<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-31986658</atom:id><lastBuildDate>Mon, 23 Nov 2009 04:12:26 +0000</lastBuildDate><title>Audições Brasileiras - blog-clipping</title><description>Blog nascido junto com o primeiro programa de web rádio no mundo dedicado à música erudita nacional, o Audições Brasileiras - A música clássica nacional em seu rádio, e hoje dedicado ao acompanhamento e veiculação de notícias do meio estadual, em particular, e nacional.</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3438</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-6817138495363151654</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 04:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T02:12:26.514-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Jornal do Commercio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caderno C</category><title>Filarmônica</title><description>Publicado em 23.11.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitada e reconhecida, a Orquestra Filarmônica de Berlim é considerada uma das melhores do mundo. Hoje, a trajetória da instituição é tema de A história da filarmônica de Berlim, documentário que vai ao ar no Eurochannel, às 21h. O filme conta toda a história da orquestra, desde a fundação, em 1882.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-6817138495363151654?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/filarmonica.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-604058350813588469</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T02:10:12.341-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Jornal do Commercio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caderno C</category><title>Dia a Dia</title><description>João Targino promove pela Orquestra Cidadã Meninos do Coque um mutirão natalino para entrega de 500 mil brinquedos a crianças de 1.200 escolas públicas. Será entre os dias 14 e 18 de dezembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-604058350813588469?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/dia-dia_23.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-3434874200082211773</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 04:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T02:01:56.366-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Diário de Pernambuco</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Viver</category><title>Sopros na Basílica do Carmo</title><description>&lt;!--# GFO INICIO TEXTO GFO #--&gt; O Circuito de Música BNDES Música Brasilis traz ao Recife o quinteto Art Metal, formado por trompetes, trompa, trombone e tuba, para concerto hoje, às 19h, na Basílica do Carmo. O grupo se apresentou recentemente na cidade na programação da Mimo. No repertório, Camargo Guarnieri, Sigismund Neukomm, Anacleto de Medeiros, Heitor Villa-Lobos, Osvaldo Lacerda, Zulmira Canavarros e Pixinguinha. Entrada franca.&lt;!--# GFO FIM TEXTO GFO #--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-3434874200082211773?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/sopros-na-basilica-do-carmo.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-6177640981323883049</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T22:04:56.413-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Ecletismo dá o tom do penúltimo concerto da Banda Sinfônica em 2009</title><description>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Richard Wagner e George Gershwin estão no repertório da apresentação desta quarta-feira (25/11), que também divulga a vencedora do Concurso de Música Carnavalesca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O ecletismo, que junto com a pernambucanidade e a contemporaneidade é uma das características do grupo, dá o tom do VIII Concerto Oficial da Banda Sinfônica da Cidade do Recife – Temporada 2009, às 20h desta quarta-feira (25/11), no Teatro do Parque, com entrada franca.&lt;br /&gt;            Com regência do maestro Nenéu Liberalquino, a penúltima apresentação da Banda Sinfônica este ano começa com Gershwin Sinfônico, coletânea de algumas das principais obras do compositor George Gershwin, considerado um revolucionário da música popular norte-americana.  São elas: Rhapsody in Blue, An American in Paris e Cuban Overture.&lt;br /&gt;            Outra antologia musical do repertório é Lumière-Cine-Som, com obras de vários autores, focalizando clássicos do cinema, como Moulin Rouge, A Condessa de Hong Kong e A Volta ao Mundo em 80 dias.&lt;br /&gt;            A música da Alemanha se faz presente no concerto através de Trauersinfonie, de Richard Wagner, baseada em temas de Euryanthe, de Carl M. von Weber, o “pai da ópera alemã”.&lt;br /&gt;            A produção musical brasileira, em diferentes vertentes, está representada na apresentação da Banda Sinfônica por Dança Brasileira, de Camargo Guarnieri; Prelúdio, de Villani-Cortes; e Baião de Lacan, de Guinga e Aldir Blanc.&lt;br /&gt;            Um momento bem pernambucano do concerto se dá com a apresentação do maracatu vencedor da mais recente edição do Concurso de Música Pernambucana Carnavalesca Pernambucana, organizado pela Prefeitura do Recife. Intitulado Abissal sou eu, o maracatu, composto por Alcidésio Santana, terá participação especial do cantor Abissal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aberto ao público  &lt;br /&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;(3232.1554 – sede da Banda Sinfônica)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-6177640981323883049?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/ecletismo-da-o-tom-do-penultimo.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-1911723985385541787</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 04:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T02:55:42.443-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Jornal do Commercio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Capa Dois</category><title>Repórter JC</title><description>ART METAL E A MÚSICA BRASILIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Circuito BNDES Música Brasilis continua amanhã no Recife com o quinteto de sopro Art Metal, na Basílica do Carmo, às 19h. Traz músicas de Villa-Lobos, Guarnieri e Pixinguinha, entre outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-1911723985385541787?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/reporter-jc_22.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-4091872527594430760</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T02:32:33.230-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Programa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Folha de Pernambuco</category><title>Foco</title><description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Som&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois da estréia, quinta-feira, com o duo holandês de flauta e cravo Wilbert Hazelzet e Jacques Ogg, o Circuito BNDES Musica Brasilis fará mais dois concertos no Recife. Nesta segunda-feira, na basílica do Carmo, apresenta o Art Metal Quinteto, do Rio de Janeiro. Na quinta-feira, leva para a igreja das Fronteiras o pernambucano Alegretto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-4091872527594430760?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/foco_22.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-65455282020242848</guid><pubDate>Sat, 21 Nov 2009 04:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-21T02:14:09.930-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Jornal do Commercio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caderno C</category><title>Recital de música francesa</title><description>Publicado em 21.11.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado pelo Ano da França no Brasil, o Madrigal Marlos Nobre, da Unicap, formado com um coro de 27 vozes, faz hoje um recital de melodias e árias francesas, às 19h30, na Aliança Francesa do Recife. No programa, músicas de Debussy e Fauré e trechos das óperas Sansão e Dalila de Camille Saint Saëns e Faust de Gounod, com regência de Lindbergh Pires e acompanhamento pelo pianista Alison Queiroz. Rua Amaro Bezerra, 466, Derby. Aberto ao público.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-65455282020242848?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/recital-de-musica-francesa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-2809124176855264371</guid><pubDate>Sat, 21 Nov 2009 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-21T02:13:12.034-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Diário de Pernambuco</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Viver</category><title>João Alberto</title><description>&lt;strong&gt;França &lt;/strong&gt;- O Madrigal Marlos Nobre, da Unicap, apresenta hoje, às 19h30, recital de melodias e árias francesas, no auditório André Malraux da Aliança Francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A pianista&lt;/strong&gt; Elyanna Caldas Varejão faz concerto amanhã, no Teatro José de Alencar de Fortaleza, com a Orquestra Sinfônica do Ceará, em evento em memória de Jacques Klein.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-2809124176855264371?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/joao-alberto_21.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-7297674493543229355</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 05:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T04:37:32.021-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Comentário pessoal</category><title>Muita coisa tem chegado</title><description>Desde a reformulação editorial da Continente, iniciada na prática em novembro de 2008 e culminada com a edição n° 100 em abril último, quase não tenho escrito mais resenhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...por três motivos: elas ficaram a cargo do pessoal da redação (colaboradores, feito eu, desde então só são remunerados pelas matérias); a música clássica deixou de ter o espaço que tinha (uma página inteira todo mês); e porque iniciei meu mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que os CDs, livros e DVDs continuam vindo, mesmo que menor quantidade. Por isso, estou pensando em [e torcendo que apareça] uma solução pro caso, até porque não tem outro jornalista na Continente [nem em Pernambuco, no momento] que dê conta de música clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá vou fazendo divulgação aqui no blog e preparando uma ou duas resenhas a cada dois meses pra revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam as coisas boas que recebi da semana passada pra cá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da Fundação Padre Anchieta, de São Paulo, a revista Mbaraka, dedicada somente à música e à dança eruditas, cujo editor chefe é João Marcos Coelho, célebre crítico de música clássica do Estadão. A impressão de luxo e o conteúdo inigualável são de dar esperança a quem sonha com uma imprensa cultural de primeira grandeza no Brasil. Agradeço ao Leonardo Martinelli, da revista Concerto, que solicitou o envio do exemplar para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da série Folha Explica, da Publifolha, recebi o livro Villa-Lobos, de Fábio Zanon. O violonista conseguiu a proeza de abarcar a vida e a obra do Villa em apenas cem páginas com uma concisão jornalística altamente eficiente ante a análise crítica que ele faz parágrafo a parágrafo, com a isenção de um historiador e sem se desviar para tentadoras divagações (já a Mbaraka traz um dossiê sobre Villa-Lobos que, somado às matérias saídas na Continente e no Estadão, vêm finalmente a arejar as discussões e a representação da imagem do compositor fixadas no senso comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da Universal Music, através da assessora de imprensa conterrânea minha Kélita Myra, recebi o primeiro DVD da cantora de jazz norte-americana Madeleine Peyroux. Aprecio jazz como mero ouvinte e Peyroux virou uma de minhas cantoras [de jazz] favoritas desde a primeira vez que a ouvi. Nesse DVD fica difícil apontar uma música que se destaque - prefiro citar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Vie en Rose&lt;/span&gt;, que encerra o show, num francês impecável (língua dos pais dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kélita também me mandou o novo CD de Sting, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;If on a winter song&lt;/span&gt;. Posso dizer que o cantor inglês não mudou da água pro vinho, porque ele já era vinho, apenas passou a ser um "reservado" de safra mais valorizada. É um dos poucos artistas fora da música erudita que escuto com toda a atenção e do qual não desgosto um pouco sequer, em nenhuma de suas fases criativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De Ivo Aurélio, estudante de música da UFPE e aluno meu na cadeira de Crítica Musical, recebi o CD Pele da Alma, do guitarrista Fred Andrade. Não conhecia aqui em Pernambuco, dentre os músicos da geração atual, um guitarrista tão versátil e competente, não só como intérprete, mas - principalmente - como compositor. Os próprios colegas guitarristas de Fred Andrade, pelo que andei sondando, têm tirado o chapéu pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da Algol Editora, de São Paulo, recebi o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Franz Liszt - O cigano visionário&lt;/span&gt;, de Lauro Machado Coelho - Papa da crítica operística brasileira que agora está se dedicando a biografias (recentemente ele também lançou uma sobre Berlioz, salvo engano meu). No dia em que a Algol não publicar um livro interessante e denso, ela muda de nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso que listei aqui é digno de uma matéria ou ao menos uma resenha de destaque. Fica aqui minha recomendação aos diletos frequentadores deste blog (cerca de 4 mil por mês, de todo o Brasil).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-7297674493543229355?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/muita-coisa-tem-chegado.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-6492566172727660009</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 04:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T02:19:27.531-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Divirta-se</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Diário de Pernambuco</category><title>Árias francesas em recital</title><description>&lt;!--# GFO FIM OLHOASSINA GFO #--&gt;                                                  &lt;!--# GFO INICIO TEXTO GFO #--&gt; As celebrações em torno do Ano da França no Brasil serviram de inspiração para o Madrigal Marlos Nobre, da Universidade Católica de Pernambuco, formado por 27 vozes, organizar um recital de melodias e árias francesas. As obras serão executadas em solo, coro e duetos e o repertório contempla Debussy, Gounod e Fauré e trechos da ópera Sansão e Dalila, de Camille Saint Saëns. O recital terá regência do maestro Lindbergh Pires e as músicas serão acompanhadas pelo pianista Alison Queiroz. O recital tem entrada franca e acontece a partir das 19h, no auditório da Aliança Francesa do Derby, Informações: 3202.6262.&lt;!--# GFO FIM TEXTO GFO #--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-6492566172727660009?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/arias-francesas-em-recital.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-4557630631423857532</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 04:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T02:17:25.015-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Diário de Pernambuco</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Viver</category><title>Musica Brasilis na Madre de Deus</title><description>&lt;!--# GFO FIM OLHOASSINA GFO #--&gt;                                                  &lt;!--# GFO INICIO TEXTO GFO #--&gt; Os holandeses Wilbert Hazelzet (flauta) e Jacques Ogg (cravo) foram as grandes atrações do primeiro concerto do Circuito BNDES Musica Brasilis, realizado ontem na Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. A dupla apresentou composições de Focking, Leclair e Bach. As peças escolhidas pelo duo fazem alusão à ocupação holandesa no Brasil. Os próximos concertos do Circuito no Recife acontecem na próxima segunda-feira, na Basílica do Carmo, com o Art Metal Quinteto e na próxima quinta-feira na Igreja das Fronteiras&lt;!--# GFO FIM TEXTO GFO #--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-4557630631423857532?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/musica-brasilis-na-madre-de-deus.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-7419027362865109605</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 21:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-19T19:43:43.512-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Nona Sinfonia de Beethoven‏, no Rio, dia 27</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwW63zgvxlI/AAAAAAAABKg/h6dy6AG62eQ/s1600/Nona.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwW63zgvxlI/AAAAAAAABKg/h6dy6AG62eQ/s400/Nona.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405932395611276882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-7419027362865109605?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/nona-sinfonia-de-beethoven-no-rio-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwW63zgvxlI/AAAAAAAABKg/h6dy6AG62eQ/s72-c/Nona.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-5968663421738059422</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-19T15:50:20.273-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Eleição da nova Diretoria da Academia Brasileira de Música</title><description>&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por unanimidade, foi  eleita, em 19 de novembro do corrente, a diretoria da Academia Brasileira de  Música para o biênio 2010/2011, composta por:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Turibio  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Santos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;-  Presidente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Roberto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Duarte  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-  Vice-presidente&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Flavio Silva &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;- 1&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;º Secretário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vasco Mariz &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- 2º &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Secretário&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Ricardo&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt; Tacuchian &lt;/b&gt;- 1º  Tesoureiro&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Ernani Aguiar &lt;/b&gt;- 2º  Tesoureiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;" class="ecxMsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Rio  de Janeiro, 19 de novembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;" class="ecxMsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Academia Brasileira  de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;  Música&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-5968663421738059422?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/eleicao-da-nova-diretoria-da-academia.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-5543593326905057175</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-19T15:25:32.520-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Cia. Bachiana Brasileira convida para o Festival Villa-Lobos</title><description>&lt;div&gt;Prezado Amigo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;informamos que nesta sexta-feira, dia 20/11, o Mo. Ricardo Rocha será o regente convidado da Orquestra Petrobras Sinfônica para o Festival Villa-Lobos, na Sala Cecília Meireles, cujo a pianista será Sonia Rubunsky.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Serão apresentadas as seguintes obras.&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ricardo Tacuchian - Biguás&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Villa-Lobos - Bachianas n.2&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Ravel - Concerto em Sol&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Gershwin - Um americano em Paris&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Os ingressos estão a venda na Sala Cecília Meireles.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segue arquivo de imagem com mais informações.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt; Agradecemos desde já a sua presença e divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Paula Brites&lt;br /&gt;Secretária&lt;br /&gt;Cia. Bachiana Brasileira&lt;br /&gt;(21) 2245-0058&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bachiana.com.br/" target="_blank"&gt;www.bachiana.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-5543593326905057175?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/cia-bachiana-brasileira-convida-para-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-5660584027344612737</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 00:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T22:55:53.293-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Convite Café de Advento‏ - em Curitiba</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwSXKGTSlJI/AAAAAAAABKY/THIiSXeF-Yc/s1600/convite_email.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwSXKGTSlJI/AAAAAAAABKY/THIiSXeF-Yc/s400/convite_email.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405611652497446034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-5660584027344612737?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/convite-cafe-de-advento-em-curitiba.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwSXKGTSlJI/AAAAAAAABKY/THIiSXeF-Yc/s72-c/convite_email.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-3415797231777668505</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T16:49:01.472-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Duo Lovelock-Santos (flauta e violão) em Sta. Teresa, no Rio</title><description>Caros amigos,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Venho convida-los para o recital do Duo Lovelock-Santos, flauta e violão, a ser realizado no próximo sábado dia 21.11.2009 as 11:00h no Museu Parque das Ruínas em Santa Teresa. O concerto é parte da programação do I Festival de Flauta, Oboé e Fagote dentro da série Música no Museu. O Duo é formado pelo flautista britânico Michael Lovelock e pelo violonista pernambucano Jorge Santos. No programa obras originais para a formação, além de arranjos e peças solos. Detalhes abaixo e no flyer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aguardo todos lá!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dear Friends,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I come here to invite you all for Duo Lovelock-Santos' concert that will be performed next sartuday, november 21st 2009, at 11:00 am  at Museu Parque das Ruínas, Santa Teresa, in Rio de Janeiro.  The concert is part of the ' I Flute, Basson and Oboe Festival'  organized by Música no Museu serie. The Duo is formed by the british flutist Michael Lovelock and classical guitarist Jorge Santos. On the program works by J. Rodrigo, Villa-Lobos, Piazzolla, Faure, Ibert, in pieces originally written for flute and guitar duo and some arrangements. For further informations, see below or on flyer attached.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hope see you there!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Série Música no Museu apresenta&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I Festival de Flauta, Obóe e Fagote&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Duo Lovelock-Santos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Michael Lovelock, Flauta&lt;br /&gt;Jorge Santos, violão&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Data: Sábado, 21.11.2009 as 11:30h.&lt;br /&gt;Local: Museu Parque das Ruínas, Rua Murtinho Nobre, 169, Sta. Tereza, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Entrada Franca&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Programa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel Faure                                  - Morceau de Concours&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacque Ibert                                    -  Entr’ Acte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        -  Piéce (flauta solo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F. Poulenc                                     - Sarabande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H. Villa- Lobos                                -  Distribuição das Flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        -   Bachiana No 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Mignone                            - Estudo No 6 (violão solo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Rodrigo                              - Serenata al Alba de dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Andante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.      Allegro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                         - Fandango (violão solo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. Piazzolla                                    - Café 1930&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        - Bordel 1900&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;br /&gt;Jorge Santos&lt;br /&gt;Rio de Janeiro/RJ&lt;br /&gt;[055] 21 - 7548 7604&lt;br /&gt;www.myspace.com/duolachrimae&lt;br /&gt;www.myspace.com/giselediniz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-3415797231777668505?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/duo-lovelock-santos-flauta-e-violao-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-6485442069180697625</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T10:03:37.376-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Circuito BNDES Música Brasilis - divulgação concertos de Recife‏</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwPifxx4WrI/AAAAAAAABKQ/QCmL2gxK8UY/s1600/Circuito+BNDES+-+concertos+Recife.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 154px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwPifxx4WrI/AAAAAAAABKQ/QCmL2gxK8UY/s400/Circuito+BNDES+-+concertos+Recife.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405413013341100722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-6485442069180697625?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/circuito-bndes-musica-brasilis.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwPifxx4WrI/AAAAAAAABKQ/QCmL2gxK8UY/s72-c/Circuito+BNDES+-+concertos+Recife.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-3481917190896529529</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 18:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T16:31:39.019-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Série Brasiliana 2009 - 24 de novembro</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwLr-k1aeyI/AAAAAAAABKI/qFLNZy64QCU/s1600/brasiliananovembro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwLr-k1aeyI/AAAAAAAABKI/qFLNZy64QCU/s400/brasiliananovembro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405141963070143266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-3481917190896529529?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/serie-brasiliana-2009-24-de-novembro.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zUEPunW8UCA/SwLr-k1aeyI/AAAAAAAABKI/qFLNZy64QCU/s72-c/brasiliananovembro.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-1575718890000184667</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 17:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T16:58:02.680-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>UOL</category><title>Brasil lembra com música os 50 anos de morte de Heitor Villa-Lobos</title><description>&lt;div id="selo"&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/"&gt;&lt;img src="http://n.i.uol.com.br/efe.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;                                       &lt;!--/titulo--&gt;                &lt;div class="modfoto center modulos grande"&gt;       &lt;div class="conteudo"&gt;        &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;img alt="AFP" title="AFP" src="http://m.i.uol.com.br/musica/2009/11/17/o-compositor-brasileiro-heitor-villa-lobos-em-concerto-em-paris-1258483202501_615x300.jpg" class="imagem" border="0" width="560" /&gt;          &lt;p&gt;O compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos em concerto em Paris&lt;/p&gt;          &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;                        &lt;ul class="mais"&gt;&lt;li&gt;&lt;img alt="" src="http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif" class="icone" border="0" /&gt;&lt;a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=metropolis--festival-de-inverno-de-campos-do-jordao-04023270C4C17346&amp;amp;mediaId=278182" class="mais" target="_blank"&gt;FESTIVAL FAZ HOMENAGEM&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;img alt="" src="http://img.uol.com.br/ico_ouvir.gif" class="icone" border="0" /&gt;&lt;a href="http://www.radio.uol.com.br/artista/heitor-villa-lobos/2918?action=play" class="mais" target="_blank"&gt;OUÇA NA RÁDIO UOL&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;img alt="" src="http://img.uol.com.br/ico_ler.gif" class="icone" border="0" /&gt;&lt;a href="http://guia.uol.com.br/concertosedanca/ult10046u653284.shtml" class="mais" target="_blank"&gt;TRIBUTOS À VILLA-LOBOS&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;               &lt;/div&gt;      &lt;/div&gt;            &lt;p&gt;Rio de Janeiro - Os 50 anos da morte do compositor Heitor Villa-Lobos, o principal representante nacional da música clássica, estão sendo celebrados nesta terça-feira (17) no Brasil, com uma programação que inclui concertos de quase todas as orquestras sinfônicas e filarmônicas do país.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesta terça à noite será realizada a maior homenagem, com o concerto "Cinqüentenário de Heitor Villa-Lobos" pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional no Museu da República em Brasília. A apresentação vai misturar interpretações de obras do compositor com imagens e vídeos dos 50 anos de Brasília, data que começará a ser comemorada no início de 2010.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na programação estão previstas três das "Bachianas Brasileiras", como são conhecidas as principais obras do artista que também é considerado o principal compositor da música clássica de todo América Latina. O concerto desta noite em Brasília será repetido nos próximos dias no Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Manaus.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outra orquestra com vários concertos programados em homenagem ao compositor é a Filarmônica de Minas Gerais, que inclui em seu programa o difícil "Uirapuru", uma das obras mais famosas do brasileiro, dedicada ao pássaro amazônico de nome homônimo e na qual demonstrou sua capacidade de integrar música clássica à popular.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Villa-Lobos em Paris&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Heitor Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887 no Rio de Janeiro e morreu na mesma cidade em 17 de novembro de 1959, aos 72 anos. Ele revolucionou a música clássica brasileira ao incluir canções folclóricas, populares e indígenas no seu repertório, inspirações que surgiram a partir de uma viagem de mais de dois anos pelo interior do país em sua juventude.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na década de 1920, apoiado pelo pianista polonês Arthur Rubinstein, viajou a Paris para continuar os estudos musicais na França, onde conheceu os principais artistas da época como o pintor espanhol Pablo Picasso. Villa-Lobos, autor de pelo menos 1,2 mil peças, várias ainda inéditas, foi uma figura importante na renovação cultural brasileira na Semana de Arte Moderna de 1922.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As homenagens ao cinqüentenário da morte do autor de "O Trenzinho do Caipira (Bachiana Brasileiras nº2)" também se estenderão à universidade da Sorbonne, em Paris, em onde em dezembro próximo será realizado um seminário para lembrar a obra do músico que também viveu na capital francesa e compôs obras até para espetáculos da Broadway.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As comemorações começaram há duas semanas com a inauguração do tradicional Festival Villa-Lobos, o evento mais importante da música clássica no Rio de Janeiro e que neste ano chegou a sua 47ª edição. Neste ano, o festival incluiu a apresentação de 17 quartetos de cordas do compositor que, pela primeira vez, são executados totalmente no Brasil, já que eram mais conhecidos no exterior.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O evento ainda programou a exibição de filmes com trilha sonora de Villa-Lobos, como "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Terra em Transe" e "Idade da Terra", do já falecido diretor Glauber Rocha. As homenagens continuarão até a próxima sexta-feira (20), com a apresentação da Orquestra Petrobras Sinfônica, que interpretará a inédita "Biguas", uma obra de Ricardo Tacuchian em homenagem a Villa-Lobos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-1575718890000184667?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/brasil-lembra-com-musica-os-50-anos-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-4649458026269641791</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T12:54:48.113-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>E-mail dirigido ao blog</category><title>Cancelamento do Recital Tenara Gádara</title><description>Caros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos informar que por motivo de saúde, o Recital da Harpista Tenara Gádara, agendado para hoje 17.11 foi cancelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos a compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UPRO-CPM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-4649458026269641791?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/cancelamento-do-recital-tenara-gadara.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-9194165292603977326</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 08:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T02:55:32.005-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Comentário pessoal</category><title>Salve, Villa</title><description>Há exatos 50 anos, Villa-Lobos partia para outro plano de existência, deixando um legado de centenas de obras e um trabalho em prol da educação musical brasileira ainda não igualado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país com tanto músicos de calibre como Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Pixinguinha e um generoso et cetera, eles não discordariam se lembrássemos do papel que o Villa teve como predecessor deles todos, aqui em sua terra e no resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música de Villa-Lobos pode ter sido um pouco esquecida pela maioria de seus conterrâneos, mas, ao menos hoje, que lhe seja feita justiça, pois todos os principais jornais e revistas do país se lembraram dele e prestaram uma indireta contribuição para que se saiba quem foi que criou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O trenzinho do caipira&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado postei um texto que preparei para o Virtuosi 2009. Pois um dos membros do blog &lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/"&gt;PQP Bach&lt;/a&gt;, o melhor do Brasil para se encontrar discos raros de música clássica, copiou o texto e o divulgou, dando-me os créditos. São poucas linhas em que resumo tudo o que o Villa fez pela música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para lembrar de outros nomes que, espero, venham a ser reconhecidos não como compositores de música erudita, mas de música brasileira: Camargo Guarnieri, César Guerra-Peixe, José Siqueira, Radamés Gnatalli, Claudio Santoro, Franscisco Mignone, Alberto Nepomuceno, Henrique Oswald...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-9194165292603977326?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/salve-villa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-8576409064375953076</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 08:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T02:56:26.405-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Continente</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Comentário pessoal</category><title>Matéria sobre o Villa para a Continente</title><description>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pela primeira vez, por motivo justo, liberarei aqui no blog - na íntegra - uma matéria minha para Continente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Criador que foi além da estética nacionalista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morto há 50 anos, compositor erudito brasileiro de maior projeção internacional construiu uma obra universal a partir da transfiguração e reelaboração de elementos do folclore e da música popular do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEXTO Carlos Eduardo Amaral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, quarenta anos antes de Villa-Lobos falecer, Arthur Rubinstein (1887-1982) visitara o Rio de Janeiro e bem se impressionara com a turbulência criativa do genioso compositor, recomendando-lhe que fosse morar em Paris. Cerca de uma década mais tarde, bancado pelos irmãos Arnaldo e Carlos Guinle, o carioca nascido nas Laranjeiras havia seguido o conselho do pianista polonês e se tornado sinônimo de música clássica brasileira nas salas de concerto e nos círculos intelectuais europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra década e meia adiante, Villa-Lobos consolidara seu plano de educação musical no Brasil, sob os auspícios do Estado Novo, e passara a ser uma figura cult constante nos Estados Unidos, mesmo sem falar inglês. Desde então, tamanho foi o sucesso do músico em ambos os lados do Atlântico, temperado por uma personalidade geradora de um vasto memorial de mitos, anedotas e conquistas, que nenhum outro compositor tupiniquim logrou residir no imaginário dos fãs da música erudita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se a obra villalobiana construiu, com efeito, uma identidade nacional musical (ou se ela, em vez disso, chegou na frente para ocupar um topos brasileiro na música clássica), esse processo se deu através de fórmulas de assimilação bastante diversas, conforme exemplificado ao tomarmos um breve cânone de oito peças, que pode ser aceito com mínimas reservas: O trenzinho do caipira, da segunda Bachianas Brasileiras, a Cantilena, da quinta, e o Prelúdio, da quarta; os Choros de número 1, 6 e 10; a Melodia sentimental, de A floresta do Amazonas, e a Valsa da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se aí, de trás pra frente, uma amostra do repertório para piano solo, uma canção, uma peça coral-sinfônica, uma orquestral, uma para violão solo, uma para cordas, uma para voz solista e conjunto de câmara e a última para orquestra de câmara. Além de nenhuma semelhança na instrumentação, na estruturação e na duração (aspectos meramente formais), não há uma linha estética comum sequer a duas delas – e no caso particular dessas oito, não se observa grande equivalência estilística com outras no catálogo de Villa-Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpus em questão abarca desde a incorporação direta da seresta (Melodia sentimental) e do chorinho (Choros n° 1) até a diluição de ambos em uma roupagem neobarroca (Cantilena) e romântica (Prelúdio) bem como a utilização desses gêneros dentro de uma linguagem orquestral próxima a dos franceses (Choros n° 6) e de Stravinsky (primeira parte do Choros n° 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto comum a todas essas peças está em um sentimentalismo melódico típico brasileiro – observado, por exemplo, em Pixinguinha e Anacleto de Medeiros – que se amoldou ainda, sem prejuízos, à escrita pianística francesa (Valsa da dor) e a experimentações timbrísticas derivadas do futurismo (O trenzinho do caipira). Está também na ausência de marcas fortes do realismo socialista que tanto impregnou a música clássica brasileira desde a década de 40 e remodelou as concepções estéticas musicais nacionalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contendas nacionalistas – &lt;/span&gt;O embate entre correntes que assimilavam tendências estrangeiras e as que defendiam manifestações “genuinamente nacionais” agitou a música popular brasileira dentro de um espaço de doze anos, de 1958 a 1970, especialmente através de quatro movimentos artísticos: da Jovem Guarda, num extremo dessa polarização, ao Armorial (que englobava também a música erudita) noutro, tendo a Bossa Nova e o Tropicalismo como meios-termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apologia ao “nacional” contava com ferrenhos expoentes de orientação esquerdista (como também muitos dos opositores), a exemplo de José Ramos Tinhorão e Ariano Suassuna, e que, em maior ou menor grau, beberam em Mario de Andrade. Sem o escritor paulista – quem, por sinal, primeiro disseminou no país as orientações estéticas musicais do realismo socialista, mescladas às suas pessoais – as divergências estéticas talvez tivessem demorado mais a se revestir de conotações políticas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Mario de Andrade, pela atuação como professor de música e estética, as celeumas que atiçaram a música popular nos anos 50 e 60 reverberaram primeiro na música clássica, nos anos 30. Ele preconizou, no Ensaio sobre a música brasileira (1928), que os compositores deveriam atingir um estágio de inconsciência nacional – quer dizer, um encontro com uma “brasilidade essencial” – depois de aproveitarem temas folclóricos em suas obras (estágio de tese nacional) e elaborarem melodias próprias orientados por um tino folclórico (sentimento nacional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Villa-Lobos partiu do folclore ao conceber diversas suas composições, mas não visava necessariamente a algo como tal “inconsciência nacional”. Às vezes, a brasilidade era uma ponte para o que o compositor considerava universal. Segundo relatado pelo musicólogo Adhemar Nóbrega em 1970, Villa-Lobos discernia suas obras entre as que tinham influência folclórica direta ou indireta, as que apresentavam “transfiguração folclórica”, algumas impregnadas por um “ambiente bachiano”, e as que representavam “pleno domínio do universalismo”, ou seja, sem (ou quase sem) resquícios nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compositores mais novos que Villa-Lobos e que conheceram Mario de Andrade ou o leram (Claudio Santoro, César Guerra-Peixe, José Siqueira e Camargo Guarnieri, entre outros) aderiram à teleologia nacionalista andradiana nos fins dos anos 40 – Santoro e Guerra-Peixe com mais virulência, depois de abraçarem e rejeitarem o serialismo, a mais significativa influência estrangeira de então; Camargo Guarnieri e Siqueira, por um natural processo de maturação começado vinte anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diretrizes jdanovistas – &lt;/span&gt;Para chegar àquela teleologia, a “inconsciência nacional”, os compositores “andradianos” guiaram-se na década de 50 pelas diretrizes realistas socialistas, cujo principal mandamento era “escapar ao extremo subjetivismo e exprimir os sentimentos e altas concepções progressistas das massas populares” protegendo a cultura nacional das “falsas tendências cosmopolitas”, como o serialismo. Esse preceito, descontada a demagogia patente, era caro a Villa-Lobos desde os anos 20 e 30 sem que ele tivesse ouvido falar de Andrei Jdanov (1896-1948), o temível controlador das artes no stalinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fato não diz nada em si, posto que o nacionalismo nas Américas veio importado da Europa, sem componentes de unificação política (vide Itália e Alemanha) ou de libertação imperialista (Boêmia ou Finlândia). O nacionalismo americano desejava sobretudo dar feições estilísticas à música erudita aprendida dos grandes centros europeus (objetivo da Espanha e da Inglaterra já no Romantismo) e nesse ponto recorreu à mesma estratégia de lá: beber na música folclórica e na língua pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema número um do jdanovismo estava na submissão às determinações estatais, dentro da União Soviética, que escondiam o gosto pessoal de Jdanov e Stálin e implicavam em censura oficial a quem se desviasse delas. Se houve intuitos nobres, tal qual a educação musical em larga escala (abraçado por Villa-Lobos, mas também antes do jdanovismo), é certo que o realismo socialista na música não tardou a caducar e já havia se tornado démodé no início da Guerra Fria, no Brasil e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1945 pra frente, Villa-Lobos triangulava por Rio, Paris e, principalmente, Nova Iorque, tinha regido e gravado suas obras mais importantes e escrevia dentro de uma linguagem mais universalista, por vezes neo-romântica, onde os elementos nacionais se apaziguaram mas não desapareceram por completo – e Arthur Rubinstein continuava a tocar a Prole do bebê n° 1 (1918), simbolicamente lembrando que o compositor dessa obra chegara na França, em 1923, deixando bem claro: “Vim aqui para ensinar, não para aprender”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-8576409064375953076?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/materia-sobre-o-villa-para-continente.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-3875736680295698303</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 05:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T03:03:56.868-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Estadão</category><title>Artistas comentam a obra de Heitor Villa-Lobos</title><description>&lt;div id="c"&gt;50 anos após a morte do compositor, músicos, maestros e compositores avaliam seu trabalho  &lt;/div&gt; &lt;div class="grupoC2"&gt;     &lt;p class="fonte"&gt;                     João Luiz Sampaio, de O Estado de S. Paulo - SÃO PAULO     &lt;/p&gt;     &lt;p class="tmTexto" id="ctrl_texto"&gt;&lt;span style="color: rgb(21, 94, 145);" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;script&gt;Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")&lt;/script&gt; &lt;/div&gt;  SÃO PAULO - Leia opiniões de vários artistas sobre a obra de um dos nossos maiores compositores, ao se aproximar a data do cinquentenário de sua morte: Heitor Villa-Lobos morreu aos 72 anos no dia 17 de novembro, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Temos depurado nossa percepção do cidadão Villa-Lobos e a obra tem conquistado crescente autonomia pelo seu valor artístico intrínseco. Nos últimos anos tivemos inúmeras publicações, nacionais e internacionais - não raro pesquisas de pós-graduação universitárias - que tem nos possibilitado reler fatos, relacionamentos e também a trajetória artística do compositor através de um olhar mais meticuloso, científico, distanciado da passionalidade que envolveu tanto a vida quanto a criação do próprio mito Heitor Villa-Lobos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O passado se distancia e só pode ser visto com os olhos do presente. Especialmente na última década tivemos avanços relevantes na qualidade da performance musical nacional, o que, indubitavelmente, tem apurado a acuidade técnica e, por vezes o gosto estético, em nosso convívio musical. Esse gradiente de qualidade, presente no exterior, foi desejado e mencionado por Villa-Lobos quando voltou de suas duas viagens a Paris na década de 20. Portanto, quando celebramos 50 anos de sua morte, finalmente começamos a desfrutar da sua obra com mais independência das discussões em torno de posicionamentos questionáveis do compositor em vida. Tanto Benjamin quanto Adorno, entre outros, já nos propuseram reflexões a respeito desse assunto. Portanto, já é hora da obra de Heitor Villa-Lobos falar por si própria. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depoimentos recentes de vários compositores ligados à Segunda Escola de Viena - que nos anos 60 e 70 se opuseram ao nacionalismo musical - expressam em suas reavaliações aspectos positivos sobre a produção villalobiana, destacando mérito e valor composicional à mesma. Nesse momento em que as diretrizes de implantação da disciplina Música nas escolas regulares de todo o país é discutida, a experiência implementada por Villa-Lobos nos anos 30 torna-se referencial, enquanto registro daquela época. Resta-nos saber decodificar o momento sócio-cultural em que vivemos. Concluindo, entendo que ao celebrar esses 50 anos devemos, sobretudo, voltar nossa atenção não só ao compositor brasileiro Villa-Lobos, mas também aos compositores nacionais vivos, responsáveis pelo presente e futuro da música brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gil Jardim, maestro, autor de "O Estilo Antropofágico de Villa-Lobos"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Villa-Lobos foi o compositor que melhor descreveu e revelou musicalmente a beleza e grandeza do Brasil e dos brasileiros. Hoje ele é ainda mais respeitado e reconhecido como sendo um dos mais autênticos e criativos artistas do século 20."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Roberto Minczuk, maestro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Os compositores da geração seguinte a Villa-Lobos, entre os quais incluem-se de Santoro a Guarnieri, e até o próprio Gilberto Mendes, foram de alguma maneira intimidados pela sombra que Villa-Lobos projetava sobre eles. A minha geração, entretanto, já foi formada na corrente que reagia negativamente à escola nacionalista com a qual Villa-Lobos era identificado, de modo que a princípio nós o ignoramos. Entretanto, em meados dos anos 80 começamos a descobrir que Villa-Lobos tinha também muitas facetas revolucionárias e pudemos então recuperar, como influência altamente positiva, diversos aspectos da linguagem de suas obras atonais e continuar a desenvolvê-los sem que isso representasse um peso intimidador, tal como o compromisso nacionalista representou para as gerações precedentes."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rodolfo Coelho de Souza, compositor, sobre a influência da obra do compositor sobre as gerações que o sucederam&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Heitor Villa-Lobos é sem dúvida considerado uma das grandes referências da música brasileira, apesar de não conhecermos suficientemente sua obra como um todo - situação frequente no que se refere aos grandes criadores da música brasileira de concerto. Villa-Lobos é até hoje um compositor que gera inúmeras polêmicas, tem uma obra muito extensa, irregular, complexa e multifacetada, que apresenta ainda muitos aspectos a serem avaliados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por um lado, sua imagem continua sendo a do autor de melodias que se tornaram muito populares, como a Ária das "Bachianas Brasileiras nº 5" e o Trenzinho do Caipira - que é o movimento final das "Bachianas Brasileiras nº 2" -, partes frequentemente incluídas em programações, gravações, e que vêm sofrendo diversas releituras, transcrições e adaptações de todo tipo. Por outro lado, é um compositor quase desconhecido no que se refere ao conjunto de sua obra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Independentemente do fato de Villa-Lobos ser considerado um dos grandes compositores do século 20, ele teve a grande habilidade e o empenho de aproveitar as oportunidades para divulgar sua obra e sua imagem. Ainda em vida, uma parte significativa de suas composições foi editada por grandes casas editorais; fez gravações para as mais importantes companhias discográficas, viu sua música ser executada pelos mais renomados intérpretes de seu tempo e idealizou um grande projeto de educação musical para as massas. Essas estratégias, possivelmente, ainda fazem de Villa-Lobos o compositor brasileiro de música de concerto mais conhecido e gravado em todo o mundo, o que pode significar que seu prestígio se mantém como há cinquenta anos atras".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adélia Issa, soprano, e Edelton Gloeden, violonista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Quero me ater ao visionário educador que foi Villa-Lobos. Seu grande projeto educacional e musical (apresentando em diversas cidades europeias), em que teve destaque o Canto Orfeônico, resultando na compilação do "Guia Prático" (Temas Populares Harmonizados) e que, aplicado na nova geração de 1930, formou um público diferente do que vivenciamos hoje. Villa-Lobos tinha a certeza, assim como eu tenho, de que a educação musical e artística fazia e faz parte da formação intelectual e social de um cidadão, onde o senso crítico e a imaginação são despertados através da música.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O resultado da eliminação do ensino das artes nas escolas públicas do Brasil contribuiu para o quadro que vemos hoje: a banalização da violência, o aumento da corrupção política, a decadência do ensino público e a falta de perspectiva do futuro para os mais pobres. Apesar de parecer grandioso, para alguns de sua época o projeto de Villa não era mais nada menos que um vislumbre de uma futura nação, naturalmente talentosa e que, se fosse recheada de conhecimentos, poderia se tornar um povo poderoso e inteligente capaz de competir de igual para igual com o resto do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Villa-Lobos compreendia a essência da música brasileira e sua linguagem. Como intérprete de Villa-Lobos pelo mundo afora, posso sentir através dos olhares e aplausos, a grandiosidade de sua música. Ele traz em sua obras as mesmas sensações de cinco décadas passadas: A alegria e a vivacidade do povo brasileiro. A grande diferença para hoje é que quase não temos mais visionários ou músicos fanáticos engajados na política educacional, desinteressados de favorecimentos políticos ou financeiros ou ligados na mera reprodução e execução musical para um público que tende a desaparecer. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A música salvou minha vida e poderia salvar a vida de muitas futuras crianças brasileiras ricas ou pobres. Deixo uma frase de Villa-Lobos que é o cerne da minha vida: "Tudo que se sente na vida, se sente no coração. O coração é o metrônomo da vida."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Edna D'Oliveira, soprano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Villa-Lobos é um compositor capaz de conseguir um amálgama de muitas correntes de sua época como: nacionalismo (com peças que utilizam o folclore brasileiro em sua totalidade, do urbano ao ameríndio, passando pelo elemento das danças de ritmo africano), neoclacissismo (Bachianas Brasileiras), experimentalismo (criatividade com relação à orquestração e à estrutura), exotismo e individualismo (em seus títulos, em suas soluções harmônicas, como também em seus procedimentos composicionais). Mais que isto, Villa-Lobos até prediz o próprio minimalismo (Plantio do Caboclo). Na minha opinião, a importância de Villa-Lobos ainda não foi completamente definida. Uma das razões é a dimensão e a variedade de sua obra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Villa-Lobos era muito mais famoso em vida. A sua exuberante personalidade, o seu savoir-faire em matéria de criar uma imagem de compositor exótico, e sua imensa obra foram irresistíveis aos seus contemporâneos. Com o tempo, a dificuldade em encontrar partituras bem editadas restringiu a apreciação de sua obra como um todo. Apesar de Villa-Lobos ser considerado um dos nossos mais importantes compositores, sua obra não é muito conhecida: não há uma orquestra de repertório de Villa-Lobos, por exemplo. O trabalho de intérpretes esporádicos fora do Brasil, com muito esforço e empenho, estão mudando a opinião da crítica especializada e dos produtores de concertos quanto `a qualidade e importância de Villa. É urgente desenvolver uma política cultural visando a disseminação da riqueza da arte brasileira."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sonia Rubinsky, pianista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O passar dos anos nos leva a reinterpretar, a compreender melhor, fenômenos culturais, criações artísticas, personagens. À medida que vamos adquirindo experiências, nosso horizonte se amplia e a posição desses elementos se movimenta nesse cenário - ora ocupando espaços de mais destaque e importância, ora o contrário. No meu mais de meio século de carreira e constante contato com a obra de Villa-Lobos, posso afirmar que o respeito inicial que tinha por seu trabalho transformou-se numa profunda admiração. Estudando recentemente obras do inicio de sua carreira entendi a diferença de Villa para os outros e também a razão de sua importância na música do século 20 como um todo. Ele não começou orquestrando maracatus ou lundus para a sala de concertos afim de conferir-lhes 'status cultural' e nem fez 'média' com a cultura espontânea de seu país. Dotado de profundos conhecimentos da música que se fazia no início do século na Europa, Villa-Lobos armou uma guerra entre a matéria prima nacional e o know-how composicional da música do Ocidente. A dupla visão critica que ele teve como ninguém dos dois fenômenos - a tradição herdada versus a força telúrica - é que, a meu ver, conferiu à sua obra originalidade e uma dimensão maior, universal. Hoje se sabe com clareza que Villa não foi um provinciano. Não era um bajulador dos tais 'valores humanos' ou 'belezas naturais' de seu país, que ele amava de paixão. Sabemos, também, que a 'média' que fez com o execrável ditador Vargas - este que, em vez de copiar os princípios da democracia americana, deixava-se encantar com as alegorias e métodos dos nazi-fascistas - tinha o sentido de implantar o ensino musical nas escolas afim de alfabetizar musicalmente as gerações seguintes, preparando-as para enfrentar a emergente máquina de comunicação eletrônica, que ele chamava de 'música de repetição' e a qual muito temia (sábia premonição!)Por essas razões, 50 anos após sua morte, afirmo, sem vacilar, que ele foi o mais importante músico brasileiro do século 20. Aliás, o mundo também acha, pois, ele é o mais executado compositor brasileiro no exterior, mais que qualquer outro artista popular nosso."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Júlio Medaglia, maestro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O Villa foi o compositor que colocou o Brasil no cenário internacional. Antes dele Carlos Gomes e Nepomuceno fizeram seu papel, mas o enorme carisma e visão do mundo transformaram-no em um dos maiores agitadores culturais e divulgadores de nossa cultura em seu tempo. Em sua época sua presença forte desencadeou uma série de alterações na vida musical do país, não só no terreno da composição propriamente dita mas também na área educacional especialmente enquanto foi diretor da Superindendência de Educação Musical e Artistica. Acho que a grande diferença entre sua imagem da época e a de hoje é justamente a sua ligação com o Governo Vargas. O uso da música como poder de manipulação de massas, que por alguns pontos de vista são bastante questionáveis, hoje em dia, na minha opinião, não fazem mais tanta diferença. Sobrevive sua obra extensa, polêmica, forte, carismática e diversificada. Com muita "brasilidade" mas também com enorme universalidade. Ainda é um de nossos maiores "cartões de visita 'no exterior'."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Luis Gustavo Petri, maestro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O problema de Villa-Lobos para os compositores brasileiros é que ele continua um marco a superar, muito difícil. Ele se tornou, sem dúvida, o maior nome do Brasil no exterior, conforme admitia Gilberto Freyre, um nome entre os maiores da música do século 20, ao lado de Bartok, Stravinsky. Muitos compositores brasileiros ainda querem ser o novo Villa-Lobos. Da minha parte, admiro até hoje a inventividade, a modernidade de sua linguagem. Não me interesso pelo seu brasileirismo e sim, ao contrário, pelo seu cosmopolitismo, seu ecletismo tropicalista pós-moderno avant la lettre. No início fui muito influenciado por ele. Depois, junto com meus colegas do manifesto música nova, a coisa que a gente queria, realmente, era exatamente não ser um novo Villa-Lobos. Hoje em dia, eu sinto que estou voltando para ele, de certo modo. É a sua sombra, ainda, pairando sobre a gente".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gilberto Mendes, compositor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Acho que a nova geração já não carrega estes traços marcantes de Villa Lobos embora a sombra de seu nome internacionalmente ainda paire por sobre nós - o fetiche daquele vindo do hemisfério sul na década de vinte e que segundo a critica Anais Fléchet para os franceses tratava-se da revelação do "outro", um outro radical e brutalmente diferente do europeu civilizado Mas afinal quem foi Villa Lobos? Um gênio, visionário, charlatão, transgressor, nacionalista, marqueteiro. Creio que uma força da natureza. Erza Pound disse que um escritor (isto se aplica também ao compositor) se divide em três categorias: 1 aquele que inventa e portanto muda a história, 2 aquele que é um mestre e consegue captar com maestria e até melhor as ideias daquele que inventou 3. Aquele que copia. Parece que Villa Lobos foi um misto de tudo isto. Difícil de catalogar, ele extrapola 'rubricas'."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jocy de Oliveira, compositora&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-3875736680295698303?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/artistas-comentam-obra-de-heitor-villa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-4750665600145334420</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 04:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T02:59:44.360-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Estadão</category><title>Heitor Villa-Lobos, os 50 anos da morte de um gênio da música</title><description>&lt;div id="c"&gt;Talento do compositor se livra de antigos rótulos e passa a ser compreendido em toda sua multiplicidade &lt;/div&gt; &lt;div class="grupoC2"&gt;     &lt;p class="fonte"&gt;&lt;br /&gt;                    &lt;/p&gt;&lt;p class="fonte"&gt;João Luiz Sampaio, de O Estado de S. Paulo     &lt;/p&gt;          &lt;script&gt;Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")&lt;/script&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="corpoNoticia"&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Há 50 anos, no dia 17 de novembro, morria no Rio de Janeiro, aos 72 anos, Heitor Villa-Lobos. Não foi pequena a comoção pelo desaparecimento do nosso maior compositor. Para um grupo, desaparecia o criador de uma música essencialmente brasileira, o desbravador de sertões e florestas em busca do folclore que serviria de inspiração para suas obras; para outro, o grande vilão da criação moderna, símbolo de atraso e conservadorismo. &lt;p&gt; &lt;/p&gt;  &lt;div style="border: medium none ; padding: 5px; float: left; margin-right: 10px;"&gt;&lt;img src="http://www.estadao.com.br/fotos/villalobos_batistao1.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;Quem estava certo? No palco da vida musical brasileira, Villa-Lobos desempenhou, desde sua morte, diversos papéis. E nos últimos anos não apenas a vanguarda reviu a posição crítica com relação à sua obra, como o folclore mostrou-se apenas parte de um todo bastante maior. Menos do que um símbolo, Villa hoje reaparece como figura incoerente, que cabe em todas as definições que se aplicaram a ele - mas não se limita a nenhuma delas. Está, enfim, livre para ser ele mesmo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conjunto caótico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Já é hora da obra de Villa-Lobos falar por si própria", diz o maestro e compositor Gil Jardim, autor de O Estilo Antropofágico de Villa-Lobos. "Temos depurado nossa percepção de seu legado e a obra vem conquistando crescente autonomia pelo seu valor intrínseco", continua. Villa-Lobos nasceu no Rio em março de 1887. Autodidata, foi influenciado pela música dos chorões cariocas, assim como demonstrou interesse desde o início por manifestações folclóricas. Viveu durante duas temporadas em Paris (nos anos 10 e 20), onde teve contato com a música de Claude Debussy e Igor Stravinski e, no fim da vida, morou nos EUA, onde compôs para cinema e para a Broadway. Escrevia muito, sem se preocupar em passar a limpo ou revisar as partituras. Entrar na sua obra é, portanto, conviver com um universo caótico de cerca de 1.200 peças das mais diferentes proporções, inspirações e técnicas, como os ciclos das Bachianas Brasileiras e dos Choros. "Ele conseguiu um amálgama de muitas correntes de sua época, como o nacionalismo, o neoclassicismo, o experimentalismo, o exotismo, até mesmo prediz o minimalismo", diz a pianista Sonia Rubinsky, que gravou a integral de sua obra para piano (selo Naxos).&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Ezra Pound disse que um escritor se divide em três categorias: aquele que inventa e, portanto, muda a história; aquele que é um mestre e consegue captar com maestria as ideias de outros; e aquele que copia. Parece que Villa-Lobos foi tudo isso. Ele extrapola rubricas", acredita a compositora Jocy de Oliveira. Para o maestro Julio Medaglia, até mesmo a relação dele com o folclore já passa por reavaliação. "Ele não foi um provinciano. Ele sabia o que de novo se fazia na Europa e armou uma guerra entre a matéria-prima nacional e o know-how da música do Ocidente", diz. "O que resta, hoje, é sua obra extensa, polêmica, forte, carismática, com muita brasilidade, mas também universalidade", completa o maestro Luis Gustavo Petri. "Sua obra, irregular, complexa, tem muitos aspectos ainda a serem avaliados", afirma o violonista Edelton Gloeden. E o compositor Gilberto Mendes, um dos autores do Manifesto Música Nova, que orientou parte da vanguarda brasileira, acrescenta: "Admiro sua inventividade, a modernidade de sua linguagem. Não me interesso pelo seu brasileirismo e, sim, ao contrário, pelo seu ecletismo tropicalista pós-moderno avant la lettre".&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gerações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A revisão da imagem de Villa-Lobos de alguma forma parece relacionada à dissolução da dicotomia entre nacionalistas e vanguardistas que, meio século depois, já não pauta mais a produção de compositores brasileiros. "Estamos livres do domínio ideológico e político associado à imagem de Villa, e cada vez mais se interessando pelo compositor, seu métier e obras que ainda estão por ser melhor entendidas, e que têm muito a contribuir na formação de novas bases da composição, especialmente no âmbito da orquestração e da estruturação formal", diz o compositor Leonardo Martinelli. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Os músicos da geração seguinte a Villa-Lobos foram de algum modo intimidados por sua sombra. Já minha geração foi formada reagindo negativamente à escola nacionalista e, a princípio, o ignoramos. Mas em meados dos anos 80 começamos a descobrir que Villa-Lobos tinha também muitas facetas revolucionárias e pudemos recuperar aspectos da linguagem de suas obras atonais e continuar a desenvolvê-los sem que isso representasse um peso intimidador", diz o compositor e professor da USP Rodolfo Coelho de Souza, apontando para uma realidade na qual a música brasileira parece livre da sombra onipotente do autor das Bachianas. Não chega a ser um paradoxo que tal realidade liberte o próprio Villa-Lobos de sua história. E o traga para o presente. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-4750665600145334420?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/heitor-villa-lobos-os-50-anos-da-morte.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31986658.post-6369301857775391013</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 04:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T02:40:19.207-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Revista Cult</category><title>Villa-Lobos e a invenção da música brasileira</title><description>Nome de shopping e de praças, Villa-Lobos é um compositor ainda pouco conhecido&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;09/11/2009&lt;br /&gt;Camila Frésca&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Neste mês uma série de eventos - entre concertos, lançamentos de CDs e livros, simpósios - visam celebrar a principal efeméride da música brasileira em 2009: os 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos, ocorrida no dia 17 de novembro de 1959. Figura bastante popular - quem nunca ouviu falar dele, ou deparou com uma foto do compositor acompanhado do habitual charuto? -, Villa-Lobos é nome de shopping, parque, museu e inúmeras escolas de música espalhadas pelo país.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;No entanto, sua obra é incomparavelmente menos ouvida do que seu nome, e na verdade muito de sua produção é desconhecido mesmo dentro do meio musical. Igualmente, dados biográficos e aspectos fundamentais para compreender sua trajetória musical são pouco conhecidos ou inconsistentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Autodidata&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro a 5 de março de 1887. Teve sete irmãos e recebeu as primeiras lições musicais em casa. O pai, músico amador, tratou de ensiná-lo a tocar violoncelo (instrumento que ele próprio tocava) ainda criança, adaptando um espigão (apoio que fixa o instrumento ao chão) a uma viola. Além das aulas com o exigente progenitor, mais tarde Villa-Lobos passou a frequentar o ambiente musical boêmio carioca, tocando violão com os chorões, e consta que em 1904 se matriculou no Instituto Nacional de Música para ter aulas de violoncelo num curso noturno - porém não existem registros de que tenha frequentado as aulas nos anos seguintes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É espantoso pensar que esse foi, provavelmente, todo o "estudo" que proporcionou a Villa-Lobos escrever o conjunto de sua obra - mesmo se levarmos em consideração que muito do que produziu se caracterizou justamente por peculiaridades advindas de sua falta de conhecimentos musicais formais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O pai de Villa-Lobos faleceu em 1899, aos 37 anos, e, após algum tempo vivendo com a mãe, consta que em 1905 Villa partiu para suas famosas viagens pelo Brasil, nas quais teria coletado muito material folclórico e se inspirado para mais tarde escrever a mais autêntica "música brasileira". Ao menos é o que afirma a maioria de seus biógrafos, amparados em declarações do próprio compositor. No entanto, Paulo Renato Guérios - que em 2003 lançou um livro que pode ser considerado um dos mais importantes estudos já escritos sobre o compositor - afirma que existem poucos dados empíricos capazes de provar tais fatos, ou mesmo de elucidar a trajetória de Villa-Lobos entre 1905 e 1912.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na verdade, pode-se afirmar apenas que ele realizou duas viagens: a Paranaguá, onde trabalhou por um ano como atendente no comércio local, e a Manaus, para onde seguiu, como violoncelista, para realizar um concerto com uma companhia artística. Ou seja, foram deslocamentos ligados ao trabalho e à busca de subsistência, bem longe de supostas expedições de pesquisa.&lt;br /&gt;Ao voltar para o Rio, em 1912, passou a trabalhar como músico de orquestra em sociedades sinfônicas, cinemas e cafés. Começou também a compor e, a partir de 1915, reuniu esforços para, com alguma regularidade, promover concertos de obras suas. Foi depois de um desses concertos, realizado em 1921, que foi chamado para participar da Semana de Arte Moderna em São Paulo, no ano seguinte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A essa altura, Villa-Lobos já desfrutava de algum reconhecimento, com diversos admiradores entre a elite econômica e intelectual carioca. Após sua participação na Semana, sua fama chegou também a São Paulo e seus amigos começaram a articular sua ida a Paris, passo mais do que natural - à época considerado imprescindível - na carreira de um músico brasileiro que começava a despontar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A França no Brasil e o Brasil na França&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O estudo de Paulo Guérios traz uma tese bastante interessante sobre a passagem de Villa-Lobos por Paris e sua importância crucial para o despertar do compositor como "músico brasileiro".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os anos que antecederam sua partida para a Europa foram de afirmação profissional. Para tanto, Villa procurou mostrar que sabia compor segundo padrões em voga entre os músicos eruditos cariocas, o que significava dominar as estéticas italiana (bel canto) e, sobretudo, alemã (Wagner) e francesa (Saint-Saëns). Da mesma forma, para ser aceito por seus pares, ele evitava a incorporação de elementos ligados à cultura popular - sua produção durante a década de 1910 é fortemente marcada pela influência francesa e quase ausente de elementos estéticos da música popular, com a qual ele tinha intimidade. Estando um passo adiante em relação a seus pares, Villa compunha ainda de acordo com compositores vanguardistas para o gosto carioca, como Debussy.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No entanto, ao chegar a Paris, em 1923, encontrou um cenário cultural em que as ideias de Debussy eram contestadas por uma nova vanguarda musical, formada por nomes como Erik Satie e o chamado Grupo dos Seis. A valorização do "exótico", advindo de culturas distantes e estranhas ao universo francês, estava em alta, conforme atesta Tarsila do Amaral em carta escrita aos pais meses antes da chegada de Villa-Lobos: "Não pensem que essa tendência brasileira na arte é malvista aqui. Pelo contrário. O que se quer aqui é que cada um traga contribuição do seu próprio país. Assim se explicam o sucesso dos bailados russos, das gravuras japonesas e da música negra. Paris está farta de arte parisiense". Dessa forma, foram especialmente valorizadas pelos músicos locais as obras em que Villa-Lobos utilizava elementos de sua cultura natal.&lt;br /&gt;"O fato de Villa-Lobos ter começado a compor músicas brasileiras a partir de 1923 deveu-se não à descoberta de que ele teria uma essência brasileira, mas sim a um processo de transformação que foi colocado em marcha por uma série de mecanismos sociais de atribuição de valor (...) Assim, quando Villa-Lobos chegou a Paris em 1923, toda uma série de pequenos contatos e interações (...) agiu no sentido de convencê-lo aos poucos da imperiosa necessidade de sua conversão, de sua transformação em um compositor de músicas de caráter nacional.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Como consequência, ele deixaria de tentar compor de acordo com as regras estéticas de compositores franceses, tão valorizadas no Brasil, para tentar retratar sua nação musicalmente, um projeto especialmente valorizado na França", afirma Guérios. Com essa tese, o pesquisador vai ao encontro de outro que se debruçou sobre esse período da produção de Villa, José Miguel Wisnik. Wisnik afirma que a conjunção entre a personalidade de Villa-Lobos e o contexto brasileiro, especialmente a renovação simbolizada pela Semana de Arte Moderna, é que teria impulsionado a incorporação de elementos populares em sua música após 1922.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa motivação que teria levado Villa-Lobos a escrever músicas de caráter nacional é sem dúvida um ponto crucial a ser esclarecido, para não cairmos em reduções simplistas ou na ideia um tanto ingênua de que subitamente ele teria "acordado" para o maravilhoso manancial musical de sua terra e abraçado a corrente estética nacionalista. Não que o compositor desconhecesse ou desprezasse o repertório popular e folclórico; na verdade o que está em questão é mostrar que ele tinha plena consciência das escolhas que fazia e estas estavam vinculadas a projeções e demandas que possuía como artista.&lt;br /&gt;A partir disso, o próprio Villa interpretou, ressignificou e até mesmo criou passagens de sua biografia no intuito de mostrar que, desde os primórdios de sua carreira, buscava (ou era até mesmo um predestinado a) fazer sua música "atingir um ideal". Daí a conveniência, por exemplo, de enxergar suas viagens pelo Brasil como expedições etnomusicológicas que visavam coletar material que mais tarde seria usado em suas obras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nada disso, no entanto, tem a intenção de denegrir ou tirar o brilho da personalidade e da obra de Villa-Lobos. Na verdade, é fascinante perceber como essa complexa formação e cristalização de uma imagem se dá, contando com a participação intencional e ativa de seu protagonista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enorme acervo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A obra de Villa-Lobos é vastíssima e dela só conhecemos uma pequena parte, quase a ponta de um iceberg. Na década de 1920, ele escreveria os Doze Estudos para violão, dedicados a Andres Segovia. O músico declarou que a obra representava, na literatura violonística, o que são os Estudos de Chopin para o piano. Nessa mesma década, aliás, ele escreveu obras capitais: além dos estudos, a série de Cirandas e Cirandinhas para piano, as Serestas para canto e piano e a revolucionária série dos Choros, ciclo de 14 obras (embora as duas últimas nunca tenham sido localizadas) para diferentes formações que vão do violão solo a orquestras gigantescas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já após retornar de sua segunda estadia em Paris (entre 1927 e 1930), Villa se dedica a outro ciclo fundamental, o das Bachianas Brasileiras. Ao mesmo tempo em que, colaborando com o governo de Getúlio Vargas, desenvolvia um inédito programa de educação musical da população por meio do canto orfeônico, escrevia essa série de obras, que buscavam unir a estética de Bach ao universo musical brasileiro. Para diferentes formações, as noves peças, escritas entre 1930 e 1945, utilizam canções folclóricas e urbanas e alguns de seus trechos estão entre os mais populares do compositor, como a tocata da Bachiana Nº 2, "O Trenzinho do Caipira", e a "Ária (Cantilena)" da Nº 5.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas há muito mais. Com um catálogo que ultrapassa mil títulos, Villa-Lobos escreveu também óperas, concertos para violão, piano, violoncelo, 12 sinfonias, fantasias, música sacra, muita música de câmara - incluindo 14 quartetos de cordas -, diversas obras orquestrais, canções e outras peças essenciais para a literatura pianística, como o Ciclo Brasileiro, a Prole do Bebê e o Rudepoema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porém, nem todo desconhecimento acerca desse enorme acervo se deve apenas ao desinteresse do meio musical. Uma das principais dificuldades para interpretar a obra de Villa-Lobos reside nas partituras. Além de existirem peças ainda em manuscritos - o que faz com que sejam ignoradas por intérpretes e orquestras internacionais, que só tocam obras publicadas -, muito do que foi editado apresenta uma quantidade enorme de erros e precisa de revisão urgente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Academia Brasileira de Música (ABM), criada pelo próprio Villa-Lobos em 1945, está tentando dar continuidade a um importante projeto nesse sentido. Num acordo com a Max Eschig, que detém os direitos de boa parte da obra sinfônica de Villa, a ABM realizará uma edição crítica das peças, revisando o material que está nas mãos da editora francesa. A Academia oferecerá o material revisado gratuitamente para a Max Eschig, que por sua vez cederá a ela a exploração de partituras de Villa na América do Sul.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mesmo com tais dificuldades, a obra de Villa-Lobos tem ganhado cada vez mais atenção dos músicos nacionais e do mercado internacional. Uma importante iniciativa fonográfica nesse sentido foi a gravação integral da obra para piano do compositor (em oito CDs) pela pianista Sonia Rubinsky para o selo Naxos, distribuído para todo o mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesta celebração motivada pelos 50 anos de morte de Villa-Lobos, é bastante animador perceber que esforços recentes como a recuperação de suas partituras, a gravação de suas obras e a revisão de sua biografia concorrem para fazer dele mais do que um nome explorado para fins esdrúxulos (como shoppings ou conjuntos residenciais) e esvaziado de seu real sentido: o de maior compositor que o Brasil já produziu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31986658-6369301857775391013?l=audicoesbrasileiras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://audicoesbrasileiras.blogspot.com/2009/11/villa-lobos-e-invencao-da-musica.html</link><author>noreply@blogger.com (Carlos Eduardo Amaral)</author></item></channel></rss>