SaGrama homenageia Dimas Sedícias no Santa Isabel dia 25/08
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| Foto: Lucas Emanuel / Divulgação |
Um dos artistas mais importantes para a trajetória do SaGrama, que marcou profundamente a história do grupo, sendo uma espécie de cofundador, foi o percussionista e maestro Dimas Sedícias. Nascido em Bom Jardim, no Agreste pernambucano, e falecido em 2001, o compositor, arranjador, instrumentista e grande referência da música entre o erudito e a cultura popular, criou peças sinfônicas e pôde exercer sua criatividade junto ao grupo musical, que irá homenageá-lo em concerto no Teatro de Santa Isabel, no próximo dia 25, às 20h. Os ingressos, que já estão à venda pelo Guichê Web, custam R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada).
Nesta celebração à música pernambucana e à amizade, um time de instrumentistas mulheres de alto nível sobe ao lado dos dez integrantes do SaGrama: a trombonista Neris Rodrigues, a violeira Laís de Assis, a violista Laila Campelo e a sanfoneira Karol Maciel. As instrumentistas também vão tocar composições autorais.
Mesmo sem nunca ter feito parte do SaGrama oficialmente, estando nos bastidores, Dimas Sedícias compôs várias obras originais incorporadas ao repertório do SaGrama. “A influência de Dimas, no início do grupo, foi super interessante, porque ele trouxe a música-teatro, a música com narração, com onomatopeias. A gente explorava a caixa acústica do violão, tocava o contrabaixo depois do cavalete... É como se fosse uma sonoplastia. Então as composições da gente começaram a ter esse lado meio teatral, meio exótico”, explica Sérgio Campelo, flautista e um dos fundadores do SaGrama.
Autor de peças pensadas para o SaGrama, como Riacho encantado” e Suíte matuta, Dimas Sedícias tornou-se parceiro do grupo a partir de 1995, muito antes do primeiro disco da banda vir à tona. À época, os músicos já haviam começado a experimentar a combinação de timbres que viria a moldar sua identidade sonora tão particular.
São de Sedícias, por exemplo, músicas consagradas como Papagaio de papel e Aspectos de uma feira. Esta última composição começa com os sons do alvorecer, segue com a cega Jesuína, pedindo esmola, entoando uma melodia vocal dramática (num trecho cantado pela também flautista Ingrid Guerra), seguida pelo burburinho da multidão que frequenta a feira livre, até chegar à cadência divertida dos emboladores de coco.
Para retratar o murmúrio da feira, ele trazia martelinhos de brinquedo, que faziam o som do “nheco-nheco". Outra de suas "invenções” foi um caneco contendo pequenas argolas, que simula o som das moedas dadas de esmola. “No show, vamos perceber a diversidade de timbres que Dimas trabalhava, através destes pequenos elementos sonoros, trazendo outro colorido e representatividade ao SaGrama", ressalta o percussionista Antonio Barreto, também no grupo desde a formação original. Timpanista da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR), percussionista ou baixista nas orquestras de frevo, foi na OSR que Dimas conheceu Barreto.
“Aos poucos, a gente começou a receber a visita do Dimas, que se encantou com aquele material orgânico-musical e começou a trazer peças para o grupo”, conta Sérgio Campelo ao escritor Carlos Eduardo Amaral, num dos capítulos do livro SaGrama: um álbum por escrito (Edição Independente; 212 páginas), recém-lançado (à venda pelo instagram @sagramaoficial). Para ele, o músico bonjardinense ajudou a dar o direcionamento para a reinterpretação da música nordestina que marcou os primeiros álbuns do conjunto.
Além de fazer uma grande homenagem a Dimas Sedícias, o SaGrama levará, para o palco do Santa Isabel, clássicos de sua discografia, a exemplo Brilhareto e Cuscuz. Uma das novidades do repertório será Samambaia, composição de Cláudio Moura, um maxixe pensado originalmente para uma banda de música e violão e depois adaptado para o SaGrama, com solo de trombone.
SERVIÇO:
Show SaGrama homenageia Dimas Sedícias.
Participação especial de: Neris Rodrigues, Laís de Assis, Karol Maciel e Laila Campelo.
Quando: 25/08 (terça-feira), às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Quanto: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada). À venda pelo Guichê Web
Informações: @sagramaoficial (no Instagram)



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