terça-feira, 30 de junho de 2009
Virtuosi tem patrocínio
De Gonzagão a Louis Armstrong
![]() Jovens do Núcleo Social Nassau encantaram o público no auditório dos Diários Associados. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press |
Nos 60 minutos seguintes ele e seus companheiros tocaram clássicos da música popular mundial. De Gonzagão a Louis Armstrong, de John Lennon a Victor e Leo, com direito a uma versão para We are the world, em homenagem a Michael Jackson. A música de abertura foi Heroínas de Tejucupapo, de Mestre Salustiano. Tudo está registrado não só pela reportagem do Diario, mas também em vídeo, através da câmera do filho do professor Roberto.
O grupo, formado por instrumentos de cordas, metais e percussão, é apenas uma das frentes de atuação do Núcleo Social Nassau, sediado em Goiana, Litoral Norte pernambucano.O talentoso grupo foi apresentado pelo maestro Cussy de Almeida, curador do Vitrine, que aproveitou para anunciar a próxima atração do projeto: o Trio Pouca Chinfra e a Cozinha.
Novo site do Virtuosi
Entrevista: Ana Lúcia Altino
Nunca tantos nomes importantes da história da música de concerto fizeram parte do mesmo evento em Gravatá, cidade do interior de Pernambuco, a duas horas da capital. De 07 a 12 de julho, o I Festival Virtuosi de Gravatá apresentará performances memoráveis com gênios eruditos.
Na programação, estão nomes como o do maestro e pianista João Carlos Martins, o violoncelista Antônio Meneses, o flautista Rogério Wolf, o maestro chileno Rafael Garcia, o contrabaixista Catalin Rotaru e o pianista Victor Asuncion, entre vários outros. O evento é gratuito, com patrocínio da Prefeitura de Gravatá, e será realizado na Igreja Matriz de Sant’Ana, ponto turístico da cidade.
A BR Press entrevistou com exclusividade Ana Lúcia Altino, a produtora do I Festival de Gravatá. Pianista e casada com o maestro chileno Rafael Garcia, Ana é a maior responsável por divulgar e desenvolver a cultura da música de concerto em Pernambuco. A seguir, ela conta as motivações que a levaram a produzir este evento e seus pensamentos para o futuro da música de concerto no Brasil.
Por que a escolha de Gravatá?
Ana Lúcia Altino - Gravatá é uma cidade que tem todas as características de Campos do Jordão (SP) nos anos 70, quando ali se iniciou o Festival de Inverno. Clima de montanha associado a uma arquitetura típica de chalés alpinos faz de Gravatá uma cidade para descanso e turismo. É um ambiente propício para realização de um grande festival de música clássica. Há anos que alimentamos essa idéia de realizar um Virtuosi em Gravatá, mas só agora encontramos eco na sensibilidade do prefeito Osano Brito. Vamos começar com um festival de 6 dias e 7 concertos com um grupo de artistas muito relevante.
Como convenceram João Carlos Martins a tocar tanto piano no evento?
Ana Lúcia Altino - Não foi necessário convencer João Carlos. A programação do concerto dele foi feita por ele. É claro que pedimos que ele tocasse alguma coisa no piano. Então, ele vai tocar toda a segunda parte. São músicas lentas que certamente vão emocionar o público. João Carlos Martins é nosso amigo há muitos anos. Ele aceitou nosso convite na hora, sem problemas.
Qual sua inspiração e motivação ao criar um festival deste nível no interior do estado?
Ana Lúcia Altino - Levar o melhor da música clássica para todos. Esta foi sempre a nossa motivação. Se fosse possível realizaríamos um festival deste nível em todas as regiões do Estado. Quanto mais, melhor. O fato de se democratizar o acesso ao bem cultural não deve permitir que esse bem seja mostrado de qualquer forma. Se a idéia é formar platéia, permitir que um número de pessoas tenha acesso à música erudita, é importante que se faça da melhor maneira possível, com qualidade. Esse primeiro contato do leigo com a arte tem que ser significativo, tem que sensibilizar cada um para que ele goste e queira mais. Somente o verdadeiro artista consegue fazer isso.
Como você vê o futuro da música de concerto em Pernambuco e no Brasil?
Ana Lúcia Altino - Desde que se renovou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na época do maestro John Neschling, agora com maestro Tortelier, que a Osesp vem sendo inspiração para que outras orquestras se aperfeiçoem, contratem novos músicos, enriqueçam as suas programações. Isso se refere principalmente aos estados como Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e até a região Centro-Oeste tem também se desenvolvido. Com relação ao nordeste eu diria que estamos em outro patamar. Continuamos marcando passo lentamente e a música de concerto continua com muito pouco espaço.
Publicado originalmente na BRPress
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Falece em João Pessoa o professor, maestro e compositor José Alberto Kaplan
Lamento informar que o compositor, pianista e maestro José Alberto Kaplan faleceu hoje, 29/06/2009, após longo período de enfermidade. Seu corpo será cremado nesta terça-feira, às 10h, no cemitério Caminho da Paz, em João Pessoa.
Com vasta obra composicional, o Maestro Kaplan foi um dos artistas mais importantes na história recente da música no Nordeste - e particularmente na Paraíba -, tendo sido responsável pela formação de inúmeros pianistas e compositores, e pela fundação de várias entidades musicais.
Acima de tudo, o Maestro Kaplan nos deixa um exemplo de dignidade, sabedoria e ternura, que estarão sempre vivos em nosso meio.
Eli-Eri Moura
www.compomus.mus.br
Música que redefine destinos
Pollyanna Diniz
pollyannadiniz.pe@diariosassociados.com.br
João Francisco da Silva cresceu no Engenho Mussunbu, em Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana. A casa vivia sempre lotada: eram 15 irmãos. A atração das noites na roça era um violão, que o patriarca da família tinha comprado depois de acompanhar um desafio de violeiros.
![]() Trupe vai tocar repertório de músicas populares, que inclui cirandas e frevos, além de forrós de Luiz Gonzaga. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press |
Hoje à noite, a banda vai tocar um repertório de músicas populares, que inclui um pout-pourri de forrós de Luiz Gonzaga, de cirandas e frevos, além de Deus e eu no Sertão, de Víctor e Léo e No dia em que eu saí de casa, de Zezé di Camargo e Luciano. Mas temtambém as clássicas Imagine, de John Lennon, e Aquarela do Brasil, composta por Ary Barroso. Um dos momentos mais emociononantes da noite promete ser a execução da música Heroína de Tejucupapo, de Maciel Salu, que conta a história de força e resistência das mulheres do distrito de Tejucupapo, que expulsaram os holandeses da região no ano de 1646. "É uma música que fala da nossa própria história e, por isso, é muito importante que os nossos alunos conheçam e entendam tudo que se passou", diz Charles Roberto da Silva, um dos professores do projeto.
A apresentação vai contar com 26 jovens da banda, que congrega violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, percussão e metais. "Estamos ensaiando muito para fazer bonito. Já fizemos outras apresentações, mas esta vai ser muito legal", promete Anderson Souza de Andrade, de 16 anos, que toca cavaquinho. O convite para que o grupo musical de Tejucupapo se apresentasse no auditório dos Diarios Associados foi feito por Cussy de Almeida, maestro curador do Vitrine, que conheceu alguns jovens numa visita que eles fizeram à Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque, projeto semelhante ao que é realizado na Zona da Mata. Quem quiser acompanhar a apresentação do grupo musical do Núcleo Social Nassau pode reservar ingressos até às 14h pelo telefone 81 3320-2020. A entrada é um 1kg de alimento não-perecível. Os alimentos arrecadados serão doados à Fundação Perrone, ONG que atende crianças portadoras de deficiência.
domingo, 28 de junho de 2009
Sonora Brasil leva violão aos quatro cantos do País
A 12ª edição do evento, intitulada Violão Brasileiro, traz um panorama da obra violonística desenvolvida no Brasil nas últimas décadas, com apresentações divididas em quatro etapas. Em cada uma delas dois violonistas brasileiros circulam por todo o País com um repertório de música concebida e escrita para violão. Ao todo serão 320 concertos realizados em 80 cidades brasileiras de todas as cinco regiões possibilitando aos mais diferentes públicos o contato com a qualidade e a diversidade da música nacional.
As duplas formadas pelos violonistas Henrique Annes (PE) & Marcelo Fernandes (MS), Daniel Wolff (RS) & João Pedro Borges (MA), Salomão Habib (PA) & Fabrício Mattos (PR), Aluísio Laurindo Júnior (AP) & Nicolas de Souza Barros (RJ) interpretam a obra de 30 compositores que contribuíram de forma significativa para a consagração do violão como um dos instrumentos mais representativos da cultura musical do País.
Em Pernambuco, a primeira etapa, com Wolff & Borges, tem início nos dias 15 e 16 de julho, com concertos no Teatro Capiba (Recife), e no Sesc Piedade (Jaboatão dos Guararapes), às 20h. No dia 17, o duo grava faixas para o CD do Sonora Brasil no Centro de Difusão e Realizações Musicais do Sesc Casa Amarela, e segue no dia seguinte para apresentações em 12 municípios do Estado, sempre com entrada franca.
Pernambuco volta a entrar no roteiro em 15 de setembro, com Annes & Fernandes. A terceira etapa, com Habib & Mattos, acontece a partir de 22 de outubro, e a fase final, com Laurindo Júnior & Souza Barros, ocorre a partir de 17 de novembro, num total de 58 concertos no Estado.
MÚSICO COMPLETO
Garoto-prodígio do violão pernambucano na chamada época de ouro do rádio, o compositor, arranjador e instrumentista Henrique Annes, hoje com 63 anos de idade, é considerado uma enciclopédia viva do que melhor já foi composto para seu instrumento no Estado. Além de exímio autor, vive pesquisando a obra de compositores do passado com o cuidado de resgatar antigos temas e reinterpretá-los – e por vezes registrá-los – para as novas gerações.
Dono de um estilo próprio, Annes é autor de músicas que refletem sua inquietação como pesquisador. Em meio a sua obra, destaca-se a série Caribeanas, que o autor compôs inspirado nos 12 estudos para violão de Heitor Villa-Lobos.
Os favoritos de Adolf Hitler
José Teles
teles@jc.com.br
Um dos homens mais odiados em toda história da humanidade ouvia Tchaikovsky, Borodin e Rachmaninov. A descoberta surpreendeu a todos, quando foi encontrada uma coleção de 100 álbuns pertencentes ao führer Adolf Hitler, retirada, em 1945, da chancelaria do Reich, em Berlim, por Lev Besymenski, um oficial da inteligência russa.
Besymenski morreu aos 86 anos, em 2007, e sua filha achou os discos que o pai escondia em casa, passando a informação para a revista Der Spiegel. O que mais surpreendeu foi Hitler deleitar-se com a música de compositores russos e judeus, raças que ele abertamente odiava, quando se pensava que Wagner fosse o autor predileto de Herr Adolf. Não se explorou muito a descoberta dos discos, até porque não há evidências concretas de que Hitler os tenha realmente ouvido, apesar de, nas capas, estar carimbado: Führerhauptquartier, o que indica que pertenciam ao quartel general do führer.
Hitler volta agora a surpreender, pelo que lia. E desta feita existe a prova de que realmente leu os livros, pelo hábito de fazer anotações e tecer comentários nas páginas. Tal como na música, suas preferências literárias não são exatamente as que se esperariam dele. Hitler possuía as obras completas do inglês William Shakespeare, numa tradução alemã feita por Georg Müller em 1925, e o considerava superior aos alemães Goethe e Schiller. Apreciava tanto Shakespeare que mantinha a coleção em seu retiro alpino, no Sul da Alemanha. Para quem é considerado quase um encarnação do demônio, é difícil acreditar que Adolf Hitler era versado nas Sagradas Escrituras, e um dos seus livros que mais chamam atenção é uma edição de Worte Christi (Palavras de Cristo) estampado a ouro sobre couro de bezerro.
Estas informações estão em A biblioteca esquecida de Hitler – Livros que moldaram a vida do führer, de Timothy W.Ryback (Companhia das Letras, 335 páginas, R$36,80). Diplomata e historiador norte-americano, Timothy W.Ryback rastreou os locais onde se encontram hoje parte dos cerca de 16 mil volumes, que existiam nas três bibliotecas pessoais de Adolf Hitler. Ryback espelhou-se em Walter Benjamin, que dizia: “...se pode saber muita coisa sobre um homem pelos livros que ele mantém: seus gostos, seus interesses, seus hábitos. Os livros que guardamos, os que descartamos, os que lemos bem como os que decidimos não ler, dizem algo sobre como somos”.
Não foi um trabalho fácil. As bibliotecas de Hitler tiveram seu conteúdo espalhados por vários países, em mãos de particulares ou em instituições públicas. 1200 exemplares encontram-se na Divisão de Livros raros da Biblioteca do Congresso, em Washington, EUA. Outros 80 foram encontrados na universidade Brown, em Rhode Island, e por aí vai. Os assuntos do interesse de Hitler eram os mais variados possíveis, indo desde uma análise da ópera Parsifal, de Wagner, a volumes de literatura ocultista e espírita, entre estes um exemplar de Os mortos estão vivos, relato de ocorrências sobrenaturais, e as profecias de Nostradamus. Mas quase a metade tem a ver com guerra, desde histórias das batalhas napoleônicas até compendios sobre tanques de guerra e gases venenosos.
Comenta Ryback a respeito das anotações nas margens dos livros: “Ali encontrei um homem famoso por nunca ouvir ninguém, para quem as conversas não passavam de uma arenga contínua, um monólogo incessante, parando para se envolver com o texto, sublinhar palavras e frases, para marcar parágrafos inteiros, para colocar um ponto de exclamação ao lado de uma passagem, um ponto de interrogação ao lado de outra e, com frequência, uma série enfática de linhas paralelas na margem ao longo de determinada passagem”. Naturalmente, livros com temática anti-semita são muitos no que restou das bibliotecas de Hitler, inclusive o infame The international jew: the world’s foremost problem (O judeu internacional: o principal problema do mundo), do industrial norte-americano Henry Ford: “Em uma reedição de 1934 das Cartas alemãs, de Paul Lagarde, uma serie de ensaios do final do século 19 que defendiam a remoção sistemática da população judaica da Europa, encontrei mais de cem páginas de intromissões a lápis, a partir da página 41, em que Lagarde defende a transplantação dos judeus alemães e austríacos para a palestina, estendendo-se a passagens mais deploráveis nas quais se refere aos judeus como uma pestilência. ‘Esta pestilência da água precisa ser erradicada dos nossos rios e lagos”. Ao lado desta manifestação racista Hitler anotou, na margem a lápis: “Afirmação ousada. O sistema político sem o qual a água não consegue existir precisa ser eliminado”.
O autor de A biblioteca de Hitler não se limita a comentar sobre as obras pertencentes ao Führer, procura igualmente relacioná-la à trajetória dele com sua formação literária, desde quando ele era um simples cabo do 16º Regimento de Infantaria de reserva Bávaro, em 1915. E aí já apontando Hitler como um leitor voraz, que mais tarde seria profundamente influenciado pelo seu mentor intelectual, Dietrich Eckart. Este foi poeta, autor dramático e jornalista, nazista de primeira hora, ao qual Hitler dedicou o primeiro volume do seu Mein kampf (Minha luta). Aliás, com este livro, Hitler tornou-se um dos autores que mais faturaram no seu tempo. Vivia folgadamente de direitos autorais (o livro vendeu mais de dois milhões de exemplares), tanto que, segundo Timothy W.Ryback, boa parte do salário que recebia como chanceler era distribuída com insituições de caridade.
No que restou das bibliotecas do führer há dois exemplares de uma das obras mais infames já publicadas, O mito do século XX, de Alfred Rosenberg, nomeado ideólogo principal do regime nazista. O mito do século XX entrou no index da Igreja Católica mal foi publicado: “Um compêndio de heresias, incluindo defesa da poligamia, a esterilização forçada, a propagação do quinto evangelho, que revelaria a verdadeira natureza de Jesus Cristo. De acordo com aquele evangelho perdido, Jesus não foi a corporificação do perdão e da bondade, cuja identidade foi definida pelo sofrimento e crucificação. Pelo contrário, foi um profeta irado propenso à destruição e à vingança”. Em seu livro, Rosenberg alegou que São Pedro, agindo como um agente judeu, mudou seu nome de Saulo para Paulo e ocultou o quinto evangelho como meio de escravizar os povos da Europa. O mito do século XX disputou com Mein Kampf o título de livro mais vendido na Alemanha, foi recomendado às bibliotecas escolares pelo ministro de educação da Prússia. Mas Hitler, que desaprovou e criticou a obra, que considerava ininteligível, era dos que não liam e não gostavam. Os dois exemplares que lhe pertenciam estão praticamente intocados.
O que também surpreende na leitura de Herr Adolf Hitler é que ele, por mais que se pense o contrário, tinha algo de homem comum. Entre seus livro há vários de histórias policiais, romances baratos, um pouco de erotismo, e até, pasmem, historinhas de Max e Moritz, endiabrados personagens criados, em 1865, pelo escritor e desenhista Wilhelm Busch.
João Alberto
Sala Lula - Vai se chamar Presidente Lula a sede da Orquestra Criança Cidadã, a ser construída pela Odebrech, que terá, inclusive, uma moderníssima sala de concertos.
Foco
sábado, 27 de junho de 2009
Dia a Dia
João Alberto
sexta-feira, 26 de junho de 2009
I Virtuosi Gravatá
I FESTIVAL VIRTUOSI DE GRAVATÁ
Rafael Garcia, diretor artístico
Igreja Matriz de Sant’Ana
07 a 12 de julho de 2009
ENTRADA FRANCA
A Prefeitura de Gravatá leva à Igreja Matriz de Sant’Ana um dos principais eventos de música de concerto do Brasil. O I Festival VIRTUOSI de Gravatá vai apresentar performances memoráveis com gênios da música de concerto. Na programação estão nomes como o do maestro e pianista João Carlos Martins, o violoncelista Antônio Meneses, o flautista Rogério Wolf e o pianista Victor Asuncion, entre vários outros. Produzido pela pianista Ana Lúcia Altino, sob direção artística do maestro Rafael Garcia, o festival acontece entre os dias 07 e 12 de julho e é aberto ao público.
O concerto de abertura conta com a genialidade e a performance emocionante do maestro João Carlos Martins, 69 anos. Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras, após um nervo rompido na mão direita, João Carlos realizou um tratamento para retomar seu contato com o piano, em um trabalho minucioso de memorização de nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música. No entanto, esse trabalho o levou a desenvolver uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER), obrigando-o a deixar o piano e voltar a se dedicar a regência. No dia 07 de julho, às 19h, o público presente poderá conferir João Carlos Martins à frente de um concerto especial de estréia com a Orquestra Virtuosi de Gravatá, que será montada especialmente para o festival.
Especialista em Johann Sebastian Bach, João Carlos Martins rege duas peças do compositor. Como solistas, destacam-se o flautista Rogério Wolf, considerado um dos mais importantes do país, e o violinista Benjamin Sung, spalla da Orquestra Sinfônica de Fargo-Moorhead e professor das Universidades estaduais de Minnesota e North como o solista da noite. Ainda na noite de abertura, Gravatá tem o privilégio de receber pela primeira vez no Estado dois grandes instrumentistas reconhecidos mundialmente: o violista Alexandre Razera, dono de um vasto currículo, e que chegou a gravar com a Filarmônica de Berlim, e o violoncelista búlgaro Hrant Parsamian, colecionador de prêmios de importantes da música de concerto pelo mundo.
No segundo dia de festival, Antônio Meneses, o mais célebre violoncelista que o Brasil já teve e um dos convidados mais que especiais do I Festival VIRTUOSI de Gravatá executará lo Concertino para violoncelo e orquestra de cordas do compositor pernambucano Clóvis Pereira dedicado ao grande violoncelista. Fechando a programação da segunda noite, peça do austríaco Joseph Haydn, um dos compositores mais importantes do período clássico. O repertório será executado pela Orquestra Virtuosi de Gravatá, sob a regência do maestro Chileno Rafael Garcia que além de Antônio Meneses como solista conta também com os violinistas Benjamin Sung e Valter Soares, o violista Alexandre Razera e o violoncelista Hrant Parsamian na execução da obra Introdução e Allegro do compositor inglês Sir Edward Elgar. O concerto tem início às 19h.
No dia 09 de julho, às 19h, a Igreja Matriz de Sant’Ana recebe uma estrela do piano. Conhecido e admirado pelo público recifense, tendo participado de edições anteriores do Virtuosi no Teatro de Santa Isabel, o brilhantismo do pianista filipino Victor Asuncion volta a Pernambuco para recital de peças do compositor alemão Robert Schumann e do compositor russo Modest Petrovich Mussorgsky. O dia 10 de julho, também às 19h, traz uma programação com obras clássicas e inesquecíveis de Astor Piazzolla e Antonio Vivaldi executadas pela Orquestra Virtuosi de Gravatá, mais uma vez sob a regência do maestro Rafael Garcia, com a presença do violinista Benjamin Sung.
Nos concertos do final de semana, nos dias 11 e 12 de julho, o I Festival VIRTUOSI de Gravatá inicia sua programação a partir das 11h da manhã. Para a manhã de sábado, o festival reservou a apresentação de um programa de obras virtuosísticas para os vários instrumentos de cordas e piano, incluindo a célebre Valsa Mefisto para piano do compositor Franz Liszt, o Capricho n. 24 de Paganini, composto para violino solo, mas que será executado no contrabaixo pelo romeno Catalin Rotaru. O programa conta ainda com a participação de Benjamin Sung, Alexandre Razera e Hrant Parsamian.
No domingo, o festival apresenta uma programação diversificada com peças de Mozart, Delibes, Schocker, Enesco, Guarnieri, Fauré e Demersseman. As obras serão executadas em um recital de flautas por Nicole Esposito e Rogério Wolf tendo Victor Asuncion ao piano. Às 17h do domingo, 12 de julho, a Igreja Matriz de Sant’Ana se despede da primeira edição do VIRTUOSI DE GRAVATÁ com clássicos da música de concerto. O concerto de encerramento traz uma programação especial contando mais uma vez com a Orquestra Virtuosi de Gravatá, sob a batuta do maestro Rafael Garcia e com a participação especial do consagrado contrabaixista romeno Catalin Rotaru, premiado pelo International Society of Bassists Competition. Peças de Carl Maria von Weber, Doppler e Haydn voltam a serem executadas.
O I Festival Virtuosi de Gravatá celebra o compositor Joseph Haydn que, neste ano, está sendo comemorado em todo mundo. O ano de 2009 marca o bicentenário de morte do músico, motivo pelo qual os produtores do evento resolveram destacá-lo em sua programação com mais de um dia de homenagens. Os dois concertos para violoncelo e orquestra serão executados por violoncelistas diferentes como Antonio Meneses e Hrant Parsamian. Curiosamente o contrabaixista romeno Catalin Rotaru executará no seu instrumento na última noite do festival o Concerto em dó maior de Haydn, o mesmo que será apresentado por Antonio Meneses.
Para a primeira visita do VIRTUOSI a Gravatá, a produtora Ana Lúcio Altino e o maestro Rafael Garcia montaram uma programação rica com convidados que fazem parte da primeira linha dos músicos de concerto do mundo. Será um momento histórico para a cidade e que, com certeza, ficará na memória de todos que comparecerem.
SERVIÇO:
I FESTIVAL VIRTUOSI DE GRAVATÁ
Rafael Garcia, diretor artístico
Igreja Matriz de Sant’Ana
07, 08, 09 e 10 de Julho – 19h
11 e 12 de Julho – 11h
Concerto de Encerramento – 12 de julho – 17h.
Entrada Franca
PROGRAMAÇÃO
07|07 CONCERTO DE ABERTURA JOÃO CARLOS MARTINS 19h
W.A.MOZART [1756-1791]
Divertimento nº 1 em si bemol maior,
J.S.BACH [1685-1750]
Suíte nº 2 em si menor, BWV 1067
II
J.S.BACH [1685-1750]
Ária da Suite nº 3 para piano e orquestra de cordas
JOÃO CARLOS MARTINS, piano
T. JOBIM [1927-1994]
Insensatez (piano e orquestra de cordas)
Luiza (piano solo)
B. POWELL[1937]
Samba em Prelúdio (piano, viola e cordas)
ALEXANDRE RAZERA, viola
T. JOBIM [1927-1994]
Eu sei que vou te amar (piano, cello e cordas)
HRANT PARSAMIAN, cello
BACH/GOUNOD
Ave Maria (piano e violino solo)
BENJAMIN SUNG, violino
ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
JOÃO CARLOS MARTINS, regente
08|07 ANTONIO MENESES 19h
E. ELGAR [1857-1934]
Introdução e Allegro Op.34
C. PEREIRA [1932]
Concertino para cello e orquestra de cordas em sol maior
J.HAYDN [1732-1809]
Concerto nº1 em Dó maior, Hob VIIb/1
ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
RAFAEL GARCIA, regente
09|07 RECITAL DE PIANO VICTOR ASUNCION 19h
R. SCHUMANN [1810-1856]
Carnaval Op. 9
M. MUSSORGSKY[1839-1891]
Quadros de uma Exposição
10|07 AS 4 ESTAÇÕES DE VIVALDI & PIAZZOLLA 19h
A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 1 em mi maior Op. 8, A Primavera
A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Verano Porteño
A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 2 em sol menor, Op.8, O Verão
A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Outono Porteño
A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 3 em fá maior Op.8, O Outono
A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Inverno Porteño
A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 4 em fá menor Op.8, O Inverno
A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Primavera Porteña
BENJAMIN SUNG, violino
ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
RAFAEL GARCIA, regente
11|07 UM PROGRAMA VIRTUOSO 11h
HANDEL/HALVORSEN
Passacaglia para violino e viola
G. BOTTESINI [1821-1889]
Elegia em ré maior
Tarantella em lá menor
N. PAGANINI [1782-1840]
Caprice n. 24 em lá menor
M. RAVEL [1875-1837]
Tzigane para violino e piano
P. SARASATE [1844-1908]
Zigeunerweisen para cello e piano
F. CHOPIN [1810-1849]
Polonaise Brillante Op. 3
F. LISZT [1811-1886]
Mephisto Waltz
BENJAMIN SUNG, violino
ALEXANDRE RAZERA, viola
HRANT PARSAMIAN, cello
CATALIN ROTARU, baixo
VICTOR ASUNCION, piano
12|07 NICOLE ESPOSITO & ROGÉRIO WOLF 11h
RECITAL DE FLAUTA
L. DELIBES [1836-1891]
Flower Duet from “Lakmé” Para duas flautas e piano
G. SCHOCKER [1959]
Two Flutes (on the loose) in Fujian para duas flautas e piano
G. FAURÉ [1845-1924]
Fantaisie para flauta e piano
W.A.MOZART [1756-1791]
Two Duos from “The Magic Flute” para duas flautas
G. ENESCO [1881-1955]
Cantabile e Presto para flauta e piano
C.GUARNIERI [1907-1993]
Duo for two flutes
J.DEMERSSEMAN [1829-1868]
Guillaume Tell Duo Brilliant para duas flautas e piano
12|07 CONCERTO DE ENCERRAMENTO 17h
C.M von WEBER [1786-1826]
Andante e Rondo Ungarese para viola e orquestra
ALEXANDRE RAZERA, viola
J.HAYDN [1732-1809]
Concerto nº 2 em ré maior para cello e orquestra, HobVIIb/2
HRANT PARSAMIAN, cello
F. DOPPLER [1821- 1883]
Andante e Rondo para duas flautas e orquestra de cordas Op.25
NICOLE ESPOSITO & ROGÉRIO WOLF, flautas
J.HAYDN [1732-1809]
Concerto nº1 em Dó maior, Hob VIIb/1
CATALIN ROTARU, contrabaixo
ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
RAFAEL GARCIA, regente
RAFAEL GARCIA, regente e diretor artístico
É o criador, diretor artístico e regente do festival VIRTUOSI. Natural do Chile, desempenhou no Brasil inúmeras funções como violinista, professor, diretor artístico, regente, criador e coordenador de projetos culturais significativos para o desenvolvimento da música. Ao longo dos anos conquistou relevantes oportunidades como o cargo de Spalla da OSESP com o Maestro Eleazar de Carvalho; a implantação do movimento musical na Paraíba; a estréia na América do Sul da “Sinfonia dos Dois Mundos”; a posição de professor do New England Conservatory e criação do Lexington Music Festival em Boston; membro fundador e Spalla da Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste; criação e reativação da Orquestra Jovem de Pernambuco entre outras. Rafael Garcia não se tem destacado, no nosso meio, somente pelo exímio domínio de sua arte; mas também pelo infatigável empenho no esforço de difundir a eterna música clássica.
ARTISTAS CONVIDADOS
ALEXANDRE RAZERA, viola
Nascido em São Paulo, iniciou seus estudos musicais na Escola de Música de Piracicaba. Bolsista da Fundação Vitae estudou na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim (Karajan Stiftung). No período em que esteve como bolsista foi orientado por Wilfried Strehle, além de ter tido a oportunidade de realizar concertos, turnês e gravações junto a Filarmônica de Berlim sob a regência de maestros como Cláudio Abbado, Simon Rattle, Daniel Baremboim, Lorin Maazel, Kurt Masur, Nikolaus Hornoncourt, Trevor Pinock, Gunter Wand, entre outros. Realizou concertos, gravações e turnês junto a várias orquestras européias como: Filarmônica de Berlim, Orquestra da Rádio de Berlim, Orquestra de Câmera de Berlim, Orquestra da Ópera de Berlim (Deutsche Oper), Mahler Chamber Orchestra , Orquestra da Rádio de Ljubljana, entre outras. Foi professor no Festival Eleazar de Carvalho, realizado em Fortaleza e Campos do Jordão.
ANTONIO MENESES, violoncelo
Nascido em Recife, começou a estudar violoncelo aos 10 anos de idade. Aos 16 anos conheceu o famoso violoncelista italiano Antonio Janigro que o convidou a freqüentar as suas aulas em Düsseldorf e mais tarde em Stuttgart. Recebeu a medalha de ouro no Concurso Internacional Tchaikovsky de Violoncelo aos 24 anos, em 1982. Em 1977 ganhou o Prêmio Internacional da Televisão de Munique, que não era concedido havia 20 anos. Foi convidado por Herbert von Karajan para tocar o Concerto Duplo de Brahms ao lado da violinista Anne-Sophie Mutter. Antonio Meneses se apresenta regularmente com as mais importantes orquestras do mundo e participa de importantes festivais como Casals, Salzburg, Lucerna, Viena, entre outros. Foi membro do Beaux Arts Trio e tem gravações com a Deutsche Grammophon e Audivis. A partir de outubro de 2007 Meneses assumiu uma posicão de professor de violoncelo no Consevatório de Berna, Suíça. Antonio Meneses toca um violoncelo de ALESSANDRO GAGLIANO feito em Nápoles ca. 1730.
BENJAMIN SUNG, violino
Fundador e diretor do ClefWorks Music Festival, é atualmente Spalla da Orquestra Sinfônica de Fargo-Moorhead e professor das Universidades estaduais de Minnesota e North Dakota. É também diretor artístico da Série de concertos Cheryl Nelson Lossett Performing Arts. Recentemente foi Spalla convidado da Trondheim Symphony Orchestra, Noruega e foi solista e professor no Festival de Garanhuns, Brasil assim como foi escolhido como membro do Arsenal Trio para participar do Chamber Music Residency no Banff Centre for the Arts. Tem se apresentado regularmente com várias orquestras sinfônicas americanas e é artista convidado do festival Virtuosi em Recife. Bacharel em Música pela Eastman School of Music onde estudou com Oleh Krysa, recebeu o diploma de Doutor na Universidade de Indiana.
CATALIN ROTARU, contrabaixo
Natural da Romênia, Catalin é professor da Escola de Música da Arizona State University desde 2005. Formado pela Universidade de Música de Bucarest, é mestre pela Universidade de Illinois pela Champaign-Urbana. Foi professor da Universidade de Wisconsin. Tem se apresentado na Europa, Estados Unidos América do Sul e Japão. Foi principal da Orquestra da Radio Nacional da România, da Sibiu Filarmônica, Virtuosi Chamber Orchestra de Bucarest, Danville Symphony entre outras. Premiado pelo International Society of Bassists Competition, venceu o Krannert Center for the Performing Arts Debut Recital Award em 1997.
HRANT PARSAMIAN, violocenlo
Vencedor dos concursos internacionais Houston Symphony Ima Hogg, Olga Koussevitzky, HAMS, Hudson Valley e Carlos Prieto Cello Competition, México, Hrant Parsamian nasceu na Bulgária, formou-se pela Academia Superior de Música de Viena e recebeu o diploma de Mestre pela Yale University. Tem se apresentado como camerista nas grandes salas de concerto dos Estados Unidos e Canadá. Tem colaborado com artistas tais como Hans Graf, Carlos Prieto, Vladimir Ashkenazy, Zakhar Bron, Natalya Shakhovskaya, Franz Helmerson, Richard Watkins, e Hansjorg Schellenberger.
JOÃO CARLOS MARTINS, regente
João Carlos Martins em 1982 foi tema de uma reportagem de segunda página inteira do The New York Times, tendo diversas vezes recebido artigos de fins de semana deste mesmo jornal. Também foi capa do Washington Post, levando a música clássica para as primeiras páginas dos jornais nos EUA, enchendo de orgulho o nosso País. Ele teve sua vida registrada em dois documentários europeus vencedores de festivais internacionais. Hoje continua levando a sua arte à todos aqueles que tenham oportunidade de ouvi-lo, assumindo a sua responsabilidade social no Brasil. Após uma carreira meteórica como pianista com mais de mil apresentações no exterior, deixou como legado a gravação completa da obra de J.S.Bach para teclado. Considerado um de seus maiores interpretes do século XX - apesar das inúmeras adversidades, acabou por abandonar o piano definitivamente no ano de 2003. Em 2004 iniciou uma nova carreira aos 63 anos como maestro, transformando-se no músico clássico brasileiro mais requisitado pelo Brasil afora, seja com a sua Bachiana Filarmônica ou com a sua Bachiana Jovem. No ano de 2008, que incluiu um histórico concerto no Carnegie Hall de Nova York para 2.800 pessoas, se apresentou inúmeras vezes nos principais teatros nacionais, e levou a música clássica para 350 mil brasileiros em recintos fechados e para de mais um milhão em concertos públicos ao ar livre. O seu trabalho social de musicalização para crianças, ao lado da Fundação Bachiana, está sendo reconhecido não só no Brasil como também no exterior, e sua determinação e poder de superação são exemplos para todos. Esse é João Carlos Martins, que costuma dizer: “Esses são os primeiros passos de um projeto que fará a diferença para a nossa juventude”.
NICOLE ESPOSITO, flauta
Flautista carismática e versatil, Nicole Esposito é Professor Assistente de Flauta da Universidade de Iowa, EU. Participou de grandes festivais internacionais como Piccolo Spoleto Festival, Interlochen Arts Academy, Detroit Institute for the Arts, Musikhochschule- Wuppertal e North American Cultural Center of Costa Rica. Esposito tem se apresentado em numerosas convenções de flautistas incluindo as de Orlando, Washington DC, Nashville, San Diego, e Pittsburgh assim como conferências regionais incluindo Florida Flute Fair, Madison Flute Festival e Iowa Flute Festival.Como flautista de orquestra tem tocado com vários maestros importantes tais como James Conlon, David Zinman, Gunther Schuller, Robert Spano, Micheal Stern, David Robertson, James DePreist, Anne Manson, Lawrence Foster, Leif Segerstam e Andrew Litton. Principal Flauta da Dubuque Symphony Orchestra, Esposito tem também exercido o cargo de Principal Flauta da Ohio Light Opera, participando de 3 gravações (Albany Records).
ROGÉRIO WOLF, flauta
Após mais de 25 anos como primeira flauta das melhores orquestras do país como OSESP e OSB atualmente dedica-se a concertos como solista e camerista e é presidente da Associação Brasileira de Flautistas-ABRAF. Professor na Escola Superior de Música da Faculdade Cantareira - SP, Escola Municipal de Música de São Paulo e Instituto Baccarelli. É integrante do Núcleo Hespérides - Música das Américas. Desde 2005 é convidado a participar no Festival Virtuosi em Recife, PE onde teve oportunidade de participar em concerto com Antonio Menezes, tocando a peça Assobio a Jato de Villa Lobos. Em 2000 participou da Convenção da Associação Americana de Flauta em Columbus, OH - EUA, em dois concertos, onde tocou a primeira audição norte-americana do concerto para duas flautas e cordas de Ernst Widmer. Já atuou como solista nas principais orquestras do Brasil.
VICTOR ASUNCION, piano
Natural de Filipinas tem se apresentado em grandes salas de concerto de vários países como Canadá, Japão, México e Filipinas. Fez sua estréia aos 18 anos com a Manila Chamber Orchestra e seu primeiro recital em New York em 1999. Como pianista tem se apresentado sob a direção de Harold Farberman, Corrick Brown, Arthur Weisberg, Zev Dorman, Enrique Batiz, Bobby McFerrin, James Conlon e James Judd. Um entusiasta da música de câmara tem colaborado com artistas como Lynn Harrell, Cho-Liang Lin, , Andres Diaz, Emerson String Quartet entre outros. É frequentemente convidado para participar de festivais como Amelia Island Chamber Music Festival, Santa Fe Chamber Music Festival, e Garth Newel Chamber Music Festival. Faz parte do corpo docente do Aspen Music Festival and School. É professor assistente de piano e música de câmara da Universidade de Memphis desde 2004.
DIREÇÃO GERAL: ANA LÚCIA ALTINO
DIREÇÃO ARTÍSTICA: RAFAEL GARCIA
REALIZAÇÃO: VIRTUOSI SOCIEDADE ARTÍSTICA LTDA
PRODUÇÃO: VIRTUOSI SOCIEDADE ARTÍSTICA LTDA
CO-PRODUÇÃO: LUCIANA ALTINO
ASSESSORIA DE IMPRENSA: COQUETEL MOLOTOV
www.coquetelmolotov.com.br
CRIAÇÃO GRÁFICA: TIAGO ROFFÉ
CRIAÇÃO DO SITE: BRUNO NOGUEIRA
www.virtuosi.com.br
Repórter JC
O consulado promoverá, dia 21 de outubro, às 19h, no Santa Isabel, o Concerto da Amizade, para lembrar a passagem do engenheiro francês pelo Recife.
Obra de Paulinyi em Campinas: 30 de junho de 2009
Programa: Ipê Sorrindo (partitura em PDF), de Zoltan Paulinyi, Concerto de Haydn para 2 trompas, canções e modinhas brasileiras incluindo Carlos Gomes.
Participações especiais de Rafael Proença e Denis Vieira (trompas) e Marina Gabetta (soprano).
Série Terças-clássicas
Data: 30/6/2009 às 20 horas.
Local: Teatro do Centro de Convivência, Praça Fluminense s/n, Cambuí, Campinas, SP
Ingressos: R$15
Partitura: http://www.paulinyi.com/
Outras informações: http://paulinyi.blogspot.com/
quinta-feira, 25 de junho de 2009
7th International Composition Competition "R. Marenco" - Italia
7° CONCORSO INTERNAZIONALE DI COMPOSIZIONE "ROMUALDO MARENCO"
A) COMPOSIZIONE PER BANDA
Quota di iscrizione: 60,00 Euro - Premio unico 5.000,00 Euro
B) COMPOSIZIONE PER STRUMENTO SOLO – EUPHONIUM
Quota di iscrizione: 30,00 Euro – Premio unico: 2.000,00 Euro
Direttore Artistico: M° Maurizio Billi
Scadenza: 31 Luglio 2009
Sotto l’Alto Patronato del Presidente della Repubblica Italiana
Giuria
Maurizio Billi - Italia
Axel Ruoff - Germania
Bruce Fraser - Regno Unito
Fulvio Creux - Italia
Jan Van der Roost - Belgio
Jean Philippe Vanbeselaere - Francia
Thomas Fraschillo - Stati Uniti
INFORMAZIONI (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it
*****
7th INTERNATIONAL COMPOSITION COMPETITION “ROMUALDO MARENCO”
A) COMPOSITION FOR BAND
Entrance fee: 60,00 Euro - One Prize: 5.000,00 Euro
B) COMPOSITION FOR SOLO INSTRUMENT – EUPHONIUM
Entrance fee: 30,00 Euro - One Prize: 2.00,00 Euro
Artistic Director: M° Maurizio Billi
Deadline: 31st July, 2009
Under the High Patronage of the President of the Italian Republic
Jury
Maurizio Billi - Italia
Axel Ruoff - Germania
Bruce Fraser - Regno Unito
Fulvio Creux - Italia
Jan Van der Roost - Belgio
Jean Philippe Vanbeselaere - Francia
Thomas Fraschillo - Stati Uniti
INFORMATION (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it
7ème CONCOURS INTERNATIONAL DE COMPOSITION “ ROMUALDO MARENCO »
A) COMPOSITION POUR ORCHESTRE D'HARMONIE
Frais d’inscription: 60,00 Euro - Le prix unique: 5.000,00 Euro
B) COMPOSITION POUR INSTRUMENT SOLO – EUPHONIUM
Frais d’inscription: 30,00 Euro - Le prix unique: 2.00,00 Euro
Directeur artistique: M° Maurizio Billi
Avant: 31 Juillet 2009
Sous l'Haut Patronage du President de la Republique Italienne
Giuria
Maurizio Billi - Italia
Axel Ruoff - Germania
Bruce Fraser - Regno Unito
Fulvio Creux - Italia
Jan Van der Roost - Belgio
Jean Philippe Vanbeselaere - Francia
Thomas Fraschillo - Stati Uniti
INFORMATIONS (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it
*****
VII CONCURSO INTERNACIONAL DE COMPOSICIÓN “ROMUALDO MARENCO”
A) POR BANDA
Cuota de inscripción: 60,00 Euro - Premio único: 5.000,00 Euro
B) POR INSTRUMIENTO SOLO – EUPHONIUM
Cuota de inscripción: 30,00 Euro - Premio único: 2.000,00 Euro
Director Artístico: M° Maurizio Billi
Dentro la fecha del: 31 de julio 2009
Con el Patrocinio del Presidente de la República
Jurado
Maurizio Billi - Italia
Axel Ruoff - Germania
Bruce Fraser - Regno Unito
Fulvio Creux - Italia
Jan Van der Roost - Belgio
Jean Philippe Vanbeselaere - Francia
Thomas Fraschillo - Stati Uniti
INFORMACIÓNES (Dott.ssa Patrizia Orsini)Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it
Repórter JC
O violoncelista pernambucano Antonio Meneses será a estrela maior do 1º Virtuosi em Gravatá, entre 7 e 12 de julho. O festival pretende unir o útil ao agradável: música erudita, férias e frio.
João Alberto
Imortal - O pianista Edson Bandeira de Melo foi eleito, por unanimidade, para a cadeira 37 da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, na vaga deixada pelo maestro Mário Câncio.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Um poema, de brinde
***
Violoncelo
Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trémulos astros...
Soidões lacustres...
– Lemos e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
– Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.
Músicos de Tejucupapo no Vitrine
No grupo de música, que congrega violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, percussão e metais, estão alguns dos jovens mais dedicados. Todos estão ensaiando há cerca de um mês para a apresentação queterá um repertório de música popular, incluindo sucessos como Tareco e mariola, forró de Flávio José, e Deus e eu no Sertão, de Víctor e Léo. "É muito bom ter essa oportunidade de tocar e mostrar um pouco da nossa história e da nossa cultura", diz o professor da turma, Charles Roberto da Silva. Foram nas aulas de teoria e prática musical que muitos dos alunos tiveram o primeiro contato com algumas manifestações da cultura pernambucana, como maracatu, caboclinho, ciranda.
"Queremos trabalhar com elementos da própria realidade deles, mas que muitas vezes eles não tinham acesso", explica Liana Maia, coordenadora do projeto. Walmir de Oliveira Araújo, 21 anos, aprendeu a lição. Além de aprender a técnica dos instrumentos de percussão, o morador de Goiana, por conta da dificuldade financeira, passou a criar os próprios instrumentos. "É aqui que vou melhorar de vida, conhecer mais de música. E não vou desistir dos meus sonhos na percussão. Aprendi a ter persistência aqui", diz. Quem quiser acompanhar gratuitamentea apresentação da grupo musical do Núcleo Social Nassau pode reservar ingressos pelo telefone 81 3320-2020. (Pollyanna Diniz)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Concertos de Música de Câmara em Palmas-TO
Série Concertos em Pauta
A INFANTICIDA MARIE FARRAR

Quinta, 25 de junho
20:30 horas
Theatro Fernanda Montenegro
Entrada Franca
Programa de música de câmara (música para ouvir).
Destacando obras de Michel Scheir e Antonio Celso Ribeiro
Soprano - Helena Zica
Flauta - Mira Benvenuto
Violão - Leo Perotto
Piano - Aline Martins e Heitor Oliveira
Repórter JC
O pianista gaúcho Miguel Proença, 70 anos, retorna ao Recife com o Projeto Piano Brasil, que percorrerá 20 cidades. Dia 19 de julho, às 18h.
Alex
A sociedade do Recife, com nomes de grande prestígio, compareceu ao Santa Isabel, dia 18, para assistir ao concerto do pianista Arnaldo Cohen que tocou piano e alguns números com violino e violoncelo. Os anfitriões, que estão de parabéns, foram Joel e Hilda Queiroz Neto em nome de sua empresa a UBF-Pactual (sic). Grande noite.
PS.: UBS-Pactual, o banco privado que contratou Cohen. Pelo visto a filial Recife, pois trata-se de uma empresa mundial.
Foco
João Alberto
Maestro Formiga em festival nacional
Letras às terças
domingo, 21 de junho de 2009
Repórter JC
Lu Araújo, diretora artística da Mimo, garante que, apesar da crise financeira, o festival de música de Olinda terá recursos da Petrobras e BNDES. Entre 1º e 7 de setembro.
» Mimo no Recife
Araújo anuncia ainda que a Prefeitura do Recife acolherá também a Mimo. Serão quatro concertos na Igreja Madre de Deus e na Matriz do Carmo, no Recife.
Música é a arma dos guerreiros de Tejucupapo
Pollyanna Diniz
pollyannadiniz.pe@diariosassociados.com.br
Na história de Tejucupapo, distrito de Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana, mulheres guerreiras expulsaram os holandeses no ano de 1646. Séculos depois, jovens guerreiros da mesma comunidade lutam contra outros inimigos: a pobreza, a desigualdade social, a falta de educação, as drogas. Problemas enfrentados por adolescentes de muitos lugares do país que, em Tejucupapo, estão sendo vencidos com a música. Desde 2005, um grupo - que hoje chega a 91 alunos - se reúne todos os dias no Núcleo Social Nassau para estudar e ensaiar músicas populares. De sandálias nos pés, destrinchando os meandros de cada instrumento, os jovens músicos se concentram para não errar nenhuma nota de Tareco e mariola, forró de Flávio José.
"Queremos valorizar a nossa cultura. Alguns, quando chegaram aqui, não sabiam o que era maracatu, ciranda, maculelê", explica o professor Charles Roberto da Silva. A intenção não é fazer profissionais, mas contribuir para a formação dosjovens. No Núcleo, eles têm ainda reforço escolar, aulas de informática e cidadania e uma biblioteca.
Roberta Santos, 13 anos, começou a estudar violão há três semanas, mas já acompanha o grupo nas principais músicas. A rotina da garota - que está cursando o Ensino Fundamental - é puxada. Pela manhã, ela está no projeto; à tarde, vai à escola e, quando chega em casa, no início da noite, treina as músicas repassadas pela manhã. "Meus pais vão até comprar um violão. Vou aprender bem rápido", diz.
A banda do Núcleo congrega violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, percussão e metais. Alguns dos instrumentos são únicos. Não podem ser encontrados em outros grupos ou bandas. São aqueles que foram criados por um dos alunos: Walmir de Oliveira Araújo, de 21 anos. Quando entrou no projeto, em 2005, Walmir já tinha a mania de "percussão".
Com as aulas, o conhecimento se tornou mais técnico. "Hoje sei ler partituras, por exemplo. Quero aprender muito com quem sabe. O meu sonho era conhecer Naná Vasconcelos e aprender com ele. Mas não vou desistir mesmo com as dificuldades", declara entusiasmado. Morador de Goiana, Walmir usa tampinhas de garrafa, embalagens de doce, náilon, coco, para fazer instrumentos musicais. "Não tinha dinheiro para comprar. Por isso, tive que inventar. E é isso que quero fazer da vida. Aqui vou ter oportunidades. Teve um tempo em que tive que sair do projeto para ir trabalhar na maré com o meu tio. Mas não é lá que vou melhorar de vida".
Assim como na família de Walmir, muitos pais de alunos tiram o sustento da casa da maré ou dos trabalhos braçais, como a construção civil. Mas eles reconhecem a importância dos filhos terem contato com a música. Josimar Santana, 15 anos, por exemplo, recebeu uma proposta de emprego na semana passada. Iria entregar água mineral para um mercadinho da comunidade, mas o pai não aceitou que o filho trabalhasse. "O pai dele não quis que ele largasse a música. Acho muito bom que ele tenha oportunidades que a gente não teve. Com o tanto que ele estuda, vai ser músico", contaa mãe Eliane Maria de Santana. Ao lado dos amigos Anderson Souza, 16 anos, e Élton Alexandre Ferreira, 15 anos, Josimar volta para casa tocando cavaquinho, sonhando com o futuro. "Vamos montar uma banda de swingueira", diz Josimar.
O grupo de música do Núcleo Social Nassau vai participar, no próximo dia 29, do Projeto Vitrine, no auditório dos Diários Associados, em Santo Amaro. Os alunos foram convidados por Cussy de Almeida, maestro curador do projeto, que conheceu alguns jovens numa visita que eles fizeram à Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque. Para reservar ingressos, entrar em contato pelo fone 3320-2020.
Mudanças sensíveis na comunidade
Projeto oferece oficinas de dança, pintura, reciclagem e escultura para 260 alunos e jovens comemoram as conquistas
A oficina de música não é a única atividade disponível para os jovens do Núcleo Social Nassau, criado em 2005. No espaço de 6,6 mil metros quadrados, 260 alunos podem fazer oficinas de dança, pintura, reciclagem e escultura. "Todos precisam estar matriculados na escola. Neste tempo em que estamos aqui em Tejucupapo, já podemos ver mudanças na comunidade. São jovens que normalmente não teriam acesso a atividades extraclasse. Eles ficariam nas ruas, iriam trabalhar ou poderiam se envolver com drogas", explica Liana Maia, coordenadora do projeto.
Rogério Silvano de Souza, 22 anos, foi aluno do projeto-piloto do Núcleo Social, na comunidade da Ilha de Itapessoca e hoje ajuda os colegas a modelar esculturas feitas de papel. Nas peças, a cultura da região é resgatada. "Nós esculpimos as guerreiras, as heroínas, fazemos caboclos de lança, peças sacras", explica o estudante. Na sala ao lado, o papel reciclado é preparado. Quem explica o processo em detalhes é Rosemilson Nascimento da Silva, 13 anos. "A gente tira daágua, depois leva para a prensa e ainda vai secar. Aproveitamos casca de alho, de cebola, tudo para fazer papel".
O papel fabricado no projeto é usado para confeccionar peças de artesanato, caixas, cartões. "Temos peças feitas com papéis de fibra de bananeira, camomila, com sargaço. Aproveitamos todos os materiais", revela Camila Dias de Souza, estudante de 17 anos que, desde 2005, faz parte do projeto.
Na oficina de pintura, todos quietos, sentados em grandes mesas desenhando. "Eles conversam muito no início da aula, mas depois ficam entretidos na atividade", conta a ex-aluna e agora professora, Simone Sabino, 22 anos. Um dos mais concentrados é Erick Tenório, 12 anos. Ele está terminando de desenhar um dos personagens de um videogame. Falando baixinho, envergonhado, ele diz que "já desenhava nos cadernos do colégio, mas aqui aprendi a fazer a boca, o olho, o nariz".
Mais desinibidas, as alunas de dança se apresentam no palco do Núcleo. As coreografias são criadas por Marciana Maria da Silva, 21 anos. "Quemme passou a base da dança foi o professor daqui mesmo. Faço as danças a partir das letras das músicas ou dos toques", conta. A diretora e a coordenadora do Núcleo, acompanhando a apresentação, brincam dizendo que a jovem se autoafirmava "um perigo", quando chegou ao projeto. "Eu era um perigo mesmo. Era meio ignorante. Não queria saber de conversa, já partia para a briga. Aqui aprendi a ter paciência, a me relacionar com as pessoas de uma forma diferente", comemora a aluna.
Alex
sábado, 20 de junho de 2009
João Alberto
Aula de ritmos nordestinos
Violino e rabeca numa mesma execução: a junção de Aza Branca, de Luiz Gonzaga, com o Concerto para Dois Violinos, de Bach. Dois Clássicos, um popular e um erudito.
![]() Alunos de escolas municipais participaram da aula de encerramento dada por professores da Orquestra Sinfônica. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press |
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Os 80 alunos das escolas municipais Educador Paulo Freire (Ipsep) e Professor Florestan Fernandes (Ibura), de faixa etária entre seis à 15 anos acompanharam ontem a última aula concerto do projeto que abordou as origens musicais dos festejos juninos e suas relações com o erudito e o popular, no Teatro de Santa Isabel. Quem deu a aula foi a violinista da Orquestra Sinfônica do Recife, Aglaia Costa. Ela tem tanta intimidade com a rabeca quanto com o violino. Duranteo concerto, Aglaia apresentou aos alunos do Bolsa Escola instrumentos das culturas europeia (violino, viola e violoncelo) e popular nordestina (rabeca, zabumba, alfaia, triângulos e pandeiros). "A intenção é promover uma interação com os estudantes, mostrando para eles a concepção da música erudita e da música popular, que harmoniosamente se encontram numa única linguagem musical", explicou. Para isso, ela contou com a colaboração de quatro colegas de sinfônica.
Artista deve buscar a autonomia
O polivalente pianista Benjamim Taubkin mostra os caminhos alternativos que existe na música para não ficar refém de editais e patrocínios
Luís Fernando Moura
luisfernandomoura@gmail.com
O paulista Benjamim Taubkin começou cedo. Ainda na adolescência, o pianista organizava concertos para dar visibilidade ao que os amigos produziam. Anos mais tarde, já reconhecido no cenário da música independente, ele liderou projetos de produção cultural em gestões da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo e, mais recentemente, até lançou um selo, o Núcleo Contemporâneo. Tudo isso, no fim das contas, só teve um motivo: a paixão pela música, mas não como um mero articulador burocrático. A relação de Benjamim com o universo musical é, sobretudo, de artista, e tem origens tão antigas quanto aquele momento em que ele resolveu descobrir espaços, ao invés de esperar por apoio. É como multipersonalidade da música instrumental (convenhamos, ele já esteve em todos os lados possíveis no mercado musical independente) que ele apresenta duas palestras, hoje, pelo Porto Musical: Panorama latino-americano - visões da música no continente hoje, às 10h30, e A experiência da busca por autonomia no Brasil - caminhos possíveis para não criar dependência total de editais e patrocínios, às 16h, no Teatro Apolo.
Nos primeiros anos, Benjamim coordenava o projeto Música no Parque, no Bosque do Morumbi, na capital paulista. Por lá passaram diversos nomes conhecidos no nicho instrumental, como Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, e populares como Adoniran Barbosa e Moreira da Silva. O espectro de investidas foi aumentando, até que Benjamim participou da gestão da Secretaria Estadual de Cultura, de 1975 a 1977. Entre incontáveis festivais (ele nunca precisa os números com exatidão), certo dia resolveu voltar ao piano. “Me senti extremamente distante dele, então resolvi mergulhar na vida de músico. Tive o desejo de viver cada estapa. Toquei em bar, em teatro e fiz música para espetáculos de dança contemporânea. Para mim, a atividade mais importante é tocar, e isso é decisivo para o que faço até hoje”.
A distância da produção cultural não se delongou. Em 1994, Benjamim foi convidado a atuar em diversos projetos, organizando inclusive o Seminário de Produção Musical Independente, em São Paulo. “Como músico, passei a exercer uma espécie de rebeldia. Me convidavam para tocar e eu questionava todo o processo de produção”, diz. Para ele, havia algo errado na relação entre músicos e fomentadores. Ali estavam o articulador e o músico, mas também o pensador, que encara a produção musical como um desdobramento de seu desejo e realização artística, só justificada por eles.
“As pessoas me diziam ‘não dá para viver de música instrumental’, mas eu fui lá e vi que dá. É tudo uma experiência, como a de um cientista, que para provar uma lei física tem que fazer testes empíricos”. Se houve uma fórmula de Benjamim, um dos produtos é o selo Núcleo Contemporâneo, completamente independente do apoio de editais ou patrocínio. O pianista se acostumou a levar pessoalmente os CDs nas lojas e negociar com os vendedores. “Minhas ações de produção passaram a ser afirmações das ideias embutidas na própria música, como a de autoria, de que cada músico tem o desejo e o direito de se expressar”.
EDITAIS
Benjamim não “julga quem recorre a editais”, deixa logo claro. Porém, ele enxerga negativamente os frutos da estrutura de fomento adotada nos últimos anos. “Se eu não tiver meios para produzir minha própria música, nunca vou passar por esses filtros. O mercado de cultura perdeu força com os editais. O sistema deveria priorizar difusão e circulação, pois da forma que está, o mercado é fragilizado e maginaliza o público”.
Embora admita que os editais beneficiam diversas carreiras musicais, Benjamim vê os editais como desarticuladores, como um processo anti-natural. “É importante pensar na sustentabilidade do sistema. São várias realidades no Brasil, mas é importante fortalecer a integração entre elas através de outro tipo de política pública”. O músico acredita que o momento de transição (que é também de indefinição) dos esquemas de distribuição, com a internet tomando as proporções evidentes, pede o debate. “A primeira medida é acabar com o jabá. Uma política pública efetiva deve ser capaz disso. Além disso, é importante pensar em outros esquemas de produção, como políticas de financiamento, de concessão de crédito. Em terceiro lugar, é necessário redefinir estratégias de distribuição. É importante que o músico possa viver do que faz, e que ganhe pelo trabalho que produz e não através de patrocionadores”. A determinação é uma só: “é importante ter certeza da sua música”.
Pela programação de palestras do Porto Musical, o Apolo recebe ainda Deborah Sztanjberg com O "caso Roberto Carlos" e as biografias musicais, às 11h30, Andre Midani, com Ontem, hoje e o dia depois de amanhã, às 14h30 e a mesa redonda Novos modelos da indústria da música. No Porto Digital, Beto Villares com Trilha sonora não é música, às 10h30, Robert Soko, com Como a música tradicional dos Balkans está afetando as pistas de dança na Europa, às 11h30, e Christian Dittmar, que apresenta o novo projeto do GlobalMusic2one, instituto que criou o MP3, às 14h30.
Lu Araújo, diretora artística da Mimo, chega hoje ao Recife para acertar o festival de música que começa dia 1º de setembro. A crise impediu a vinda do violoncelista Yo-Yo Ma, como Araújo havia anunciado antes do festival de 2008.
***
Yo-Yo Ma também foi sondado pela produção do Virtuosi, que eu me lembre.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Primeiras dúvidas sobre a disciplina (Crítica musical)
1) Mas como é tua idéia de aula?
2) Que tipo de enfoque tu vai dá, mais especificamente?
3) A música erudita vai ser dominante nas aulas?
***
Re:
1) As dez primeiras aulas serão teóricas. Na primeira, farei uma exposição de toda a disciplina, em especial das nove aulas seguintes. A décima aula será um seminário sobre ritmos pernambucanos, cuja forma de exposição e participação dos alunos vou definir posteriormente.
As oito aulas intermediárias serão divididas pela metade: primeira, uma exposição do assunto abordado nos textos indicados, pontuada com exemplos musicais (em áudio e vídeo) e aberta à discussão - se for propício e não atrapalhar o andamento da aula.
Na segunda metade, os alunos voluntários darão conta do recado, apresentando os seminários indicados, dentre os seguintes (estou aberto a sugestões nesse item):
- Tópicos de apreciação sobre música clássica (esse seminário é bem curto e eu próprio o farei)
- Quase cem anos de jazz
- Tropicalismo
- A “MPB” pernambucana (Teca Calazans, Ave Sangria, Devotos, Alceu Valença, Lenine, Mestre Ambrósio, o Mangue Beat etc.)
- a Bossa Nova e a Jovem Guarda
- O rock dos anos 60 a 80
- Apresentação sobre um ou mais dos seguintes gêneros: tecnobrega, funk carioca, pagode, axé music, sertanejo e forró eletrônico
- (Um seminário ainda está em aberto)
Como vou fazer circular os textos entre os alunos é algo a se pensar, já que as copiadoras estão sob fogo cerrado da PF.
As cinco últimas aulas, as práticas, serão constituídas por: uma oficina de redação, uma palestra com um professor convidado, duas aulas de análises de críticas de jornais e revistas e uma discussão dos trabalhos dos alunos.
2) A questão do enfoque está definida na descrição dos módulos 1 e 2 (vide programa já divulgado).
3) A música erudita vai ser meio a meio com a música popular, exceto na aula 2, onde será o tema principal.
***
Por fim, acho que tá tudo muito bonito no papel - na prática, vou fazendo a cada aula as adaptações necessárias.
Concerto de Arnaldo Cohen ontem
Segundo fontes minhas que estiveram no recital, à noite, Cohen foi muito elogiado, particularmente pelas interpretações de Chopin e Nazareth. A ressalva foi por conta de uma velha história:
"Bom, o único vexame foi a platéia que aplaudiu entre os movimentos do Trio de Mendelssohn, e que os músicos ficavam se entreolhando em claro sinal de desaprovação. Acho eu que platéia também se educa", disse-me uma amiga, com razão.
Ou o público recifense sabe muito das convenções para poder quebrá-las ou ainda não teve consciência de estar sempre assinando atestado de bocó. Mas os músicos podem ajudar muito nesse sentido, conversando com a plateia - como é uma tendência muito providencial.
Vagas abertas na Malásia
Traduza isso aqui e comprove:
There are vacant positions in the orchestra. Please refer to the Audition Page. You are encouraged to write-in for enquiries to the Personnel Manager at Mervyn@petronas.com.my
A orquestra é patrocinada por ninguém menos que a Petronas, a Petrobras malaia.
Dia a Dia
Antonio Meneses, um dos melhores violoncelistas da atualidade, será uma das atrações do Virtuose (sic), de 16 a 20 de julho, no Festival de Inverno de Garanhuns. No restante da eclética programação da Praça Guadalajara, teremos nomes como Zeca Pagodinho, Moraes Moreira, Mundo Livre SA, O Rappa e Rita Lee.
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PS.: Virtuosi na Serra, a coluna quis dizer - e não confundam com o Virtuosi em Gravatá duas semanas antes. Já é o terceiro filho do Virtuosi propriamente dito (sempre em dezembro), pois teve o Virtuosi Brasil mês passado.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Disciplina nova no próximo semestre na UFPE - Crítica musical
Só falta ser aprovada, mas já tenho aval pra divulgá-la, a fim de que os interessados se planejem.A matrícula será do dia 16 ao dia 21 de julho.
A disciplina é de interesse dos estudantes das áreas de jornalismo, letras e música (ou mesmo de artes plásticas e artes cênicas), desde que tolerem escutar de tudo um pouco. Oito alunos deverão se voluntariar para apresentar seminários.
O programa completo de aulas será divulgado futuramente aos interessados.
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Carga horária: 45 horas (3 créditos)
Vagas: 20 alunos (a turma só será aberta com um mínimo de dez matriculados)
Bolsista (Facepe): Carlos Eduardo Amaral, mestrando
Orientador: Felipe Trotta
Ementa
A disciplina se propõe a abordar os parâmetros de valoração na crítica musical erudita e popular; as diferenças e semelhanças entre as práticas da música popular e nacional e entre a crítica de ambas; as principais divergências estéticas na música brasileira no séc. XX; e a relação da música brasileira com outras artes e com fatos históricos.
Também são objetivos da disciplina: analisar o exercício da crítica musical em revistas de cultura e jornais diários, incluindo estudos de caso, e discutir as atividades dos alunos em classe.
Módulos
Módulo 1 – Valores e estética
O primeiro módulo visa a expor e discutir:
• os parâmetros de valoração na crítica musical erudita e popular (englobando nesta o jazz, o rock, a MPB, a bossa nova, a “música de raiz” e manifestações fora do mainstream);
• a música popular e erudita brasileira no século XX
o diferenças e semelhanças de práticas;
o principais divergências estéticas;
• a música brasileira no contexto das outras artes e da História.
Módulo 2 – A prática da crítica, estudos de caso e avaliação
O segundo módulo analisará:
• a aplicação de teorias críticas literárias na música;
• a prática da crítica musical em revistas de cultura nacionais (Bravo, Continente e Cult) e nos jornais diários recifenses (e em outros meios e veículos, caso os alunos sugiram) – ação que engloba a “crítica da crítica”;
• estudos de caso (alguns envolvendo a música pernambucana);
• as avaliações dos alunos.
Avaliação da disciplina
• Atividade 1: redação de uma crítica – sobre um CD, DVD, show ou livro à escolha do aluno – redigida hipoteticamente para revista ou jornal (duas páginas em Times 12).
• Atividade 2: crítica (ou análise) de uma crítica à escolha do aluno (mesma extensão).
• Os alunos que apresentarem seminário estarão dispensados de uma das atividades, à escolha deles.
Bibliografia principal
1. O resto é ruído – Alex Ross
2. História social da música popular brasileira – José Ramos Tinhorão
3. A filosofia da nova música – Adorno
4. Performing rites on the value of popular music – Simon Frith
5. Hibridismos culturais de Chico Science & Nação Zumbi – Herom Vargas
6. Tropicalismo – Nildo Viana
Bibliografia auxiliar
7. A distinção – Crítica social do julgamento – Pierre Bourdieu
8. A música popular massiva, o mainstream e o underground: trajetórias e caminhos da música na cultura midiática – Jorge Cardoso Filho e Jeder Janotti Júnior
9. Critérios de qualidade na música popular – O caso do samba brasileiro – Felipe Trotta
10. Eu não sou cachorro, não – Música popular cafona e a ditadura militar – Paulo Cesar de Araújo
11. A invenção da ópera ou a história de um engano florentino – Sérgio Casoy
12. Camargo Guarnieri – O tempo e a música – Flavio Silva (org.)
13. No calor da hora – Música e cultura nos anos de chumbo – João Marcos Coelho (org.)
14. Maestros, obras-primas & loucuras – A vida e a morte vergonhosa da indústria da música clássica – Norman Lebrecht
15. O som e o sentido – José Miguel Wisnik
16. Arte poética – Aristóteles
17. O banquete – Mário de Andrade
18. Chega de saudade – A história e as histórias da Bossa Nova – Ruy Castro
19. Noites tropicais – Solos, improvisos e memórias musicais – Nelson Motta
Concerto de Arnaldo Cohen hoje - privado
Dia a Dia
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PS.: Trio para piano e cordas de quem?
Alex
Voz ativa para a ópera no Brasil
Criada no início de 2009, a Associação dos Cantores e Profissionais de Ópera do Estado de São Paulo (ACPOESP) pretende realizar discussões, apoiar - e buscar apoios - para auxiliar a formação profissional, estimular a maior participação do setor e propor o desenvolvimento de programas de fomento e legislação específicos, pleiteando espaço nos fóruns de cultura.
E, claro, procura novos associados para representar os interesses da ópera nas esferas federal, estadual e municipal.A soprano Gabriella Pace, diretora executiva adjunta da associação, explica que a atuação da ACPOESP começa por São Paulo, mas que a ideia é alcancar todo o país.
"Um dos nossos associados de outras cidades, o maestro Roberto Duarte, por exemplo, já visa levar a ACPOESP para o Rio de Janeiro. No futuro, pensamos em unir os estados através de pólos de representatividade", conta Pace.
Os idealizadores da ACPOESP acreditam que a instituição pode funcionar como um instrumento de diálogo e mobilização dos profissionais, que passarão a ter um núcleo de discussão relativo às suas condições de trabalho.
"Estamos desenvolvendo muitos projetos. Mas ainda precisamos aumentar o número de associados para entrarmos com representatividade política. O mais importante agora é abrir novas frentes de trabalho".
Para fazer parte da entidade, os interessados devem preencher um cadastro e pagar uma contribuição anual de R$ 100.
"Qualquer pessoa pode se associar. Profissionais ligados ao canto lírico, instrumentistas, musicólogos e amantes da ópera, todos são bem vindos e estão convidados a contribuir para que a arte continue encantando plateias", completa a cantora.
PARA ASSOCIAR-SE E OBTER INFORMAÇÕES ENTRE EM CONTATO COM: gabpace@gmail.com
Por mais espaço e incentivo
O cenário do canto lírico no Brasil passa por um ano peculiar. As montagens de óperas escassearam com as reformas dos teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, os principais palcos líricos do país.
Gabriella Pace afirma que o canto lírico e a ópera não têm tido espaço proporcional ao volume de profissionais que integram a atividade.
"Estes trabalhadores poderiam auxiliar o desenvolvimento do setor de forma regular. Por essas e outras, a ACPOESP foi formalizada, em fevereiro, com o intuito de unir todos os profissionais de ópera, desde o figurinista até o cantor".
"Também não podemos ficar dependentes de apenas dois espaços. Há bons teatros que poderiam estar sendo utilizados para grandes espetáculos. E isso só vai acontecer com a representatividade política da classe e apoio financeiro", complementa Pace.
Além das questões pontuais do Brasil, a crise econômica mundial também afeta diretamente aos interesses culturais.
"Precisamos fazer algo para que a ópera não seja suprimida. Boas iniciativas estão acabando por falta de patrocínio. As bolsas de estudo da Fundação Vitae, por exemplo, colaboraram com a formação de vários profissionais e acabaram por falta de apoio financeiro. Daí a necessidade de termos voz ativa na política", conclui.
Associação dos Cantores e Profissionais de Ópera do Estado de São Paulo (ACPOESP).
Diretor Executivo - João Moreira Reis
Diretor Executivo Adjunto - Gabriella Pace
Diretor Administrativo Financeiro - Carlos Eduardo Vieira
Diretor Administrativo Financeiro Suplente - Mauro Wrona
Conselho Fiscal - Adélia Issa; Cristiane Rosseto; Eduardo Janho-Abumrad e Sebastião Teixeira.
Conselho Consultivo - Cleber Papa (presidente); Júlio Medaglia; Sérgio Casoy; Abel Rocha; Rosana Caramaschi e Luiz Gustavo Petri.
Anuário VivaMúsica 2009!
Os entrevistados são Ney Rosauro, Jocy de Oliveira, João Guilherme Ripper e André Mehmari.
João Alberto
O livro Temas da política internacional, que o ex-embaixador Vasco Mariz acaba de lançar, traz um capítulo sobre a pressão que o governo brasileiro fez para impedir que Dom Helder Câmara recebesse o Prêmio Nobel da Paz, em 1969. Inicialmente, junto aos governos da Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, depois junto às multinacionais nórdicas que atuam no Brasil, como a Volvo, Scania, Nokia e Ericsson. O prêmio acabou indo para a Organização Internacional do Trabalho.
Virtuosi - A convite da Prefeitura de Gravatá, Ana Lúcia e Rafael Garcia realizam o 1º Festival Virtuosi de Gravatá, de 7 a 12 de julho, com concertos na Igreja Matriz de Santa Ana com nomes consagrados da música mundial.
Música - A Orquestra Sinfônica Jovem, do Conservatório Pernambucano de Música, continua contabilizando sucesso em todas as suas apresentações pelo estado.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Bolsas de estudo para cursos de férias em Tatuí
Bolsas incluem transporte, alimentação e estadia durante o 5º Curso de Férias, evento voltado à formação e difusão de bandas; há vagas para aulas de 20 instrumentos, regência, orquestração e composição
O Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí, instituição vinculada ao Governo do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado da Cultura, oferece 120 bolsas de estudos a instrumentistas, regentes, compositores e arranjadores interessados em participar do “5º Curso de Férias em Tatuí para Instrumentistas, Compositores e Regentes de Bandas”. As bolsas de estudos incluem transporte, estadia e alimentação no período de 12 a 25 de julho. As inscrições para os cursos, que serão ministrados em Tatuí (a 100km de São Paulo), estão abertas até o próximo dia 30 de junho.
O 5º Curso de Férias em Tatuí, com direção artística do maestro Dario Sotelo, consiste numa série de atividades que envolvem prática de banda sinfônica; aulas individuais e coletivas de instrumentos de sopros, percussão, piano e harpa; curso de regência de banda; curso de composição para banda sinfônica; curso de orquestração para banda sinfônica e prática de música de câmara com correpetição. Profissionais do Brasil, Argentina, Estados Unidos e Espanha estarão envolvidos nas aulas e, também, na intensa programação artística que está sendo programada.
De acordo com o diretor artístico Dario Sotelo, a quinta edição do Curso de Férias enfoca a formação e difusão de bandas. “Entre os diferenciais, além da prática de banda sinfônica, que é significativa por conta do repertório altamente profissional, estão os cursos de composição e orquestração para bandas, já que uma das maiores carências dos líderes de bandas é, justamente, a preparação de suas orquestrações”, iniciou ele. “Para os instrumentos, o foco estará na atividade música de câmara com piano correpetidor.”
Fundado há 55 anos, o Conservatório de Tatuí, uma das mais respeitadas escolas de música do país, vem atuando fortemente na formação, fomento e difusão de bandas no Estado de São Paulo. Em seu histórico, constam programas importantes na valorização daquelas que são algumas das primeiras manifestações musicais do país, além da forte ligação com o município-sede, Tatuí, a Capital da Música, e onde surgiu a primeira banda do Estado de São Paulo, a Santa Cruz, cuja fundação data de 1880 - mas há indícios de que já existisse há pelo menos 28 anos.
O Curso de Férias é uma das oito atividades previstas no Coreto Paulista, projeto de fomento coordenado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí, equipamento vinculado ao Governo do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado da Cultura. O projeto abrange, ainda, Festival de Bandas, Semana da Composição para Bandas e Concurso de Composição, Concurso de Bandas, e Encontro de Maestros e Lideranças de Bandas, que serão realizados em diferentes pontos do Estado de São Paulo. O programa prevê também a realização de oficinas itinerantes de apoio a bandas, censo e catalogação de todas as bandas em atividade em São Paulo e edição de resgate e lançamento de partituras para bandas.
O Coreto Paulista surgiu a partir de um encontro de maestros e líderes de bandas, realizado no ano passado com objetivos de detectar as principais carências dessas formações musicais no Estado de São Paulo. “O encontro originou um abrangente documento delegado pela Secretaria de Estado da Cultura ao Conservatório de Tatuí, o equipamento mais preparado, por seu histórico e tradição, a apresentar uma proposta de ação”, iniciou o assessor artístico Erik Heimann Pais. “O Conservatório de Tatuí pretende, com esse projeto, transformar a marca Coreto Paulista em sinônimo de programa de bandas no Estado de São Paulo. A ideia é criar uma unidade entre as diferentes propostas, interligando-as e, com isso, fortalecendo o universo das bandas”, afirmou.
Bolsas
Às atividades serão concedidas 120 bolsas, constituídas de transporte dentro do município de Tatuí, alojamento, alimentação, acesso gratuito aos eventos e às atividades do Curso de Férias. Há vagas para flautim (1 vaga), flauta (1), oboé (4), corninglês (1), requinta (1), clarinete (12), clarone (2), fagote (6), saxofone soprano (1), saxofone alto (4), saxofone tenor (2), saxofone barítono (1), trompa (8), trompete (8), trombone (8), bombardino (4), tuba (4), percussão (8), piano (4), harpa (4), regência de banda (10), curso de orquestração para banda (10), curso de composição para banda (10).
As inscrições podem ser feitas até as 18h do dia 30 de junho. Interessados devem imprimir a ficha no site da instituição na internet (www.conservatoriodetatui.org.br), preenchê-la e encaminhá-la à rua São Bento, 415, acompanhada de cópias de documentos pessoais (RG e CPF, currículo atualizado, duas fotos 3x4 e autorização de responsável em caso de menores). Também é necessário encaminhar cópia de comprovante de depósito no valor de R$ 10, efetuado em favor da AACT (banco Nossa Caixa agência 0005-1, conta corrente 04.000516-3).
A seleção dos inscritos ocorrerá nos dias 4 e 5 de julho por meio de testes (aos que optarem por fazer as provas na sede do Conservatório de Tatuí) ou avaliação de gravações (aos que enviarem CD – wav ou mp3 – com repertório de nível técnico avançado). Para os cursos de regência de banda, composição para banda sinfônica e orquestração para banda sinfônica será aplicada prova teórica-prática. Os aprovados serão divulgados no dia 6 de julho e, esses, deverão depositar R$ 20.
SERVIÇO
5º Curso de Férias em Tatuí para Instrumentistas, Compositores e Regentes de Bandas
12 a 25 de julho de 2009
Aulas de Instrumentos, Composição e Orquestração
Conservatório de Tatuí – Rua São Bento, 415 – Centro – Tatuí-SP
Inscrições: R$ 10,00
Informações: (15) 32514573 / (15) 32514311 / www.conservatoriodetatui.org.br
De bobeira no Recife
Em tempo de música
O salão nobre do Teatro de Santa Isabel está sendo ocupado, até a próxima sexta-feira, das 15h às 16h20, por 400 estudantes, entre 10 e 15 anos, atendidos pelo Programa Bolsa Escola Municipal. Divididos em cinco grupos de 80 colegas (um em cada dia), eles estão acompanhando uma aula-concerto da violinista e rabequeira, Aglaia Costa, sobre as origens, as músicas e os ritmos dos festejos juninos e suas relações com as obras eruditas de Mozart, Vivaldi e Heitor Villa-Lobos.
Flashes
O sucesso da apresentação de dos pianistas Vitor Araújo e Paule Cornet, no Teatro de Santa Isabel, semana passada, a Aliança Francesa com o apoio da Prefeitura de Olinda, a dupla se apresenta hoje, às 21h, na Igreja da Sé. O evento faz parte do Ano da França no Brasil.
Dia a Dia
Alex
O comentário sobre cinema mudo e Nelson Ferreira revelando sua habilidade como pianista, fez com que recebesse mensagens sobre o assunto e detalhes. Luciano Azevedo lembrou sua avó que era pianista e tinha de tocar nos cinemas da época do mudo para aumentar a renda mensal. Era uma artista do piano e figura bem conhecida.
» Detalhes
A leitora Maria Lena Amaral Veras escreve sobre a crônica “O piano do cinema mudo”. O seu avô que tocava acompanhando os filmes era Antonio Paurilio, pianista que atuou com sucesso na PRA-8. Elogiado o concerto do maestro Jadson Oliveira no Mosteiro de São Bento e com coral sinfônico do STBNB, na semana passada.
João Alberto
Música francesa também no CPM
Pianistas se encontram na Igreja da Sé
A estrutura monumental da Igreja da Sé, no Sítio Histórico de Olinda, abriga hoje um novo encontro entre o pianista pernambucano Vitor Araújo e a francesa Paule Cornet.
![]() Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press |
Além de fazer parte das comemorações do Ano da França no Brasil, o recital para dois pianos antecipa a Fête de la Musique, evento que ocorre desde 1982 na França e em mais de 100 países. No repertório, um passeio do erudito ao popular, com direito a improvisações realizadas pelos dois artistas e homenagens à França e ao Brasil. É possível que eles toquem composições de Debussy, Eric Satie, Hermeto Pascoal e Luiz Gonzaga.
Formada em Musicologia pela Universidade de Lyon e tendo estudado a escritura do jazz na Universidade de Miami, Paule Cornet tem 45 anos e trabalha elementos da música clássica, do fusion e do eletro-jazz. Já Vitor Araújo, aos 20 anos, prepara-se para lançar o segundo disco. Em 2008, o jovem pianista arrebatou o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria revelação. Ele compôs uma das músicas para o recital em reverência às cores da bandeira francesa (azul, branco e vermelho).
terça-feira, 16 de junho de 2009
Oratório Elias, a obra prima de Felix Mendelssohn Bartholdy
A apresentação está marcada para o dia 27 de junho, às 19:30, na Sala Cecília Meireles como ponto alto das comemorações em torno dos 200 anos de nascimento do compositor e dos 10 anos da própria Cia. Bachiana Brasileira, que além de sua profícua produção de gravações em CDs, DVDs e programas para TV e rádio, teve montagens eleitas em 2007 e em 2008 entre as dez melhores destes anos pelo jornal O Globo, reconhecimento que a consagrou como um dos grupos mais importantes da cena musical carioca.
(21) 2245-0058
bachiana@bachiana.com.br
www.bachiana.com.br
Concerto da Série Brasiliana | Percussão 2 em 1
Percussão Brasileira
Paraguaçu Abraão e Daniel Serale
5 Cirandas Brasileiras
Ney Rosauro para Vibrafone e Marimba
Com sol na Quinta - Philipe Davis
Insinuâncias - José Orlando Alves
Impulsos - Heber Schünemann
Contrastes - Marisa Resende
Grlashobzntmev - Andersen Viana
Dança Negra - Camargo Guarnieri
(transcrição para Marimba 4 mãos de Philipe Davis)
Série Brasiliana
Percussão Brasileira |Paraguaçu Abraão e Daniel Serale
Dia 30 de junho, terça-feira, 18h30Auditório da Casa de Rui Barbosa
Rua São Clemente Clemente, 134 - Botafogo Tel para informações : 2221.0277
Entrada Franca | não é necessário a retirada de senha
Repórter JC
A Banda Sinfônica do Recife transforma o Teatro do Parque, amanhã, em um grande arraial junino. Concerto com Maciel Melo e Josildo Sá.
Alex
Amanhã, a pianista Elyanna Caldas tocará no Conservatório Pernambucano de Música com o flautista Rogério Acioli. Elyanna se apresentava no meu programa Hora do Coquetel.
João Alberto
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Talentos da França e do Brasil
tatianameira.pe@diariosassociados.com.br
Com o olhar direcionado a cada espectador, Vitor Araújo fez uma breve caminhada pelo corredor central da plateia do Teatro de Santa Isabel.
![]() Belos impovisos de Vitor Araújo (Foto) e Paule Cornet, no show da sexta. Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press |
Prestada a solidariedade aos envolvidos na tragédia, veio a primeira parte do programa, em que as relações entre a França e o Brasil foram celebradas através da música. De um lado, de jeans, camiseta de botão de manga curta e tênis vermelho, Vitor Araújo simbolizava o novo, com seu jeito iconoclasta de tocar o piano, fazendo dele até mesmo um instrumento de percussão, ao tirar a nota diretamente das cordas, quebrando convenções. "Estou há dois dias sem dormir e peço desculpas pelas notas que errar", declarou, humildemente, o jovem artista, que tocara no Rio Grande do Sul na noite anterior e afirmou estar cansadíssimo. Nada que atrapalhasse a execução pouco convencional de Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e improvisações sobre temas regionais com que abriu o recital.
No extremo oposto, a professora do Conservatório de Lyon, Paule Cornet, trajando uma túnica branca, calça marrom e sandália preta de salto baixo. Sóbria e compenetrada em sua busca pela perfeição, Paule acompanhou o colega pernambucano numa execução belíssima em homenagem a Hermeto Pascoal, a partir de arranjos que compuseram juntos, em menos de uma semana de ensaios. Ao ficar sozinha no palco, a pianista francesa continua a reverenciar Hermeto com Tudo de bom sempre, inspirada em seu livro, Calendário do som.
Após um breve intervalo, Paule Cornet volta à cena, com uma partitura assinada por um amigo do Sri Lanka. Vitor retorna a seu posto e enaltece a cena cultural recifense, onde "se orgulha de ter nascido e crescido". Ao lado da instrumentista francesa, executa uma composição da banda Mombojó, num dos momentos mais emocionantes do concerto. Com três criações curtas, de sua autoria, inspiradas nas cores da bandeira francesa e seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade (azul, branco e vermelho), e que lembram as músicas de Yann Tiersen para o filme O fabuloso destino de Amelie Poulain, Vitor Araújo encerrou o recital e foi ovacionado pelo público. "Tenho agonia com o microfone. Não nasci para ser cantor, tenho que tocar piano mesmo", afirmou o aniversariante, durante a apresentação. A plateia agradece pela escolha profissional de Vitor, que no auge de sua meninice ainda exagera nos trejeitos e mugangas, mas é, sem pestanejar, um artista de extremo talento.
domingo, 14 de junho de 2009
Prelúdio 21 no Sérgio Porto - Série "Campos Sonoros"
O grupo de compositores Prelúdio 21, além de sua série regular no Centro Cultural Justiça Federal, apresenta-se em outras séries e espaços, como convidado, durante sua temporada 2009. É o caso da Série Campos Sonoros, que ocorre às 3as e 4as feiras no Espaço Cultural Sérgio Porto, às 20h.
O Prelúdio 21 é o convidado da próxima semana, dias 16 e 17 de junho. E apresentará em cada dia um concerto diferente: na 3ª feira, dia 16, o concerto será com obras para quarteto de clarinetas, interpretadas pelo Quarteto Experimental (Thiago Tavares, Ricardo Ferreira, Marcelo Ferreira e Walter Júnior). Na 4ª feira, dia 17, o grupo convida o violonista Armildo Uzeda, para interpretar obras para violão.
Como é hábito nos concertos do grupo, antes da interpretação de cada obra o compositor dirige-se à platéia para falar um pouco sobre a sua música.
Os ingressos custam R$4,00 (meia-entrada a R$2,00). O Espaço Cultural Sérgio Porto fica na Rua Humaitá, 163 – Humaitá.
O Prelúdio 21 é formado pelos compositores Alexandre Schubert, Caio Senna, Heber Schünemann, J. Orlando Alves, Marcos Lucas, Neder Nassaro e Sergio Roberto de Oliveira.
Prelúdio 21 na série Campos Sonoros
Dia 16/06 – Obras para quarteto de clarinetas com o Quarteto Experimental
Dia 17/06 – Obras para violão solo com Armildo Uzeda
Horário: 20h
Preço: R$4,00
Espaço Cultural Sérgio Porto
Rua Humaitá, 163 – Humaitá.
"Fala, Compositor!" com Marisa Rezende e Marcos Nogueira
Imperdível:
Dois encontros com renomados compositores nacionais, no projeto “Fala, Compositor!” do COMPOMUS-UFPB.
Estão todos convidados.
FALA, COMPOSITOR!
Com
MARCOS NOGUEIRA
Terça-feira, 16 de junho de 2009, às 16:00h
No Auditório do Departamento de Música da UFPB
Marcos Nogueira é Professor Adjunto do Departamento de Composição da UFRJ e docente do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ, instituição na qual desenvolve o projeto denominado A poética da mente musical. Atua como pesquisador nas áreas de artes, com ênfase na composição musical, cognição musical, teoria da música e educação musical. Atua também como diretor musical do conjunto de câmara CRON, dedicado ao repertório brasileiro contemporâneo, com o qual já realizou cerca de cinqüenta concertos pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país, tendo sido premiado, em duas edições, pelo Projeto de Circulação de Música de Concerto, da FUNARTE.
FALA, COMPOSITOR!
Com
MARISA REZENDE
Quarta-feira, 17 de junho de 2009, às 10:00h
No Auditório do Departamento de Música da UFPB
Marisa Rezende é pianista, compositora e professora. Nasceu no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. Atuou durante mais de vinte anos no curso de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lecionando diversas disciplinas teóricas e de composição musical. É membro do grupo Música Nova, fundado pela compositora em 1988. É fundadora da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (Anppom). Tem participado ativamente das bienais de Música Brasileira Contemporânea, além de ter obras apresentadas em países da Europa, América do Sul e Estados Unidos. A obra mais significativa da compositora encontra-se na música de câmera.
O projeto “Fala, Compositor!” promove periodicamente o encontro entre compositores e comunidade, visando exposições e debates informais sobre os vários aspectos da música, em especial o da criação.
Repórter JC
Marlos Nobre continua sendo homenageado pelos seus 70 anos em Madri: abre o Seminário Villa-Lobos e encerra curso na Escola de Música Rainha Sofia.
Alex
Publicado em 14.06.2009
Foi um longo improviso, então não lembro de tudo que disse sobre cinema que assisto desde os seis anos de idade. Meu desejo era iniciar a palestra no Mepe com uma frase curtíssima, mas que vem a ser a mais completa definindo o que é o cinema. Eis a frase: “cinema é a arte das imagens em movimento”. Tudo é imagem na tela. Durante 32 anos o cinema foi mudo, não tinha som. Então, nas salas exibidoras, era indispensável ter um bom pianista, não só tocando bem, mas possuindo sensibilidade para reconhecer os sentimentos humanos. Ora, ainda tive oportunidade de admirar Nelson Ferreira tocando no cinema Royal. Sempre ia ver os filmes e o pianista não era outro senão Nelson Ferreira, excelente compositor e chefe de orquestra. Ele sabia, como poucos jamais souberam, como associar situações da história projetada na tela com a música. Quando era algo muito alegre a música se esbaldava, depois nos momentos de decisões sentimentais, de amores que terminavam, mortes, havia tristeza nas teclas de Nelson Ferreira. De luta, de guerra, de competição, ele tinha a música certa, o tom adequado, e muitas mulheres que estavam presentes tiravam lenços para enxugar as lágrimas. Eu vibrava, e ficava bem perto de Nelson Ferreira, olhando o filme e também os seus dedos. Como ele poderia adivinhar tão rápido as músicas nos momentos de maior ação? Não sei, ele era um músico genial.
sábado, 13 de junho de 2009
III Concerto Oficial da BSCR
Concerto terá participação de Maciel Melo e Josildo Sá, no Teatro do Parque, que interpretarão músicas de Jackson do Pandeiro e de João Silva, recente edição do Concurso homenageados pela Prefeitura do Recife no São João de 2009
Quem disse que a animação do São João do Recife se restringirá ao Sítio da Trindade, o Pátio de São Pedro, a Praça do Arsenal e outros tradicionais pólos juninos da cidade? Para os aficionados do lado musical da festa, este ano ela passa obrigatoriamente por outro endereço: a Rua do Hospício, mais precisamente, o Teatro do Parque, onde a Banda Sinfônica da Cidade do Recife realiza, às 20h desta quarta-feira (17/06), o III Concerto Oficial – Temporada 2009.
Com regência do maestro Nenéu Liberalquino e acesso gratuito ao público, a apresentação da Banda Sinfônica estará totalmente afinada com o ciclo festivo, incluindo no repertório alguns dos maiores símbolos sonoros do período. O destaque é a homenagem que o grupo prestará a Jackson do Pandeiro e ao compositor João Silva, artistas a quem a Prefeitura do Recife está dedicando os festejos deste ano.
O primeiro, que completaria 90 anos em 2009, será homenageado com a execução de alguns dos seus maiores sucessos, como “O Canto da Ema” (de Alventino Cavalcanti, A. Viana e João do Vale), “Sebastiana” (Rosil Cavalcanti), “Cabeça Feita” (Jackson do Pandeiro e Sebastião B. da Silva) e “Na Base da Chinela” (Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcanti). As músicas terão participação especial do cantor e compositor Maciel Melo.
Embora seu nome seja pouco conhecido do grande público, João Silva é um dos mais bem-sucedidos compositores de forró, dividindo com Luiz Gonzaga a autoria de vários sucessos do “Rei do Baião”. É o caso de “Danado de Bom”, “Pagode Russo” e “Nem se Despediu de Mim”, que serão apresentadas no concerto com a participação de outro artista convidado, o cantor Josildo Sá.
Outras músicas de Luiz Gonzaga que integram o repertório da Banda são “Asa Branca”, “Baião” e “A Volta da Asa Branca”, as duas primeiras em parceria com Humberto Teixeira e a terceira com Zé Dantas.
Aberto ao público
Mais informações: Nenéu Liberalquino
(9977.7814/ 3232.1554 – sede da Banda Sinfônica)
Correspondências recebidas
Da Algol Editora, via Miriam Benelmans, veio o livro sobre o Prêmio Carlos Gomes. Li o primeiro capítulo e tive de parar: estou tão assoberbado para esta próxima semana que me dá culpa até de folhear o que recebi e saber que não posso ler tudo como tem de ser.
Terei de parar uma semana nos próximos meses pra dar conta desse material que me chega. Agora à noite vou dar pelo menos uma escutada em alguns dos CDs da coleção da CCSP e no DVD. Em tempo, agradeço à Algol e ao CCSP.
Corais do Cemo no Beberibe
O Centro de Educação Musical de Olinda promove hoje, às 20 horas, no Teatro Beberibe, do Centro de Convenções, o III Coros EnCantos de Olinda, espetáculo formado por alunos e professores das turmas de canto coral. O repertório valoriza a música popular brasileira e presta homenagem especial ao compositor Vila-Lobos (sic). O evento conta com participação do violonista Newton Messias e apresentações do Pequenos Cantores de Olinda e do coro Revivere. A entrada é franca.
Blog de Alex Ross
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Sob a batuta do tempo
Em O Resto É Ruído, o crítico Alex Ross questiona ideia de que a música clássica viveu alheia às principais questões do século 20
João Luiz Sampaio
"Compositores são relevantes", brinca ele, em entrevista ao Estado, definindo aquele que seria o fio condutor das quase 700 páginas de seu livro, lançado no Brasil pela Companhia das Letras. A noção vai contra o senso comum ou mesmo o pensamento de alguns intelectuais, como o palestino Edward Said, principal teórico da ideia de que a música clássica, ao se voltar à experimentação por si mesma, perdeu sua relevância social. "Tendo os compositores se infiltrado em todas os aspectos da existência moderna, sua obra só pode ser retratada na maior tela possível", defende Ross. "Por isso, O Resto É Ruído não trata apenas dos artistas, mas também dos políticos, ditadores, mecenas milionários e diretores de empresa que tentaram determinar que música seria escrita; das tecnologias que mudaram o modo de fazer e ouvir música; ou então das guerras quentes e frias, levas migratórias e profundas transformações sociais que alteraram a paisagem onde trabalhavam os autores."
Ross mostra, por exemplo, como a escrita de Strauss em Salomé está diretamente ligada às novas ideias sobre sexualidade na Viena de Freud; na capital austríaca, a presença de Trotski nas primeiras décadas do século 20 e a crescente oposição entre burguesia e vanguarda levariam a uma sensação de catástrofe iminente, de fim de um sistema estabelecido de valores, o que, na música de Arnold Schoenberg, significaria a quebra da hegemonia do sistema tonal. Na mesma época, em Paris, o russo Igor Stravinsky criava o balé A Sagração da Primavera (1913), tirando da música o status de "teatro da mente" consagrado pelo Romantismo e introduzindo o conceito de "música do corpo", quase ritualística, que bebia nas "nascentes das montanhas", e não na "pretensamente sofisticada" vida urbana.
Com a 1ª Guerra, os franceses, imbuídos de certo espírito nacionalista, defenderiam o rompimento com o cânone musical, leia-se "a tradição germânica". Já com a 2ª Guerra, música virou propaganda. Na União Soviética, Stalin elegia os artistas como delegados responsáveis por transmitir a mensagem de que "a vida está ficando melhor". Nos Estados Unidos de Roosevelt, o New Deal jogava quantias jamais imaginadas de dinheiro nas artes, levando o maestro da Sinfônica de Boston, Sergei Koussevitzky, a afirmar que "o próximo Beethoven viria do Colorado"; Georges Gershwin acabaria recriando a música popular no palco de ópera; e Aaron Copland, aos poucos, abandonaria as ligações com o Partido Comunista, entrando na dança da busca por uma identidade cultural norte-americana.
Logo chegariam os anos 60. Na Europa, a música do alemão Karlheinz Stockhausen pregaria a liberação definitiva das amarras da traição - e também dos sentidos, dos amores, das paixões. O mesmo faria, nos EUA, o maestro e compositor Leonard Bernstein, mas como uma espécie de espelho artístico do presidente John F. Kennedy, carismático, capaz de articular para as câmeras um discurso repleto de referências à vanguarda e, como autor, aproximar-se da música popular como fonte principal de inspiração.
A lista é longa e há ainda meio século a ser discutido. O apresentado até aqui, no entanto, já é suficiente para que se pergunte a Ross: se a música manteve diálogo tão próximo com a sociedade, por que então se afastou do público e perdeu a relevância nos debates culturais, como quer Said? "Não há apenas uma resposta", ele começa. "Por um lado, o surgimento da gravação redefiniu o papel da música clássica na vida das pessoas. Até o fim do século 19, os clássicos eram os únicos autores que conseguiam editar suas obras, consumidas no dia a dia das famílias. Com a possibilidade de registrar em áudio as obras, perdeu-se essa hegemonia e também a cultura popular passou a frequentar os lares. É fato que, com isso, surgiu toda uma fortuna crítica que antes era destinada apenas aos clássicos." Em outras palavras, um novo disco com canções de Bob Dylan é analisado como se poderia analisar um novo caderno de canções de Schumann - e a música clássica, então, deixaria de ser representante exclusiva de uma forma de arte sofisticada, com artistas populares suprindo essa "necessidade social". "Mas é preciso ir além. O que houve com a cultura musical foi uma desintegração em uma série de culturas e subculturas, cada uma com cânone e jargões próprios", diz o autor. Os clássicos, portanto, deixaram de ser hegemônicos - viraram alternativos. Mas não perderam sua relevância. Um exemplo seria a obra do norte-americano John Adams, que trata de questões contemporâneas, como a criação da bomba atômica, levando, dessa maneira, à busca de uma nova estética de composição em acordo com essa temática.
QUEM É O AUTOR
Alex Ross nasceu em 1968, em Washington. No fim dos anos 1980, em Harvard, estudou com o compositor Peter Lieberson e fez seu doutorado sobre a obra do escritor irlandês James Joyce. De 1992 a 1996, foi crítico do New York Times; em seguida, assumiu o posto na revista New Yorker. Já colaborou com publicações como The New Republic, Slate e London Review of Books. Mantém o blog www.therestisnoise.com e atualmente prepara dois livros. O primeiro é uma coletânea de textos sobre música popular; o segundo, Wagnerism, trata da influência da música de Richard Wagner na segunda metade do século 20.
João Alberto
sexta-feira, 12 de junho de 2009
17.06 - Conservatório - Recital de Flauta e Piano
Conservatório Pernambucano de Música.
Duo Flauta & Piano - Rogério Acioli e Elyanna Caldas.
Música francesa do século XX
Programa:
Gabriel Fauré (1845 – 1924) - Sonata em LÁ Maior Op. 13.
Camille Saint – Saëns (1836 – 1921) - Odelette Op. 126.
François Borne (1840 – 1920) - Fantasia brilhante sobre Carmen (da Ópera de G. Bizet).
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Rogério Acioli, recifense, bacharel em flauta pela Universidade Federal da Paraíba, licenciado em Educação, pela Universidade de Pernambuco, especialista em flauta e flautim pela Escola Nacional de Música de Crèteil (França). Professor do Conservatório Pernambucano de Música, do Centro de Educação Musical de Olinda e flautista titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
Elyanna Caldas, Natural do Recife onde iniciou seus estudos pianisticos. Cedo partiu para cursos de aperfeiçoamento na Europa, tendo estudado na França, onde se licenciou em Música, na Áustria e Polônia. Detentora de prêmios em concursos nacionais representou o Brasil no V Concurso Internacional F. Chopin de Varsóvia. Foi professora do Curso de Música da UFPE e do CPM, órgão que dirigiu por dois mandatos.
O encontro de dois mundos
O pianista pernambucano Vitor Araújo se juntou com a francesa Paule Cornet para temporada no Santa Isabel
Fellipe Fernandes
ffernandes @jc.com.br
O intercâmbio cultural entre o Brasil e a França gera mais frutos. Um concerto de dois pianos reúne no palco do Teatro de Santa Isabel os músicos Vítor Araújo e Paule Cornet hoje e amanhã, às 20h30. Seguindo a programação do Ano da França no Brasil, os dois pianistas apresentam um repertório com forte influência jazzística, no qual a palavra de ordem é improvisação. Performances solos, além de duos compõem a apresentação.
Os dois pianistas compartilham características, como a relação que mantêm com a música popular e a erudita. “Não houve diferenças nos estilos musicais. Ao contrário, durante os ensaios encontramos afinidades”, garante Vítor. Esta será a primeira apresentação do músico de 19 anos num concerto de dois pianos. Ele afirma que “a maior dificuldade é se ouvir e ouvir o outro ao mesmo tempo. Pois não temos exatamente um roteiro fixo. É como se, ao invés de pegarmos um ônibus com percurso definido, entrássemos num táxi e fôssemos indicando o caminho.”
Já com apresentações públicas no currículo, como a abertura do Carnaval 2009, Vítor se apresenta no Teatro Santa Isabel dois anos após a gravação de seu DVD. Sobre a escolha das músicas que tocará sozinho, ele garante que será uma surpresa. A única coisa que adianta é a peça preparada especialmente para a ocasião. “Me inspirei nas cores da bandeira francesa. Tento transmitir o que sinto em relação ao azul, branco e vermelho”, explica o rapaz. Por sugestão de Paule, Vítor criou uma música em homenagem à França, ela fez outra dedicada ao Brasil, ambas serão apresentadas pela primeira vez hoje.
Paule inspirou-se na sonoridade de músicos brasileiros para compor a peça. “Há algum tempo venho querendo compor algo na linha das composições de Hermeto Pascoal e Edu Lobo, dois compositores de que gosto muito. O Hermeto é muito aberto, então foi ótimo me libertar das regras e da rigidez”, garante a pianista, que é professora de conjuntos instrumentais no Conservatório de Lyon. Há dez anos Paule conhece o Brasil, onde já fez outros shows. No Recife, ela se apresentou em 2007. “Me encantei primeiro pela batida do samba do carnaval. Depois veio a bossa nova, e depois samba, pagode, maracatu...”, assim Paule explica seu interesse na música brasileira.
Juntos, além das improvisações jazzísticas, eles ainda tocam músicas de Hermeto Pascoal e Georges Brassens. Além da canção Baú, de Mombojó. “Estou empolgadíssimo, porque eu gosto de coisas que ninguém espera. Eu gosto do movimento de sombrancelhas, quando as pessoas se surpreendem, sabe?! Tipo: hãn?! Que massa!”, explica Vítor.
» Concerto de dois pianos com Vítor Araújo e Paule Cornet. Hoje e amanhã, às 20h30. No Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3202-6262.
Brasil e França se encontram nos pianos
O encontro inédito entre Vitor Araújo e a pianista francesa Paule Cornet acontece hoje e amanhã no Teatro de Santa Isabel, e tem uma proposta ótima: a dupla de músicos tem que compor uma peça para o Brasil e outra para a França. Ou seja, Paule criou uma música para o Brasil e Vitor apresenta uma composição para celebrar a França.
Dividido em duas partes, o recital de Vítor e Paule conta com apresentações em duo e solos. Em relação ao programa, a ideia da dupla é de que o público fique sabendo apenas na hora. Mas além de espaço para a música popular, que é bem a cara dos concertos de Vítor, a expectativa gira em torno de obras de compositores franceses clássicos como Claude Debussy e Eric Satie.
Paule Cornet, atualmente, é professora de conjuntos instrumentais no Conservatório de Lyon, na França. Sua mais recente composição foi a música do filme “Les plages d’Agnès” dirigido pela consagrada cineasta francesa Agnès Varda. Seu trabalho tem elementos da música erudita, do fusion e do electro-jazz. A música popular também está presente nas composições de Paule, assim como na de Vitor. Dotado de um hype único, o pianista pernambucano se tornou conhecido com seu disco “TOC”, no qual executa desde Villa-Lobos a Radiohead. O encontro promete e vale muito a pena ser conferido.
Serviço
Concerto para dois pianos - Vitor Araújo e Paule Cornet
Hoje e amanã, às 20h30
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n)
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: 3202.6262
Rodadas de negócio para a música
![]() Angela Saito, do Sebrae-PE, orienta o público sobre mecanismos da operação. Foto: Helder Tavares/DP/D.A. Press |
Angela Saito, gerente do Observatório Empresarial do Sebrae-PE, e Paulo André Pires, produtor do Porto Musical e do Abril pro Rock, repassarão as informações para on interessados. Sobretudo aos que nunca estiveram em uma feira de negócios e, pela primeira vez, irão encarar uma negociação deste tipo. Angela conta que o Sebrae criou uma metodologia que pode ser adotada em encontros como a Feira da Música.
"O Sebrae vem difundindo bastante essa ferramenta, que é o primeiro contato que os músicos podem ter com o empresário que tem interesses afins. Vamos orientar como é a operacionalização dessa rodada", diz Saito. Segundo ela, os participantes da Feira da Música já estão com seus perfis catalogados pelo Minc. Eles preenchem formulários com interesses e o Sebrae agenda os encontros com os grupos "âncoras", que podem satisfazê-los. Dentro das feiras de música as rodadas acontecem com hora, local e tempo de duração determinados. Os interessados em aprender como se negocia nesse tipo de evento podem se inscrever pelo endereço eletrônico negociosdamusica@gmail.com. Fone: 3224-0561.
Paixão musical entre França e Brasil
Tatiana Meira
tatianameira.pe@diariosassociados.com.br
O piano costuma ser um instrumento autossuficiente, que sozinho é capaz de responder por harmonia, melodia,
![]() Foto: Maira Erlich/Divulgação |
Não vão faltar uma composição de Hermeto Pascoal e talvez Asa branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, além de Baú, do CD Nada de novo, do Mombojó. Paule Cornet, por sua vez, deve mostrar novos arranjos para criações de Georges Brassens, Serge Gainsbourg e Edith Piaf. Além dos momentos solo, cada pianista fará uma homenagem ao país do outro. "Busquei inspiração na trilogia das cores de Kieslowski (cineasta polonês)", entrega Vitor Aráujo, ao se referir ao azul, branco e vermelho da bandeira francesa, que simbolizam os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Ele nunca esteve pessoalmente na França, mas uma de suas trilhas sonoras já chegou em solo francês, com o curta-metragem Superbarroco, de Renata Pinheiro, no Festival de Cannes.
Professora do Conservatório de Música de Lyon, Paule Cornet conhece o Brasil há dez anos e costuma visitar o Rio de Janeiro, Salvador e Manaus com seu grupo de percussão, chamado O Cri de La Bát (O Grito da Baqueta, ou da Bateria, numa tradução livre). O grupo foi fundado com o objetivo de manter o intercâmbio cultural com o Brasil, onde vem a cada dois anos. Esta é a segunda vez que a pianista toca na cidade. A primeira foi em novembro de 2007, no auditório da Aliança Francesa do Recife, também a convite do diretor da instituição, Jean-Vitor Martin. Aos 45 anos, admiradora da obra de Hermeto Pascoal - que ama pela liberdade e ligação com a natureza - a pianista acaba de trabalhar com a cineasta Agnès Varda, musa da Nouvelle Vague, no filme Le plages d'Agnes, que deve ser lançado no Brasil no segundo semestre.
Eleito artista revelação pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) no ano passado, Vitor Araújo - que aniversaria nesta sexta-feira - admite que participar de um concerto para dois pianos é um exercício de entrega. "É preciso tocar ouvindo mais o outro do que a gente mesmo, baixando o nível de atividade", estranha. Paule Cornet trilhou o caminho da percussão para fugir da individualidade do piano clássico. "Quando estudei, era muita rigidez. Precisava de um instrumento para desabafar, tocar com um sorriso no rosto", recorda ela, que experimentou pela primeira vez a percussão durante uma greve. "Com uns 16 anos, queria ser o Kurt Cobain, do Nirvana. Só queria saber de guitarra", revela Vitor, que reforça ter fome de tudo, o tempo todo."Gosto de alimentar também o estômago. A música é mais alimento da alma", completa ele, um apaixonado pela cultura francesa, tanto na estética cinematográfica quanto nas notas musicais.
Serviço
Concerto para dois pianos, com Paule Cornet e Vitor Aráujo
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Quando: Hoje e amanhã, às 20h30
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ (meia-entrada)
Informações: 3222-0918 (AF)/ 3232-2940 (TSI)
Vinte anos e muitos planos
"Quantos pianistas são necessários para trocar uma lâmpada?", pergunta a piadinha infame que Vitor Araújo foi obrigado a ouvir desde criança. "Apenas um. Ele segura a lâmpada e o mundo gira em torno dele", brada a resposta que já irritou muito o artista, que começou a tocar aos 9 anos de idade. Morando numa casa em Olinda, de frente para o mar, o pianista-prodígio completa hoje 20 anos de idade, com diversos planos para concretizar ainda em 2009.
Depois de se apresentar no programa Ensaio, dirigido pelo experiente Fernando Faro, na TV Cultura, Vitor Araújo está em fase de pré-produção de seu novo trabalho de caráter autoral, que será lançado através de fragmentos, a partir de agosto, como uma obra em processo. "Não vai ser um CD, será uma estrutura diferente", afirma o pianista.
Também em agosto ele realiza um sonho antigo, fazendo um show junto com o grupo de música instrumental Rivotril, no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "O Recife tem várias bandas de música instrumental, mas a gentesurgiu na mesma época e estamos compondo as músicas juntos", conta Vitor, que justifica a boa conexão com a Rivotril a partir da empatia com o percussionista da banda, Lucas dos Prazeres, que já gravou dois CDs de Naná Vasconcelos.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Jovens pianistas homenageiam Brasil e França
Publicado em 11.06.2009, às 21h23
Do JC Online
O piano do Brasil e da França se encontram no Teatro de Santa Isabel, neste fim de semana, antecipando o festival Fête de la Musique. O pernambucano Vitor Araújo e a francesa Paule Cornet, dois jovens pianistas que trilham caminhos de sucesso, sobem ao palco nesta sexta e sábado, às 20h30.
As apresentações são compostas por performances individuais e em duo, sendo esta a primeira vez que Vitor fará um concerto para dois pianos. O repertório da noite trará composições criadas pelos músicos em homenagem ao país do parceiro - elas serão mostradas pela primeira vez ao público.
O rol de músicas eles guardam em segredo, mas sabe-se que o ecletismo é uma aposta. Hermeto Pascoal, George Brassens e Mombojó terão canções executadas.
Serviço
Concerto para dois pianos, dias 12 e 13 de junho, às 20h30, Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n), Informações: 3202.6262, ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Sinfônica Jovem da Paraíba interpreta compositores da UFPB e Maestro Duda
A ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DA PARAÍBA, dentro da programação das Quintas Musicais (FUNESC), apresenta um concerto especial, com entrada gratuita, no qual sete obras de compositores locais (do COMPOMUS/UFPB) e do Maestro Duda serão estreadas.
Quando? Hoje à noite, 11 de junho de 2009, 20:30h
Onde? Espaço cultural – Cine Bangüê
Solista:
Nairam Simões
Regência:
Luiz Carlos Durier
PROGRAMA
MARCOS TONIOLO: Tutankamon
LEONNARDO LIMONGI: Circus
WANDER VIEIRA: Transmutações I
ARIMATÉIA DE MELO: Rarefeitos
OZÉBIO ROLIM: Deux Idées
MAESTRO DUDA:
Suíte Nairam para trompete e orquestra
I. Samba Canção
II. Valsa
IV. Frevo
Solista: Nairam Simões
Sobrinhando
Solistas: Airton Muzel Benck e Nairam Simões
João Alberto
Dia a Dia
Chico Ribeiro, Ofir Figueiredo e João Vieira Jr., da REC, estão por trás do VT no qual unem o pianista Vitor Araújo e a musicista francesa Paule Cornet, numa homenagem ao ano da França no Brasil, encomendado pela Aliança Francesa. Paule estudou piano com o renomado Roland Meiller e jazz com Mario Stanchev.
Lançados editais do projeto Pauta Funarte de Música 2009
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) lança nesta segunda-feira, dia 25 de maio, os quatro editais do projeto Pauta Funarte de Música 2009, para seleção de artistas que se apresentarão nas Salas Sidney Miller (Rio de Janeiro), Guiomar Novaes (São Paulo), Cássia Eller (Brasília) e na Funarte MG (Belo Horizonte). Os shows acontecerão nos meses de agosto e setembro.
A programação das salas estará dividida nas categorias "Câmara de Música", voltada para trabalhos eruditos; "Instrumental Brasil", dedicada a composições populares instrumentais; e "Letra e Música", destinada às canções populares. Dezesseis apresentações serão realizadas em cada um dos espaços.
Podem participar do processo seletivo cantores, instrumentistas ou grupos musicais que desenvolvam trabalhos nas categorias citadas. Cada proponente selecionado receberá por sua apresentação o valor bruto de R$ 3 mil, além de 90% da arrecadação da bilheteria.
Interessados em concorrer devem enviar para a coordenação do projeto Pauta Funarte de Música, no Rio de Janeiro, via sedex, até 8 de julho, o material de inscrição completo, que inclui currículo, CD com faixas de trabalho, proposta do show ou concerto a ser apresentado, entre outros documentos (ver detalhes nos editais).
Os projetos inscritos serão analisados por comissões julgadoras, compostas por profissionais de notório saber em cada categoria. A seleção irá considerar a qualidade artística do candidato, o enquadramento de sua proposta na categoria escolhida e a contribuição de seu trabalho para o enriquecimento cultural do público e da cena musical brasileira.
Coordenação da Pauta Funarte de Música 2009
Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16, térreo
Centro, Rio de Janeiro / RJ
Cep: 20030-120
Mais informações:
21 2240 5151
Alex
Abrindo o Ano França-Brasil, a Aliança Francesa realizou bela cerimônia no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, esta semana. O ponto alto foi o recital da pianista pernambucana Elyanna Caldas, consagrada intérprete com uma longa carreira de estudo e concertos no Brasil e na Europa. Ela já representou o Brasil no Concurso Frederic Chopin em Varsóvia e foi a vencedora do Concurso Magdalena Tagliaferro, que foi sua professora em Paris. Com tal currículo Elyanna teria de fazer sucesso em Maceió. Aqui no Recife é bem conhecida e seu último sucesso foi levar para o teclado clássico a música de Capiba com acompanhamento.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Rio de Janeiro terá concurso internacional de piano em outubro
As inscrições vão de 2 de junho e a 2 de agosto; a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Sala Cecília Meireles são parceiras
Com patrocínio integral do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – e parceria da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Sala Cecília Meireles, o Concurso será realizado entre 12 e 18 de outubro. No repertório da Semifinal do Concurso, mais duas homenagens: uma, ao Ano da França no Brasil (o candidato poderá escolher livremente uma obra francesa) e aos 90 anos de outro grande músico brasileiro: o compositor Claudio Santoro (1919-1989).
(veja detalhes das inscrições no box e no site oficial, www.concursopianorio.com.br).
“Estamos num projeto de celebração de Jacques Klein desde 2007, quando se completaram 25 anos de sua morte e fizemos um Festival na Sala Cecília Meireles”, diz Lilian Barretto. “Esse é um importantíssimo segundo momento: dar esta oportunidade aos jovens talentos em nome dele, que nos preparava para os Concursos de maneira genial – e os Concursos são talvez a mais destacada plataforma de lançamento de um intérprete, e o Rio tem essa lacuna há muito anos. Nosso próximo passo será a reunião e a restauração do acervo de Jacques”, revela Lilian.
Único patrocinador do Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, o Banco apóia com R$ 750 mil a realização do concurso. Os recursos não reembolsáveis destinados ao evento representam 91% do total do projeto aprovado pelo Minc.
A inscrição poderá ser feita através do e-mail cip.rio@br.inter.net e mediante o envio do material impresso por Correio para o endereço:
Coordenação Geral do Concurso Internacional BNDES de Piano
Rua Marquesa de Santos 42 / 1702 - CEP 22221-080/ Rio de Janeiro – RJ – Brasil
REPERTÓRIO
PRÉ-SELEÇÃO
* Um Prelúdio e Fuga de J.S. Bach de O Cravo Bem Temperado.
* Uma Sonata de Mozart ou Beethoven completa, de livre escolha.
OBS: As obras escolhidas para esta prova não devem ser incluídas nas outras provas.
ELIMINATÓRIA
Cada candidato deverá executar nesta prova:
* MOZART – 1º movimento da Sonata
* CHOPIN – Um Estudo de livre escolha op. 10 ou op. 25 (exceto os póstumos).
* Uma peça de livre escolha com a duração de até 10 minutos.
SEMIFINAL
Cada candidato deverá executar nesta prova, com duração total de até 60 minutos:
* Uma obra francesa (em homenagem ao Ano da França no Brasil).
* Uma obra do Romantismo.
* Uma obra contemporânea escrita a partir de 1970; esta obra não deverá ser para piano preparado nem de autoria do próprio candidato.
* Uma obra brasileira do compositor Cláudio Santoro (em homenagem ao Ano Santoro), escolhida entre as seguintes peças: Toccata,Frevo, Dança Brasileira nº 1 e nº 2, Fantasia Sul América. As partituras dessas obras serão disponibilizadas por e-mail aos candidatos inscritos.
* Música de Câmera: 1º movimento escolhido entre os Quartetos de Brahms, Schumann e Mozart (sol menor). Apenas nesta obra o candidato poderá utilizar partitura.
FINAL
Esta prova será realizada em apresentação com a Orquestra Sinfônica Brasileira e cada candidato deverá executar um Concerto para piano e orquestra entre os seguintes:
MOZART – K. 466 em ré menor ou K. 467
BEETHOVEN – nº 3 em dó menor ou nº 4
CHOPIN – nº 1 em mi menor ou nº 2 em fá menor
SCHUMANN – Concerto em lá menor
PRÊMIOS
1º PRÊMIO
– R$ 40.000 (quarenta mil reais), equivalentes a US$ 18.000 (dezoito mil dólares americanos)
– Prêmio Sala Cecília Meireles - um recital na temporada de 2010
– Prêmio OSB - um concerto com a Orquestra Sinfônica Brasileira nas temporadas de 2010 ou 2011
– um recital na Itália em 2010.
2º PRÊMIO
– R$ 30.000 (trinta mil reais), equivalentes a US$13.000 (treze mil dólares americanos)
3º PRÊMIO
– R$ 20.000 (vinte mil reais), equivalentes a US$ 9.000 (nove mil dólares americanos)
Prêmio especial para o “Melhor Intérprete de Música Brasileira”
– R$ 5.000 (cinco mil reais), equivalentes a US$ 2.200 (dois mil e duzentos dólares americanos)
Outros prêmios poderão ser concedidos pelo Júri a critério da Coordenação Geral do Concurso.
JACQUES KLEIN (1930-1982)
Um dos pianistas brasileiros de mais prestigiosa carreira e maior irradiação internacional, Jacques Klein nasceu em Aracati, Ceará em 1930. Faleceu aos 52 anos, em pleno apogeu artístico, quando dirigia a Sala Cecília Meireles pela segunda vez, em 23 de outubro de 1982, um mês depois de se apresentar pela última vez, no Rio, com a Orquestra de Câmara de Moscou.
Concluídos seus primeiros estudos no Conservatório Alberto Nepomuceno, fundado por seu pai em Fortaleza, aperfeiçoou-se no Rio de Janeiro com Liddy Chiaffarelli Mignone e Lucia Branco,
Solista de orquestras como a Filarmônica e a New Philharmonia de Londres, a Orquestra Nacional de Paris, a Sinfônica de Viena, a Filarmônica de Budapeste, a Orquestra Santa Cecília de Roma, a Filarmônica de Oslo, a Concertgebouw de Amsterdã, a do Mozarteum de Salzburgo, a Filarmônicas de Nova York e de Buenos Aires e as principais formações brasileiras, percorreu mais de 30 países e notabilizou-se como grande intérprete de Beethoven, tendo tocado os cinco concertos para piano e orquestra sob a regência de Kurt Masur e todas as sonatas diante de platéias exigentes como as de Frankfurt, Londres e Amsterdã.
Formou um renomado duo com o violinista Salvatore Accardo, com quem tocou o ciclo completo das sonatas para violino e piano de Mozart, Beethoven e Brahms. Também fez apresentações memoráveis com o pianista Friedrich Gulda, entre outros grandes músicos. Foi ainda um talentoso pianista de jazz, tendo criado um trio na juventude. Mesmo tendo precocemente falecido, Jacques Klein nos deixou um importante legado através dos alunos que orientou.
Assessoria de Imprensa . Luciana Medeiros
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Contatos também com Roberta Rangel – 21-9808-0030 – robertarangel@globo.com
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BNDES aprova apoio de R$ 24 milhões para a reestruturação da Orquestra Sinfônica Brasileira
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES – aprovou apoio no valor de R$ 24 milhões ao projeto de reestruturação da Orquestra Sinfônica Brasileira – (OSB), no período 2009/2011.
O projeto inclui expansão das ações sociais da orquestra, tais como a OSB Jovem, o Projeto Acorde e o Projeto Social, em comunidades de baixa renda. O grande mérito desta iniciativa é o fortalecimento de uma das mais conhecidas e renomadas instituições culturais do país. O BNDES se propõe a dar sustentação a esses projetos de cunho social para as temporadas 2009, 2010 e 2011.
Com esta operação, será possível a contratação de novos músicos, a compra de instrumentos de qualidade e a formação de uma orquestra de câmara. As apresentações de séries de câmara exigem cada vez mais virtuoses, pois são compostas de pequenos grupos de músicos (40 componentes). Deste modo, atraem mais atenção do público, exigindo mais técnica e mais ensaios. O resultado contribui decisivamente para a excelência das apresentações da orquestra sinfônica, que reúne 80 músicos.
Dentre as aquisições programadas estão pianos para concerto, que devem ser encomendados à Alemanha. Há previsão para a aquisição de contrabaixos, oboés, clarinetes, trompetes, tubas, entre outros. Os instrumentos substituídos serão destinados aos músicos da OSB jovem.
O BNDES financiará 100% da compra dos novos instrumentos e em 100% a OSB jovem e os projetos educacionais/sociais. A OSB Jovem forma novos músicos. Também serão contemplados projetos sociais que utilizam a música como instrumento de resgate social, tal como o projeto com aulas de música e cidadania para crianças de famílias de baixa renda.
Durante três anos a OSB se propõe a realizar, anualmente, pelo menos dez concertos de câmera, dos quais, no mínimo cinco, a preços populares. O BNDES tem apoiado a OSB de maneira sistemática – de 1999 a 2004.
Nos últimos dez anos, esse apoio totalizou R$ 2,3 milhões. Por dois anos a Orquestra Jovem utilizou o auditório do BNDES, às terças-feiras, para ensaiar.
A Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro é a mais tradicional do país. Foi fundada em 17 de agosto de 1940 pelo maestro José Siqueira, e desde então se destaca no cenário nacional pela sua qualidade artística e por ser pioneira em diversos projetos.
Ao longo das quase sete décadas de sua existência a OSB fez parte de eventos importantes, como a inauguração de Brasília e, desde 2005, está sob a direção artística de Roberto Minczuk, maestro reconhecido nacional e internacionalmente. Na Europa, regeu as sinfônicas da BBC de Londres, BBC de Cardiff e BBC Escocesa, além da filarmônica de Londres, dentre outras.
A OSB foi a primeira orquestra do país a excursionar por outros estados e pelo exterior; e a primeira a gravar, sempre incluindo obras de compositores brasileiros em seus registros. A série “Concertos para a Juventude”, criada em 1943, é um dos destaques da programação da orquestra, que tem como um de seus objetivos a formação de platéia.
Corpo consular

A pianista Paule Cornet (Foto: Divulgação)
Será no Recife a primeira audição mundial das composições dos pianistas Vitor Araújo e Paule Cornet. As músicas que homenageiam a França e o Brasil serão apresentadas no concerto para dois pianos que ocorrerá sexta e sábado, às 20h30, no Teatro de Santa Isabel.
Viva a Música!
O Conservatório Pernambucano de Música, leia-se Sidor Hulak, movimenta hoje, às 15h, no seu estúdio um workshop de viola com o professor Saulo Alves da Unicamp. O músico abordará a história da viola no Brasil tendo como contraponto os movimentos socioculturais desse instrumento nas ultimas décadas até culminar com o processo de escolarização.
Repórter JC
O 1º Virtuosi Gravatá, dia 7 de julho, será aberto pelo maestro João Carlos Martins, que tocará ao piano obras de Bach, Tom Jobim e Baden Powell, apesar da deficiência nas mãos.
Dia a Dia
Luz Morena, a filha de 9 anos de Naná Vasconcelos, tirou o 1º lugar no 10º Concurso Nacional de Piano Magda Tagliaferro, do Masp, em SP. Luz concorreu com mais sete crianças de sua idade e saiu com diploma, medalha e cheque. Arrasou!
Música no código genético
A cadeia cromossômica de Geni Katz tem uma combinação de genes diferente do resto da humanidade. Há notas
![]() Foto: Jaqueline Maia/DP/DA Press |
Geni sempre adorou pesquisas. Sua forma peculiar de ensinar canto, por exemplo, é uma longa investigação que começou nos anos 80, quando o marido - que ela conheceu durante um carnaval que veio passar no Recife - foi para um doutorado em matemática nos Estados Unidos. "Lá, naUniversidade de Rochester, no estado de Nova York, decidi entrar no mestrado em educação. Acabei defendendo minha dissertação em talento musical", recorda. Percebeu que o caminho mais curto para o prazer profissional era a música mesmo. "Não havia como fugir. Cantava desde criança. Então, fiz bacharelado em canto na Universidade Federal de Pernambuco, participei de cursos sobre terapias corporais. E dei cada vez mais atenção à minha carreira como cantora de câmara. Um tipo de concerto que exige do cantor uma voz cheia de filigranas, por ser uma linguagem cheia de sutilezas", explica Geni. (Phelipe Rodrigues)
Sempre que o assunto "aulas de canto" é abordado na cidade, seu nome é encaixado na mesma frase. Quando começou a história com música?
Minha família inteira tem raízes musicais. Minha mãe e meu pai são judeus da Alemanha e Polônia. Vieram para o Brasil em 1937, porque precisavam fugir do nazismo. Se conheceram no Rio de Janeiro. Em um mês, namoraram, noivaram e casaram. Nasci no ambiente povoado pelos sons de Beethoven, Bach e de um tio distante da minha mãe, Mendelssohn. Ela traz o mesmo sobrenome. Aos cinco anos, já tocava acordeão, tinha aulas de canto e teoria. Mas a minha busca profissional foi bastante penosa.
Por que essa dificuldade em encontrar o caminho se tudo parecia tão bem traçado?
Fiz muitas coisas até decidir que a música era minha prioridade. Me formei em psicologia, no Rio. Quando meu marido foi fazer um doutorado nos Estados Unidos, comecei a pesquisar a área de educação na mesma universidade. Acabei escolhendo música como tema. Ao voltar, vi que precisava me encontrar profissionalmente. Prestei vestibular para música. Ao concluir o bacharelado, também investiguei a relação da voz com a expressão corporal. É dessa maneira que trabalho hoje em minhas aulas particulares de canto.
A senhora faz questão de dizer que música de câmara é sua área de atuação. Como um artista dessa área trabalha?
Sempre buscamos um espaço teatral não grande demais. Nas apresentações, sempre estamos acompanhados por um conjunto pequeno. Um pianista ou um quarteto de cordas. Além disso, nossa voz não pode ser estrondosa. Os concertos de câmara são conhecidos pela sutileza. Durante muito tempo, fiz duo camerístico com Fernando Müller, executando canções de Schubert, Brahms, Mozart e Bach.
A música erudita não é muito difundida no Brasil. Mas quando companhias de ópera, por exemplo, chegam ao Recife sempre encontram boa receptividade do público. Há um desencontro entre a mídia e a música clássica?
Poderíamos explorar mais os espaços para a música clássica na mídia. Porque o canto erudito te leva para outro universo, é verticalizado. Enquanto o popular é horizontal, trabalha com elementos conhecidos. Quanto ao universo da ópera, existe um marketing muito forte. Hoje, se dá mais atenção à montagem que aos cantores. A diva foi substituída pelo maestro ou pelo diretor. Um moça bonita que não canta tão bem merece mais espaço que outra feia, da voz maravilhosa. Não era assim há 50 anos.
É verdade aquele história de "todo mundo pode cantar"?
Tem pessoas que nascem com um formato vocal mais favorável. Seja por ter uma vida mais livre, no sentido da criatividade. E isso ajuda. Quanto à afinação, pesquiso se a pessoa não ouve bem ou não reproduz bem. Tudo pode ser trabalhado. Mas é preciso paciência para conquistar alguma coisa. Identifico o talento com a paciência para estudar. Mas minha crença, acima de tudo, é que o canto é prático. Por isso, faço reuniões para as pessoas cantarem. Junto gente no dia da lua cheia, um grupo chamado de O Mundo da Lua.
Os planos inacabados do maestro Barbato
rodrigocouto.df@diariosassociados.com.br
Brasília - O restaurante Braseiro da Gávea, localizado na Praça Santos Dumont, no tradicional bairro fluminense, foi testemunha do último encontro particular entre o maestro Sílvio Barbato e Augusto Guerra, 37 anos, violoncelista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS). Escolhido o prato, os amigos, que se conheceram na década de 1980, iniciaram um saboroso bate-papo no início da tarde de sábado 30 de maio, um dia antes de Barbato embarcar no voo AF-447. O assunto central da conversa foi a promissora carreira do maestro no exterior. "Ele falou que vivia um momento de realização profissional, pois estava prestes a estrear uma ópera de sua autoria na Ucrânia", conta Guerra.
Autor das óperas O Cientista, baseada na vida de Oswaldo Cruz, e Chagas, sobre Carlos Chagas, Barbato ainda encontrou tempo para comentar as apresentações que faria na Europa - ele também participaria de um concerto em Roma. "O maestro fez breve análise sobreaquele país, que, mesmo sendo islâmico e enfrentar sérias consequências por conta da Revolução Russa, conseguiu manter uma vida musical", relatou.
Terminado o almoço, Augusto e Barbato decidiram passear pelas ruas da Gávea. "Enquanto caminhávamos, diversas pessoas abordaram o Sílvio. Aí ele virou e afirmou sorrindo: 'Se eu quisesse ser prefeito. Mas meu grande sonho é me tornar presidente do Flamengo'", lembra o violoncelista. Após o rápido passeio, Augusto, que seguia a pé, e Barbato, empurrando sua bicicleta, dirigiram-se à parada de ônibus mais próxima. Como Augusto não sabia o número da condução que o levaria até Copacabana, bairro onde se hospeda, o maestro pedia informações. "Ele só foi embora depois que entrei no coletivo. Barbato continuou me olhando até o ônibus dobrar a rua. Foi a última vez que o vi".
Enquanto Augusto seguia para Copacabana, Barbato pedalava com destino à sua casa, onde finalizou os últimos preparativos de sua viagem a bordo do Airbus A330-200. "É uma perda enorme. Era um grande amigo que vai fazer muita falta", disse o violoncelista, que consolidou sua amizade com o maestro no segundo período em que ele comandou a orquestra do Teatro Nacional (1999 a 2006). A primeira vez que Augusto ouviu falar de Barbato foi na década de 1980, quando seu pai, Antonio Guerra Vicente, 67 anos, então professor da Universidade de Brasília (UnB), comentava sobre alguns nomes do corpo docente da instituição, incluindo o de Barbato.
Por coincidência, foi também dentro de um ônibus, com destino a Juiz de Fora (MG), que o violoncelista recebeu o primeiro telefonema informando sobre o desaparecimento do voo que estaria o maestro. "Não acreditei. Até porque dois dias antes havia almoçado com ele". Apesar do que esperam alguns familiares, Augusto acha difícil que haja sobreviventes. "É impossível", disse, ainda sem acreditar no desastre aéreo que levou um dos seus grandes amigos.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Dia a Dia
João Silva e Jackson do Pandeiro afinados com São João
andredib.pe@diariosassociados.com.br
As comemorações em torno de João Silva e Jackson do Pandeiro, homenageados do São João da prefeitura do Recife, começam a ganhar maior dimensão a partir de hoje, em diferentes endereços da cidade. Às 9h, na Casa do Carnaval (Pátio de São Pedro), será inaugurada a exposição interativa e itinerante sobre os artistas. Às 15h30, na Livraria Cultura (Paço Alfândega - Recife Antigo), haverá a segunda etapa do ciclo de palestras Jornadas Gonzagueanas. E às 20h, no Teatro de Santa Isabel, a Orquestra Sinfônica do Recife apresenta arranjos especiais para músicas de João e Jackson, entre outros compositores. Todos os eventos têm entrada franca.
Nascido em Arcoverde, João Silva voltou a Pernambuco há apenas oito meses, e diz que nem tão cedo pretende "arredar" o pé da capital que, no próximo dia 18, concederá a ele título de cidadão recifense. No encontro de hoje na Livraria Cultura, ele se encontra com os pesquisadores Ademário King e Mávio Holanda (a quem a prefeitura comprou o atual acervo do Memorial Luiz Gonzaga). "João Silva foi a pessoa que mais compôs para Gonzaga. Conversando com ele, poderemos saber detalhes dessa parceria", disse King, que mora em Caruaru e viaja especialmente para o evento.
Aos 73 anos de vida e mais de 2 mil composições gravadas por Gonzaga, Jackson, Quarteto em Cy, Núbia Lafayette, Ari Lobo, Simone, Ney Matogrosso, entre outros, João Silva tem sua vida contada em livro de José Maria Almeida Marques, intitulado Pra não morrer de tristeza, e filme de Deby Brennand, Recordações nordestinas (em fase de produção). Ele mesmo explica que, das 114 canções feitas para o Rei do Baião, 26 são instrumentais. "São músicas soladas por Gonzaga, e foram lançadas num disco da gravadora Copacabana", explica o veterano compositor de Pagode russo e Danado de bom, que às 20h terá parte de sua obra tocada no palco do Santa Isabel, em arranjos sinfônicos de Nilson Lopes.
O Concerto de São João apresenta arranjos inéditos para orquestra e sanfona, em que o forrozeiro Genaro será o solista. Às 9h, no mesmo local, haverá ensaio aberto ao público. "Já fizemos algo parecido no projeto Sivuca Sinfônico, mas essa é a primeira vez que a Orquestra do Recife se envolve diretamente com o São João", conta o maestro Osman Gioia. No repertório também haverá novas versões para Sebastiana e Vou me casar, em arranjos assinados por Sérgio Campello, do grupo SaGrama, e a execução de Concerto Sinfônico para Asa Branca, criação de Sivuca, agora tocado por Genaro. O sanfoneiro, que hoje interpreta o mestre Sivuca, também tem uma história especial com Jackson do Pandeiro, com quem iniciou carreira. "Conheci Jackson no Rio de Janeiro em 1975, quando ele tinha um programa de rádio. Tive a felicidade de tocar com ele nos meus primeiros discos, antes de entrar no Trio Nordestino", lembra Genaro.
A exposição que abre hoje na Casa do Carnaval é boa oportunidade para conhecer melhor a vida e obra dos homenageados. Às 9h, a solenidade de abertura conta com a presença de Dona Almira Castilho e Dona Neusa Flores, respectivamente: a segunda esposa e parceira de trabalho, e a viúva de Jackson do Pandeiro. A partir do dia 12, a exposição prossegue no Shopping Tacaruna.
Sinfônica do Recife em clima junino
Boa surpresa está na participação, em solo, do sanfoneiro Gennaro. Ele vai interpretar, também junto a OSR, obras do mestre Sivuca, entre outros compositores. De acordo com Gennaro, uma das músicas que serão executadas em solo, será “João e Maria”, de Chico Buarque. Osman Gioia acredita que a parceria entre a sanfona e a OSR é mais do que viável, já que o próprio Sivuca já participou de concertos da Orquestra.
EXPÔ
A genialidade de Jackson do Pandeiro e a criatividade de João Silva, ambos homenageados no São João 2009, serão mote das exposições que acontecerão na Casa do Carnaval, Pátio de São Pedro, de hoje até o próximo dia 15. A mostra apresenta as trajetórias artísticas e biográficas dos músicos, através de painéis populares (biografias, fotos, depoimentos e músicas), capas de discos, recursos midiáticos (vídeo e som), elementos tridimensionais, além de espaços onde o visitante deixará mensagens para os artistas. Depois da casa do Carnaval, a mostra vai para o Shopping Tacaruna, onde fica até 29 de junho.
Serviço
Concerto de São João, da OSR
Hoje, às 20h
Teatro de Santa Isabel
Entrada franca
segunda-feira, 8 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Sobre nota no Repórter JC a respeito de reajuste salarial na OSR
Os negritos são do próprio Gueber Santos, que autorizou a publicação do e-mail.
***
Na verdade não há nenhum problema em dar aumento à Banda, porém é preciso que façamos uma pequena recapitulação de fatos históricos, afim de compreendermos melhor o contexto da nota publicada pelo JC.
Quando o PT assumiu a PCR a mais de oito anos atrás, a gestão comunicou que a PCR trabalharia as questões salariais negociando diretamente com os sindicatos. Na ocasião, o Sindicato dos Músicos era composto em quase sua totalidade por músicos da Banda da Cidade do Recife e esta, recebia um salário menor que o da OSR.
Então o SINDMUPE pediu nas mesas de negociação que o salário da banda se equiparasse ao da OSR, afirmando que existia uma única classe de funcionários públicos que recebia salários diferenciados.
Dessa forma, a Banda foi o grupo de funcionários que mais teve ganho salárial dentro da PCR (em torno de 100%) e infelizmente a OSR não foi contemplada da mesma maneira. Vale também ressaltar que, quando a OSR veio reivindicar por melhorias salariais, a PCR afirmou que já havia dado aumento aos músicos, o que era verdade, porém apenas a Banda desfrutou desse ganho salarial.
Hoje, recebendo os mesmos salários, a OSR recebe um dos piores salários de orquestra do Brasil, como o amigo mesmo já sabe e publicou em sua matéria na Revista Continente (Edição 99), enquanto a Banda recebe merecidamente um dos melhores salários de Banda do Brasil, tendo inclusive recebido durante um bom tempo, salário maior até do que o da Banda Sinfônica de São Paulo. Vale salientar também que, nos dias de hoje, mesmo a banda Sinfônica de São Paulo recebendo um pouco mais que a banda do Recife, quando levamos em consideração o custo de vida de São Paulo e Recife, a banda daqui, ainda assim, é melhor remunerada que a de lá. Que bom!
Apenas para apresentar um dado importante, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo recebe um salário em torno de R$ 4.000 enquanto a Banda Sinfônica de São Paulo recebe um salário em torno dos R$1.800. Aqui em Recife, ambos os grupos recebemos um salário em torno dos R$1.500.
Então, não há problema algum em se dar um aumento a Banda, acho mais do que justo, por se tratar de um grupo que tem desenvolvido um improtante trabalho musical na Cidade do Recife sob a batuta de um grande músico, que eu particularmente admiro bastante. Porém acreditamos que a banda deva reivindicar um salário de banda e a OSR reivindicar um salário de osquestra, haja vista que são dois grupos distintos. Não é justo que a OSR receba mal porque a BCR já recebe merecidamente bem.
Atenciosamente,
Gueber Santos.
Alex
A cerimonialista Tatiana Marques teve oportunidade de conversar com o famoso pianista Arthur Moreira Lima, que ainda não definiu mas poderá voltar ao Recife ainda este ano. Moreira Lima tem muitos amigos aqui como concertista.
sábado, 6 de junho de 2009
Repórter JC
O prefeito João da Costa posterga o quanto pode o aumento salarial para os músicos da Orquestra Sinfônica do Recife prometido há um ano por João Paulo.
» ... resolve
O mais novo argumento da PCR para não cumprir a promessa do antecessor é que terá de dar o mesmo aumento para a Banda Sinfônica do Recife. Então, tá.
***
E qual o problema em dar aumento à Banda?
Alex
Marilea Gomes teve sucesso com o concerto da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, no Santa Isabel.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
10.06 - Cancelamento de recital
quinta-feira, 4 de junho de 2009
OSJCPM em nova temporada
O maestro José Renato Accioly está mantendo o nível dos garotos**, a despeito de algumas desafinadas típicas de orquestras juvenis em reinício de atividades, e comentou que este ano não foi possível conseguir patrocínio para a turnê pelas cidades do interior de Pernambuco e principais cidades dos Estados vizinhos.
Ainda há tempo de se obter esse patrocínio (a OSJ tem projetos aprovados pela Lei Rouanet) e é muito importante que ela torne tradicional o valioso projeto de interiorização que criou. Espero que o mesmo ocorra com a Orquestra Jovem de Pernambuco, do maestro Rafael Garcia.
A turnê da OSJ, realizada nos últimos três anos, tem sido sucesso em todas as cidades por onde passa. Se ela se concretizar no próximo semestre, já está previsto um concerto dedicado aos 60 anos de carreira de Clóvis Pereira, só com obras dele. Justa homenagem para o ex-diretor do CPM e o mais representativo compositor pernambucano depois de Marlos Nobre.
Como as torneiras estão abertas para a louvável Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque, é sinal de que a tal crise financeira já deixou de ser empecilho para se investir plenamente, de novo, na música.
***
* Foi a segunda vez na vida que ouvi a Bachianas n° 4 completa; a outra foi com a Sinfônica da Paraíba, regida por Ricardo Prado, há mais de 12 anos. Foi o momento mais feliz do concerto, pra mim, ouvir o Canto do Sertão - com aquele xilofone obsessivo imitando o canto de uma araponga do primeiro ao último compasso.
** Alguns não tão garotos assim. Tem gente até da Sinfônica do Recife.
***
PS 1.: Por coincidência, encontrei o maestro Sérgio Barza meia hora antes do concerto, quando eu estava saindo da Livraria Cultura. Sabia que ele não trabalhava mais com a orquestra, mas não sabia que ele não a acompanhava mais.
PS 2.: Finalmente um regente que instrui quanto aos aplausos somente após o último movimento das peças. Simples e providencial medida do maestro José Renato.
Orquestra Filarmônica da UFPR - 19/06/2009

Programa:Henrique Oswald (1852-1931) - Romance para cordasHarry Crowl (1958) - Antíteses, concerto para viola pomposa e orquestra (2008/09) - estréia mundial - 1o.mov. Um pouco misterioso 2o.mov. Estático e contemplativo 3o.mov. Com ansiedade (solo) 4o.mov. Maestoso; molto allegro Zoltan Paulinyi, viola pomposa Iracema Simon, fagote Márcio Steuernagel, regência- intervalo -
Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) - Sinfonia no.5 em ré menor, op.107
"Reforma"1o.mov. Andante; allegro con fuoco
2o.mov. Allegro vivace3o.mov. Coral: Ein'feste Burg ist unser Gott
(Andante con moto; allegro vivace)
Denise Mohr, regência- Reapresentação no dia 20/06/2009, no Teatro de Antonina, às 20:30hs., Antonina, PR.onservatório - 05.06 - Recital de canto e piano
05.06
Recital de Canto e Piano
A Soprano Amarílis de Rebuá e o Pianista Guilherme Almeida apresentarão no Conservatório Pernambucano de Música recital onde serão executadas peças da literatura operística e de câmara.
Programa
Villa-Lobos * Tom Jobim * Vieira Brandão * Bittencourt
Sampaio Charpentier * Puccini * Verdi
Soprano – Amarílis de Rebuá é mestre em Performance - Canto pela Universidade Federal da Paraíba. É bacharel em Música – Instrumento Piano pela Universidade de Brasília. Especializou-se pela Hochschule Für Musik-München tendo cursado o Aufbaustudium (pós-graduação em Canto) na classe do Prof. Hanno Blaschke, Erick Werba (Lied), Ernest Haeflieger (Oratório) e obtido o Masterklasse Diplom, sendo graduada com Summa cum Laude. Atualmente é professora de canto da Universidade Federal da Paraíba e do Conservatório Pernambucano de Música.
Maestro – Guilherme Almeida é mestre em música pela Baylor University (Waco, no Texas), onde atuou como pianista do Departamento de Ópera. Seu projeto mais recente foi a Direção Musical e Composição de canções e música incidental para a Peça de Frederico Garcia Lorca Bodas de Sangue. Como Co-repetidor, atuou na preparação musical de Ópera e Teatro Musical: Hansel e Gretel (Humperdinck), Cabaret (Kander e Ebb), The Last Five Years (J.S.Brown), Le Nozze di Figaro (Mozart). É bacharel em Música Sacra – Composição (Cum Laude) pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (Recife).
Data: 05.06
Local: Auditório do CPM
Horário: 19h30
Entrada Gratuita
De volta para o passado
***
Lederman, segundo Luiz Otávio Cavalcanti (veja aqui), "era elegante em tudo que fazia. Psiquiatra e perito em música. Acima de tudo, profundamente humano. Em gestos e palavras. Conhecia muito de clássicos. Desenvolvemos projeto de divulgação de música clássica quando eu dirigi o Diário de Pernambuco. Ele produziu coleção de CDs que foram encartados em edições do jornal. Com folheto explicativo assinado por ele. Para democratizar o acesso de leitores à boa música".
Sinfônica Jovem inicia apresentações
Formada por 70 músicos, entre 13 e 28 anos, sob o comando do maestro José Renato Accioly, a Orquestra Jovem traz na bagagem, mais de 70 apresentações, das temporadas de concertos iniciadas em 2006. Há quatro anos atuando com um trabalho inédito em Pernambuco, vem estimulando a formação de outras orquestras na região. Além de preparar jovens músicos para o mercado de trabalho ao mesmo tempo que aproxima a música sinfônica do público. Isso porque as apresentações, que ocorrem em igrejas e teatros, são de graça.
E dentro dessa perspectiva, esteve em 2008 no Sertão do Pajeú realizando concertos nas cidades de Carnaíba e Afogados da Ingazeira. Além disso, fora o Recife e cidades vizinhas como Camaragibe, Moreno e Paulista, a música sinfônica desses jovens já esteve em diversas capitais nordestinas, como Fortaleza, Natal, João Pessoa e Maceió. Municípios do interior pernambucano também estão sempre no roteiro. É o caso de Paudalho, Goiana e São Bento do Una.
Sinfônica Jovem volta ao circuito
O palco do Teatro de Santa Isabel foi o local escolhido para a abertura da nova temporada de concertos da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música (CPM).
![]() Grupo que se apresenta no Santa Isabel está à procura de apoio cultural. Foto: CPM/Divulgação |
Há quatro anos, o CPM mantém um projeto didático com a proposta de aproximar a música sinfônica de todas as camadas da população. Por esse motivo, realiza apresentações gratuitas de sua Orquestra Jovem. O grupo é formado por 70 músicos, com idades que variam de 13 a 28 anos. O trabalho feito por eles estimula a formação de outras orquestras pela região e conta com o patrocínio da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf. Ainda assim, o projeto passa por dificuldades financeiras.
Com o concerto de hoje, os organizadores esperam sensibilizar a sociedade e empresas privadas para conseguir apoio e dar continuidade às atividades culturais. "Temos um projeto aprovado pela LeiRouanet, chamado Circuito Sinfônico 2009. Ainda não conseguimos captar nem ao menos um terço da quantia necessária para a execução", conta Mariléa Gomes, coordenadora da orquestra. Caso não consiga arrecadar o dinheiro que está precisando, a OSJ corre o risco de entrar em recesso.
Para a apresentação da noite de hoje, foi preparado um programa que inclui a abertura da ópera A flauta mágica, de Mozart; a Sinfonia nº 101 de Joseph Haydn (em homenagem aos 200 anos da morte do compositor); Bachianas brasileiras nº 4, de Heitor Villa Lobos; e Lamento e dança brasileira, de Clóvis Pereira. A intenção é democratizar o acesso de todos à boa música. Os ingressos são gratuitos, mas devem ser retirados na bilheteria do teatro com uma hora de antecedência. Informações: 3232-2939.
Orquestra Ars Hodierna no Cruzeiro Novo, em Brasília
O próximo concerto será no Centro Educacional 2, Cruzeiro Novo, quadra 805, área especial.
O espetáculo, especialmente montado para crianças e adolescentes do ensino médio, estará aberto também ao público em geral, com entrada franca.
Será no próximo dia 10 de junho, quarta-feira, às 11 horas da manhã.
No programa, obras de Georg Friedrich Haendel, Bela Bartok, Leopoldo Mozart e de dois brasileiros: Carlos Gomes e Jorge Antunes.
10 de junho, quarta-feira, 11 horas
Local: Centro Educacional 2, Cruzeiro Novo, Quadra 805, área especial
PROGRAMA:
Carlos Gomes - Sonata para cordas
Haendel - Concerto Grosso op. 6, nº 7
Jorge Antunes - Quatro Momentos Cromofônicos
Bartok - Tanze aus Siebenburgen
Leopold Mozart - Toy Symphony
Aproveite e assista o Maestro Jorge Lisbôa Antunes regendo a OFF (Orquestra de Flautas Francesa), em Paris:
http://www.youtube.com/watch?v=ArEZjgoTQtY
CONTATOS;
Tel: 8447-5632
aureliusambrosius@gmail.com
sistrum@sistrum.com.br
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Missa em Brasília reúne familiares de maestro que estava em voo da Air France
Sílvio Barbato foi regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional.
Ele viajou para se apresentar na Ucrânia e na Itália.
Uma missa realizada nesta terça-feira (2) na igreja São Francisco de Assis, em Brasília, reuniu familiares do maestro Sílvio Barbato, que estava no voo AF 447, da Air France, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31) rumo a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico.
O maestro foi diretor artístico e regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Ele viajou para se apresentar na Ucrânia e na Itália e voltaria a Brasília para começar uma turnê: uma série de concertos em homenagem ao compositor Cláudio Santoro.
Compositor premiado, Barbato fez 50 anos em maio, tem dois filhos e trabalhou no Teatro Nacional por 12 anos, até 2006. A mais nova ópera dele, "Chagas" estreou em Roma no ano passado e deve ser encenada no Brasil em outubro. Desde 2006, Barbato é Diretor Musical da Sala Palestrina na capital italiana, lugar sagrado da música de concerto em Roma, construída em 1650.
João Alberto
Canto lírico e violão em concerto
Formado pela cantora lírica carioca Gisele Diniz e pelo violonista recifense Jorge Santos, o Duo Lacrimae está em turnê pelo Nordeste com um programa de música clássica formado por peças de Marlos Nobre, Heitor Villa-Lobos e compositores da Inglaterra.
![]() Foto: CPM/Divulgação |
O repertório inclui formas diferentes de atuação no formato voz e violão. A dupla toca desde composições do inglês John Dowland (1563-1626), contemporâneo de Shakespeare, até obras recentes do pernambucano Marlos Nobre (Dengue da mulher desinteressada e Momentos 2), como uma homenagem aos seus 70 anos de idade e 50 de carreira. Para lembrar o cinquentenário da morte de Villa-Lobos, interpretam seis músicas do compositor, incluindo Floresta amazônica e Modinha, cuja letra é um poema de Manuel Bandeira. Da Inglaterra, resgatam ainda Henry Purcell (1659-1695) e Benjamin Britten (1913-1976).
Nos últimos dois anos, Gisele e Jorge foram premiados no 27º Concurso Latino-Americano Rosa Mística (Paraná) e no prêmio anual do Museu Villa-Lobos (Rio de Janeiro). Informações: 3183-3400.
Repórter JC
O prefeito Ozano Brito (PSDB) prepara o anúncio oficial do 1º Virtuosi de Gravatá, em julho, com o violoncelista Antonio Meneses e o pianista e maestro João Carlos Martins, entre outros.
terça-feira, 2 de junho de 2009
"Não estou conseguindo aceitar"
MARTHA MENDONÇA

A violinista carioca Antonella Pareschi (foto), 33 anos, namorava há quatro o maestro Sílvio Barbatto, um dos passageiros do voo 447 da Air France que desapareceu nesta segunda (1º) quando sobrevoava o Oceano Atlântico. Spalla (como é chamada a primeira violinista) da Orquestra Petrobras Sinfônica, Antonella começou a tocar ainda menina – tem 20 anos de carreira. Seu pai, o italiano Giancarlo Pareschi, foi violinista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro por 30 anos. Emocionada com o acidente do avião em que estava o namorado e ainda sem saber como contar a seus dois filhos, de 7 e 10 anos, que o "Tio Sílvio desapareceu", ela falou a ÉPOCA:
Antonella Pareschi – Ele estava indo para a Ucrânia, para Kiev, com conexão em Paris, para fazer uma palestra sobre música russa e brasileira e para mostrar a ópera Carlos Chagas, que ele estava terminando. A versão pocket estreou ano passado em Roma e aqui haveria uma versão maior, de duas horas. E ia também falar da influência da música russa na nossa música. O convite para a viagem aconteceu há apenas 20 dias, ia ficar na casa de um ministro ligado à cultura, por meio da embaixada brasileira. Ele estava também fazendo sua terceira ópera, que ficou inacabada, sobre Simon Bolívar. Sílvio levou os originais no avião com ele. A sorte é que, sempre que viajava, ele me avisava onde estavam as cópias.
Antonella – Não o levei ao aeroporto porque estava com meus filhos. Mas nos falamos a toda hora. Somos o tipo de casal que fala de dez em dez minutos. Meu filho mais velho brinca dizendo: "Tio Silvio é o ligador". Ele só desligou o telefone quando a aeromoça pediu.
Antonella – A preocupação era o lugar em que o tinham colocado no avião. Na última fila, que ele detestava. Disse que reclamou com a moça do check in, mas não teve jeito. Ele até brincou comi














