o cenário da música clássica em Pernambuco, com a participação de Elyr Alves, diretor do Centro de Criatividade Musical do Recife; do professor Osman Giuseppe Gioia, maestro da Orquestra Sinfônica do Recife; e do produtor musical e compositor de frevos Luiz Guimarães. O evento antecedeu a apresentação do projeto do programa ao público e encerrou com a participação do Quarteto Egan.
Durante 25 semanas, o programa - nascido de um projeto de conclusão de curso em 2004 e contemplado pelo programa BNB Cultura 2005 - veiculou obras de mais de 50 compositores via Internet, do barroco aos dias atuais. Com o encerramento das atividades, intensificaram-se as atividades do Audições Brasileiras - Blog-clipping, o único blog do Brasil dedicado à clipagem de notícias sobre música clássica - especificamente no âmbito da imprensa pernambucana - e que consta no Anuário VivaMúsica!, o mais conceituado guia de negócios de música clássica na América Latina.
Outros sites - O domínio audicoesbrasileiras.mus.br inclui o site pessoal do jornalista Carlos Eduardo Amaral, idealizador do Audições Brasileiras - A música clássica nacional em seu rádio, e o do Curso de iniciação à música clássica, também reformulados.
Carlos Eduardo Amaral, único crítico de música clássica em atuação na imprensa nordestina, colabora desde julho de 2006 com a revista Continente e é mestrando em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco, onde desenvolve a dissertação Três estudos concertantes, op. 1 - Produção, circulação e consumo da música clássica em Olinda e Recife, sob orientação do Prof. Dr. Felipe da Costa Trotta e como bolsista da Facepe (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco).
O jornalista, graduado pela UFPE e especialista em Jornalismo e Crítica Cultural pela mesma universidade, está finalizando ainda o ensaio Ativismo sinfônico - O protesto político nas obras orquestrais de Jorge Antunes, contemplado em 2008 com bolsa do Programa de estímulo à crítica em artes da Funarte (Fundação Nacional de Artes).
O Conservatório Pernambucano de Música realizou no dia 16, a primeira apresentação dos jovens de Santo Amaro, Coelhos e Brasília Teimosa, que estudam iniciação musical em suas próprias comunidades, pelo Projeto Orquestrando Pernambuco. Ao todo, 25 alunos de um total de 80 participaram da audição que contou com a presença do diretor presidente do CPM, Sidor Hulak, e do maestro Sérgio Barza.
Os meninos na sua primeira audição (Foto: Divulgação)
O projeto é uma ação do Pacto Pela Vida e visa transformar os jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade social em músicos profissionais, além de estimular a formação de novas orquestras pernambucanas. Os jovens de 7 a 14 anos, têm aulas desde junho do ano passado, na Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de Brasília Teimosa; na Organização de Auxílio Fraterno, nos Coelhos; e no Centro da Juventude, em Santo Amaro.
A quinta edição do VIRTUOSI BRASIL celebra o grande compositor pernambucano MARLOS NOBRE, um dos mais importantes compositores do país e da América Latina, comemorando 70 anos do seu nascimento e 50 de carreira artística. O festival se realizará nos dias 28, 29 e 30 de maio no Teatro de Santa Isabel, às 21 h.
Ao receber o Premio Tomás Luis de Victoria em Madri, Marlos Nobre foi saudado como o maior compositor vivo do Continente Ibero-americano da atualidade. Na entrega do prêmio a crítica espanhola classificou sua música de enorme riqueza imaginativa e potente, possuindo um magnetismo e uma força que a fazem irresistível. Detentor do Prêmio UNESCO da Música em 1974, foi saudado pela crítica como uma estrela de intensa luminosidade a quem Villa-Lobos parece ter entregue o cetro da criação musical no Brasil (Andrade Muricy, 1960). Foi Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO, da Academia Brasileira de Música, oficial da Ordem das Artes e Letras da França, oficial da Ordem do Mérito de Brasília e da Ordem do Rio Branco.
Durante o V VIRTUOSI BRASIL serão realizados três concertos com a participação de artistas nacionais e internacionais no Teatro de Santa Isabel, cada concerto dedicado a um gênero de obra do compositor: piano, música vocal e de câmara e finalmente a obra para orquestra de cordas e solistas.
Para abrir o evento foi convidado o pianista carioca Bernardo Scarambone, um especialista na música do compositor para piano. Bernardo Scarambone é Doutor em Piano pela Universidade de Houston, professor da Alcorn University.
Na segunda noite o público pernambucano conhecerá a música vocal e a música de câmara. A cantora Ângela Barra acompanhada do pianista Ricardo Ballestero apresentará canções do compositor. Ângela Barra é Doutora em Música pela Indiana University e professora da Universidade Federal de Goiás. Ricardo Ballestero é professor do Departamento de Música da USP e doutor pela Universidade de Michigan. Ainda nesta noite serão apresentadas obras para instrumentos de cordas e piano com a participação dos irmãos Claudio e Marcelo Jaffé (violoncelista e violista respectivamente) e a violinista argentina Betina Stegmann.
Claudio Jaffé participa do VIRTUOSI pela primeira vez. Residindo nos Estados Unidos onde é regente em residência da Orquestra Jovem da Flórida, Claudio Jaffé tem se apresentado nas mais prestigiosas salas de concerto pelo mundo incluindo Weill Recital Hall, Town Hall, Merkin Concert Hall em Nova York; Kennedy Center, Teatro Colon, Sala Cecilia Meireles, Wigmore Hall, Suntory Hall, entre outras. Marcelo Jaffé e Betina Stegmann são membros do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
A terceira e última noite do evento traz a Orquestra Jovem de Pernambuco sob a direção do Maestro Rafael Garcia tendo como solistas a cantora Ângela Barra, o violoncelista Claudio Jaffé e o pianista Marlos Nobre que executará o Concertino e o Concertante do Imaginário, ambas obras para piano e orquestra de cordas.
Durante a realização do festival uma exposição retrospectiva dos 50 anos de carreira do compositor estará à disposição do público no próprio Teatro de Santa Isabel.
Celebrar os 70 anos de vida do compositor pernambucano Marlos Nobre é certamente uma obrigação daqueles que fazem e amam a música brasileira. A obra de Marlos Nobre é uma das mais fortes e inventivas, inquietas e inquietantes da música contemporânea. Marcada por um vigor e até uma agressividade de impacto emocional às vezes à beira do insuportável, ela tem cheiro de agreste inóspito que fala com elementos bem brasileiros, ou especificamente nordestinos., de uma época conturbada.
O Projeto V VIRTUOSI BRASIL CELEBRA MARLOS NOBRE foi aprovado em seleção pública pelo Programa BNB de Cultura em 2009 e conta com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, da Prefeitura Municipal do Recife, da Rede Globo Nordeste, do Diario de Pernambuco e do Dorisol Recife Grand Hotel.
// TRAJETÓRIA
Em junho de 2005 foi realizado o I VIRTUOSI BRASIL com a participação de artistas como o violonista Fábio Zanon, o violinista Daniel Guedes e o pianista Flávio Augusto juntamente com a Orquestra Jovem de Pernambuco sob a regência do Maestro Rafael Garcia. Durante o festival foi feito o lançamento em Recife do CD “Impressões Brasileiras” do violinista Daniel Guedes.
Já em 2006 o VIRTUOSI BRASIL trouxe a Recife os grupos Sujeito a Guincho, Quarteto de Cordas da Codade de São Paulo e o UAKTI. Na mesma ocasião através do projeto Circulação de Música da FUNARTE/Petrobras, o Virtuosi Brasil realizou concertos em Natal e João Pessoa com os mesmo grupos totalizando 9 concertos em 3 dias.
Em 2007 o III VIRTUOSI BRASIL comemorou os 100 anos de nascimento dos compositores Camargo Guarnieri e José Siqueira. Participaram do evento a Camerata Armorial que apresentou um Festival Beethoven, a cantora Adélia Issa com o pianista Ricardo Ballestero apresentando “Grandes Poetas, Grandes Canções”. Finalmente na terceira noite a Camerata Armorial além de apresentar obras dos compositores homenageados executou pela primeira vez no nordeste do país a obra Santos Futebol Music do compositor paulista Gilberto Mendes.
O IV VIRTUOSI BRASIL realizado em 2008 trouxe ao Brasil pela primeira vez a violinista Americana Elena Urioste, vencedora do Concurso Internacional de Sion, Suiça (2007). Considerada minoria por ser de etnia Mexicana/basca, Elena Urioste venceu diversos concursos realizados pela Sphinx, organização norte-americana que tem como missão aumentar a participação de negros e latinos nas escolas de música. Participou também do evento o Quinteto Brassil.
//SERVIÇO:
Dias 28, 29 e 30 de maio de 2009
Teatro de Santa Isabel – 21 horas
Ingressos:
Frisas e Platéias –R$20,00 [inteira] R$ 10,00 [meia]
Sonatina Op. 66 1984/2003 (dedicada a Nelson Freire)
Frevo nº2 (dedicado a Ariano Suassuna)
BERNARDO SCARAMBONE, piano
29 | 05A MÚSICA VOCAL & A MÚSICA DE CÂMARA
Três Trovas opus 6- 1961 (Texto de Adhelmar Tavares)
Beiramar opus 21 1966 (Texto de Marlos Nobre baseado no folclore da Bahia)
Três Canções opus 9 1962(Textos de: Ascenço Ferreira (n° 1) e Manuel Bandeira (n° 2 & n° 3)
Dengues da Mulata Desinteressada opus 20 1966 (Texto de Ribeiro Couto)
Poema V (Raio de Luz) opus 94 n°5 2002 (Texto de Marlos Nobre)
Modinha opus 23a 1966 (Texto de Marcos Konder Reis)
ÂNGELA BARRA, soprano
RICARDO BALLESTERO, piano
II
Cantoria I para cello solo
Partita Latina para cello e piano
CLAUDIO JAFFÉ, cello
RICARDO BALESTERO, piano
Trio para piano, violino e viola Op. 4
BETINA STEGMANN, violino
MARCELO JAFFÉ, viola
BERNARDO SCARAMBONE, piano
30 | 05A MÚSICA PARA ORQUESTRA DE CÂMARA & SOLISTA
O Canto Multiplicado para voz e orquestra Op.38a
Texto de Carlos Drummond de Andrade
ÂNGELA BARRA, soprano
Concertino para piano e cordas Op. 1 (1959)
Menção Honrosa no I Concurso Nacional de Composição “Música e Músicos do Brasil” – Rádio MEC
MARLOS NOBRE, piano
II
Poema IIIa para violoncelo e cordas Op.94 nº 3a
Primeira audição mundial
CLAUDIO JAFFÉ, cello
Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74
Encomenda da Sala Cecilia Meireles – Rio de Janeiro 1989
MARLOS NOBRE, piano
//HOMENAGEADO:MARLOS NOBRE
Nasceu em Recife em 1939, formou-se em composição musical no Instituto Torcuato Di Tella em Buenos Aires com os grandes mestres Alberto Ginastera (Argentina), Olivier Messiaen (França), Ricardo Malipiero e Luigi Dallapiccola (Itália). Vencedor de 25 prêmios internacionais de composição musical, destacando-se o Prêmio UNESCO em 1974 e recentemente o Premio Tomás Luis de Victoria 2006, como o maior compositor contemporâneo da Iberoamérica. Escreveu 240 obras até o presente, gravadas e difundidas mundialmente pelas grandes orquestras mundiais, como a Orchestre de la Suisse Romande, a Royal Philharmonic de Londres, a Orchestre de Paris, a Orquestra da Ópera de Nice. Sua obra está gravada atualmente em 57 CDs lançados em todo o mundo. Foi Diretor Musical da Radio MEC, Rio de Janeiro; Diretor do programa "Concertos para a Juventude" na Rede Globo; 1º Diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE no qual lançou o programa Espiral de Ensino de Cordas a jovens carentes em convênio com o SESI em todo Nordeste do Brasil; o programa de Revitalização de Bandas em todo o Brasil; o programa de apôio aos jovens instrumentistas brasileiros; os Concursos Nacionais de Corais Universitários; de Bandas de Música; de Jovens Solistas; organizou os Concursos Nacionais de Jovens Compositores na FUNARTE. Foi eleito por aclamação, em 1985, Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO e organizou em Brasília em 1987 o Dia Mundial da Música. É Oficial da Ordem das Letras e Artes da França; Oficial da Ordem Rio Branco; Grande Oficial da Ordem do Mérito de Brasília; professor convidado das Universidades de Yale, Juilliard School, Indiana, Texas nos Estados Unidos, Conservatório Real de Bruxelas na Bélgica, GAUDEAMUS na Holanda, tendo recebido as mais altas láureas concedidas pelas Universidade de Indiana, Texas e da Universidade de Arte de La Habana, em Cuba. É membro de honra do Concurso Rubinstein em Israel, do Concurso Santander na Espanha e do Comitê das Artes Olímpicas em Paris, do Concurso Internacional Santander da Espanha e do Concurso Alberto Ginastera na Suíça. A crítica e musicólogos internacionais são unânimes ao considerarem Marlos Nobre como a legítima expressão da música contemporânea do Brasil. Entre suas obras destacam-se: Divertimento, Concerto Breve e Concertante do Imaginário (para piano e orquestra); Convergências, Mosaico, In Memoriam, Passacaglia e Kabbalah (para orquestra); IVº Ciclo Nordestino, Sonata Breve, Sonatina e Sonata sobre tema de Bartok (para piano); Yanomani (para coro e violão); Cantata do Chimborazo (para coro, solistas e orquestra); Ukrinmakrinkrin, O Canto Multiplicado, Canto a Garcia Lorca (para voz e instrumentos); Biosfera e Concerto para Cordas II (para orquestra de cordas); Momentos I a IV e Reminiscências para violão), a série de 40 Desafios para as mais diversas combinações instrumentais; o Trio para piano, violino e cello, o Quarteto de Cordas nº 1, o Quinteto de Sopros e suas recentes peças "Amazônia Ignota" para 4 flautas, percussão e piano e "Mandala" para violino clarinete e piano. Recebeu mais de 40 encomendas das mais importantes instituições culturais e musicais de todo o mundo.
//DIRETOR ARTÍSTICO
RAFAEL GARCIA, regente
É o criador, diretor artístico e regente do festival VIRTUOSI. No Brasil passou a desempenhar inúmeras funções como violinista, professor, diretor artístico, regente, criador e coordenador de projetos culturais significativos para o desenvolvimento da música na região. Ao longo dos anos conquistou relevantes oportunidades como o cargo de Spalla da OSESP com o Maestro Eleazar de Carvalho; a implantação do movimento musical na Paraíba; a estréia na América do Sul da “Sinfonia dos Dois Mundos”; a posição de professor do New England Conservatory e criação do Lexington Music Festival em Boston; membro fundador e Spalla da Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste; criação e reativação da Orquestra Jovem de Pernambuco entre outras. Rafael Garcia não se tem destacado, no nosso meio, somente pelo exímio domínio de sua arte; mas também pelo infatigável empenho no esforço de difundir a eterna música clássica.
//ARTISTAS CONVIDADOS
ÂNGELA BARRA, soprano
Natural de Goiânia é Doutora em Música pela Indiana University. Detentora de vários prêmios em concursos nacional e internacional, atua como solista e recitalista. Apresentou-se sob a regência dos maestros Guarnieri, Santoro, Bocchino, Morozowicz, Escobar, Junker, Harrington, Tellez, dentre outros. Compositores importantes lhe dedicaram canções, entre eles Guarnieri, Escobar, Márquez, Cupertino, Almeida Prado, Veiga Jardim, Montecino, John Corigliano. No teatro lírico atuou em óperas de Puccini, Tchaikovsky, Corigliano, Barber. Ministrou aulas nos festivais de Brasília, Londrina, Tatuí e Vale Vêneto e Master Classes em Santa Maria, Cuiabá, Campo Grande, Salvador, Fortaleza, Uberlândia, dentre outras. Ângela Barra é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás.
BERNARDO SCARAMBONE, piano
Com mais de 14 anos de experiência lecionando e uma carreira extensa em recitais nos Estados Unidos, Brasil, França, Espanha, Portugal e República da Georgia, o carioca Bernardo Scarambone é Mestre pela Indiana University e Doutor pela University of Houston. Dedicado especialmente à música contemporânea detem 13 premios em concursos nacionais e internacionais de música.Seu envolvimento com a obra do compositor Marlos Nobre começou ainda no Brasil. Com a tese de Doutorado sobre a obra para piano do compositor, dois artigos sobre sua música, além de estrear mundialmente a Sonatina Op. 66 para piano, Scarambone vem se firmando como especialista do repertório pianístico de Nobre. Professor da Alcorn University, EU, criou um concurso de piano e tem apresentado o resultado de suas pesquisas em conferências e jornais especializados.
BETINA STEGMANN, violino
Nasceu em Buenos Aires e iniciou seus estudos de violino em São Paulo. Diplomou-se pela Escola Superior de Música de Colônia onde estudou com Igor Ozim. Seguiu logo após para Tel Aviv – Israel e aperfeiçoou-se com Chaim Taub. Como recitalista e solista apresentou-se em várias cidades do Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica. Realizou gravações nas rádios WDR (Alemanha) e na RAI – Trieste (Itália) estreando entre outras, obras de compositores contemporâneos. Integrante do Quinteto D’Elas com quem ganhou em 1998 o Prêmio Carlos Gomes na categoria de música de câmara, é spalla da Orquestra de Câmara Villa-Lobos, professora de violino na Universidade Cantareira e membro do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
CLAUDIO JAFFÉ, cello
Como recitalista e camerista, Jaffé tem se apresentado nas mais prestigiosas salas de concerto pelo mundo incluindo Weill Recital Hall, Town Hall, Merkin Concert Hall em Nova York; Kennedy Center, Teatro Colon, Sala Cecilia Meireles, Wigmore Hall, Suntory Hall, entre outras. Seu “debut” como solista foi aos 11 anos executando o concerto de Radames Gnattali, escrito especialmente para ele. Vencedor do Concurso de Violoncelo Villa-Lobos, Jaffé tem se apresentado como solista de orquestras como Calgary, Slovak, e no Brasil com as orquestras do Rio, São Paulo, Paraíba e Goiânia. Criou e dirige o programa de cordas na Saint Andrew School em Boca Raton, Flórida e tem sido regente em residência na Orquestra Jovem da Flórida por 14 anos.
MARCELO JAFFÉ, viola
Aos seis anos de idade, orientado por seu pai, Alberto Jaffé, inicia o estudo de violino. Em 1977, aos 14 anos, passa a tocar viola, ganhando, no mesmo ano, o 1º Prêmio no Concurso Nacional da Universidade de Brasília. Após aperfeiçoamento na Universidade de Illinois e no Centro de Música de Tanglewood, nos Estados Unidos, apresenta-se em vários países, participando de destacados conjuntos camerísticos e orquestrais. Atuou como Maestro da Kamerata Philarmonia e foi Diretor Artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Atualmente, residindo em São Paulo, é professor de viola da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Departamento de Música), apresentador da Radio Cultura e membro do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
ORQUESTRA JOVEM DE PERNAMBUCO
Criada em 1986 foi reativada em 2005 durante a realização do projeto A Fábrica de Música pelo Maestro Rafael Garcia. Durante o ano de 2005 a OJOPE realizou mais de 40 concertos através do SESC-PE, do FUNCULTURA e do Sistema de Incentivo da Prefeitura Municipal de Recife. Participou do VIRTUOSI BRASIL realizado em 2005 no Teatro de Santa Isabel assim como do projeto VIRTUOSI NA SERRA realizado durante o XV e XVI Festivais de Inverno de Garanhuns sendo destaque da programação de 2006. Ainda este ano realizou 15 concertos através do programa Petrobras cultural com o apoio do SESI-PE e SEDUC. Não resta dúvida que a orquestra apesar de tão jovem é destaque no cenário musical pernambucano.
RICARDO BALLESTERO, piano
Pianista e professor de repertório vocal do Departamento de Música da USP fez mestrado na Westminster Choir College. Doutor em Acompanhamento e Música de câmara pela University of Michigan, apresenta-se com freqüência em recitais, tendo colaborado com os cantores Josepha Gayer, Luretta Bybee, Nicholas Phan, e com o famoso violoncelista dinamarques Erling Blondal-Bengtsson. Tem atuado regularmente em Nova York, Filadélfia, Detroit, Boulder, Denver, Princeton, Ann Arbor, São Paulo e Brasília. Atuou como pianista acompanhador em aulas ministradas por Shirley Verrett, Lorna Haywood, Zehava Gal, Paul Kantor e Stuart Sankey. Participou também como acompanhador de master-classes dirigidas por Grace Bumbry e János Starker. Foi professor visitante na Universidade do Colorado. Foi pianista/co-repetidor do Studio da Houston Grand Opera.
Oficina com o Professor Guilherme Almeida, Preparador Musical e Maestro Auxiliar (Ópera e Teatro) da Baylor University. O evento terá uma abordagem de preparação musical, dramática e fonética.
Local: Auditório do CPM
Horário: 14 às 17h00
18 às 20h00
Vagas limitadas
Inscrições: Secretaria CPM
03.06
Quarta Musical – Duo Lachrimae
Formado pela soprano carioca Gisele Diniz e pelo violonista pernambucano Jorge Santos, o Duo apresentará um programa em homenagem ao Cinqüentenário de Morte de Heitor Villa-Lobos (1959-2009), ao 70º Aniversário do Compositor pernambucano Marlos Nobre (1939 – 2009) além de três dos maiores autores da música clássica inglesa John Dowand, Henry Purcell e Bejamin Britten.
Local: Estúdio CPM
Horário: 19h30
05.06
Recital de Canto e Piano
Recital de encerramento do Curso de Canto seguido de Recital do Professor Guilherme Almeida e a Soprano Amarílis de Rebuá. Serão executadas peças da literatura operística e de câmara, e algumas peças solo ao cravo - século XVII e XVIII.
Local: Auditório do CPM
Horário: 19h30
10.06
Workshop de Viola - Saulo Alves (UNICAMP)
O músico abordará a história da viola no Brasil tendo como contraponto os movimentos socioculturais desse instrumento nas ultimas décadas até culminar com o processo de escolarização.
Local: Estúdio CPM
Horário: 15h00
10.06
Quarta Musical - Recital de Canto – 4 Sopranos
As cantoras apresentarão um recital de música Sacra em comemoração a data de Cospus Christi.
Local: Auditório do CPM
Horário: 19h30
17.06
Quartas Musicais - Duo de Flauta e Piano
Os músicos Rogério Acioli e Elyanna Caldas irão apresentar repertório Francês do Séc. XX em homenagem ao ano França-Brasil.
O site do Audições Brasileiras (não este blog) está hospedado na Argohost.net, de Fortaleza, por cortesia de meu amigo Hermes Alves - só assim vocês podem navegar à vontade, sem perigo de bloqueio por excesso de quota de navegação. Meu site pessoal e o do Curso de iniciação à música clássica também são parceiros da Argohost.net.
Projeto Movimento Violão em terceira temporada em Ribeirão Preto
Terá início no próximo dia 28, quinta-feira no Auditório Meira Jr. do Theatro Pedro II a temporada 2009 do Projeto “Movimento Violão”. O projeto inicia suas atividades na cidade com a apresentação do violonista ribeirão-pretano, Gustavo Costa.
O Movimento Violão é uma série de concertos de violonistas nacionais e internacionais que já tradicional na cidade de Araraquara consolidou-se também em Ribeirão e Ribeirão Preto e São Paulo. Criada e dirigida pelo violonista Paulo Martelli, a série “Movimento Violão” em Ribeirão Preto é uma realização da Fundação Dom PedroII, com o apoio da Cia. Minaz.
Natural de Ribeirão Preto, Gustavo Costa iniciou seus estudos musicais com Geraldo Ribeiro de Freitas. Em 1994 ingressou no Instituto de Artes da UNESP, onde permaneceu por 4 anos , quando foi convidado a especializar-se em violão na Alemanha. Durante este período foi bolsista do KAAD e obteve dois diplomas: o Diplommusiker e o Meisterklassendiplom, a mais elevada titulação em performance deste país. Considerado um dos principais violonistas brasileiros de sua geração, Gustavo foi premiado em concursos no Brasil, na França e obteve o segundo prêmio em dois dos mais prestigiados concursos internacionais da Espanha, o XXIV Certamen Internacional de Guitarra Andrés Segovia (2008) e o XXXVII Certamen Internacional de Guitarra Francisco Tárrega (2003). Como camerista, tem atuado junto a grandes músicos brasileiros, dentre eles o Quarteto Brasileiro de Violões, o violinista Cláudio Cruz e o tenor Fernado Portari.
Atualmente Gustavo é mestre em musicologia pela ECA – USP e professor de violão da mesma universidade no Departamento de Música de Ribeirão Preto.
No concerto da próxima semana o violonista Gustavo Costa executará obras de Franz Schubert, Lorenzo Fernandez, Ronaldo Miranda, Bela Bartók e Leo Brouwer. A apresentação será na sala Meira Junior, do Theatro Pedro II, às 18h30. Os ingressos para a apresentação são gratuitos e deverão ser retirados somente 30 minutos antes.
O III Festival Ars Viva de Serra Negra promoverá um concurso de corais com prêmios, em dinheiro inclusive. Até o momento tivemos pouquíssimas inscrições. Caso não haja um número mínimo, iremos cancelar o evento. Peço a gentileza para aqueles que conhecerem regentes corais, para que encaminhem esta mensagem com os dados abaixo.
Retificação:
As minhas palestras para o Clube do Ouvinte nos dias 22 e 23 de junho, preparatórias para os concertos de Joshua Bell em São Paulo acontecerão no Teatro Alpha.
III Ars Viva
I CONCURSO NACIONAL DE CORAIS DE SERRA NEGRA
A Kalinka Eventos e a Secretaria de Turismo da Cidade de Serra Negra têm o prazer de comunicar que do dia 11 de maio ao dia 19 de junho estarão abertas as inscrições para o I Concurso Nacional de Corais de Serra Negra.O Evento será realizado no domingo, dia 26 de julho de 2009 no Auditório Mário Covas Júnior do Centro de Convenções de Serra Negra.
REGULAMENTO
1 – Poderão participar Corais de qualquer região do Brasil sem distinção de raças, etnias, número de integrantes e categorias.
2 – O repertório é de livre escolha, podendo ser à capella ou com acompanhamento de qualquer instrumento. Os instrumentos deverão ser providenciados pelo próprio grupo.
3 – A apresentação de cada grupo será de no máximo 10 minutos na fase classificatória. A pontualidade e duração da apresentação contam pontos.
4 – No dia da apresentação o grupo deverá comparecer no mínimo uma hora antes do início de sua apresentação e se apresentar para a organização do evento no auditório.
5 – A Coordenação do Concurso não se responsabiliza por eventual extravio, roubo ou furto do material. A responsabilidade dos equipamentos, instrumentos e adereços são de cada grupo coral participante.
6 – Prêmios:
1º. Prêmio:
R$ 3000, 10 cds, o convite para uma apresentação com cachê no IV Festival Ars Viva de 2010 e a isenção do pagamento da taxa de inscrição para o II Concurso Nacional de Corais de Serra Negra em 2010.
2º. Prêmio:
R$ 1000, 10 cds e a isenção do pagamento da taxa de inscrição para o II Concurso Nacional de Corais de Serra Negra em 2010.
3º. Prêmio:
10 cds e a isenção do pagamento da taxa de inscrição para o II Concurso Nacional de Corais de Serra Negra em 2010.
7 – As despesas com transporte, hospedagem e alimentação são por conta de cada grupo coral.
8 – A inscrição do grupo deve ser feita por e-mail. O grupo deve requisitar a Ficha de Inscrição (FI) e devolvê-la preenchida por e-mail. Ao devolver a FI o grupo deverá enviar um arquivo sonoro por e-mail com uma gravação de seu repertório.
9 – Caso haja mais de 20 corais inscritos, a organização do festival irá formar uma banca para escolher os 20 candidatos aprovados a participar do evento.
10 – Caso o grupo não tenha como enviar um arquivo sonoro por e-mail, pode enviar um cd para (válida a data de postagem até o dia 19/06/09):
Kalinka Eventos – I Concurso Nacional de Corais de Serra Negra
Rua João Álvares Soares nº 27 CEP: 04609-000
Campo Belo – São Paulo – SP
11 – Programação: 12:00 h. – Fase Classificatória
15:00 h. – Fase Final
16:00 h. – Premiação
12 – A taxa de inscrição é de R$ 45 por grupo coral. O grupo deve se informar em como fazer esse depósito. A inscrição só estará válida após o recebimento da Ficha de Inscrição preenchida e do valor da Taxa de Inscrição pago. Após esses trâmites o responsável receberá um e-mail de confirmação. Só então o grupo será considerado inscrito no concurso.
MAIORES INFORMAÇÕES: Com Regina pelo e-mail regina@sergioigor.art.br ou pelo tel. (11) 5561-7596 às 3as., 5as. e 6as.-feiras das 8:30 às 12:00 hs.
Pra se ver como as informações circulam mal: soube do evento porque estou na mala direta do maestro Max Carvalho, de Maceió.
***
O Conservatorio Pernambucano de Musica (CPM) está preparando o VII° ENCONTRO DE MUSICA ANTIGA de Recife / Olinda que será realizado de 05 a 12 de agosto de 2009.
Alem de concertos e palestras, serao oferecidos cursos e master-classes deinstrumentos antigos e canto barroco com os seguintes professores de renome
internacional:
Karine Serafin (França) – canto barroco Rodrigo Calveyra – (RS/França) flauta doce Rosangela de Lima – (PE/França) flauta transversa barroca & flauta doce Edmundo Hora – (SP) cravo & baixo continuo Raquel Aranha (SP) - violino barroco & danças barrocas
Mario Orlando – (RJ) viola da gamba & danças da renascença Homero de Magalhaes Filho (RJ/França) – conjuntos vocais e intrumentais & direçao artistica
O repertório foi adaptado do célebre 'Guia Prático', de Heitor Villa-Lobos
Por Monica Ramalho
Entre maio e setembro próximos, o Quarteto Radamés Gnattali vai apresentar uma série de Concertos Didáticos em escolas da rede pública de 15 cidades brasileiras, localizadas nos estados do Piauí, Acre e Mato Grosso. Os músicos se basearam no antológico 'Guia Prático' (1932), de Heitor Villa-Lobos, para selecionar e adaptar o repertório que será mostrado aos jovens dos ensinos fundamental e médio, com a intenção de estimular seu interesse e percepção musicais. O maestro Osvaldo Colarusso assina a pesquisa e Carlos Boltes, os arranjos, sob a coordenação pedagógica e direção musical de Carla Rincón. O patrocínio é do Grupo Votorantim e o planejamento e a execução do produção, da Baluarte Agência.
Popularizar a música erudita é um dos lemas do quarteto, formado por Carla Rincón e Vinicius Amaral nos violinos, Fernando Thebaldi na viola e Paulo Santoro no violoncelo. “Em cada apresentação, vamos passar noções de melodia, ritmo e dança para cerca de 300 alunos através de cirandas, cantigas de roda e temas folclóricos pesquisados por Villa-Lobos”, contabiliza Vinicius Amaral. “E, provavelmente, uma parcela significativa dessa garotada nunca viu concertos de música clássica”, especula Paulo Santoro. “Muitos deles, inclusive, moram bem longe das capitais, nas fronteiras com outros países da América do Sul, como Bolívia e Peru”, acrescenta Carla Rincón, nascida em Caracas e formada pelo renomado sistema de orquestras infantis e juvenis da Venezuela.
Nesta primeira etapa, os Concertos Didáticos serão realizados:
de 25 a 30 de maio: nas escolas públicas do PIAUÍ (Teresina, União, Barras, Campo Maior e Água Branca);
de 29 de junho a 5 de julho: é a vez do ACRE (Rio Branco, Xapuri, Senador Guiomard, Sena Madureira e Brasiléia);
de 31 de agosto a 7 de setembro: desembarcam em MATO GROSSO (Cuiabá, Nobres, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Diamantino).
Após dedicar à obra de Villa-Lobos dois recitais em Brasília e três no Rio de Janeiro, em março e abril últimos, com amplo destaque na imprensa, o Quarteto Radamés Gnattali abraça a causa educativa do maestro homenageado neste 2009, quando completa meio século de sua morte. “O menino Tuhu (este era o apelido familiar de Villa-Lobos) é o mascote deste projeto, que reforça a necessidade de haver uma efetiva educação musical nas escolas. Vamos usar o personagem para se comunicar com o público através das peças publicitárias e do blog”, adianta Fernando Thebaldi.
A realização destes Concertos Didáticos vem ao encontro da recente aprovação da Lei 1.1769, de 2008, que torna obrigatório o estudo de música nas escolas; e também ao relançamento do 'Guia Prático', em edição luxuosa, revista pelo musicólogo Manoel Corrêa do Lago. Fora de catálogo há mais de 40 anos, o livro voltou às prateleiras através de uma parceria da Academia Brasileira de Música (ABM) com a Fundação Nacional de Artes (Funarte).
"Vamos avaliar os resultados dos concertos através de questionários e estamos trabalhando para que as secretarias estaduais de educação de cada município adquiram instrumentos percussivos, como pandeiro e chocalho, para estimular os alunos a continuarem explorando sonoridades”, explica Fabiana Costa, diretora da Baluarte Agência e coordenadora do projeto. “E já estamos avaliando outros meios de fazer o bolo crescer. Nosso objetivo é rodar os quatro cantos do país”.
Correios: IX Festival de Música de Ourinhos – Secretaria Municipal de Cultura - Rua dos Expedicionários, 503, Vila Moraes – CEP 19900-041, Ourinhos/SP.
Fax: (14) 3302-3341
As inscrições vão de 01 de junho a 06 de Julho de 2009.
Taxas:
01 curso: R$ 50,00
02 cursos: R$ 90,00
03 cursos: R$ 145,00
Alunos da Escola Municipal de Música de Ourinhos (com frequência regular) terão 50% de desconto nas taxas de inscrição.
Em breve, mais informações no site: www.ourinhosfestivaldemusica.com.br
Pela primeira vez acontece em São Paulo um grande festival de Harpa. Em sua quarta edição, o Rio Harp Festival envolve 25 espaços nobres da capital carioca e, agora, se estende para mais nove cidades. Em São Paulo, com organização da Cely Rodrigues Música com Harpa, será realizado de 16 a 31 de maio, em quatro locais: Auditório Camargo Guarnieri, da Faculdade Mozarteum; Catedral Evangélica de São Paulo; Teatro Laura Abrahão, da Faculdade Santa Marcelina e Casa da Fazenda do Morumbi, totalizando 12 concertos, todos com entrada franca.
Participam os seguintes músicos: Wellington Oliveira – violino; Júlia Donley - flauta transversal; Gustavo Quintino - contrabaixo acústico; Cássia Doninho - harpa céltica; Juvêncio Lobo - flautas barrocas; Miriam Carpinetti - órgão de tubos e piano; Fernando Lacerda - órgão de tubos e piano; Cely Rodrigues – harpa; Maria Teresa Briamonte – harpa.
Datas e locais
16 de maio, às 20h - Concerto de Abertura do IV Rio Harp Festival, edição SP
Faculdade Mozarteum de São Paulo – tel: (11) 2236.0788
A Orquestra Experimental de Câmara se apresentou ontem, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Olinda. Dezesseis músicos utilizando instrumentos de arco fizeram uma apresentação para um público atento. No repertório, músicas de Villa-Lobos, Bach e Irmãos Valença. A ideia é estabelecer uma relação entre a tradição européia e música camerística brasileira. O grupo já se apresentou na Mostra Internacional de Música - MIMO. O projeto conta com incentivo do Funcultura. A orquestra participou da gravação do CD “Pernambuco em Novo Ritmo” com o Hino de Pernambuco. A todo, são usados oito violinos, oito violas, três violoncelos e dois contrabaixos nesse concerto.
As próximas apresentações da Orquestra Experimental de Câmara acontecerão nas cidades de Igarassu, Caruaru, Tacaratu e Belo Jardim. Porém, as datas ainda estão foram definidas. O concerto da orquestra está sendo coordenado pelo violoncelista e etnomusicólogo, João Carlos Araújo com participação da solista soprano Anita Ramalho. O músico disse que o grupo está buscando mostrar o trabalho de autores pernambucanos e brasileiros, aproximando a música erudita da música popular em suas várias manifestações.
O diretor João Carlos disse ainda que essa é a segunda vez que a Orquestra Experimental de Câmara já participou do projeto “Concertos nas Igrejas”, em Olinda. “A orquestra de câmara se apresenta em pequenos ambientes com um número reduzido de músicos, diferentemente da orquestra tradicional”, explica Araújo.
A atriz Maria Padilha está tendo aulas de violoncelo para viver a personagem Roberta no longa Amor sujo, de Paulo Caldas, que será rodado aqui. Por falar na atriz, seu último filme, Praça Saens Peña, premiadíssimo no Cine PE, será lançado no 2º semestre. No elenco, está o ator pernambucano Gustavo Falcão, radicado no Rio há dez anos.
Um bom programa para a tarde deste domingo é a apresentação do grupo Allegretto, do Conservatório Pernambucano de Música, no Instituto Ricardo Brennand.
O maestro e professor da Universidade Federal de Pernambuco Flávio Medeiros está à frente de dois projetos distintos, que poderão ser apreciados em apresentações públicas a partir deste sábado. Um deles é o Grupo Txaimus, de música instrumental, que fará um recital hoje, às 17h, no Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte, para arrecadar recursos para uma turnê pela França, em junho. Os ingressos custam R$ 20. A outra iniciativa é o Réquiem, de Mozart, que terá apresentações gratuitas nas próximas segunda e terça-feiras (dia 18 e 19 de maio), às 20h, na Igreja Madre de Deus (Bairro do Recife), e na quarta-feira, em um convento em Caruaru, dentro das comemorações do aniversário da cidade no Agreste pernambucano.
No Txaimus, como detalha o maestro, uma das características interessantes é a pesquisa com a sonoridade dos chimes (tubos sonoros de alumínio que, quando percutidos, emitem som semelhante ao dos hand bells, conjuntos de sinos de mão moldados em bronze). "Os arranjos são criados pelo próprio grupo e otrabalho vem sendo um desafio, pois buscamos um repertório mais brasileiro, misturando os chimes com percussão ou acordeon", argumenta Flávio Medeiros, acrescentando que na temporada francesa eles vão tocar forró, bossa nova, maracatu e frevos, numa homenagem a Capiba.
O grupo existe desde 2001 e é formado por 16 instrumentistas, entre violinista, flautista, oboísta, escaletista, entre outros. Envolve alunos, ex-alunos e professores da UFPE. Na turnê pela França, irá se apresentar em cidades como Lyon e Grenoble, em escolas e conservatórios de música. Em Grenoble, inclusive, está prevista a participação num encontro com 800 crianças cantando músicas brasileiras. Eles também vão coordenar oficinas de chimes, percussão e danças populares.
Para levar adiante o recital do Réquiem de Mozart, que integra o projeto Música da UFPE, iniciado em 2008, estão juntos os integrantes do Coro Universitário e do Coral Contracantos. São quase 170 pessoas em cena, com quatro solistas (Rosimary Carlos, Jadiel Gomes, Charles Souza e Virgínia Cavalcanti) acompanhados por instrumentos como órgão, fagote, clarinetes, trombones, tímpano e corn inglês. "O Réquiem é uma das obras mais populares de Mozart. Embora seja mais sério, pois trata-se de uma missa fúnebre, acabou ficando no imaginário coletivo, principalmente após o filme Amadeus, de Milos Forman", comenta Flávio Medeiros. Nessa produção, estão juntos alunos de música e de outros cursos da UFPE, como matemática e nutrição, além de pessoas da comunidade extra-universidade. (Tatiana Meira)
Em 1925 Igor Stravinsky, com Catherine e seus quatro filhos, se instalou na nova residência, em Nice, França. Pouco antes de começar a trabalhar em sua ópera-oratório Oedipus Rex, Stravinsky resolveu transcrever, para orquestra, quatro das pequenas peças que escrevera em 1917 para piano a quatro mãos. Nascia a Suite Nº 1, para pequena orquestra, em que danças tradicionais se mesclam ao humor e à ironia: Andante, Napolitana, Espanhola e Balalaika.
Essa obra se encontra em raras gravações, já esgotadas, sob a regência do próprio Stravinsky, de Paavo Järvi e de Simon Rattle, em discos vinil da Sony, da Pentatone e da Decca.
Essa preciosidade de sete minutos de duração, de rica e divertida orquestração, está disponível no YouTube, com a nova orquestra de Brasília: a Orquestra Ars Hodierna, sob a regência do Maestro Jorge Lisbôa Antunes.
O vídeo foi feito na apresentação da Orquestra Ars Hodierna, no dia 15 de abril de 2009, em um concerto didático no Colégio Polivalente, de Brasília.
Veja e ouça em: http://www.youtube.com/watch?v=krMIR7WtvfQ
Aproveitando a chegada do V Virtuosi Brasil, um vídeo histórico da apresentação do balé Saga Marista, de Marlos Nobre, enviado por Alysson Dinoá.
Saga Marista (balé) Orquestra Sinfônica do Recife, reg. Marlos Nobre Grupo Ballet do Centenário Teatro Guararapes, Recife - 1997 Orq. não identificada.
De 4 a 12 de julho acontece III Festival Música das Esferas - Festival Internacional de Música de Bragança Paulista. Serão 9 apresentações, uma a cada dia, durante todo o festival. A estreia será dia 4 de julho, sábado, às 18h, com um Concerto da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulosob regência do maestro João Maurício Galindo, na Casa de Cultura Maestro Demétrio Kipman. Grátis!A direção artística do festival é do maestro Sergio Chnee e a direção executiva e pedagógica do pianista Paulo Gazzaneo. A realização é do Governo do Estado de São Paulo, através do Programa de Ação Cultural daSecretaria de Estado da Cultura. Produção: Retrato Brasileiro Interartes Promoções e Eventos Musicais http://www.retratobrasileiro.com.br.
Agenda:
Dia 4, sábado, às 18h – Concerto da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo – regência João Maurício Galindo
Dia 5, domingo, às 20h – Recital de Piano de Sergio Gallo
Dia 6, segunda-feira, às 20h, Bruch Trio (Marta Vidigal, clarineta, Marcelo Jaffé, viola e Aída Machado, piano)
Dia 7, terça-feira, às 20h - Quarteto Contrastes (Claudio Micheletti, 1º violino, Karen Lena Hanai, 2º violino, Davi Caverni, viola e Vana Bock, violoncelo)
Dia 8, quarta-feira, às 20h – São Paulo Arte Trio (Laércio Diniz, violino, Ana Maria Chamorro, violoncelo e Paulo Gazzaneo, piano)
Dia 9, quinta-feira, às 20h, Recital de música de câmara com os professores do III Festival Música das Esferas - Sergio Chnee (Regência), Paulo Gazzaneo (Piano), Laércio Diniz, Claudio Micheletti e Ana de Oliveira (Violino), Emerson de Biaggi e Ville Mankkinen(Viola), Ana Maria Chamorro e Ricardo Fukuda (Violoncelo) e Alexandre Rosa (Contrabaixo).
Dias 10 e 11, às 20h - Concerto de Encerramento das Oficinas de Música de Câmara do III Festival Música das Esferas
Dia 12, domingo, às 20h – Concerto da Orquestra Acadêmica do III Festival Música das Esferas, regência Sergio Chnee
Programa das apresentações:
Dia 8, quarta-feira, às 20h – São Paulo Arte Trio (Laércio Diniz, violino, Ana Maria Chamorro, violoncelo e Paulo Gazzaneo, piano)
Programa: 1 - L. van Beethoven(1770-1827) - Trio para piano, violino e violoncelo em dó menor op. 3, nº 1 2 - J. Brahms(1833-1897) - Trio para piano, violino e violoncelo em si maior op. 8
Dia 12, domingo, às 20h – Concerto da Orquestra Acadêmica do III Festival Música das Esferas, regência Sergio Chnee
Programa: 1 - P. I. Tchaikovsky (1840-1893) Serenata para orquestra de cordas em dó maior op. 48 2 - Paulo Gazzaneo(1965) Fantasia para piano e orquestra de cordas Leandro Luiz Roverso, piano 3 - Alberto Nepomuceno(1864-1920) Serenata para orquestra de cordas 4 - Astor Piazzolla(1921-1992) As Quatro Estações Portenhas para orquestra de cordas
Além das apresentações, oIII Festival Música das Esferas - Festival Internacional de Música de Bragança Paulista proporciona aulas para 60 alunos de instrumentos de cordas, piano e regência. Os professores são:Sergio Chnee (Regência), Paulo Gazzaneo (Piano), Laércio Diniz, Claudio Micheletti e Ana de Oliveira (Violino), Emerson de Biaggi e Ville Mankkinen(Viola), Ana Maria Chamorro e Ricardo Fukuda (Violoncelo) e Alexandre Rosa (Contrabaixo). O festival outorga três prêmios: Raphael Baker, ao melhor aluno do festival que ganharáuma bolsa de estudos integral para a edição seguinte, Demétrio Kipman, ao professor que se destacou nesta edição do festival e estará automaticamente confirmado na edição seguinte e Antônio Pimentel, dado a uma personalidade de Bragança Paulista que tenha promovido o desenvolvimento cultural da cidade.
O Festival Música das Esferas – Festival de Música de Bragança Paulista é de iniciativa e direção dos músicos Sergio Chnee e Paulo Gazzaneo. O primeiro aconteceu em 2007e promoveu uma nova etapa na cultura musical da região serrana de Bragança Paulista e no Estado de São Paulo.Desde 2007, a cidade de Bragança Paulista figura como uma nova opção cultural, educacional e profissional dentro do crescente mercado de trabalho musical. Eventos como o Festival Música das Esferas fomentam a geração de empregos e ampliam as atividades culturais em sua região. Nos dez primeiros dias do mês de julho, o Festival Música das Esferas realiza concertos, exibições, conferências que o público tem acesso gratuito. São realizadas oficinas para instrumentos de orquestra, piano, música de câmara, e regência, além de concertos diários de música erudita durante toda a realização do festival.
Currículo dos artistas da programação:
Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo - Formada por 70 músicos bolsistas, a Orquestra Jovem do Estado, oficialmente Orquestra Sinfônica Jovem Maestro Eleazar de Carvalho, e carinhosamente chamada de ‘Estadualzinha’, foi fundada em 1979 no Festival de Inverno de Campos do Jordão, abrigando alunos que viriam a se tornar destacados profissionais no meio musical paulista e nacional. É hoje uma das raras orquestras brasileiras dedicadas à experimentação musical para jovens estudantes de música. Através de criteriosa escolha de repertório e orientação musical focada no desenvolvimento técnico-musical de seus integrantes, tem conseguindo conciliar com êxito os aspectos pedagógicos e a qualidade artística de suas apresentações. A Orquestra Jovem do Estado representou o Brasil no 2° Encontro Latino Americano de Orquestras Juvenis (1985), realizado em La Plata, Argentina, e foi responsável por apresentações brasileiras de primeiras audições de obras dos compositores Antonín Dvorák Händel. Atualmente, tem se apresentado com solistas de renome como Antonio Del Claro, Cláudio Cruz, Gilberto Tinetti, Marcelo Jaffé, Gretchen Miller, Adélia Issa, Celine Imbert, entre outros. Seu regente atual é o maestro João Maurício Galindo e tem como assistente Luiz Fernando Marchetti.
João Maurício Galindo - Na regência da Jazz Sinfônica, da Orquestra Jovem do Estado, nas série de concertos infantis beneficentes promovidos pela Tucca ou no programa Pergunte ao Maestro da Rádio Cultura FM de São Paulo, João Maurício Galindo demonstra versatilidade ao atuar com grande desenvoltura nos mais variados repertórios e formações. Após diplomar-se pela Unesp, foi o único brasileiro escolhido para o 1º Curso Internacional para Jovens Diretores de Orquestra, promovido pela OEA, realizado em Caracas. Concluiu sua pós-graduação pela USP, onde foi orientado pelo Prof. Dr. George Olivier Toni. Em 1991 assumiu a Orquestra Jovem do Estado, com a qual desenvolve importante trabalho pedagógico, e a Jazz Sinfônica, a convite dos próprios músicos. Foi regente da Orquestra Acadêmica dos Festivais de Inverno de Campos do Jordão nos anos de 1998, 2000 e 2002. João Maurício Galindo nasceu em São Bernardo do Campo, importante núcleo paulista de formação de instrumentistas. Como violista, atuou na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp, sob a direção do Maestro Eleazar de Carvalho, e na Orquestra de Câmara de Heidelberg.
Sergio Galloé professor titular na Geórgia State University. Sua formação pianística foi realizada por Ana Stella Schic, Elizabeth Prindonnoff e Falvai Sándor nas instituições: Conservatoire Européen de Musique em Paris (Diplôme d'Excellence), Academia Superior de Música Franz Liszt de Budapeste, Hungria, Cincinnati College (Master of Music and Artist Diploma) e University of California (DMA). Gallo é especialista em música francesa para piano. O pianista mantém uma rigorosa agenda de concertos e já atuou como solista de orquestra pelas Américas e Turquia bem como, realizou gravações para a Radio France. Recentemente realizou uma turnê pela Ásia, Europa e pelos principais centros musicais americanos, e foi membro do júri em Taiwan no International Piano Performance Examinations. O artista grava exclusivamente para o selo Eroica. O refinamento de suas interpretações é altamente elogiado pelas revistas especializadas Gramophone Magazine e American Record Guide. Sérgio Gallo é artista Bösendorfer.
Bruch Trio(Marta Vidigal, clarineta, Marcelo Jaffé, viola e Aída Machado, piano) tem se apresentado nas mais importantes salas de concerto de São Paulo e interior do estado, recebendo da crítica especializada elogios significativos à sua performance, em especial à sensível interpretação das obras de Max Bruch, compositor homenageado pelos artistas. O trio, onde atuam músicos de grande expressividade artística e ampla experiência camerista, inspira-se na afinidade dos três pela sonoridade introspectiva, intimista e aveludada que resulta da união dos seus instrumentos.
Quarteto Contrastes(Claudio Micheletti, 1º violino, Karen Lena Hanai, 2º violino, Davi Caverni, viola e Vana Bock, violoncelo) - Quarteto de cordas formado pelos músicos: Karen Lena Hanai, violinista, integrante da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo; Davi Caverni, violista, ex-integrante da Civic Orchestra of Chicago; Vana Bock, violoncelista, membro da Osusp e da Orquestra Jazz Sinfônica; e Cláudio Michelletti, violinista, spalla da Orquestra Experimental de Repertório (OER), membro da Orquestra Sinfônica da USP e da Bachiana's Chamber Orquestra.
São Paulo Arte Trio(Laércio Diniz, violino, Ana Maria Chamorro, violoncelo e Paulo Gazzaneo, piano) - fundado oficialmente em 25 de abril de 2006 é formado por três destacados músicos residentes em São Paulo: o pianista paulistano Paulo Gazzaneo, o violinista Laércio Diniz, do Rio de Janeiro e Ana Maria Chamorro ao violoncelo, professores conceituados com formação acadêmica consistente e concertistas premiados nacional e internacionalmente. Músicos amplamente ativos em suas atribuições profissionais pedagógicas e artísticas, reconheceram entre si a afinidade pela realização de um trabalho qualitativo que exige dedicação, estudo constante e identidade musical própria. Artistas dotados de sonoridade vigorosa e refinada em seus respectivos instrumentos, caminham com maestria pelos diferentes estilos da música de concerto demonstrando grande versatilidade no estudo da sonoridade e particularidades estilísticas das obras que integram seu repertório explorando todas as possibilidades que a formação clássica de trio com piano possibilita aos seus intérpretes. O São Paulo Arte Trio fez sua estréia oficial nas salas de concerto em evento realizado no mês de setembro de 2006 na Casa de Cultura "Maestro Demétrio Kipman na cidade de Bragança Paulista / SP dentro da série de concertos do Festival Demétrio Kipman apresentando obras dos compositores W. A. Mozart, L. van Beethoven, R. Gnattali e A. Piazzolla. Desde então, o Trio vem somando apresentações nas principais salas de concerto do Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília integrando o calendário de importantes séries de concertos de câmara.
Currículos dos diretores do Festival Internacional de Música das Esferas
Sergio Chneecomeçou os estudos ao piano com seus avós Rina e Demétrio Kipman. Estudou canto com Caio Ferraz e Francisco Campos Neto e composição com Aylton Escobar, Osvaldo Lacerda e Almeida Prado. Graduou-se em 1991 na Fundação Getúlio Vargas em Administração de Empresas. Em 1993 mudou-se para a Rússia onde estudou regência com Mihail Kukúshkin e Iliá Mússin, no Conservatório Rimski-Kórsakov de São Petersburgo. No ano seguinte transferiu-se para a Sibéria onde se graduou Regente Sinfônico e de Ópera em 1996 sob orientação de Arnold Katz. Realizou turnês internacionais acompanhando o soprano russo Etéri Gvazáva ao piano e dirigindo a Orquestra de Câmara Jovens Virtuoses da Sibéria. Desde então vem dirigindo concertos com as mais diversas formações no Brasil e no exterior como a Orquestra Filarmônica de Omsk e Orquestra Filarmônica de Câmara de Novossibirsk (Rússia), a Orquesta Sinfónica Juvenil (República Dominicana), a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra Sinfônica Municipal de Santo André, a Orquestra Antunes Câmara, e o Coral da Universidade Livre de Música entre outros grupos. Foi o regente responsável pelo lançamento do programa “Música nas Escolas” das Secretarias de Estado da Cultura e da Educação do Estado de São Paulo dirigindo a Sinfonia Cultura, orquestra da Rádio e TV Cultura, grupo do qual foi também Consultor Musical. Foi Curador e Regente do Festival de Cultura Brasileira no Leste Europeu e do Festival de Música Coral de Santo André. É Principal Regente Convidado da Wasa Sinfonietta (Finlândia) e da Lira Padre José de Anchieta, Diretor Artístico do Festival Música das Esferas de Bragança Paulista e do Festival Ars Viva de Serra Negra. Suas composições têm sido tocadas em várias cidades do Brasil, além de Rússia, Alemanha, Finlândia, Estônia, Bélgica, Colômbia, República Dominicana e Angola. Desenvolve trabalho de música de câmara em duo a quatro mãos com Paulo Gazzaneo, com quem participou de gravações. Lançou três discos com obras de compositores brasileiros, incluindo obras suas. Ministrou aulas de regência, composição, música de câmara e história da música no Conservatório de Tatuí e no Centro Cultural São Paulo. Atualmente é professor da Universidade Livre de Música e do Mozarteum Brasileiro. Colabora com textos para a mídia especializada. Criador e apresentador dos programas “Vastók – A Música do Leste Europeu”, e “Regência Russa – Uma Escola”, ambos produzidos pela Rádio Cultura FM de São Paulo. Tem assessorado projetos de qualidade de vida para os funcionários de empresas como Gradiente, Oracle, Pfizer, Sanofi-Aventis e Laboratórios Wyeth através de treinamento vocal, palestras e dinâmicas de grupo.
Paulo Gazzaneovem conquistando uma sólida posição dentro do cenário musical brasileiro, tanto como intérprete ou pedagogo e, recentemente, na área da composição. Discípulo de Amaral Vieira pela Faculdade Santa Marcelina de São Paulo no Brasil e István Lantos na Budapesti Liszt Ferenc Zenemüvészeti Föiskola na Hungria, vem se destacando por suas apresentações e gravações, principalmente de obras brasileiras, para piano solo e música de câmara, importantes registros de seu trabalho como solista e camerista. Complementando seus estudos, recebeu a orientação de Osvaldo Lacerda, Almeida Prado, (Composição, Harmonia e Contraponto) no Brasil, Marta Gulyás, Ferenc Rados e Matte Hollos na Hungria e Hans Graff na Academia Superior de Música de Viena, além de sua participação em festivais de verão e inverno nas classes de Zoltán Kocsis, Peter Frankl e Bruno Leonardo Gelber. É convidado com freqüência a ministrar aulas de piano e música de câmara bem como palestras e seminários em tradicionais festivais de inverno e verão, tanto no Brasil como em países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru). Como recitalista e solista já se apresentou em todos os países da América do Sul e nos principais centros musicais europeus (Áustria, Alemanha, Bélgica, Hungria, Polônia, Espanha, Grécia, Bulgária, Inglaterra, Suíça), com destaque para a integral dos Concertos para piano de Mozart realizada em Budapeste em 1991 por ocasião do bicentenário de morte do compositor. Desde o seu retorno ao Brasil em 1993, assumiu como principal premissa de seu trabalho a execução e registro fonográfico de obras de compositores brasileiros, preferencialmente ainda ativos, e, desde o ano de 2000, tem se dedicado de forma mais produtiva na área da criação. Entre suas premiações destacam-se o Prêmio Lorenzo Fernandez 2004 outorgado pelo Femusica da cidade de Campos / RJ, e as indicações ao Prêmio Carlos Gomes 1996 (Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo) e ao Grammy 2002 (melhor Cd de música erudita com a estampa “Duo Quanta”). Como intérprete já dispõe de oito títulos em sua discografia sete dos quais integralmente dedicados à música nacional. Como compositor já foi prestigiado pelo Harpyia Quartet (Grécia) em uma temporada de concertos pelos países da Europa Oriental e, uma gravação de suas seis miniaturas para piano solo pelo selo PMC / SP. Na pedagogia, desenvolveu um importante trabalho de 1998 a 2004 no cargo de coordenador do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim de São Paulo, departamento da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Unindo-se ao violinista Laércio Diniz e à violoncelista Ana Maria Chamorro, firmaram oficialmente em 25 de abril de 2006 a fundação do São Paulo Arte Trio. Gazzaneo foi membro ativo da American Liszt Society, Sociedade Brasileira de Musicologia e da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea.
Bragança Paulista
A Estância Climática de Bragança Paulistatem posição estratégica dentro da região Sudeste do Brasil, na Serra da Mantiqueira. A população média da cidade é de 143.621 habitantes (2006). A cidade situa-se entre sete colinas, sombreando os vales e valorizando a expressão "cidade poesia". Em cada colina, uma paróquia: Santa Libânia, Santa Terezinha, Santa Luzia e São José; a Catedral e Rosário, no centro (quinta colina); a paróquia da Vila Aparecida (sexta colina), e, por fim a sétima colina, onde fica o Cruzeiro, bairro de Vila Maria.
Serviço:
III Festival Música das Esferas - Festival Internacional de Música de Bragança Paulista De 4 a 12 de julho Local das apresentações: Casa de Cultura Maestro Demétrio Kipman Rua Cel. Assis Gonçalves, 243 Bragança Paulista Entrada Franca
Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br
O VIRTUOSI BRASIL chega a sua quinta edição e celebra a obra do maestro pernambucano MARLOS NOBRE, um dos mais importantes compositores da América Latina, que em 2009 comemora 70 anos de idade e 50 de carreira. Produzido pela pianista Ana Lúcia Altino e com direção artística do maestro Rafael Garcia, o VIRTUOSI BRASIL acontece nos dias 28, 29 e 30 de maio no Teatro de Santa Isabel, às 21h.
Saudado como o maior compositor vivo do continente Ibero-Americano em 2006, ao receber o Premio Tomás Luis de Victoria em Madri, Marlos Nobre será homenageado com concertos em cada uma das três noites do festival que conta com a participação de artistas nacionais e internacionais como a argentina Betina Stegmann (Prêmio Carlos Gomes), a soprano Ângela Barra, o pianista carioca Bernardo Scarambone, entre outros nomes. Cada noite será dedicada a um gênero na obra de Marlos Nobre: piano, música vocal e de câmara e finalmente uma peça para orquestra de cordas e solistas.
PROGRAMAÇÃO: A primeira noite do VIRTUOSI BRASIL traz o pianista carioca Bernardo Scarambone, especialista nas obras de Marlos Nobre para piano. Doutor em Piano pela Universidade de Houston, professor da Alcorn University, o pianista apresentará Sonatina Op. 66 1984/2003 (dedicada a Nelson Freire), Frevo nº2 (dedicado a Ariano Suassuna), entre outras obras do compositor.
Na segunda noite, o público pernambucano conhecerá a música vocal e de câmara de Marlos Nobre. A cantora Ângela Barra, acompanhada do pianista Ricardo Ballestero, apresentará Beiramar opus 21 1966 (Texto de Marlos Nobre baseado no folclore da Bahia), Três Canções opus 9 196 (Textos de: Ascenço Ferreira (n° 1), Manuel Bandeira (n° 2 & n° 3), entre outras canções do compositor. Ângela Barra é Doutora em Música pela Indiana University e professora da Universidade Federal de Goiás. Ricardo Ballestero é professor do Departamento de Música da USP e doutor pela Universidade de Michigan.
Ainda nesta noite serão apresentadas obras para instrumentos de cordas e piano com a participação dos irmãos Claudio e Marcelo Jaffé (violoncelista e violista respectivamente), além da presença da violinista argentina Betina Stegmann. Além disso, pela primeira vez no VIRTUOSI, o violoncelista Claudio Jaffé fecha a segunda noite do festival. Jaffé reside atualmente nos Estados Unidos, onde é regente em residência da Orquestra Jovem da Flórida. Claudio Jaffé tem se apresentado nas mais prestigiosas salas de concerto pelo mundo, incluindo Weill Recital Hall, Town Hall, Merkin Concert Hall em Nova York; Kennedy Center, Teatro Colon, Sala Cecilia Meireles, Wigmore Hall, Suntory Hall, entre outras. Marcelo Jaffé e Betina Stegmann são membros do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
A terceira e última noite do evento traz a Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a direção do Maestro Rafael Garcia, tendo como solistas convidados a cantora Ângela Barra, o violoncelista Claudio Jaffé e o pianista Marlos Nobre, homenageado do evento, que executará em pessoa, o Concertino e o Concertante do Imaginário, obras para piano e orquestra de cordas.
HOMENAGEM: Celebrar os 70 anos de vida do compositor pernambucano Marlos Nobre é certamente uma obrigação daqueles que fazem e amam a música brasileira. A obra de Marlos Nobre é uma das mais fortes e inventivas, inquietas e inquietantes da música contemporânea. Marcada por um vigor e até uma agressividade de impacto emocional, às vezes à beira do insuportável, ela tem cheiro de agreste inóspito que fala com elementos bem brasileiros, especificamente nordestinos, de uma época conturbada. Durante a realização do festival, uma exposição retrospectiva dos 50 anos de carreira do compositor estará à disposição do público no próprio Teatro de Santa Isabel.
O Projeto V VIRTUOSI BRASIL CELEBRA MARLOS NOBRE foi aprovado em seleção pública pelo Programa BNB de Cultura em 2009 e conta com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, Prefeitura do Recife, Rede Globo Nordeste, Diário de Pernambuco e Dorisol Recife Grand Hotel.
// TRAJETÓRIA
A primeira edição do VIRTUOSI BRASIL foi realizada em junho de 2005 com a participação de artistas como o violonista Fábio Zanon, o violinista Daniel Guedes e o pianista Flávio Augusto juntamente com a Orquestra Jovem de Pernambuco sob a regência do Maestro Rafael Garcia. Durante o festival foi feito o lançamento em Recife do CD “Impressões Brasileiras” do violinista Daniel Guedes.
Em 2006, o VIRTUOSI BRASIL trouxe ao Recife os grupos Sujeito a Guincho, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e o UAKTI. Na mesma ocasião, através do projeto Circulação de Música da FUNARTE/Petrobras, o Virtuosi Brasil realizou concertos em Natal e João Pessoa com os mesmo grupos totalizando 9 concertos em 3 dias.
Os 100 anos de nascimento dos compositores Camargo Guarnieri e José Siqueira foram comemorados em 2007 no III VIRTUOSI BRASIL. Participaram do evento a Camerata Armorial apresentando um Festival Beethoven e a cantora Adélia Issa com o pianista Ricardo Ballestero mostrando o programa “Grandes Poetas, Grandes Canções”. Finalmente, na terceira noite de evento, a Camerata Armorial executou obras dos compositores homenageados, além de ter apresentado pela primeira vez no Nordeste, a obra Santos Futebol Music do compositor paulista Gilberto Mendes.
O IV VIRTUOSI BRASIL, realizado em 2008, trouxe ao Brasil pela primeira vez a violinista norte-americana Elena Urioste, vencedora do Concurso Internacional de Sion, Suiça (2007). Considerada minoria por ser de etnia Mexicana/basca, Elena Urioste venceu diversos concursos realizados pela Sphinx, organização norte-americana que tem como missão aumentar a participação de negros e latinos nas escolas de música. Além da violinista, participaram também o Quinteto Brassil, formado por professores de música da Universidade Federal da Paraíba.
//SERVIÇO:
V VIRTUOSI BRASIL CELEBRA MARLOS NOBRE
Datas: 28, 29 e 30 de maio de 2009 – 21 horas
Local: Teatro de Santa Isabel – Pça da República - Recife
Ingressos:
Frisas e Platéias –R$20,00 [inteira] R$ 10,00 [meia]
A pequena Luz Morena Vasconcelos, 9 anos, fará seu primeiro pocket show, hoje, às 19h, no Conservatório Pernambucano de Música. Vai enfrentar o público como um teste para o concurso de piano que fará no Masp (SP), em junho. Executa Bach (Invenção a duas vozes), Villa Lobos (Saci) e Bethoveen (Sonatina em fá maior). O maior fã estará na plateia: o pai Naná Vasconcelos. Ele conta que o piano é tão certo na vida de Luz que a menina já compõe suas primeiras peças, a exemplo de Mistério, que também apresenta hoje.
Neste domingo, o Museu de Arte Contemporânea de Olinda (MAC) apresenta concerto da Orquestra de Câmara do Recife, a partir das 17h. No repertório, Johann Sebastian Bach, Heitor Villa-Lobos, João Vitor do Rego Valença e Raul do Rego Valença. Entrada franca. O MAC fica na Rua do Amparo, 157, Varadouro.
O domingo será de boa música no Recife e Olinda. Dois concertos especiais, com composições que vão do erudito ao popular, são algumas das opções para os pernambucanos. No Museu de Arte Contemporânea de Olinda (Rua do Amparo, 157 - Varadouro), a Orquestra Experimental de Câmara (foto abaixo) apresenta um repertório que inclui obras de Johann Sebastian Bach, Heitor Villa-Lobos, João Vitor do Rego Valença e Raul do Rego Valença. A entrada é gratuita. Já o Instituto Ricardo Brennand (Engenho São João, s/n - Várzea) comemora antecipadamente o Dia do Museu com a apresentação do grupo Allegretto, formado por professores e alunos do Conservatório Pernambucano de Música. O concerto começa às 16h. Entrada: R$ 5 e R$ 2 (meia).
A Orquestra Criança Cidadã, formada pelos meninos do Coque, e o grupo Voz e Percussão, formado por pacientes da AACD, vão se apresentar durante a solenidade em comemoração aos 10 anos da AACD Pernambuco. O evento acontece hoje, às 20h, na Arcádia de Boa Viagem e vai contar com a presença do presidente nacional da instituição, Eduardo Carneiro.
A AACD festeja 10 anos no Recife com uma média de 600 atendimentos mês
No próximo dia 19, comemora-se o Dia do Defensor Público. Para festejar a data, mais de 40 Defensores Públicos estarão no Mutirão da Cidadania, em Brasília Teimosa, prestando atendimentos e orientações jurídicas aquela população. O evento ocorrerá na 2ª Igreja Batista de Brasília Teimosa. Na abertura teremos a apresentação da Orquestra Criança Cidadã do TJPE (dos Meninos do Coque).
Nos jardins do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, acontecerá no sábado, às 16h, ensaio do Concerto que será apresentado no domingo, às 17h, da Orquestra Experimental de Câmara, regida pelo maestro João Carlos Araújo. Ambos os eventos abertos ao público, gratuitamente. O programa está imperdível.
Um recital de uma pianista de 16 anos lotou, na última quarta-feira (13), o Conservatório de Música no Recife. O talento de Priscilla Dantas foi revelado no Bom Dia Pernambuco, e depois numa reportagem no Jornal Nacional.
Um repertório de clássicos da música universal. Na abertura, uma composição do alemão Joseph Sebastian Bach. Priscilla se apresenta sem olhar partituras, onde estão escritas as notas musicais, que guiam os pianistas. Ela decora todas as músicas - uma hora de recital na cabeça. “Sem partitura eu tenho mais liberdade de mostrar dinâmica, de mexer o corpo”, diz.
Priscilla impressiona. Aos dez anos de idade começou a estudar piano e já sonhava que iria longe. Ele disse que queria "ser uma concertista internacional. Tocar com a orquestra, em um piano solo, é lindo", afirmou em entrevista para o Jornal Nacional.
Na época, o jornal mostrou a casa pequena, onde mal cabia o piano. Hoje, aos 16 anos, a aluna continua recebendo elogios do professor, Levi Guedes. “A gente está fazendo um trabalho para mostrar valores pernambucanos no Brasil e no exterior também”.
O auditório do Conservatório Pernambucano de Música, onde priscilla estuda, ficou lotado. “Vim porque sou um fã de Priscilla, a conheci na televisão, tocando, e fiz uma música para ela”, comentou o compositor Inaldo Moreira. “Sempre que ela toca, eu venho assistir”.
A apresentação serviu de ensaio para mais uma turnê internacional. Em julho, Priscilla viaja para os estados unidos. Vai ser a segunda vez que ela fará concerto para o público americano. “É uma preparação”, afirma a menina. “Também fico mais segura na relação com público, apresentando as músicas no palco”.
No 5º Virtuosi Brasil, entre 28 e 30, no Teatro Santa Isabel, a estreia de uma obra de Marlos Nobre: o violoncelista Cláudio Jaffé apresentará o Poema Illa, para celo e orquestra.
AACD-PE apresenta seu grupo musical
O grupo Voz e percussão, formado por pacientes da AACD, apresenta-se, hoje, às 20h, na Arcádia Boa Viagem ao presidente nacional Eduardo Carneiro.
Ótimo programa para todos os ouvidos, sábado, é o ensaio aberto da Orquestra Experimental de Câmara, às 16h, nos jardins do Museu de Arte Contemporânea de PE. O concerto será apresentado no dia seguinte, às 17h, sob direção do maestro João Carlos Araújo, em belo projeto do MAC que abre mais espaço para a música.
Naná e sua Luz
Naná orgulhoso: sua filha, a pianista Luz Morena, 9, toca Villa-Lobos, Beethoven e Bach, amanhã, no Conservatório, às 19h. Em junho, ela participa de concurso no Masp.
Música - O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, em Olinda, promove domingo, às 17h, concerto da Orquestra Experimental de Câmara, regida pelo maestro João Carlos Araújo. No sábado, às 17h, teremos ensaio aberto.
Dez anos de bondade
Uma instituição admirável, a AACD do Recife completa hoje 10 anos de notáveis serviços prestados ao nosso estado. Às 15h, teremos a inauguração da nova oficina ortopédica e às 20h, coquetel na Arcádia de Boa Viagem, com apresentação da Orquestra Criança Cidadã e do grupo de voz e percussão formado por pacientes da instituição.No evento será prestada homenagem ao desembargador Nildo Nery, pelo seu trabalho na orquestra das crianças do Coque.
O grupo Allegretto, do Conservatório Pernambucano de Música se apresenta domingo no Instituto Ricardo Brennand.
Será às 20 horas, o aniversário dos dez anos da AACD, na Arcádia Boa Viagem, com a presença do presidente nacional da instituição, Eduardo Carneiro. Como atrações musicais, a Orquestra Criança Cidadã e o grupo Voz e Percussão, de pacientes da AACD.
E ainda tem esse livro, que chegou na redação da Continente e me foi encaminhado. A temática dos artigos organizados por João Marcos Coelho está excelente.
Chegou-me semana passada, remetida pela ABM, a reedição (patrocinada pela Funarte) do célebre Guia Prático de Villa-Lobos, sobre a qual pretendo escrever na Continente quando houver um tempinho livre na vida acadêmica.
Agradeço ao Prof. Eli-Eri Moura, que - hoje, quando estive em João Pessoa - me presenteou com as seis edições da revista Claves, do Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB, editada até recentemente pela Profa. Ilza Nogueira, integrante da Academia Brasileira de Música.
Quem quiser saber mais sobre a Claves, é só escrever para claves@cchla.ufpb.br
Muito boa a qualidade da publicação (e dos seus colaboradores, que incluem Fred Gerling, Carlos Sandroni, Régis Duprat e Ricardo Tacuchian).
Na interpretação do Choros n° 10 do CD da Osesp abaixo, Neschling - como sabe quem já o ouviu reger a peça e a comparou com interpretações de outros regentes - adota os acréscimos que Eleazar de Carvalho criou na percussão, fazendo com que esta soe como numa autêntica bateria de samba.
Contudo, Luiz d'Annunciação, em seu livro Os instrumentos típicos brasileiros na obra de Heitor Villa-Lobos, manifesta-se totalmente contrário a essa prática, primeiro porque é uma modificação da partitura original e segundo porque a intenção do compositor, como o percussionista comprova com depoimentos do próprio Villa, era estabelecer uma atmosfera aborígene e não sambística.
Embora a razão esteja do lado do percussionista sergipano, confesso como um pecado que gosto da batida de samba e estava ansioso para ter essa gravação.
O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco pouco a pouco chega de volta ao seu lugar de segundo Museu de Arte Contemporânea da América Latina. – O grupo que hoje o administra tem se esforçado para tanto. Assim é que após muitos dos grandes acontecimentos, pela qualidade e importância do que promoveu ao longo destes três anos, consegue agora, o que vinha pretendendo, que permaneça em sua pauta por pelo menos uma vez por mês, um Conserto aberto ao público, como que completando sua atuação já que tem trabalhado e mostrado o que há de mais coerente com relação às Artes Plástica, à Literatura, à Assistência e Inclusão Social, e às Arte Visuais, faltando-lhe apenas mostrar a Música, o que agora acontecerá.
O Concerto será da Orquestra Experimental de Câmara – OEC que é uma orquestra de instrumentos de arco que visa estabelecer novos diálogos musicais entre a tradição Européia e a música camerística brasileira.Idealizada em 2002 pelo violoncelista e etnomusicólogo João Carlos Araújo, a OEC contabiliza trabalhos de grande relevância cultural como: apresentações na Mostra internacional de Música – MIMO, de Olinda – PE em 2005 e 2006; a gravação do CD “Pernambuco em novo ritmo” com a gravação oficial do Hino de Pernambuco, além do projeto patrocinado pelo FUNCULTURA de “Concerto nas Igrejas”, em 2007, nas igrejas de Olinda. – A OEC pretende trilhar caminhos que aproximem a música erudita da música popular em suas várias manifestações.
No sábado (16.05) haverá ensaio aberto, nos jardins do MAC às 16:00 horas. A apresentação oficial acontecerá no domingo próximo, dia 17 de maio, às 17:30 horas.
O PROGRAMA a ser apresentado é o que segue, sendo gratuitamente a apresentação do sábado e do domingo.
J. S. BACH - (1685 – 1750)
Concerto de Brandemburg No 3
Concerto de Brandemburg No 6
Solistas (viola de arco)
Carlos Santos e Nilsete Galvão
IRMÃOS VALENÇA
Serenata (Barquinho da esperança)
solista Walter Soares (violino)
H. VILLA-LOBOS - (1887 - 1959)
Bachiana No 4 (preludio)
Bachiana No 5
I Ária (cantilena)
II Dansa (martelo)
Solista- Anita Ramalho (soprano)
Arranjo para cordas
João Carlos Araújo
Local: Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco - Rua 13 de Maio, 157 - Varadouro - Olinda.
A Orquestra Experimental de Câmara, com dezessete instrumentistas, vai do erudito ao popular, domingo, às 17h, no MAC, em Olinda. Toca Bach, Villa-Lobos e os Irmãos Valença.
O Museu de Arte Contemporânea, em Olinda, terá programação intensa no fim de semana: ensaio aberto, no sábado, e do concerto oficial do Maestro João Carlos Araújo, da Orquestra Experimental de Câmara, no domingo.
Priscilla Dantas selecionou repertório clássico para o concerto no Conservatório
A jovem pianista Priscilla Dantas interpreta obras de grandes compositores da música clássica mundial a partir das 19h30, no Conservatório Pernambucano de Música (Avenida João de Barros, Santo Amaro). A apresentação faz parte do projeto Quartas Musicais, que realiza concertos no CPM semanalmente.
Priscilla tem apenas 16 anos, mas já frequentou Master Classes com os pianistas Gilberto Tinetti (Rio de Janeiro), Lanfranco Marcelletti (Brasil/EUA), Maria Clara Fernandes de Lima (Brasil/Áustria), Jussiara Albulquerque (Recife), Elyanna Caldas (Recife) e Alexandre Dossin (Brasil/EUA). É aluna do curso de piano do CPM, sob orientação do professor Levi Guedes, e recentemente participou do lançamento do CD de valsas de Inaldo Moreira.
Para o programa do concerto de hoje, Priscilla escolheu Prelúdio e fuga, de Johann Sebastian Bach; Suíte infantil 1, de Heitor Villa Lobos; 3º Improviso em lá bemol maior, de Gabriel Fauré; Rondó caprichoso, de Felix Mendelssohn; composições de Alexander Scriabin; e Concerto para piano e orquestra, de Mozart. A entrada é gratuita. Informações pelo telefone 3183-3400.
No próximo dia 1º de junho estarão se completando 25 anos da Sinfonia das Buzinas, apresentada no Comício de Brasília, pelas Diretas.
Foi no dia 1º de junho de 1984 que realizou-se o Comício de Brasília, onde foi lançada a campanha por uma Assembléia Constituinte, que veio a ser instalada 4 anos depois.
Em 1º de junho próximo, o povo vai voltar às ruas, pedindo a renúncia do Sr. Gilmar Mendes no STF. A manifestação do dia 6 de maio foi um sucesso. A nova manifestação vai ser melhor, porque já teremos o que cantar:
O quarteto de cordas BlauKamara faz única apresentação no Brasil na próxima quarta-feira, dia 20 de maio de 2009, às 20 horas, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. Grupo fundado em Madrid em 2003 pelas violinistas Ingrid Torrecillas e Oti Fidalgo, com participação de Fernando Tabares na viola e Miguel Rosell no violoncello. O grupo rapidamente se introduziu no circuito musical, colaborando com diferentes instituições e participando em diversas produções artísticas na Espanha e na Europa, com propostas musicais variadas abarcando música clássica, jazz e contemporânea.
Intercâmbio SPES de música de câmara (Brasil-Europa)
O Duo SPES, fundado pelo violinista Zoltan Paulinyi e pela fagotista Iracema Simon em 2006, promove o intercâmbio de composições contemporâneas com o apoio internacional de instituições governamentais e privadas. Podem enviar projetos tanto compositores e intérpretes do circuito internacional, quanto instituições que desejam ser incluídas no roteiro de concertos e apoiar este intercâmbio. Interessados neste projeto podem contactar: Paulinyi@yahoo.com http://spes.MusicaErudita.com
Serviço: Recital do Quarteto de Cordas BlauKamara Data: 20/5/2009, quarta-feira, às 20:00. Local: Sala Martins Penna do Teatro Nacional Claudio Santoro, Brasília. Fone: (61) 3325-6239 e 3325-6256 (Teatro Nacional, 12h-20h) Entrada franca.
Programa: "Teu Desprezo" de Zoltan Paulinyi, "La Oración del torero" de Turina, obras de Jorge Grundman e Borja Ramos.
Violinos: Ingrid Torrecillas e Oti Fidalgo Viola: Fernando Tabares Violoncello: Miguel Rosell Direção artística: violinista Zoltan Paulinyi (OSTNCS)
Apoio da OSTNCS, da Embaixada da Espanha Agradecimentos à Norma Lílian, Márcia Alves e Adriana Werneck.