quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo - Repetindo o texto de um ano atrás
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Não vou fazer nada de balanços ou retrospectivas, embora tivesse vontade e ferramentas para fazê-lo, pois o mais importante no dia de hoje são as reflexões estimuladas pelo que realizamos no interminável caminho da Verdade e da Perfeição. Por mais cafonas e descalabrosas que essas palavras sejam nos dias atuais e por mais que sejamos convictos de nossas limitações e defeitos, dar um pouco melhor de si nunca causou mal a quem está a nossa volta e sempre nos ajudou a obter um saldo espiritual positivo e crescente. Crente, não tão crente ou descrente numa força superior, invariavelmente o Bem é a condição maior para nossa transcendência interior e para que nossos valores se imponham com o tempo e através do trabalho e da abnegação.
Desejo os melhores sentimentos e as melhores realizações a todos nós em 2009 [leia-se agora 2010] e que nossa íntima chama de otimismo e virtude se propague a nossas famílias, amigos, colegas, conhecidos e mesmo a quem não nos queira tanto bem assim, já que o Bem é universal e irrestrito.
Feliz 2009 [2010],
Carlos Eduardo Amaral
PS.: E comungo particularmente com todos os cristãos que lêem este blog a crença sine qua non no Ser que condiciona todos os nossos atos desde que veio ao mundo há um pouco mais de dois mil anos.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Trancoso e a Compadecida
Para encerrar o ano com uma boa lembrança, aí vai uma foto da ópera Dulcineia e Trancoso - na cena quatro, em que a Compadecida aparece para Trancoso (um palhaço matuto, mas que sabe até o que é zukunft) e lhe revela a missão de defender a Pedra do reino.
Os 10 melhores livros dos últimos anos
* Hibridismos musicais de Chico Science & Nação Zumbi, de Herom Vargas (Ateliê Editorial) - uma revisita à música do principal grupo pernambucano que articula os principais conflitos de ideias entre os armoriais e o mangue beat e costura com firmeza os laços sociológicos e poéticos do movimento musical mais híbrido nascido no Estado.
* A construção do gosto - Música e sociedade na corte do Rio de Janeiro, de Maurício Monteiro (Ateliê Editorial) - reconstrução rigorosa e vívida do impulsionamento da vida musical brasileira a partir da chegada da realeza portuguesa em nossas terras e de como a música clássica não teve como escapar da pecha de elitista a partir dessa gênese.
* Crítica da imagem eurocêntrica, de Ella Shohat e Robert Stam (Cosac Naify) - não é um livro sobre música, mas sobre estética do cinema dentro da perspectiva dos Estudos Culturais; uma abordagem teórica e lúcida como ainda não tinha visto, e aplicável à produção artística das últimas décadas como um todo.
* O som e o sentido, de José Miguel Wisnik (Cia. das Letras) - já tem vinte anos, mas é surpreendente e sem par a linha de dissertação de Wisnik. Em densidade, só perde pro livro a seguir.
* Os fundamentos racionais e sociológicos da música, de Max Weber (Edusp) - o livro mais velho da lista, mas nunca vi mais consistente.
* O resto é ruído, de Alex Ross (Cia. das Letras) - nunca um livro sobre música clássica havia virado best seller, muito menos sobre música moderna contemporânea. E não foi sem mérito.
* Villa-Lobos, de Fábio Zanon (Publifolha) - é o mais recente dos livros desta lista (saiu em novembro) e o mais curto (cerca de cem páginas), mas se for para indicar uma introdução a Villa-Lobos esta é a mais concisa, isenta e abrangente - livre de todos os equívocos que levaram a uma imagem folclórica exagerada do compositor.
* A invenção da ópera ou a história de um engano florentino, de Sergio Casoy (Algol) - não poderia faltar um livro da Algol, uma das editoras mais jovens do país, mas que vem publicando títulos cada vez mais audazes e diferentes de tudo o que se encontra por aí; recomendo esse livro em particular por ser provavalmente o mais conciso e rico no Brasil sobre o surgimento da ópera.
* Sobre os instrumentos sinfônicos - E em torno deles, de José Alexandre dos Santos Ribeiro (Record) - para alguém que esteja querendo aprender sobre os instrumentos da orquestra, este poderia ser o livro menos indicado, mas o autor consegue ostentar uma erudição verdadeira, sem reservas, e ser sine qua non atrativo, como nas enciclopédias de antigamente; é daqueles presentes para se dar a uma criança hiperativa e curiosa sobre música.
* A distinção - Crítica social do julgamento, de Pierre Bourdieu (Zouk) - da década de 60... Ainda nem o li todo, mas está sendo fundamental para minha dissertação de mestrado; se não ofereceu uma resposta filosófica sobre o porquê de gostarmos do que gostamos, extrapolou todas as abordagens sociológicas até então.
* Camargo Guarnieri - O tempo e a música, organizado por Flavio Silva (Imprensa Oficial) - nunca um livro sobre um compositor brasileiro empreendeu tanto esforço e tantos especialistas de renome em torno de um mote na música clássica brasileira, no caso o compositor mais importante após Villa-Lobos; por si só fornece toda uma bibliografia básica para se ir mais longe.
Os 10 melhores CDs de música clássica nacional da década
* A música erudita de compositores populares pernambucanos, reg. Rafael Garcia e Clóvis Pereira
* Carmina - Na trilha do Novo Mundo
* Celina Szrvinsk e Miguel Rosselini - Piano a 4 mãos
* Concerto à Brasileira - Daniel Wolff
* Eli-Eri Moura - Réquiem Contestado (este me parece que é da década passada, mas ele não foi comercializado e só foi melhor difundido há poucos anos)
* Grupo Orange - Raízes brasileiras, reg. Cussy de Almeida
* Musitrio - Kinematic
* O preço da paz (trilha sonora), com Zenamon e a Sinf. de Berlim
* OPPM ao vivo no Teat. Mun. do Rio - Villa-Lobos e Hekel Tavares, com Tibiriçá e Cohen
* Sacravox - Música coral sacra contemporânea brasileira
(Sem ordem de preferência)
Vídeo com Trecho da Fantasia Nordestina interpretada pela Sinfônica Jovem do CPM
A primeira
Por sinal, pela primeira vez em muitos anos que duas óperas são montadas no Recife. Já é algum bom sinal.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Janeiro de Grandes Espetáculos traz 63 montagens, além de debates e exposições
Publicado em 29.12.2009, às 11h51
Do JC Online
LEIA MAIS
» Confira programação completa dos espetáculos e atividades paralelas
» Site do Janeiro de Grandes Espetáculos
Sempre bom lembrar
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Mesmo sendo um site que encaminha o visitante para links de downloads, eles sempre enfatizam: "Apoie os bons artistas: compre sua música", pois na maioria das postagens existem links para o site da Amazon. Muito importante essa consciência de incentivar o pagamento após o ouvinte "experimentar" a obra.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
1º Festival Nacional de Música de Divinópolis acontece em janeiro
As apresentações serão gratuitas e vão acontecer no mesmo período das oficinas, que serão ministradas durante o dia. À noite, as peças serão exibidas no Auditório do campus verde da Faculdade Pitágoras, no Teatro Municipal e na Igreja Santuário de Santo Antônio.
Acessem o site: www.festivalmusicadivinopolis.com.br.
Música mundana
Se antes eu já tinha apreço pelo legado de Neschling, constatei que realmente o maestro sujeitou-se a ser tripudiado pelo excesso de seriedade que tanto causa mal-estar à maioria dos brasileiros.
Só esse trechinho aqui, que expõe com clara ironia os problemas então enfrentados na Orquestra do Theatro Municipal do Rio, me recorda o quadro vigente numa grande capital do país (por sinal, onde resido):
"Os artistas do Teatro (sic) Municipal trabalham meio expediente. Os ensaios são pela manhã e, se necessários, à noite, sendo que, nesse caso, não há ensaio matinal. Evidentemente, quando há espetáculo, não há ensaio. Esse privilégio é considerado 'direito adquirido' e qualquer tentativa de discutir o assunto esbarra numa barreira corporativista praticamente inexpugnável. Evidentemente, baixos salários, falta de perspectiva artística, os maus-tratos crônicos a que os artistas têm sido expostos (o que tem um efeito catastrófico na sua autoestima), a falta de infraestrutura (degradação do local de trabalho, de apoio para compra de instrumentos etc.) não têm contribuído para uma negociação tranquila".
Coming soon
- Janeiro: folga (outras pautas já estavam fechadas para a edição).
- Fevereiro: resenha sobre o novo DVD/CD de Sting.
- Março: a viola caipira na música de concerto.
- Abril: surpresa (é um especial de matérias do tamanho do que saiu sobre Villa-Lobos em novembro).
Ajustando
O principal deles foi a redução das postagens em destaque na página principal: em vez de todas as dos últimos dois meses (o que até acarretava uma breve demora no carregamento da página), agora só ficarão as dez mais recentes.
Também procurarei resumir/recortar antes de publicar, sempre que possível, os releases e e-mails recebidos.
João Alberto
PS.: Paulo Szot.
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sábado, 26 de dezembro de 2009
João Alberto
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Canções natalinas para download, por José Santana
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz Natal
Dois vídeos do VIII Encontro Nacional de Clarinetistas
Quem enviou os links foi Jônatas Zacarias.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
João Alberto
Coral - Hoje, às 18h, em frente à sede da Prefeitura de Olinda, com a presença do prefeito Renildo Calheiros, teremos apresentação do Coral Encanto de Olinda, com 120 crianças de projetos sociais daquela cidade.
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A música que mudou vidas
A Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque se apresenta hoje, a partir das 19h, no palco montado na Praça de Casa Forte. O concerto faz parte das comemorações natalinas do bairro, em andamento desde o dia 17, que se encerra no dia seis de janeiro com a tradicional queima da lapinha. A apresentação, com entrada gratuita, é uma boa oportunidade para a cidade conferir ao vivo a orquestra, que há três anos e meio começou a ensinar música para crianças carentes do bairro do Coque. Antes da orquestra, se exibe o Coral Viver Casa Forte.
Com um sucesso que já atingiu ares nacionais, essas 130 crianças encantam plateias de todos os lugares que passam com uma lição de música competente e de cidadania. Cercados por marginalidade, eles optaram pelo meio menos fácil de ganhar a vida. Com uma rotina de estudos de cerca de quatro horas por dia, e encarando o desafio de conhecer um mundo completamente novo para eles, permeado por Bach, Mozart e Debussy, os mais antigos no projeto já ganham ares de profissionalismo. "Além dos estudos, a preparação do músico pede que ele ganhe experiência de rua, trabalhando a desenvoltura e a performance do artista, resultado obtido através das apresentações externas da orquestra", explicou o maestro Cussy de Almeida, diretor artístico do projeto.
Eles encerram o ano com mais de 100 concertos realizados. Apesar da grande demanda, a orquestra se divide em até três formatos para os recitais. Às vezes eles se apresentam solo, em quinteto, ou em grupos de em média 30 alunos. São raras as vezes que toda a orquestra se reúne para um só concerto, como é o caso das apresentações anuais de aniversário. No começo dessa semana, um grupo de alunos se apresentou na Funase ( Fundação de Atendimento Socioeducativo), que atende adolescentes envolvidos em atos infracionais. Eram 170 jovens no pátio assistindo ao concerto. Um dos músicos encontrou seu irmão, um ano mais velho, que está na instituição há três anos. "Foi uma apresentação muito emocionante.Fico imaginando quando talentos musicais não estavam escondidos naquele pátio", confessou o maestro.
No concerto de hoje, 32 alunos vão tocar um pouco do seu repertório atual além de músicas natalinas como White Christmas, Valsa das flores, de Tchaikovsky e Jingle Bells em ritmo de rock. No extra-natal, as Csardas, de Monti, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, De viola e rabeca, de Guerra-Peixe e Por uma cabeça, de Carlos Gardel. No sábado, eles viajam para Fernando de Noronha onde se apresentam no domingo.
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Repórter JC
A PCR pretende transferir a Orquestra Sinfônica do Recife para o moderno teatro previsto para o Parque Dona Lindu, mas os músicos não querem. Fica longe do centro da cidade.
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Nova encomenda de Meneses a Clóvis
Será a terceira peça de Clóvis estimulada por Meneses, depois do Concertino para violoncelo e cordas e da Suíte Macambira, para cello solo.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
CDs sorteados
Fred Lyra - Quinteto Villa-Lobos: Um sopro novo
Alysson Dinoá - Sinfonia n° 4 de Schumann com a Osesp
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Já bateu a saudade por parte do público
Nesta madrugada que está chegando, este blog é quem ficará em silêncio - para relembrar as palavras de maestro Rafael Garcia - em solidariedade ao público pernambucano de música clássica.
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Obra em destaque - Dulcineia e Trancoso
Além de um libreto original (original no sentido de que não foi adaptação de obra literária já existente), rico em referências da cultura ibérica e nordestina, de métricas perfeitas e falas inesquecíveis - méritos para Waldemar José Solha - a música, a cargo de Eli-Eri Moura, teve a virtude de imprimir pelo menos uma melodia memorável em cada uma das dez cenas da tragicomédia do palhaço Dom Pixote, encarnado pelo ator Trancoso, e sua amada e descabelada Dulcineia, na batalha contra as retroescavadeiras que ameaçavam destruir a Pedra do Reino conforme as visões de Cervantes e Ariano.
Mais além: talvez pela primeira vez em uma ópera nacional, os problemas de adequação da prosódia do português brasileiro ao canto operístico italiano foram resolvidos, não tendo havido nenhuma sílaba tônica em desencontro com tempos fortes, impostações artificiais, ou discrepância da letra com a extensão das frases melódicas. O indefectível "Vixe, Maria" de Dulcineia, no início da cena cinco, sintetizou bem a solução do compositor para tal problema e arrancou gargalhadas do público nas duas récitas.
Por fim, a menção é mais do que justa por Dulcineia e Trancoso ter devolvido a Pernambuco a alegria de se ver retratado não só na música popular mas na erudita também. As inspiradas estilizações de maracatu nação, xote, xaxado, cantoria, caboclinhos e frevo ainda se somaram a passagens extremamente românticas (como na valsa com solo de violino da cena três, quando Trancoso procura por Dulcineia, com uma lamparina na mão), outras circenses e algumas mais austeras, como na cena oito, em que o casal protagonista lidera a marcha em defesa da Pedra do Reino.
Post scriptum para os solistas, que encarnaram seus papeis a tal ponto que uma nova encenação pode fazer os ouvintes terem saudades dos intérpretes da première: do Cervantes de dicção hispânica perfeita; do Ariano que "deixa sua obra como quem deixa pele de cobra"; da Compadecida tão irradiante quanto a do seriado da TV; do Trancoso mui habilitado a dançar xote; do dono do circo de discurso tão carismático quanto o de um apresentador de TV; da Dulcineia medrosa e ingênua, que não havia como ser feia como o libreto dizia; e do palhaço Bozo, cuja arieta cômica na cena nove deu o tema heroico que desfecha o trágico fim dele e do casal principal na cena dez.
Dulcineia e Trancoso merece ser encenada várias vezes para o público pernambucano - e mesmo arriscar uma viagem pelos palcos de fora do Estado.
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Revelação e Melhor Solista - Monique Duphil

Na noite francesa, quinta-feira, o programa constava de obras de Milhaud, Ravel, Berlioz e Brahms (este, previsto para terça, mas trocado por Saint-Saëns por motivos explicados pela produção).
O alemão fora colocado no final, na previsão de angariar mais aplausos para Antonio Meneses e Mauro Loguercio, porém a francesa Monique Duphil transcendeu todas as expectativas ao interpretar o Concerto em sol de Ravel (dedicado à professora dela, Marguerite Long).
Todos os eventuais problemas da Orquestra Virtuosi surgidos em O boi no telhado - falta de afinação nas cordas, naipes sem equilíbrio adequado e entradas erradas - desapareceram como que por encanto com a pianista francesa em cena, após a peça de Milhaud. Fora que a atmosfera da obra, alternando o tonal e o modal - com toques de jazz e uma orquestração por vezes etérea, por vezes complexa (principalmente nas entradas dos instrumentos) - contrastou inteiramente com o resto do repertório.
No sábado à noite, Duphil participou do Trio n° 2 de Villa-Lobos e dissipou sem o menor esforço todas as dificuldades levantadas pela parte do piano, como mudanças de compasso e andamento "altamente doidas", pra usar um linguajar mais jovem, e manteve a coesão na expressividade interpretativa ao longo da peça.
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Menção honrosa - Ricardo Ballestero

Ficou difícil escolher entre os sempre atuantes pianistas Victor Assunción e Ricardo Ballestero.
Assuncion deu uma preciosa ajuda para professora Ana Lúcia, substituindo-a nos concertos em que ela não pôde atuar (por ter sido bastante requisitada na produção), e, além disso, já havia ganho o prêmio ano passado.
Ricardo Ballestero, por sua vez, atuou mais este ano e superou Assunción no quesito "pau pra toda obra", tendo literalmente trabalhado nos três turnos sem ter deixado - em nenhum momento - de mostrar as qualidades que o fazem ser reconhecido como um dos melhores pianistas acompanhadores do Brasil na atualidade.
Destaque para sua essencial atuação na ópera Dulcineia e Trancoso, e no recital de canções brasileiras ao lado de Adriana Clis e Saulo Javan.
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Menção desonrosa - Darius Milhaud (in memoriam)
Já não bastasse ser uma partitura para balé água-com-açúcar com um tema rondó entendiante - uma transposição do Brejeiro de Nazareth para outro tom e em andamento modificado -, a utilização de 28 músicas de 14 compositores brasileiros que Milhaud conheceu quando esteve no Rio em 1917 nunca foi admitida pelo músico francês, que quis fazer passar por temas folclóricos - aos ouvidos europeus - composições de autores conhecidos por aqui naqueles tempos.
Só havendo algum novo fato revelado futuramente por algum historiador é que Milhaud poderá ser desculpado clara atitude de lesa-pátria.
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Melhor conjunto - Orquestra de Câmara do Virtuosi
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Festival Schumann & Chopin 2010
Ao final da conversa rápida e agradável, ele me confirmou a realização do citado festival, em julho e agosto de 2010 (professora Jussiara Albuquerque já havia me falado em julho, no Virtuosi em Gravatá, e saiu alguma nota na imprensa este semestre).
Prof. Edson adiantou que serão, ao todo, dezesseis concertos e recitais: a abertura e o encerramento serão no Teatro de Santa Isabel, enquanto as demais apresentações ocorrerão no Teatro da UFPE.
Natal da Funase terá Orquestra Cidadã
O Natal de dezenas de adolescentes da unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) localizada no Bongi, na Zona Oeste do Recife, será diferente este ano. Em uma festa marcada para a manhã de hoje, eles recebem a visita de meninos e meninas – alguns da mesma faixa etária – que moram em uma comunidade estigmatizada pela violência, mas que conseguiram driblar o caminho da criminalidade. São os pequenos músicos da Orquestra Cidadã dos Meninos do Coque.
A festa natalina está prevista para começar às 9h e também conta com a participação dos adolescentes atendidos pela Funase, através do Coral dos Meninos, da unidade de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), e do Baile do Menino Deus, da unidade do Bongi.
A direção da Funase considera as apresentações uma forma de inclusão social. Dessa forma, familiares dos internos foram convidadas para participar do evento.
“Trata-se, mais do que nunca, de um momento único para celebrarmos o Natal, comprovando a união entre todos que fazem parte da grande família que somos”, ressalta o presidente da Fundação, Alberto Vinícius do Nascimento.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que há duas semanas denunciou a situação precária das instalações da Funase, assinou um termo de ajustamento de conduta com o governo do Estado para criar novas vagas de agentes socioeducativos na Fundação de Atendimento Socioeducativo.
A promotora Delane Mendonça chegou a comparar as unidades a campos de concentração. O acordo foi assinado na última sexta-feira. A expectativa é que os detalhes do concurso, que deve abrir 1.400 vagas, sejam divulgados em fevereiro.
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Orquestra do Coque se apresenta na Funase
Do JC Online
Os Meninos do Coque levam sua música aos jovens da Funase
A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), localizada no bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife, recebe recebe, nesta segunda (21), a Orquestra Cidadã dos Meninos do Coque, liderada pelo maestro Cussy de Almeida, para sua comemoração nataliana.
O evento, que acontece a partir das 9h, contará com apresentações dos adolescentes atendidos pela Instituição, através do Coral dos Meninos do Case Jaboatão e do Baile do Menino Deus do Cenip.
Para comemorar a data, familiares dos adolescentes também estarão na festa compartilhando o momento com os eles e com todos os funcionários da Funase.
Serviço
Festa de Natal dos Adolescentes da Funase
Local: Centro de Internação Provisória da Funase - Avenida Engenheiro Abdias de Carvalho, s/n (ao lado dos Correios) - Bongi, Recife/ PE
Data: 21/12/2009
Hora: 9h
Fim de semana erudito para pernambucanos
No mundo das artes cênicas, a ópera talvez seja o gênero que menos sofreu modificações com o passar dos anos. Esta opinião é compartilhada pelo ator Luiz Carlos Vasconcelos, que realizou a sua segunda incursão pela direção operística com Dulcinéia e Trancoso, obra apresentada neste último fim de semana no Teatro de Santa Isabel, dentro da programação do Virtuosi - Festival Internacional de Música. Ainda durante os ensaios, que aconteceram em menos de uma semana (por conta da agenda dos envolvidos, e principalmente dos custos), o diretor dizia que não teria tempo para propor muitas alterações ao modelo de ópera já conhecido; e que a maior inovação ficaria por conta das animações de Marcelo Garcia que serviriam como cenário da apresentação.
De fato, as animações são um ponto positivo na ópera, que tem ainda outras peculiaridades que conseguem diferenciá-la. Acompanhar os cantores líricos cantando forró, xote, frevo não é muito comum. Assim também como o encontroentre Ariano Suassuna (Flávio Leite, tenor) e Miguel de Cervantes (Sávio Sperandio, baixo) proposto pelo libreto do paulista radicado em João Pessoa, W.J.Solha. A cultura popular, principalmente a pernambucana, é levada ao palco, mas com registro da influência da cultura ibérica.
No enredo, um desfile de personagens identificáveis na memória coletiva dos pernambucanos: o dono do circo, o Bozo, a Morte, a Compadecida, além de Lampião e Maria Bonita. Na tarde do último sábado, a mistura parece ter agradado ao público, embora muitas vezes fosse uma missão impossível tentar decifrar a história que os cantores tentavam contar. As vozes estavam muito mais baixas do que o som da orquestra. Parecia que nenhum microfone estava direcionado aos cantores. A música, aliás, composta por Eli-Eri Moura é rica, vibrante, plena de sensibilidade.
A Orquestra Jovem de Pernambuco, regida pelo maestro Rafael Garcia, mostrou quantos talentos temos na cidade, mesmo que o investimento em música erudita seja mínimo. Como pontos quemereciam um cuidado maior, a participação do coro Virtuosi e dos bailarinos, que muitas vezes parece deslocada em cena. Além do figurino tanto do coro quanto do corpo de baile. Cervantes parecia (de longe não dava para identificar) estar de jeans e tênis. Um pouco, diríamos, inapropriado para uma ópera armorial.
Concertos - A noite de sábado terminou com homenagem a Heitor Villa- Lobos, às 21h. Antes disso, o cellista pernambucano Antonio Meneses reuniu amigos para uma apresentação memorável às 18h. Uma pena que, com um evento do porte do Virtuosi acontecendo no teatro, o frevo e depois o pastoril rolassem soltos num palco montado pela própria Fundarpe (que, aliás, segundo o maestro Rafael Garcia, não apoiou financeiramente o festival) na Praça da República. Puro desrespeito aos músicos.
Na primeira peça, Divertimento para violino, viola e cello em mi bemol maior, de W. Mozart, o preciosismo do próprio Meneses, de Mauro Loguercio (violino) e Rafael Altino (viola) encantou o público. Mauro tocou com Menesesentre 1987 e 1990 num trio que tinha ainda Nikita Magaloff. Atualmente é professor do Conservatório de Milão e da Escola Guildhall Junior, em Londres. Já Rafael é o filho mais velho do maestro Rafael Garcia e da pianista Ana Lúcia Altino, primeiro viola solo da Orquestra Sinfônica de Odense e professor da Carl Nielsen Academy of Music.
A segunda peça - Sonata para cello e piano em lá maior, de C. Frank, trouxe ao palco o pianista Victor Asunción. Para finalizar o concerto, o momento mais vibrante: uma obra de Schubert para pianos e cordas em lá maior. Além de Mauro, Rafael, Meneses e Victor, aliou-se ao grupo Catalin Rotaru (baixo). A beleza da música parece ter alcançado todos. O público aplaudiu de pé.
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"Vamos em silêncio porque estamos de luto..."
Foi um protesto contra uma parte das verbas esperadas dos poderes públicos.
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Eleja os melhores do Virtuosi
- Revelação
- Obra em destaque
- Melhor conjunto
- Melhor solista
- Menção honrosa
Envie um e-mail com suas opiniões - e sobre quantas categorias quiser - para pb_amaral@hotmail.com e concorra a três CDs especiais: dois com o Quinteto Villa-Lobos e um com a Osesp, regida por John Neschling.
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Família com música no DNA
Pollyanna Diniz // pollyannadiniz.pe@dabr.com.br
O romance parece de cinema. Imagine a cena em tela grande: corria o ano de 1967 quando Ana Lúcia Altino, uma pianista pernambucana, e o violinista chileno Rafael Garcia, se conheceram num navio que partia para a Alemanha. Os dois tinham recebido uma bolsa para estudar música na Europa. Ainda nem tinham chegado em terra firme quando começaram a namorar. Na Alemanha, casaram-se e tiveram o primeiro filho: Rafael. "Passamos quatro anos na Europa. No final do período da bolsa de estudos, engravidei. Ainda bem que já estava terminando, porque, grávida, não poderia receber a bolsa", recorda Ana.
A 'teimosia' de Rafael Garcia, conta a esposa, trouxe a família de volta ao Brasil. "Ele disse que se apaixonou pelo cheiro do país quando entrou no navio, no Rio de Janeiro", justifica Ana Lúcia. Com o passar dos anos, a árvore genealógica da família cresceu. Ana Lúcia e Rafael tiveram outros cinco filhos: Leonardo, Marcelo, Gracio, Ana Cristina e Ricardo. Leonardo nasceu noRecife; Marcelo, em São Paulo; e os outros, aqui em Pernambuco também. "Mesmo morando em João Pessoa por muito tempo, eu vinha para cá para ter os filhos. Os amigos brincavam que eu ultrapassava a fronteira só para ter filhos", diz a pianista.
Com pai e mãe músicos, era natural que os filhos também se aproximassem dos instrumentos. "Eu me lembro de ter tocado piano, violino, flauta doce. Aí tive um professor que me apresentou ao cello. Gostei muito daquele som. As pessoas dizem que a sonoridade do cello é a mais próxima da voz humana, que vai dos graves ao soprano. Aos seis anos, eu dormia com o uniforme para poder tocar antes de ir para a escola", conta o violoncelista Leonardo.
A genialidade de Leonardo no instrumento 'impediu' que o mais novo da prole, Ricardo, continuasse na música. "Diria que ele era o mais talentoso da família. Só que aos 7 anos, ele queria fazer a mesma coisa que eu fazia aos dezessete. Ele tinha uma capacidade de ouvir muito avançada para a idade", recorda. E em vez de música, Ricardo preferiu a física.
Leonardo ficou nos Estados Unidos mesmo depois que a família voltou de uma temporada de estudos. Lá, foi aluno de nomes como Aldo Parisot, Lawrence Lesser e Suren Bagratuni e se tornou mestre em violoncelo pela Universidade de Illinois. Atualmente, ele é professor da Universidade de Menphis e toca no The Ceruti String Quartet e no Dínamis trio. A esposa, a coreana Soh-Hyun Park Altino, também é professora e toca violino nos mesmos grupos.
O primogênito, Rafael, também trilhou um caminho de sucesso. Optou pela viola. Tanto que se tornou mestre no instrumento pela Juilliard School, foi membro da Filarmônica de Nova York. Hoje, mora na Dinamarca; é o primeiro viola solo da Orquestra Sinfônica de Odense e professor da Carl Nielsen Academy of Music. A esposa dinamarquesa - Sara Walevik - toca violino na Ópera Copenhague. E a tradição se perpetua: o filho mais velho do casal Rafael e Sara está aprendendo bateria; a do meio, uma menina, estuda piano; e a caçula, muito pequena ainda, já diz que vai tocar cello como o tio.
"Não é que tivesse nenhuma pressão para que fóssemos músicos, mas a nossa família respirava e ainda respira música", diz Ana Cristina. Na infância, a 'princesa' da casa dos Altino Garcia estudou piano, flauta, violino. Decidiu seguir outra carreira, mas na universidade virou produtora musical. Ao lado de um grupo de amigos criou o Coquetel Molotov. "Foi uma outra forma de ter a música sempre por perto".
Completando a árvore familiar, Gracio estudou trompete, mas preferiu trabalhar com negócios internacionais nos EUA; e Marcelo, que toca baixo, virou designer.
Depois de se conhecerem a caminho da Alemanha, terem morado em alguns estados do Brasil e nos Estados Unidos, a família Altino Garcia decidiu fixar morada no Recife. "É porque percebi que aqui o meu trabalho seria muito importante. Aqui, tudo está por fazer na área de música erudita", conta o violinista e maestro Rafael Garcia. Por isso mesmo, há 12 anos, a família criou o Virtuosi, um festival completamente dedicado à música erudita. Mesmo lutando por apoio financeiro, enfrentando dificuldades, todos os anos o festival consegue reunir músicos de importância internacional, a maior parte deles, amigos da família. A Orquestra Virtuosi, por exemplo, reúne 85 músicos de todo o mundo.
"No início era uma forma de reunir a família e ainda movimentar a cena aqui em Pernambuco", conta a matriarca, diretora geral do festival que termina hoje no Teatro de Santa Isabel. Relembrando o início do Virtuosi, Leonardo diz que se sentiu pressionado. "Como fazia um tempo que eu não tocava com os meus pais, senti certa insegurança. 'Será que vou tocar tão bem quanto eles esperam?'", se questionou.
Esse sentimento passou. "É sempre muito gostoso estarmos juntos, tocar. Como é um grande festival, muitas vezes até passamos alguns dias sem nos encontrar, mas o festival serve sim ao propósito de ser uma grande reunião", diz. Ser regido pelo pai ou tocar ao lado da mãe, o cellista diz que é "um sonho. Quantas pessoas podem dizer que fazem um concerto ao lado dos pais?".
Despedida com Chopin e Schumann
O festival Virtuosi de despede da cidade e de sua edição em homenagem a Heitor Villa-Lobos com a antecipação do Ano Schumann e Chopin. Em 2010, o mundo celebrará os 200 anos de nascimento dos dois compositores românticos. De Schumann, será apresentado o Concertpiece para quatro trompas e orquestra sinfônica, com a participação dos trompetistas brasileiros Luiz Garcia, José Costa e Luciana Amaral, que tocam ao lado de Bostjan Lipovsek, da Eslovênia. Para contemplar Chopin, o pianista filipino Victor Asuncion apresenta o Concerto n°2 em fá menor. Na segunda parte da apresentação, o trombonista Christian Lindberg interpreta o Concertino para trombone e orquestra Op. 4, de F. David, e o contrabaixista Catalin Rotaru, o Concerto de S. Koussevitzky Op. 3. O encerramento da noite fica por conta do Concerto para violino em ré maior, Op. 35, de Tchaikovsky, com o violinista russo Dmitry Berlinsky como solista.
No final da tarde, a série Vicente Fittipaldi leva ao Salão Nobre do Santa Isabel o trio escandinavo de violino, viola e trombone formado por Dorota Siuda, Ylvali Zilliacus e Christian Lindberg para compor Uma tarde na Escandinávia, com obras de Folke Rabe. C. Nielsen, K. Atterberg, E. Grieg e J. Sandstrom. O concerto das 17h é gratuito e o das 19h custa R$ 10. Informações: 3363-0138.
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Sem acústica
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Integrantes da Orquestra Cidadã terão bolsa na Aeso
| ROBERTA MEIRELES | ||
| De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 13,9% dos jovens brasileiros estão cursando o ensino superior. A partir do primeiro semestre de 2010, os membros da Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque em fase de prestar vestibular poderão integrar essa estatística: as Faculdades Integradas Barros Melo (AESO) concederam aos integrantes do projeto bolsas de estudos na faculdade. “Eles já fazem parte de um projeto fantástico, mas verificamos que eles precisam se profissionalizar. Sei que muitos provavelmente devem ser convidados para morar na Europa e trabalhar como músicos, mas os demais precisam de um curso superior para conseguirem uma projeção na vida”, disse a diretora da Aeso, Ivânia Barros Melo. A ideia das bolsas aconteceu durante a apresentação da orquestra no Congresso Nacional de Direito do Consumidor, em outubro. Na ocasião, Barros Melo se emocionou após o espetáculo e anunciou que os músicos do projeto poderão ser alunos bolsistas na Instituição, após serem aprovados no vestibular. “Fiquei profundamente tocada com essas crianças. Eles são um exemplo de conscientização e vontade. O que me impressiona é que eles tocam com a alma. Contribuir com esta causa é uma responsabilidade social que a faculdade terá o maior prazer de cumprir”, declarou Ivânia. Na semana seguinte a diretora da Ivânia visitou as instalações da Orquestra no Quartel do 7º Departamento de Suprimentos (DSUP), no Cabanga, em Recife, onde o grupo ensaia, e assinou o convênio com a Associação Criança Cidadã. “A Criança Cidadã está sempre aberta às boas parcerias, principalmente com as universidades. É muito bom contar com uma ajuda dessas”, afirmou o idealizador da orquestra, o desembargador aposentado e professor de Direito Nildo Nery. Segundo ele, hoje, o projeto, que foi criado em 2006, atende a 130 crianças e jovens. Eles recebem gratuitamente aulas de teoria musical, instrumentos de corda, percussão, flauta doce, canto coral, contando ainda com apoio médico, odontológico, pedagógico e psicológico. A seriedade do trabalho realizado tranquilizou a diretora da faculdade em relação ao nível educacional dos participantes da Orquestra. “Sabemos que há um rigor em relação à escolaridade dessas crianças e adolescentes, e que eles sabem mais de uma língua estrangeira”, apontou. A estudante Jéssica Andrade, 18, será a primeira beneficiada. “É uma oportunidade única. Fiquei muito emocionada quando soube”, contou a menina, que vai cursar Direito. “Pensei em fazer Produção Fonográfica, mas é um curso que exige muitos gastos, então acabei optando por Direito”, comentou. Ela também está prestando vestibular para Bacharelado em Música na UFPE. “Se eu passar, vou fazer as duas graduações”, garantiu. A jovem elogiou a iniciativa de Ivânia Barros Melo. “Se todo mundo pensasse assim, o mundo seria diferente. Muita gente tem dinheiro e não ajuda aos outros, além de cobrar dos pobres que tenha educação, boas atitudes. Se todos ajudassem, haveria mais igualdade”, explanou Jéssica. |
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sábado, 19 de dezembro de 2009
Frase insignificante do dia (ou de sempre)
Minha reação foi instintiva embora eu tenha passado sem querer por intrometido (já que eu não estava na conversa): "É só injetar dinheiro".
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Pernambuco e Paraíba têm compositores capazes de escrever obras tão plenas ou cativantes quanto a ópera de Eli-Eri Moura estreada ontem. Um incentivo público ou privado sempre vem em boa hora.
Eu próprio, como crítico e acadêmico, terei uma dívida eterna para com a Funarte e a Facepe pelas bolsas que recebi e que me fizeram continuar estabelecido no Recife.
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Sem salgados, sem troco...
Mesmo com o mau serviço, ontem o café estava lotado, dado que não há alternativa a não ser ficar no teatro ou se deslocar para outro lugar de carro - e pelo menos o refrigerante é servido na hora.
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Quentura constante
Para anunciar a última peça, Asa Branca, calhou de o violonista maranhense falar por extenso: "Para encerrar, antes que eu derreta - porque meu violão já derreteu..."
Indireta mais direta, difícil pensar.
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No dia em que o suor cair num instrumento e fazer os dedos do instrumentista escorregarem ou em que um instrumento sofrer algum dano por conta da quentura em excesso, aí talvez resolvam o problema do ar-condicionado do teatro.
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Ópera se sai bem quando utiliza estética armorial
A ópera Dulcinéia e Trancoso, de W.j Solha e Eli-Eri, junta num mesmo espetáculo Ariano Suassuna e Cervantes, e não decepciona
José Teles
teles@jc.com.br
Monalisa da Silva Pereira, 15, Elisandra Taisa, 14 moram em Nova Descoberta. Elas estavam no grupo de alunos do Colégio Comandante Jorge Gomes, que foi ao Teatro de Santa Isabel assistir ao ensaio geral da ópera Dulcinéia e Trancoso, de W.j Solha e Eli-Eri, dirigida pro Luiz Carlos Vasconcelos, que estreou ontem à noite, como parte da programação do XII Virtuosi. Monalisa, antes das cortinas serem abertas, não sabia o que iria ver: “Acho que é um tipo de show”, disse a adolescente que gosta de Saia Rodada, Calcinha Preta e Banda Calypso. A amiga Elisandra é evangélica, e achava que já havia visto uma ópera, provavelmente na TV.
O maestro Rafael Garcia antes de reger a orquestra, “regeu” a platéia formada também por alunos do Liceu de Artes e Ofícios. Instruiu para que batessem palmas ao fim de cada cena, e gritassem “Bravo” na cena final. Os adolescentes acompanharam com atenção o desenrolar de Dulcinéia e Trancoso. Uma ópera armorial, mas que não se prende ao tradicional. O cenário, muito bem bolado (assinado por Marcelo Garcia), por exemplo, é high-tech, projetado num telão. As árias são compostas por diversos ritmos nordestinos, do xote ao maracatu e o frevo. A cena apoteótica final tem levada de maracatu.
Dulcinéia e Trancoso, que será encenada novamente hoje, às 16h, tem seu embrião na peça Armorialis, um concerto duplo para viola, violoncelo e orquestra, de Eli-Eri, que estreou no Virtuosi, em 2007, numa homenagem ao escritor Ariano Suassuna, que completavava 80 anos. Segundo Eli-Eri ele se propôs a permear a música de Dulcinéia e Trancoso com a estética armorial, evitando os clichês : “O grande problema de concepção foi usar essa estética num contexto em que cantores líricos são os protagonistas. Para minha sorte a genialidade de Solha produziu um libreto que, em si, já propõe de forma extremamente satisfatória, no plano da dramaturgia, as soluções para os problemas artísticos imbuídos na encomenda da obra”. O Solha a que se refere é o poeta e romancista paulista, que mora em João Pessoa, W.J. Solha.
Ele reuniu em seu libreto os universos literários de Ariano Suassuna e Miguel de Cervantes, acrescentando ainda o escritor português Gonçalo Fernandes Trancoso. Tantos elementos num mesmo libreto, inclusive colocando em cena Ariano Suassuna (o tenor Flávio Leite) e Cervantes (o baixo Sávio Sperandio). A ópera desenvolve-se de forma dinâmica. As árias são em diversos ritmos, baião, xote, maracatu, frevo, com tratamento instrumental da Orquestra Virtuosi, regida pelo maestro Rafael Garcia. Um espetáculo divertido, que merecia ficar mais uns dias em cartaz.
O ingressos custa R$10, à venda na bilheteria do Santa Isabel. Outras informações: 33630138.
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Violinista premiado é destaque hoje no Virtuosi
O XII Virtuosi Festival Internacional de Música, que será encerrado amanhã, prossegue hoje sua programação de concertos, no Teatro de Santa Isabel, a partir das 18h,com a Série Vicente Fittipaldi, com peças de Mozart (Divertimento para violino e cello em mi bemol maior KV 563), C. Franck (Sonata para cello e piano em lá maior) e Schubert (Quinteto para piano e cordas em lá maior D.667), interpretadas pelo violoncelista Antônio Meneses, mais Mauro Loguercio (violino), Rafael Altino (viola), Catalin Rotaru (baixo) e Victor Asunción (piano).
As 21h, a soprano Gabriela Pace e os violoncelistas Leonardo Altino, Kim Bak Dinitizen, Hrant Parsamian, Alceu Reis, Robert Sueholtz, Lars Hoefs, Daniel Lessa e Jalvanez Guedes prestarão uma homenagem a Villa-Lobos, interpretando uma de sua composições mais conhecidas, a Bachiana brasileira nº5 para soprano e oito cellos. No mesmo programa, a oportunidade para assistir ao vivo um dos mais celebrados violinistas da atualidade, o russo Dmitri Berlinsky. Professor da Michigan State University, Berlinsky começou a amealhar prêmios importantes no início dos anos 90. Foi o mais jovem violinista a ganhar o Concurso Internacional Paganini de Violino, o que lhe deu o direito de usar um Guarneri del Gesú, que pertenceu ao próprio Paganini. Com uma orquestra de câmera, regida por Rafael Garcia, Dmitri Berlinsky irá tocar as estações de Vivaldi e de Astor Piazzolla.
O Virtuosi 2009 terá seu concerto final às 19h, com a Orquestra Virtuosi abrindo o ano Schumann e Chopin 2010 -200
Mas a progamação de encerramento, começa mais cedo, às 17h com o programa Uma Tarde na Escandinávia, com o trombonista sueco Christian Lindberg apresentando peças de alguns dos mais destacados compositores de seu país,entre outros, Nielson, Gried, Sandström, Atterberg e Folke Rabe.
O preço do ingressos para esta programação é R$10. Outras informações: 33630138.
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Concertos de Natal em Alagoas - Direção Artística Maestro Max Carvalho
O Coro da OAB-AL, o Projeto Pró-Música Juvenópolis e a Camerata Pró-Música de Alagoas farão Concerto de Natal nas cidades de Marechal Deodoro e Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió, capital de Alagoas.
Os concertos, que terão entrada franca, acontecerão em Marechal Deodoro, no dia 20(domingo) às 20h15, na Igreja Matriz N. Sra da Conceição, e no dia 21(segunda-feira) às 20h, no Centro de Referência em Assistência Social, em Coqueiro Seco. Ambos os concertos serão dedicados às Sociedades Musicais Santa Cecília, Professor Manoel França e Carlos Gomes, de Marechal Deodoro, e à Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa, de Coqueiro Seco. Tais sociedades, assim como dezenas de outras de nosso Estado, assumem um papel fundamental na formação de músicos e de cidadãos em Alagoas, merecendo, portanto, nossa admiração e respeito.
No repertório, serão executadas peças de compositores eruditos como Bach, Haendel, Praetorius e Mendelssohn, além de tradicionais natalinos como "Adeste Fideles" e "Noite Feliz". Acompanhada por Douglas Nascimento(órgão) e André Tokura(oboé), o soprano lírico Elvira Regina também executará "Ave Regina Coelorum" de S. Neukomm (compositor convidado por D. João VI para integrar a Capela Real, ao lado de José Maurício Nunes Garcia, principal compositor do período colonial brasileiro).
Vale salientar que a musicista alagoana, soprano Elvira Regina, além do trabalho de formação de platéia com os concertos realizados em Marechal Deodoro, também desenvolveu um projeto acadêmico em nível de pós-graduação pela Universidade Federal de Alagoas, intitulado "Raízes da Tradição Musical Colonial em Marechal Deodoro-AL: um projeto de ação", recentemente trouxe para sua carreira profissional e para orgulho de seus conterrâneos, a conquista do 3º prêmio na categoria Master no Concurso Nacional de Canto Lírico, em Salvador-BA.
Por gentileza, divulgue e compareça! Sua presença e apoio são muito importantes.
Cordialmente,
Max Carvalho
Maestro
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Berlioz e sua química engraçada
Não é de hoje que artistas recorrem a "umas paradas" pra ajudar na inspiração*.
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Spots com o Villa
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...não tem empada boa
Entre os concertos do Salão Nobre e os do palco principal, é preciso sair de carro pra comer algo em outro ponto do centro do Recife.
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Não tem ar, não tem canhão...
"Não", ouviu de volta.
"Não?!... Vou nem comentar..."
Não deu pra segurar os risos.
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Dulcineia e Trancoso - Flash 8
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Duas boutades e um boa noite de Rafael Garcia
Primeiro ele perguntou para o público "Podemos tirar a roupa aqui?", e depois "Estão ouvindo [os altofalantes da festa no Palácio]?"
No final da apresentação, que durou quase três horas, maestro Rafael despediu-se do público com mais um pouco de risos: "Tchau. Hora da caminha".
E era - beirava a meia-noite.
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Uma ópera armorial dá o tom do Virtuosi
O espetáculo Dulcinéia e Trancoso, primeira ópera armorial, terá sete cantores líricos em cena e, além deles, participam um coral, corpo de balé e a Orquestra Virtuosi
José Teles
teles@jc.com.br
O 12º Virtuosi começa mais cedo hoje. Às 11h, no Teatro de Santa Isabel, será apresentada a ópera Dulcinéia e Trancoso, com música assinada por Eli-Eri Moura e libreto por W.J.Solha. Encomendada pela pianista Ana Lúcia Altino e o maestro Rafael Garcia, Dulcinéia e Trancoso, primeira ópera armorial, terá sete cantores líricos. Além deles, um coral, corpo de balé e a Orquestra Virtuosi. O autor do libreto uniu personagens de Cervantes e do português Gonçalo Fernandes Trancoso ao universo de Ariano Suassuna. Ariano e Cervantes, por sinal, são personagens, os profetas que anunciam tudo o que irá acontecer no desenrolar da trama. A ópera volta a ser apresentada às 21h, no mesmo local, e às 16h, amanhã.
Os concertos recomeçam às 17h, com música da Noruega e os violinistas Stig e Anders Nilsson, interpretam vários compositores, entre estes Shostakovich, Plagge e Sommerfeld e Brahms. Às 18h, o grande violonista Turíbio Santos presta um tributo a Villa-Lobos, mas não toca apenas este autor. Vai de João Pernambuco, Luiz Gonzaga e Tom Jobim. Rafael Altino, viola, e Victor Asunción, piano, apresentam uma sonata de R.Clarke e a Sonata para cello e piano em sol menor, op.18, de Rachmaninoff. Os concertos do Virtuosi continuam amanhã com o celista Antonio Meneses, mais Mauro Loguercio (violino), Rafael Altino (viola), Catalin Rotaru (baixo) e Victor Asunción (piano), que tocam peças de Mozart (Divertimento para violino, viola, cello em mi bemol maior), C.Franck (Sonata para cello em lá maior) e Schubert (Quinteto para piano e cordas em lá maior). Villa-Lobos será mais uma vez homenageado às 21h, com o Trio Soh-Hyun Park (violino), Leonardo Altino (cello) e Monique Duphil (piano), que tocam ainda Vivaldi e Piazzola. Logo em seguida, o programa da Série Vicente Fittipaldi prossegue com a Bachianas brasileiras nº5 para soprano e oito cellos, de Villa-Lobos. Domingo, o 12º Virtuosi termina com o regente escandinavo Christian Lindbergh, às 17h, e a Orquestra Virtuosi, regida por Rafael Garcia, às 19h.
» Os ingressos para a ópera e os concertos custam R$10. Informações: 33630138 ou no site: www.Virtuosi.com.br
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Coral dá chance a crianças carentes
Grupo vocal Encantando a Vida Nova, formado por 200 meninos e meninas de 8 a 14 anos, do bairro de Santo Amaro, área central do Recife, fez a estreia em show na Fiepe
Duzentas crianças do bairro de Santo Amaro, Zona Norte do Recife, soltaram a voz na estreia do Coral Encantando a Vida Nova, ontem, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). O grupo vocal é formado por meninos e meninas de 8 a 14 anos em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa faz parte do programa estadual Vida Nova, que pretende formar mais 13 corais e orquestras em comunidades até o fim de 2010.
As crianças ensaiaram durante dois meses para a apresentação de ontem, que fez parte de um auto de Natal alternativo. No espetáculo, o cenário para o nascimento de Jesus Cristo era Santo Amaro. A ideia é manter o grupo ativo durante todo o ano. Segundo o secretário-executivo de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, Acácio de Carvalho, serão investidos R$ 3 milhões para expandir a ação a todas as localidades onde se desenvolve o Programa Governo Presente, de prevenção à violência. “Queremos atender duas mil crianças em 2010, com apoio do Conservatório Pernambucano de Música.”
O Programa Vida Nova, por sua vez, tem por objetivo resgatar a cidadania de crianças expostas aos perigos das ruas, das drogas e da exploração sexual. Atende quatro mil pessoas em 50 unidades.
As crianças do coral de Santo Amaro apresentam-se novamente segunda e terça-feira, no auditório do Centro de Ciências Biológicas do Hospital Oswaldo Cruz, Centro, a partir das 14h.
GERALDÃO
Hoje, mil crianças de creches municipais do Recife reúnem-se para uma cantata natalina no Ginásio de Esportes Geraldão, na Imbiribeira, Zona Sul. Será às 17h, sob a batuta do maestro e coordenador do coral, Givanildo Amâncio.
A meninada entoará clássicos de Natal, como Noite Feliz e Bate o Sino. Participam os alunos das creches Pedro Lourenço e Milton Andrade e das escolas Capela Santo Antônio (Imbiribeira), Edite Braga (Afogados, Zona Oeste), Ines Soares de Lima (Imbiribeira) e Manoel Torres (Boa Viagem).
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Cervantes encontra Ariano
pollyannadiniz.pe@dabr.com.br
Ariano Suassuna e Miguel de Cervantes vão se encontrar hoje às 21h, no Teatro de Santa Isabel. Os dois foram transformados em personagens da ópera Dulcinéia e Trancoso, que faz parte da programação do 12º Virtuosi - Festival Internacional de Música de Pernambuco. A obra alia cultura popular, elementos da música renascentista e medieval, principalmente da Península Ibérica, e a tradição operística. Como protagonistas, Trancoso - uma referência a Gonçalo Fernandes Trancoso, um dos primeiros contistas portugueses e suas histórias fantasiosas - e Dulcinéia, além do mito da Pedra do Reino e do rei Dom Sebastião, que virá para nos salvar de toda a miséria.
"A ideia era montar uma obra armorial. Então foi só reunir todos esses elementos. E transformar as ideias em estrofes de dez versos, sendo que cada verso tem dez sílabas, o chamado martelo agalopado", explica o autor do libreto, o paulista radicado em João Pessoa, W.J.Solha. "É um resgate da cultura nordestina e dassuas raízes ibéricas", diz o autor, que é escritor, pintor, diretor.
Já as composições ficaram sob a responsabilidade do paraibano Eli-Eri, que em 2007, escreveu um concerto para viola, violoncelo e orquestra em homenagem aos 80 anos de Ariano Suassuna. Para o compositor, que é também professor da Universidade Federal da Paraíba, foi um desafio trabalhar com cantores líricos e não de música popular. "Foi interessante trazer a estética segundo Ariano para a música, para a sala de concerto, que é geralmente erudita. Foi uma tentativa de trazer as manifestações populares para o ambiente elitista", complementa.
Os sete cantores líricos - Gabriella Pace (soprano), Adriana Clis (mezzo), André Vidal e Flávio Leite (tenores), Felipe Oliveira e Saulo Javan (barítonos) e Sávio Sperandio (baixo) - encararam o desafio de cantar frevo, maracatu, cantoria de viola, xote. Para acompanhar, uma orquestra de 25 músicos; o Coral Virtuosi, formado por 20 vozes; e bailarinos coreografados por Maria Paula Costa Rêgo. A regênciada ópera fica por conta do maestro chileno Rafael Garcia.
Para dirigir o espetáculo, o ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos, que encara a sua segunda experiência no mundo operístico. Em 2003, ele dirigiu a pocket ópera Porti-Nari: A ópera, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. "O que me fascina é que, no universo das artes cênicas, a ópera é a que menos se renovou. É muito tradicional, o palco italiano, a roupa de época. Quero uma renovação cênica de alguma forma", avalia. Talvez o pouco tempo de ensaio, menos de uma semana, não permita que o objetivo do diretor seja totalmente alcançado, mas há alguns experimentos interessantes em cena, como as animações de Marcelo Altino Garcia que vão compor o cenário. "Respeitamos a iconografia do movimento armorial, mas com cenas de estética contemporânea. São texturas realistas para cenas não realistas", explica Marcelo.
Serviço
Dulcinéia e Trancoso
Quando: hoje, às 21h; e neste sábado, às 16h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 10
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Atrações do Virtuosi no fim de semana
No sábado, no palco do Santa Isabel, a ópera Dulcinéia e Trancoso abre a série Vicente Fittipaldi às 16h. A partir das 18h, o violoncelista Antonio Meneses recebe músicos do casting do festival para tocar obras como o Divertimento para violino, viola e cello em Mi bemol maior, de Mozart. Às 21h, no grande concerto, o festival presta homenagem à Villa-Lobos com as Bachianas Brasileiras nº 5 para soprano e oito violoncelos, encabeçada pela soprano Gabriella Pace. Na segunda parte do concerto, a Orquestra de Câmara do festival e o violinista russo Dmitry Berlinsky tocam alternadamente as Quatro Estações de Vivaldi e Piazzolla. O ingresso para cada um dos três programas custa R$ 10.
O último dia do Virtuosi propõe, às 17h, Uma tarde na Escandinávia, sob regência de Christian Lindberg e Dorota Siuda no violino, Ylvali Zilliacus na viola e Christian Lindberg no trombone. Às 19h, a Orquestra Sinfônica Virtuosi abre o ano de Schumman e Chopin, já prevendo 2010, com a Concertpiece para quatro trompas em fá maior e o Concerto para piano nº 2 em fá menor. Seguem no repertório F. David, S. Kousssevitzky e P.I. Tchaikovsky. A programação do domingo é no palco do Teatro de Santa Isabel e os ingressos custam R$ 10 para cada apresentação.
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Intercâmbio com Sinfônica de Lisboa
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Festival Virtuosi apresenta ópera Armorial
| Dentro da programação do XII Virtuosi Festival Internacional de Música, que esse ano presta uma homenagem aos 50 anos de morte do compositor Heitor Villa-Lobos, uma novidade deverá chamar a atenção do público. Trata-se da primeira ópera Armorial encenada no País. A apresentação acontece hoje, às 21h, no teatro de Santa Isabel. O projeto da ópera, que é patrocinado pelo funcultura, foi uma encomenda realizada pela pianista Ana Lúcia Altino e o Maestro Rafael Garcia - respectivamente, a diretora geral e o diretor artístico do Festival Internacional Virtuosi, realizado há 12 anos seguidos na cidade do Recife, no mês de dezembro - para o compositor e regente, Eli-Eri Moura. Dois anos atrás, o maestro também foi responsável pela composição de um concerto duplo para viola, violoncelo e orquestra, em homenagem aos 80 anos de Ariano Suassuna. A peça, batizada de “Armorialis”, estreou no Festival Virtuosi de 2007 e fez um enorme sucesso. A repercussão levou os organizadores a convidarem novamente Eli-Eri, dessa vez para cumprir o desafio de compor a primeira ópera armorial da história. O projeto envolve sete cantores líricos brasileiros, de renome internacional, que virão a Recife especialmente para o evento. A ópera integra ainda um coral, um corpo de balé e uma orquestra, que serão regidos pelo Maestro Rafael Garcia. O escritor e cordelista Waldemar José Solha assina o libreto da ópera, que entre outras adaptações de clássicos da literatura, apresenta personagens como “Dom Pixote” e “São Chupança”, que vão divertir público, além dos profetas “Ariano” e “Cervantes”, responsáveis por duetos em português e castelhano. Serviço “Ópera Dulcinéia e Trancoso” Teatro de Santa Isabel - Ensaio Aberto Hoje (18), às 21h Ingressos: R$10 (preço único) |
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Novos vídeos da Orquestra Ars Hodierna, de Brasília, no YouTube
Orquestra Ars Hodierna
Regente: Jorge Lisbôa Antunes
Antunes: NEC PLUS ULTRA
http://www.youtube.com/watch?v=vIETRGP9xuA
http://www.youtube.com/watch?v=lcPDV9ltelk
Copland: APPALACHIAN SPRING
http://www.youtube.com/watch?v=k-lLFgdYihw
http://www.youtube.com/watch?v=hWz5LXXhkPI
http://www.youtube.com/watch?v=ahgwAAOPafM
Stravinsky: DUMBARTON OAKS
http://www.youtube.com/watch?v=ieINRIHdna8
http://www.youtube.com/watch?v=bq_8Rjy_3p0
Haydn: SINFONIA Nº 3
http://www.youtube.com/watch?v=5pGvTI98zV8
http://www.youtube.com/watch?v=Nkr1Q17osII
http://www.youtube.com/watch?v=SNc9mF1Bhyo
http://www.youtube.com/watch?v=VUrBalRiMi4
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Dulcineia e Trancoso - Flashes 6 e 7
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Autores franceses dominam agenda do Virtuosi hoje
Programação do XII Virtuosi Festival Internacional de Música enfatiza autores franceses, entre os quais Ravel, Milhaud, Saint-Saëns e Berlioz
José Teles
teles@jc.com.br
A programação de hoje do XII Virtuosi Festival Internacional de Música enfatiza, na Série Vicente Fittipaldi, autores franceses, entre os quais Ravel, Milhaud, Saint-Saëns e Berlioz, com a Orquestra Sinfônica Virtuosi e solistas, regidos pelo maestro Rafael Garcia. O Concerto para piano e orquestra em sol maior, de Ravel, terá como solista a pianista francesa Monique Duphil, professora do conservatório de Oberlin, em Ohio (EUA). O violoncelista pernambucano Leonardo Altino, professor da Universidade de Memphis, interpretará o concerto de Saint-Saëns, para violoncelo e orquestra, enquanto o também pernambucano Rafael Altino será o solista de Haroldo na Itália, de Berlioz. A programação de hoje, terá como ponto alto o mestre do violoncelo Antonio Meneses, que se apresenta com o violinista italiano Mauro Loguercio, numa interpretação do Concerto para violino e cello em lá menor, Op.102, de Brahms.
Monique Duphil será também a solista da polêmica peça de Milhaud, Le boeuf sur le toit, pouco apresentada em palcos pernambucanos. Milhaud viveu no Rio, durante dois anos, e escreveu Le boeuf sur le toit, como um rondó, com trechos de 28 músicas de 14 compositores brasileiros. O próprio título em português, O boi no telhado, vem de uma música de Donga. Le boeuf sur le toit é instigante e levantou a dúvida sobre onde começa o plágio e termina a citação.
Os concertos começam a partir das 17h, com a Série Salão Nobre (com entrada gratuita), com o trombonista paraibano Radegundes Tavares, lançando o CD Universal. O concerto seguinte, às 18h,tem o quarteto paulista Ensemble, que tocará Beethoven, Dvorak, entre outros. Às 19h, o Slovene Brass Quintet apresenta repertório bem variado com peças de Isaac, Farmer, Mozart, Crespo, Bizet, Certon, Gallus e outros. A série Salão Nobre é grátis. Enquanto na Série Vicente Fittipaldi os ingressos custam R$ 10.
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Repórter JC
O maestro José Renato Acioly escalou novos músicos para a orquestra do Baile do Menino Deus com um coro adulto e infantil, nos dias 23, 24 e 25, às 20h, no Marco Zero.
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Claque apirralhada
No final do segundo movimento do trio de Mendelssohn - quando os adolescentes bateram palmas antes do acorde final, confundidos por uma breve pausa - mancaram-se e não repetiram a pirralhice, mas a essa altura, uma pessoa já havia se levantado, dito "Não dá mais, não" (referindo-se a eles) e ido embora.
Fiz o mesmo, temporariamente, só que em função de dois senhores de meia-idade que conversavam o tempo inteiro perto de mim. A um desses dois ainda tive a oportunidade de dizer na saída "Boa a conversa, né?". "Demais!", ouvi, pra minha surpresa, a resposta até bem-humorada. Então retruquei: "É, mas incomoda, sabia?". Daí o camarada achou ruim.
Basta de falta de educação doméstica em concertos.
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A força da música
![]() Foto: Joana Perrusi/DP/D.A Press |
Foi lançado ontem o selo PianoForte Pernambucano, da montadora Chateau Pianos, onde foram apresentados os novos Pianos Chateaubriand em evento no Instituto Ricardo Brennand. Os instrumentos foram executados por jovens pianistas, entre eles, Vitor Araújo, Crystal, além de Priscila Dantas. Para o mentor do projeto, Jonas Chateaubriand, que trabalha na restauração, afinação e montagem de pianos há 27 anos - tempo em que recuperou cerca de 2 mil instrumentos -, o lançamento é a realização de um sonho. "Minha vontade de exaltar Pernambuco e o Nordeste é muito grande porque temos grandes pianistas. Além disso, não quero deixar morrer essa cultura", explicou. Atualmente, a Chateau Pianos regula, afina e recupera os instrumentos, mas a partir do segundo semestre de 2010 a fábrica PianoForte estará fazendo a montagem completa e, em dois anos, a perspectiva é de que os instrumentos serão confeccionados por inteiro em Pernambuco.
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A noite de Antônio Meneses
nathaliawicks.pe@dabr.com.br
A noite da quinta-feira tem sotaque francês na 12ª edição do festival Virtuosi, mas nem tanto. Entre a apresentação da pianista francesa Monique Duphil, que interpreta o Concerto para piano e orquestra em sol maior de Ravel, e do violista pernambucano Rafael Altino, que sola a obra Haroldo na Itália, de Berlioz, finalmente sobe ao palco o violoncelista Antônio Meneses em duo com o violinista Mauro Loguercio, apresentando o concerto de Brahms, compositor alemão. A dupla Meneses/Loguercio era esperada na terça-feira e foi substituída por Leonardo Altino com o concerto para cello em lá menor, Op.33 de Saint-Saens, que deveria completar a tríplice francesa apresentada hoje.
![]() Orquestra Virtuosi protagonizou momento mais vibrante da noite de terça-feira. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press |
A primeira obra da noite, o Capriccio espagnol de Rimsky-Korsakov, executado pela orquestra Virtuosi, foi o ponto mais vibrante da noite. Quando o concerto de Brahms foi substituído pelo de Saint-Saens, a noite ficou com um tom tristonho, ainda mais seguido da lânguida Sinfonia nº 9 "Novo Mundo", de Dvorak. Mesmo assim, Leonardo Altino fez uma bela e sofrida interpretação de Saint-Saens, com direito a volta para a execução da 3ª suíte de Bach. O resto do programa correu sem atropelos, fora o calor que fazia no teatro, que acometeu tanto a plateia quanto os músicos no palco, como frisou o maestro Rafael Garcia, e das muriçocas que atormentavam tanto quanto as do Valdemar de Oliveira.
A programação de hoje começa às 17h com o lançamento do CD Universal, seguido da apresentação do Ensemble São Paulo, às 18h, e Slovene Brass Quintet às 19h. Essas apresentações são gratuitas. O concerto das 21h custa R$ 10. Informações: 3363-0138.
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"Houve", Jaffé. "Houve"
De imediato, houve algumas trocas de olhares e mesmo quem corrigisse o simpático mestre de cerimônias.
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Em tempo, Maria Luíza Corker-Nobre enviou-me o registro de todas as homenagens feitas ao marido ao longo deste ano, culminando na de ontem.
Das três cantilenas para violoncelo e piano tocadas por Leonardo Altino e Victor Assuncion, a terceira se sobressaiu em beleza. As três seguem a mesma linha neorromântica do já conhecido Poema III.
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Papai Noel para poucos
E para quem acha que vida de Mamãe Noel é fácil, a primeira tarefa do dia mostrou o contrário. Achar a casa da criança felizarda nas ruas estreitas do Coque, um dos bairros mais pobres da cidade, exigiu a ajuda dos carteiros e mais de meia hora de procura. A residência foi encontrada, mas o pequeno felizardo não. O estudante Ângelo José da Silva, de 6 anos, estava na escola quando a Mamãe Noel chegou. Foi preciso a ajuda do primo do menino, que foi buscá-lo de bicicleta. Na frente da casa simples, sem reboco, vizinhos e curiosos se aglomeravam para ver qual presente a criança tímida iria ganhar. A mãe, a dona de casa Maria Ângela Bandeira, 36, não acreditava no que via. "Jamais imaginava receber a visita de Mamãe Noel aqui em casa", afirmou, emocionada.
Com os olhos brilhando e ansioso para rasgar a embalagem, Ângelo não esperava que ali, dentro daquele pacote, estava um de seus maiores sonhos. Não era brinquedo, nem jogo eletrônico. Era um violino. A paixão pelo instrumento surgiu depois que o irmão mais velho começou a fazer parte daOrquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque há dois anos. "Ele vê o irmão ensaiando e pede para aprender", contou a mãe. "Eu sabia que um dia Papai Noel iria atender meu pedido", disse Ângelo, garantindo que o próximo passo é ingressar na orquestra. "Quando estiver com a idade certa vou aprender e entrar no quartel", planeja. O quartel o qual o menino se refere é o 7º Depósito de Suprimentos do Exército, do Comando da 7ª Região Militar, no Cabanga, onde a orquestra ensaia.
Campanha - A população ainda pode participar do projeto Papai Noel dos Correios adotando uma das 16 mil cartas expostas no hall da Agência Central dos Correios, no Centro do Recife. Os presentes deverão ser entregues até o dia 31 de dezembro. "O ideal seria as pessoas doarem até o fim desta semana, para que os presentes chegassem à casa das crianças antes do Natal", destacou a coordenadora do projeto, Lúcia Moura.
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If on a winter's night
Eu já havia recebido o CD e achado imperdível; o DVD não fica por menos. Pelo contrário, dê uma olhada pra você mesmo conferir no trailer de entrada.
Prestem bem atenção a essas músicas
São apenas duas das 28 músicas de 14 compositores populares brasileiros que Darius Milhaud plagiou em seu balé O boi no telhado (até o próprio título é retirado de umas das músicas).
Vide tudo a respeito aqui (em inglês), caso deseja, e confira logo mais à noite, no concerto das 21h no Teatro Santa Isabel, com a Sinfônica Virtuosi.
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Waldemar e Villa
Na hora do bis, fui o primeiro a pedir Uirapuru, de W. Henrique, mas Abaluiaê e Maracatu, hei de seguir teu passos (também do paraense), a Canção do poeta do séc. XVIII, Abril e Estrela é lua nova (as três, do Villa) cativaram o público.
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Seja dada razão a José Wilker
Quando José Wilker fez recente comentário a respeito no Programa do Jô, teve quem achasse ruim porque um "de fora" falou mal de "nossa casa". Então ajeite-se nossa casa.
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Já se ouvem as conversas de que, sob a direção de D. Leda Alves (que teve de assumir a presidência da Companhia Editora de Pernambuco - Cepe), as providências teriam sido tomadas - concordo.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Dulcineia e Trancoso - Flashes 4 e 5
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Virtuosi traz craques das cordas
O violoncelista Antonio Meneses e o violonista Turíbio Santos fazem parte da grade de programação deste festival
José Teles
teles@jc.com.br
Anunciado para a noite de ontem, na programação da Série Vicente Fittipaldi, do XII Virtuosi, o violoncelista Antonio Meneses, considerado um dos melhores no instrumento na atualidade, teve seu concerto transferido para amanhã, a partir das 21h, no Teatro de Santa Isabel, na noite dedicada às obras francesas. Com o violinista Mauro Loguercio, ele interpretará Concerto para violino e cello em lá menor, Op.102, de Brahms.
Na mesma noite da quinta, a Orquestra Sinfônica Virtuosi, regida pelo Maestro Rafael Garcia, executará peças de Milhaud, Ravel e Berlioz.
A programação de hoje na Série Salão Nobre será aberta, às 17h, pelo Quarteto Raga, com participação da pianista Ana Lúcia Altino. O quarteto é formado pelos músicos Ricardo Amado, spalla da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Adhoniran Reis, membro da Orquestra Sinfônica Brasileira, Gabriel Marin, spalla do naipe de violas, e Alceu Reis, spalla do naipe de violoncelos da mesma OSB. No programa, Mozart e Beethoven. Às 18h tem apresentação da Opus Brasil Ensemble, integrado por Marcelo Barboza (flauta), Éser Meneses (oboé), Luis Eugenio Montanha (clarinete), Fábio Cury (fagote), Luis Garcia (trompa) e Ricardo Ballestero (piano), o grupo interpretará P.Taffanel (Quinteto para instrumentos de sopro), P.Hindmith (Kleine kammermusik op.24 nº2) e F.Poulenc (Sexteto para piano e sopros)
A programação da Série Salão Nobre prossegue às 19h, com Pedacinho de Villa, com um repertório de autores brasileiro, com ênfase para Heitor Villa-Lobos, de quem interpretam, entre outras, Abril (serestas), O pallida Madona, Xangô ou Samba clássico. O trio formado pela mezzo soprano Adriana Clis, o baixo barítono Saulo Javan e o pianista Ricardo Ballestero toca também os paraenses Waldemar Henrique e Jayme Ovalle.
Às 21h, a programação da Série Vicente Fittipaldi terá o Dúnamis Trio, que interpretará Beethoven (trio em mi bemol maior op.1 nº1 cantilenas para cello e piano), Handel-Halvorsen (Passacaglia para violino e cello) e Mendelssohn (Trio em ré menor op.49 scherzo-Finale). Formado por Soh-Hyun Park (violino), Leonardo Altino (cello), Victor Asunción (piano), o trio é radicado em Memphis (EUA).
Dedicado a Villa-Lobos, nos 50 anos da morte do compositor, o XII Virtuosi programou vários concertos em cima da obra do maior autor erudito brasileiro, que na verdade transitou também pelo popular. Não apenas transitou como conviveu com artistas do povo, feito João Pernambuco. O violonista Turíbio Santos vai enfatizar esta faceta de Villa-Lobos, na sexta-feira, ratificando que, dependendo do intérprete, é tênue a linha que separa o erudito do popular. Turíbio Santos abre seu Concerto com Choros nº1, de Villa-Lobos, e fecha com a Suíte nordestina, de Luiz Gonzaga. Entre uma e outra, interpreta Chiquinha Gonzaga, Gaúcho, João Pernambuco (Sons de carrilhões) e Antonio Carlos Jobim (Dindi).
No domingo o XII Virtuosi leva ao Santa Isabel a primeira ópera armorial Dulcinéia e Trancoso, com música de Eli-Eri Moura e texto de W.J.Solha, superprodução encomendada aos dois autores pela produção do Virtuosi. Os ingressos, só para a Série Vicente Fittipaldi, custam R$ 10, no Teatro de Santa Isabel. Outras informações: 33630138
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Evento reúne pianistas no IRB
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Banda Sinfônica em clima de Natal
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Em Afogados da Ingazeira-PE
Viabilizando construir uma Ação Solidária, solicitamos a contribuição de alimentos não perecível ou brinquedos.
ENTRADA NA CANTATA NATALINA
SENHA
01 Kg DE ALIMENTO
OU
01 BRINQUEDO
DATA: 21 de Dezembro de 2009
DIA: Segunda-feira
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Cine Teatro São José
Anotações do Cotidiano
Três meses sem dormir direito
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Dulcineia e Trancoso - Flashes 1 e 3
Pra vocês verem que vale a pena marcar presença.
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[Update: a pedido do compositor, retirei o Flash dois. Coloquei o terceiro.]
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Repórter JC
Quatro mil crianças carentes antecipam o Natal hoje no parque Mirabilândia. Além dos brinquedos, vão ganhar presentes e lanches, ao som da Orquestra Meninos do Coque.
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João Alberto
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Orquestra de muitas vozes
pollyannadiniz.pe@dabr.com.br
As orientações do maestro são dadas geralmente em inglês. Até que alguém o interrompe com uma pergunta em português. A resposta vem logo em seguida misturando português e espanhol. São muitos idiomas mesmo.
![]() Inglês, espanhol, francês e português são línguas que o maestro Rafael Garcia utiliza para conversar com seus músicos, que se apresentam hoje, às 21h, no Teatro de Santa Isabel. Fotos: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press |
A orquestra corria contra o tempo. Quando, aos ouvidos leigos, parecia que tudo estava perfeito, o maestro chileno Rafael Garcia fazia alguma observação. Foram apenas dois ensaios para o concerto que acontece hoje, às 21h, na abertura recifense da 12ª edição do Virtuosi - Festival Internacional de Música de Pernambuco. (Isso porque a abertura oficial aconteceu em Olinda, na Igreja da Sé, no último domingo). Seria muito pouco, se os músicos não fossem tão bons. "Isso só funciona com músicos já bem treinados. E como é um repertório a que estamos acostumados, é mais fácil. O ensaio é só um momento para ajustar as diferentes interpretações", explica o trombonista paraibano Radegundis Feitosa, que já perdeu as contas de quantas vezes participou do festival. "Acho que estou participando há uns oito anos", aposta.
Ao lado do já veterano músico paraibano, o estreante no festival, o chileno Victor Astorga, se concentra na Sinfônia nº 9 em mi menor de Novo mundo, de A. Dvorak. "Há uns dois meses o maestro me ligou, convidando para o festival", explica o chileno, que toca corne inglês (um instrumento de sopro da família do oboé) e é um dos integrantes da Orquestra Sinfônica Brasileira. "Como os músicos são muito bons, não é difícil. Diria que a dificuldade aqui é a acústica do teatro, que não é a ideal", diz.
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No total, a Orquestra Virtuosi reúne 85 músicos, sendo que apenas 40% deles são brasileiros. "Temos músicos da Noruega, Suécia, Dinamarca, Estados Unidos, França", enumera o maestro. "Nós já temos um contato com muitos desses músico de mais de 25 anos, porque trabalhei em Boston, e os filhos que também são músicos, moram no exterior", conta.
Para o maestro, o desafio é criar uma 'mentalidade em função do grupo'. "Como são músicos de todo o mundo, criar essa mentalidade é o mais difícil. Dentro da orquestra não há nenhum solista, embora lá fora todos eles sejam solistas pelo mundo. O que existe aqui é uma orquestra, um grupo", revela Garcia. Falando em solistas, a apresentação de hoje terá a participação de Mauro Loguercio (violino) e de Antonio Meneses (cello).
Salão Nobre - Antes do concerto principal, às 21h, a orquestra Jovem de Pernambuco se apresenta gratuitamente às 17h, no Salão Nobre do teatro. A orquestra será regida por Rafael Garcia e o concerto contará com a participação dos músicos Stig Nilsson e Anders Nilsson (violinos), Nicole Esposito (flautim) e Catalin Rotaru (contrabaixo). Já às 18h, será a vez de Nicole Esposito e Rogério Wolf (flautas) e Victor Asunción (piano). Às 19h, encerrando os concertos no Salão Nobre, sobe ao palco um trio de viola, clarinete e piano formado por Rafael Altino, Leif Arne Pedersen e Ana Lucia Altino.
Teatro de Santa Isabel
(Pça da República, Santo Antônio)
Terça-feira - 15 de dezembro
17h - Orquestra Jovem de Pernambuco
18h - Nicole Esposito & Rogério Wolf, flautas, Victor Asuncion, piano
19h - Trio Viola/ Clarinete/Piano - Leif Arne Pedersen, clarinete; Rafael Altino, viola, Ana Lucia Altino, piano
21h - Orquestra Sinfônica Virtuosi Rafael Garcia, regente; Mauro Loguercio, violino; Antonio Meneses, cello
Quarta-feira - 16 de dezembro
17h - Quarteto Raga: Adhoniran Reis, violino, Gabriel Marin, viola, Alceu Reis, cello, Ana Lucia Altino, piano
18h - Opus Brasil Ensemble: Marcelo Barbosam flauta; Eser Meneses, oboé; Luis Montanha, clarinete; Fábio Cury, fagote; Luiz Garcia, trompa, Ricardo Ballestero, piano
19h - Pedacinho de Villa - Adriana Clis, mezzo-soprano; Saulo Javan, baixo-barítono; Ricardo Ballestero, piano
21h - Dúnamis Trio: Soh-Hyun Park, violino; Leonardo Altino, cello; Victor Aswuncion, piano
Quinta-feira - 17 de dezembro
17h - Lançamento do CD Universal: Radegundis Tavares, trompa & José Henrique Martins, piano; Dennis Luiz, percussão
18h - Ensemble São Paulo: Betina Stegmann, Nelson Rios, violinos; Marcelo Jaffé, viola; Robert Sueholtz, celo
19h - Slovene Brass Quintet: Stanko Arnold, Matej Rihter, trompetes; Bostjan Lipovsek, trompa; Mihael Suler, trombone; Roland Szentpali, tuba
21h - Uma noite francesa - Orquestra Sinfônica Virtuosi: Rafael Garcia, regente; Leonardo Altino, Cello; Rafael Altino, viola
Sexta-feira - 18 de dezembro
11h - Ensaio aberto da Ópera Dulcinéa e Trancoso
17h - Música da Noruega: Stig & Anders Nilsoon, violinos; Victor Asuncion, piano
18h - Turibio Santos, violão
19h - Sonatas para viola & piano: Rafael Altino, viola & Victor Asuncion, piano
21h - Ópera Dulcinéa e Trancoso
Sábado - 19 de dezembro
16h - Ópera Dulcinéa e Trancoso
18h - Antonio Meneses & Amigos (Mauro Loguercio, violino; Rafael Altino, viola; Antonio Meneses, cello, Catalin Rotaru, baixo; Victor Asuncion, piano)
21h - Homenagem a Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Soh-Hyun Park, violino; Leonardo Altino, cello; Monique Duphil, piano (Bachianas Brasileiras Nº 5 Para Soprano e 8 cellos: Gabriella Pace, soprano; Leonardo Altino, Kim Bak Dinitizen, Hrant Parsamian, Alceu Reis, Robert Sueholtz, Lars Hoefs, Daniel Lessa, Jalvanez Guedes, cellos; Dmitri Berlinsky, violino; Orquestra de Câmara do Festival; Rafael Garcia, Regente)
Domingo - 20 de dezembro
17h - Uma tarde na Escandinávia: Christian Lindberg, regente; Dorota Siuda, violino; Ylvali Zilliacus, viola; Christian Lindberg, trombone
19h - Orquestra Sinfônica Virtuosi: Rafael Garcia, regente; Abertura do ano Schumann e Chopin - 200 anos
Serviço
Os concertos agendados de terça a sábado, nos horários das 16h, 17h, 18h e 19h são gratuitos. Os concertos noturnos, no horário das 21h, têm ingresso com preço único de R$ 10. No domingo, entrada franca às 17h e com ingresso para o concerto de encerramento, às 19h. Preço único: R$ 10. Informações: 3363-0138.
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